segunda-feira, 4 de julho de 2011

domingo, 3 de julho de 2011

O relógio está a contar


Tenho medo. Mentiria se dissesse que não tinha. Seria sequer humano ou normal não o temer?
Eu quero muito dar de mim o que sinto que devo dar mas sei que isso terá de ser feito, muitas vezes, à distância. Sei que, provavelmente, é estar a pensar demasiado e antecipar as coisas mas não consigo evitar pensar que será sempre assim em qualquer relação que estabeleça. Tenho a minha vida dividida. Nunca estou sempre no mesmo lugar, ora aqui, ora de férias em casa (que ainda é longe...). As férias durante o ano nem são o pior, mas as de Verão vão custar-me horrores depois desta intensidade que temos dado ao envolvimento que já surgiu entre nós. Depois, no segundo semestre do próximo ano estarei (mais de 4meses) em Itália.
Daqui a precisamente uma semana já estarei bem longe e espera-nos, no mínimo, um mês de distância separados por mais de 900km. Ele tentará ir ter comigo lá no Verão, lá para Agosto para ser mais "suportável" o tempo que passaremos longe um do outro. Depois só nos veremos em Setembro, espero, tenho o forte desejo, que estas férias voem porque eu sei o quanto me custa passar horas sem o ver, um dia é um custo e semanas será um tormento. Vai fazer-me imensa falta, mesmo.
Esta semana que vem aí será a derradeira contagem decrescente para, por um lado, poder, de alguma forma, descansar da época infernal de exames e deste semestre e ano lectivo exigentes e que se têm revelado uma verdadeira prova de fogo para mim mas, por outro lado, o pior, afastar-me do G. durante muito tempo, demasiado para nós e que será a maior provação que nos espera num futuro, já demasiado próximo ao ponto de me atormentar o pensamento quando lhe permito que invada a minha cabeça (tenho tentado não pensar nisto mas hoje deu-me para deitar tudo cá para fora). Estou triste, não queria nada separar-me dele e nem quero imaginar o que me irá custar estar longe dele tanto tempo, desta pessoa maravilhosa que tenho descoberto e que tanto me ajuda e faz bem!
Tudo isto deixa-me triste e apreensiva porque sei que ele merece mais, quero poder apoiá-lo, estar ao lado dele, que, a verdade é que não tem de ser sempre presencial, mas muitas vezes essa presença, o estar ao lado fisicamente é essencial e ajuda muito.
Este mês tem sido óptimo porque temos estado sempre juntos, todos os dias e temos tentado (e acho que conseguido) aproveitar bastante mas sabe sempre a pouco porque eu estou em exames e, portanto, não estou a dar-lhe tudo o que posso uma vez que tenho de dividir as minhas atenções, o meu empenho e tudo o resto entre ele e o estudo intensivo.
Estas são razões que não abonam para que a nossa relação seja assumida, da minha parte. Ele merece tudo e tem-me fascinado, apaixonado e surpreendido cada dia e eu não acho justo avançarmos com uma relação enquanto eu não lhe puder dar tudo o que posso e quero. Entendem-me?
Estarei apenas a ser medricas e a não querer avançar? A ter medo e ele me estar a impedir? Eu acho, muito sinceramente, que não. Só acho que precisamos de tempo e calma e só depois é que poderei pensar num "namoro" porque para já (e até voltar de férias de Verão em Setembro) não me parece "justo" e fiável, não seria responsável e eu quero fazer as coisas como deve ser desta vez, com ele é o que mais quero, que não nos arrependamos ou lamentemos nada e que seja tudo pelo melhor, da forma que achamos mais correcta entre ambos.

