quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sei que é amor quando
ele me diz tantas vezes desde que nos conhecemos, rindo-se deliciado,
a) quando eu me aborreço ou fico chateada
b) quando eu sou birrenta ou amuo
c) quando digo ou faço algo ridículo ou embaraçoso
d) quando digo parvoíces ou sou pateta
e) basicamente quando sou eu mesma, sem filtros
algo como "Tu tens muita piada. És muito engraçada." terminando com um "Gosto tanto de ti...!"
Elogiado
"Gosto da maneira como se veste. Veste-se como um Homem. Ele...sabe estar!"
Por uma das minhas melhores amigas, há uns dias atrás.
Eu adoro como ele agora se veste e o estilo que tem vindo a adoptar durante o tempo que nos conhecemos - sei que tem muita influência minha e isso deixa-me feliz porque encontrou, em parte com a minha ajuda, o seu género, sente-se bem com ele e gosta de se vestir assim. E sim, para mim, é elegante e charmoso o estilo dele.
Outono, és tu?
Tinha aula às 10.30h que não tem intervalo até terminar, às 13h. Acordei sem ouvir o despertador quase uma hora depois da aula ter começado, já não fui à aula, portanto. E agora já não tenho mais aulas o resto do dia. Está chuva lá fora e eu ainda de pijama no quarto aconchegada. Como adoro ver a chuva pela janela quando posso ficar em casa! Os planos, já que não fui à aula, nem tenho à tarde, são estudar e fazer alguma coisa de útil. Boa quarta feira, já vamos a meia semana!
Encontro às 23h
Deve ter sido por volta dessa hora que ele voltou a vir ter comigo (depois de termos jantado juntos e ele ter saído) após mais um dia cheio e difícil para ambos - agora tem sido sempre assim e parece que irá continuar. A verdade é que tenho andado muitas vezes com uma neura incrível e ele leva por tabela sem culpa nenhuma ou por pequenas coisas insignificantes. Mas sei que esta fase mais preocupante, difícil e angustiante que estamos a viver é isso mesmo: uma fase. E, mais importante, sei que estamos juntos nisto e naquilo que vier quando do nada e apesar de tudo o que está à nossa volta nos divertimos juntos, ao final dum dia cheio, esgotados, dançando e cantando como dois patetas no carro velho que ele agora tem. É isso que me enche o coração e é isso que me aquece a alma: saber que tenho o homem certo para mim do meu lado.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Mas quando é que isto sossega?!?
Mais problemas com a bolsa, com documentos, com burocracia inútil, perfeitamente inútil. Estou com os nervos em franja e não há quem ature. Ontem, depois de ler: "o seu pedido não foi aceite" tudo o que queria era não estar sozinha por isso fui dormir nos braços dele. Fiquei tão mas tão triste. Ainda estou embora tenha amenizado durante o dia, enquanto andei ocupada e na esperança de que me dissessem alguma coisa, resolvessem esta trapalhada duma vez por todas...agora voltou a tristeza, ainda que camuflada de mau humor.
A segunda começou tarde porque me fui deitar às tantas (5h) por estar a organizar e imprimir mil e uma coisas. Desde levantar até a hora de entrada foi lavar roupa e cozinhar, deixando o almoço dele na minha entrada, para que quando saísse do trabalho o fosse lá buscar. Como ele saía depois de eu entrar, veio, assim que saiu da loja, ter comigo e apanhou-me no intervalo para me dar um beijinho. Só isso já me deixou com outro ânimo.
Ontem comecei o curso que estou a fazer além das aulas mas, ainda assim, curricular, conta como cadeira optativa: das 18.30h às 21.30h. Bolas! Estava tão maçada a certa altura (também foi depois de ter visto o resultado do pedido) e sai de lá com uma valente dor de cabeça que me chateou o resto da noite. Terminou a sessão, ainda assim, pelas 21h, o G. saiu das aulas e veio ter comigo, jantámos à pressa e saímos para o ensaio extraordinário até às 23h.
