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quarta-feira, 21 de março de 2012

Segunda visita

O G. partiu de volta a Portugal esta madrugada, às 4h apanhou o autocarro para Roma de onde partiu o voo às 8h. Esta tarde ainda foi trabalhar…


Chegou na sexta-feira ao fim da tarde. Viemos a casa deixar as suas coisas e mais tarde fomos buscar jantar à pizzaria mais próxima.
Jantámos em casa e bebemos chá como tantas vezes fazíamos em sua casa…ficámos por casa o resto da noite.

No sábado levantámos cedo para podermos ir até ao mercado – que termina às 13h – e por volta das 11h estávamos lá, depois de um pequeno-almoço reforçado. Passeamos por todas as bancas, eram tantas!!! Fomos até ao final da rua principal, mais ainda, chegámos a um outro largo, mais longe, onde haviam imensas bancas bem interessantes, com artigos vintage por todo o lado, fiquei fascinada, agora voltarei lá nos próximos sábados – não sabia que haviam bancas até lá tão longe e muito menos que eram vintage e tinha coisas fantásticas! Lá, desencantei uma pequena mala preta por 1€ apenas. O melhor? É em pele verdadeira! E eu precisava duma (pois não tinha uma mala preta). Saímos de lá ainda com 5 pares de collants por 2,5€ (50cent. cada!!!).

Decidimos, à última da hora, viajar ate uma cidade vizinha, junto ao mar, que fica a uma hora de comboio daqui. Como estávamos perto da estação de comboios fomos ver os horários, preços e isso…supostamente iríamos lá no dia seguinte (domingo). Mas o G. sugeriu que fossemos mesmo naquele momento e apanhámos o comboio seguinte. Fomos mesmo assim, com as compras do mercado e sem almoçar mas fomos. O comboio era óptimo, pagámos 9€ (ida e volta), tivemos uma hora e um quarto de viagem, sempre à janela, com grande parte do caminho com vista para a costa. Fez-se muito bem. E eu estava muito contente por estar a fazê-lo com ele, temos (e já tínhamos há algum tempo) planos para viajar juntos porque é algo que a ambos nos apaixona e poder partilha-lo é fantástico. Lembro-me de estar no comboio, quando entrámos e parecer uma criança deliciada com aquela pequena aventura não programada, decidida no último minuto. Quando chegámos à cidade e saímos da estação, senti o peito cheio por saber que estávamos a viajar juntos pela primeira vez porque é uma coisa que queremos fazer e da qual já há muito falamos. Estava mesmo feliz.


Pescara é uma cidade cheia de comércio, estava apinhada de gente na rua principal que conduzia até ao mar. Eu já tinha saudades de ver o mar, desde Portugal que não o via… e como gosto do mar!!! Comemos um gelado e passeámos pelas ruas desconhecidas, sem saber por onde íamos ou onde estávamos, tirámos fotos, encontrámos um carrossel – lindo, lindo como os de brincar! Foi uma tarde bem passada. Infelizmente quando ia comprar uma prenda para a minha mãe, finalmente tinha encontrado e sabia que lhe fazia jeito, dei-me conta que não tinha comigo dinheiro, tinha deixado o cartão onde tinha dinheiro em casa, noutra carteira e isso deixou-me tão mas tão chateada…
Regressámos já tarde e quando chegámos a casa cozinhei, jantámos e deitámos, já tarde.

No domingo ficámos na cama até mais tarde. Quando nos levantámos era hora de almoço e decidimos almoçar logo antes de sair. Comemos bem – voltei a cozinhar comida típica italiana – e saímos. Fomos até à rua principal como no dia anterior, desta vez havia uma Feira especial, porque era festa de um Santo cá e havia comida, roupa, sapatos, acessórios e estava cheio de flores. O fim de semana, em termos de tempo, esteve óptimo – já cheirava a primavera e então vendiam-se flores para celebra-lo!
Deu sol, esteve ameno e convidava a sair de casa e passear, foi o que fizemos. Não comprámos muita coisa mas quando voltámos para casa – umas 3horas depois – vínhamos com sacos e saquinhos e eu trazia o coração cheio por ter passado um domingo assim tão delicioso. 

Gosto de feiras e de termos comprado coisas simbólicas – bombons, dois vasos pequenos de flores que o G. me ofereceu e um cacto para oferecer à minha mãe (que ele levou para lho entregar) – que não foram nada caras, mas que fazem com que voltemos com as mãos ocupadas e sorrisos no rosto por uma tarde especial, cheia de cumplicidade e carinho. São estas pequenas coisas, sensações, que me deixam feliz, ao lado dele. E não as sei explicar mas dar-me conta que era domingo, regressávamos ambos a casa, tínhamos passeado, visto coisas diferentes, descoberto coisas novas juntos e trazíamos mimos que afagam a alma…soube-me tão bem, deixou-me contente por ter alguém assim tão especial comigo naquele momento.

Voltámos cedo a casa, pus-me a cozinhar novamente. Fiz questão de mostrar-lhe o que já aprendi a fazer aqui sobre como se come e cozinha. A nós que tanto prazer nos dá a gastronomia, é importante partilharmos estas coisas, as refeições são momentos nossos também.
Não saímos mais de casa, estivemos com uma das minhas colegas de casa, que jantou connosco e depois deitámos.

Segunda-feira era o último dia que ele cá estava, saiu de cá na terça às 4h da manhã. Não foi o último dia que tinha em mente porque tivemos sob muita pressão e deixou-me triste – situações difíceis... Mesmo assim estivemos sempre juntos, consegui mostrar-lhe onde costumo ir, comprou algumas coisas para levar e foi comigo a uma aula que eu tive ao fim da tarde, conheceu a minha faculdade, viu as montanhas salpicadas de neve…e jantámos em casa, comemos croissants (mais tipo bola de Berlim) com recheios de rocher e kinder, preparámos as coisas para a sua viagem… e de madrugada ele foi-se embora.


Ficou muito por fazer, muito por mostrar, visitar e partilhar mas fiz o melhor que pude e o que era realmente importante, que era estarmos juntos, aconteceu.
Eu voltei para a cama depois de o acompanhar ao autocarro e tive aula só à tarde, curso de italiano. Hoje não tenho aulas, dormi até ao meio dia, até porque ontem deitei-me já as 3horas da manhã iam longe – não conseguia dormir, mesmo àquela hora, quando me enfiei debaixo dos lençóis, provavelmente porque já não estava cá ele e eu já não estava habituada, era o desmame. Ainda não fiz nada o dia todo mas tenho intenções de começar a estudar e trabalhar porque para a semana tenho um teste e uma apresentação.

Ficou uma sensação estranha desde que ele se foi embora. A segunda-feira foi um dia difícil para ambos, que nos deixou numa situação muito delicada, que nunca esperei ter de passar e entre nós ficou algo por resolver ou dizer, creio.

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