Sabemos que precisamos de férias

quando nos sentimos de tal modo trocadas que temos dores de barriga agudas inexplicáveis, quando o cabelo nos cai às resmas, o período aparece duas vezes no mesmo mês (com uma semana de intervalo) quando nunca tal me tinha acontecido na vida até hoje, o estar sempre a ter recaídas e ficar, vezes e vezes sem conta, doente num curto espaço de tempo (garganta, febre e dores de cabeça e barriga), entre muitas outras coisas.
Isto para não falar do cansaço físico e psicológico acumulados! Principalmente a falta de motivação e a vontade de ficar na cama o dia todo, de dormir até não conseguir mais e de "não fazer nada"... Só falo das reacções que o meu corpo teima em explicitar como bem entende.


Será que isto é tudo do cansaço? É que nem imagino que outra coisa possa ser...

Pantera Cor-de-rosa



Desde miúda que sempre achei imensa graça à Pantera Cor-de-Rosa. Adorava, a música, tema inicial é um máximo e traz-me sempre óptimas recordações. Quem não gosta?


Um sorriso, uma flor

Um amargo "necessário"

Ontem (sexta) levantei-me por volta das 10h para começar a estudar para o exame de segunda, era suposto ir cedo para casa logo depois do concerto de quinta à noite mas acabámos por ficar até lá para as 2h no café e a conversar porque tivemos o nosso primeiro "desentendimento", digamos assim. Não nos chateámos, apenas acho agimos de uma maneira que magoou o outro, ambos sem essa intenção, mais ou menos ao mesmo tempo porque não houve uma correcta percepção disso mesmo (do que estávamos a provocar um no outro com as nossas acções), não nos demos conta, percebemos mal as coisas e pela primeira vez não me senti confortável com ele como é característico.


Fomos ao concerto com a irmã do G. e uma amiga (da irmã).
Combinámos encontrar-nos com elas num local onde nós estacionámos, chegámos primeiro. Como não sabíamos onde era fomos pedir informações mas não nos souberam dizer onde é que era o local e então andámos uns 10minutos quase a pé até que encontrámos um polícia e perguntámos e lá ele nos explicou como lá íamos. Tivemos de voltar o caminho todo para trás e já estávamos em cima da hora, elas ainda não tinham chegado e nós não tínhamos a certeza do caminho. Ele mal falou comigo o tempo todo, não foi carinhoso como é o jeito dele, estava estranho. Nem dei muita importância embora tenha reparado nestas pequenas mudanças. Calculei que não fosse intencional e que nem se estivesse a aperceber e fosse por acaso assim. Depois lá encontrámos o caminho e ficámos à espera da irmã e da amiga. Ainda demoraram uns 10minutos e já passava da hora do concerto. Ele estava ansioso e preocupado, parecia inquieto, mal o reconheci quando elas chegaram. Depois de chegarem a nossa proximidade decresceu a olhos vistos. Ele não foi, o pouco tempo que andámos a pé (desde que as encontrámos até à Academia Recreativa onde foi o espectáculo) em contacto físico comigo (mão dada ou lado a lado) e o pensamento longe que nem o consegui alcançar…
O concerto todo esteve distante, exceptuando ao início em que trocámos algumas gracinhas e nos rimos ou brincámos. Não estava sequer perto de mim mesmo estando ao meu lado sentado, era tão estranho. Fez-me sentir uma qualquer, uma estranha que ele nem conhecia e lhe era completamente indiferente, que estava sentada por infortúnio do destino ao seu lado.
Mas achei que eram tudo coisas da minha cabeça. No final do concerto estivemos algum tempo na rua a conversar e ele mal me dirigia a palavra, fez-me sentir deslocada pela primeira vez e que se calhar não devia estar ali... até chegou a ser mau para mim quando não alinhou numa brincadeira e me deixou fazer figura sozinha (deixou-me ficar mal).
No caminho para o carro nada me disse, continuou aquele ambiente desconhecido. Entrámos no carro e igual continuou... eu pus-lhe a mão na perna, fiz festas no braço e nem a isso me "respondeu". Perguntei o que se passava, o que é que ele estava a pensar e ele hesitou até que finalmente me acabou por atirar um "O que se passa é que eu estou com uma crise de ciúmes, estou a morrer de ciúmes de ti". Eu mal podia acreditar, ri-me porque não estava mesmo nada à espera. Disse-me aquilo como que a castigar-se a si mesmo...não era o que ele queria sentir e sabia que não fazia o mínimo sentido. Depois percebi. Realmente, assim que saímos do concerto, já cá fora disse-me "Esse telemóvel não parou, com quem é que estavas a falar?" e eu respondi prontamente "Ah era com o D." (tinha estado a falar com ele durante o concerto...já há muito não falávamos e como o G. nem se chegava ao pé de mim...não tinha nada que me estivesse a ocupar e ele estava a responder-me logo porque àquela hora já estava em casa e tinha disponibilidade para falar mas nada demais) com a maior das naturalidades e sem pensar duas vezes. Nem me lembrei mais daquilo e só depois liguei as peças. Disse-me que não me conhecia nem às relações que eu tinha (e é verdade e é normal) e eu percebi e concordei que a relação que tenho é de uma amizade muito especial capaz de intrigar muita gente e que se calhar eu sentiria o mesmo. Ele ficou inseguro.  Deixou claro que o problema não era o meu amigo mas o conjunto de coisas que o levaram a sentir-se inseguro por não conhecer o tipo de relação que eu tenho e não estava em causa eu falar com ele! Disse-me ainda que a condição em que ele está (por não sermos namorados) é ingrata porque não tem o direito de sequer me dizer que tem ciúmes ou pedir qualquer tipo de satisfação. Ao mesmo tempo, por estar tão envolvido, não consegue não sentir insegurança e não querer tudo de mim (que é o que eu sinto também).
"Podes ter ciúmes mas não tens de ter, nem deves, nem tens razões ou fundamentos." foi o que lhe disse. É saudável, em qualquer relação haver ciúme e eu sei que o facto de ter amigos (homens) com quem me dou muito bem é algo que é "menos fácil" de aceitar (porque a mim também me custa mais aceitar amigas mulheres da parte de algum homem de quem goste, não é por falta de confiança ou pelo que seja, é mesmo assim, faz parte ser menos fácil, como é óbvio, não é indiferente) mas são coisas que ambos aceitam a partir do momento em que conhecem o outro e as suas relações, nós conhecemo-nos há muito pouco tempo e essa é uma das coisas que não conhecemos um no outro e tem de ser dadas a conhecer, faz parte do processo.