Quando terminou e entrámos no carro, disse-lhe que me levasse consigo para casa. Era tudo o que precisava. Brincámos com a fera, rimo-nos também, fizemos chá, pegámos em biscoitos e fomos com eles para a cama (chá e biscoito). Podia fazer aquilo todo o santo dia da minha vida. Sentados na cama, com as canecas quentes entre as mãos, um ao lado do outro, à luz do candeeiro pequeno e da vela na lanterna que projecta estrelas no tecto. Foi o primeiro dia em que senti o que o frio tinha chegado e poder adormecer nos braços dele, no calor dos nossos lençóis, no especial e mágico daquele quarto, é a melhor coisa do mundo...
Hoje pudemos dormir até mais tarde. Comemos juntos e ele deixou-me em casa a caminho do seu trabalho. Eu fui aos serviços de acção social, tratar de saber o que fazer para resolver o problema da candidatura/pedido e, depois de me esclarecerem, lá fui para os serviços académicos. Saída de lá, volto ao primeiro local com um documento. Ainda assim não era suficiente porque não estavam escarrapachados o número de ECT'S de cada cadeira. Volto aos académicos (passaram-se com os de acção social mas): deram-me o mesmo documento mas com os ECT'S descriminados explicitamente.
Agora continuo com o problema porque, além disto tudo, tenho de esperar que analisem a minha oposição e me "notifiquem" para que eu comprove com documento aquilo que fui lá dizer. E isso ainda não aconteceu. Mas não passa de amanhã que eu não tenho nem vida nem nervos para isto.
E desde sábado, como se já não bastasse o meu pai e a minha mãe a darem-me cabo da cabeça com os problemas deles que não me dizem respeito e nunca mais resolvem, também a minha avó, que está cá e nem me disse nada (quando poucos dias antes tínhamos falado de quando viesse nos dizer alguma coisa para ficar em casa do G.), está a pressionar, a tentar apanhar, a "jogar verdes para apanhar maduras" quanto à minha mãe, enfim... mais ninguém me quer vir chatear?!
E tudo porque ela não tem vontade de falar com as pessoas e resolver as coisas, clarificando e esclarecendo, pondo os pontos nos i's duma vez por todas e acabar com a palhaçada em que esta situação já se tornou. E "que culpa é que ela tem, pobrezinha!?"
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Juro que dói
É desmotivante esta situação. Ainda nada está resolvido do lado dos meus pais. Continua a haver pressão, jogos, a não conversarem ou tentarem resolver e acabar com isto de uma vez por todas. Eu estou cada vez mais desgastada com tudo isto. Se calhar não devia mas afecta-me tanto esta porcaria toda que se cria em nosso redor (meu e da minha irmã) com a família mais próxima, tendo de esconder, por vezes mentir, fingir que não se sabe...eu sei lá! Não sou capaz de viver assim, será que o que lhe peço (imploro, imponho...) é algo assim tão fora do normal?! Será que o que quero é tão extraordinário assim? Porra! Já chega de tanta merda. Estou mais que farta e saturada disto tudo.
Além disso, o G. está a passar uma fase muito difícil. Os pais puxaram-lhe o tapete quando menos podiam, quando ele mais precisava levaram-lhe o que o mais o ajudava. Ele tem andado a matar-se a trabalhar e fazer tudo e mais alguma coisa a que se comprometeu, sem dinheiro, tendo de pedir ajuda a mim e à família. Anda triste, pesaroso, completamente exausto, esgotado, preocupado com mil e uma coisas e muitas vezes desanima, claro está. Eu sinto-me incapaz do que quer que seja porque não há nada que possa fazer para alterar esta situação. Eu tento fazer tudo o que está ao meu alcance mas isto agora só lá vai com tempo. Custa-me tanto vê-lo assim... deixa-me, também a mim, triste, preocupada. E ninguém faz ideia do que nos tem custado tudo isto, só nós dois é que sabemos de tudo, só nós dois.
Assim não dá para estar melhor. Estamos (andamos) nas lonas portanto...
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