Pela primeira vez senti necessidade de me esforçar por manter conversa, como que "quebrar o gelo" com ele. Ou então tinha de ser eu a procurar a sua mão ou a aconchegar-me ao seu braço e a puxá-lo para mim o que não tem nunca de ser pensado entre nós porque, como “sentimos” acontece naturalmente ambos fazermos esse tipo de coisas e não apenas um (que aliás acho que é o que tem de acontecer em qualquer relação para que seja saudável, há que regar e existir investimento igual de ambas as partes). Nunca me tinha acontecido, connosco é tudo tão natural e flui duma forma mesmo "fácil" que isto fez-me uma impressão tremenda.
Foi tudo o que lhe disse e fiz questão de lhe mostrar.
Só consegui arrancar-lhe as primeiras palavras já ele estava ao portão de minha casa para deixar-me, poucos minutos depois e as primeiras palavras ditas, desvendado o mistério e já tudo a encaixar disse-lhe que fossemos a algum sítio e fomos a um miradouro onde conversámos durante à volta de 2h. Voltei tarde para casa como não queria mas ficou tudo bem. Acho que ambos percebemos e depois disto nos conhecemos melhor o que é fundamental para nós. 
Disse-lhe "não te podes afastar de mim porque me fazes sentir que não me queres e isso magoa-me"
Ele respondeu-me "hoje, depois disto tudo, quero-te mais do que nunca, nunca te quis tanto na minha vida porque te vou conhecendo e isso faz-me perceber!"


Cada dia me é mais querido.
Perdoe-me o testamento!

Mais um regresso e o Verão a chegar

Cá estou eu de volta passado quase um mês desde a última publicação. É o reflexo do que têm sido as minhas últimas semanas! Tive das semana...