terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Aniversário

O dia começou logo depois da meia noite com os primeiros parabéns, ainda que distantes, da minha irmã. 
Como costume fiquei à espera que ele saísse do trabalho e, depois disso, seguimos para casa. Devia ser meia noite e meia ou mais tarde. Fomos deitar depois de arrumarmos algumas coisas e ainda fazermos um bolo para levar ao ensaio. 

Sábado começou atrasado. Tínhamos coro de manhã mas só conseguimos chegar uma hora depois da hora. Ele desceu primeiro para ir buscar o carro mas não só, chegou-me com um ramo de flores lindas (foi comprá-lo à senhora que tínhamos visto ali perto no sábado do grande vendaval em Lisboa e nos impressionou por estar na rua, ainda com aquele temporal incrível, a vender as suas flores). Cantaram-me os parabéns e partilhámos com todos o bolo feito na noite anterior. 

Saídos de lá fomos ter com a minha mãe e acabámos por almoçar fora, os três. Recebi uma coisa fantástica para por acessórios como brincos e outra bijutaria e ainda ganhei um top lindo que ela descobriu nos saldos (enquanto passeávamos) e me comprou.

Não me posso queixar, o telemóvel não parou e muita gente fez questão de se lembrar do meu aniversário, com um simples gesto de lembrança e atenção, o que me deixou contente.

Fomos até a um centro comercial perto porque apesar do sol o dia estava tão mas tão gelado que fazia doer os ossos e a pele. Brrrrr! Entretanto já eram 18h e deixámos a minha mãe, fomos buscar bolo e espumante e fomos a casa arranjar-nos para o jantar.

Estava marcado para as 20h/20.15h mas só depois das 20.30h é que chegámos. A DD (que me ofereceu umas flores lindas e chocolates) foi connosco, apanhámo-la em casa, é vizinha. E estavam já todos à minha espera. A Ney, a J. e o seu A. e o Jules (amigo e companheiro do G.). Contava com mais duas pessoas que no final não apareceram, uma delas avisou mas a TM, tal como no ano passado, não me disse nada nem atendeu chamadas nenhumas (mandou-me mensagem ontem a desculpar-se).

O jantar alongou-se até pelas 23h ou não fosse buffet e não fosse eu moça de gostar de comer. Cantaram-se os parabéns mais uma vez, partiu-se o bolo e pouco depois estávamos a ir embora. A intenção era darmos um salto ao BA mas uns estavam cansados, outros cansados estavam ou tinham de trabalhar então foram-se embora. Restamos eu, ele e a DD.
Despedimo-nos da Ney e do J. e fomos para o carro mas, depois de abrir a porta do carro, voltou a ir ter com ele porque se tinha esquecido de lhe dizer alguma coisa prometendo não demorar. Entrámos nós duas no carro, continuava um frio de rachar.

Quando dou conta estavam ambos junto ao carro, ele com a guitarra pedindo-me que abrisse a janela e tive a serenata mais bonita de sempre. Ainda foram algumas músicas, as minhas preferidas ele soube adivinhar e pude ver no seu olhar, quanto cantava, o quão importante era para ele. Foi uma surpresa linda, não estava nada à espera e adorei, claro!

Depois o J. foi-se mesmo embora e lá fomos os três restantes para o BA. O DA estava lá e mais um amigo do G. por isso combinámos encontrar-nos todos. Assim foi. Mais uma ou duas horinhas de dança e gargalhadas. Voltámos a casa ainda não eram 3h.


Ter tido os meus amigos a meu lado naquele dia não tem preço e tê-lo gozado o dia todo também não, a melhor parte do dia foi tê-lo sempre comigo.

Estado(s) de alma


Amanhã ou melhor, daqui a umas horas, logo pela manhã bem cedo é o meu último exame deste semestre.
Soube esta tarde que passei a mais duas cadeiras (cadeirões) mas com notas baixinhas, uma delas um 12 e outra um 10 e confesso que me deixou triste a notícia. Já cá faltava o sentimento de desilusão quanto às avaliações. Não consigo perceber, fico a sentir-me muito burra porque não compreendo como é possível achar que até não correu mal e ter uma nota que não corresponde à minha expectativa. 

Ao longo de todo o curso tem sido assim mas no último semestre/ano não senti tanto esta tristeza. À conta disto fico a pensar que, na minha área, com a média miserável que terei no final do curso, não sei o que farei e ainda piora as coisas. Sei que tem de ser uma coisa de cada vez e que com esforço e dedicação tudo se consegue, principalmente notas mais altas, mas eu não sou capaz de passar os dias fechada em casa a estudar sem parar, concentradíssima e aplicadíssima

Na minha vida, por mais errado que isso seja ou por mais que acabe por me prejudicar, não tenho como metas alcançar as notas máximas tendo, para isso, de passar pela clausura do estudo diário e intensivo. Ao mesmo tempo sei que com a sociedade competitiva que hoje temos complica-me imenso a vida não ter um pensamento e estilo de vida diferentes e isso preocupa-me, atormenta-me. Dilemas. 

Tenho muito mais vontade de, se ele puder, ir para a rua à noite, à caça de sem abrigo para dar roupa que nos entregaram, mesmo devendo estar a estudar. Entusiasma-me muito mais a ideia de criar algo que pudesse mudar, nem que fosse só numa escala reduzida, algo na (nossa) sociedade (que está) doente do que passar horas e horas a decorar palavra a palavra do que disse o ilustre professor ou o autor daquele manual sagrado da disciplina mais temida e respeitada. 

Ao mesmo tempo adoro o meu curso, sei que podia fazer mil vezes melhor (e se calhar é por isso que me custa tanto não o "querer"/conseguir/ser capaz de fazer) e apaixono-me por ele, interesso-me e fascino-me. Mas, pelos vistos, "com (muita/demasiada) moderação".

Exemplo disto é o exame de amanhã para o qual não fui capaz de estudar. Dei uma vista de olhos rápida (cerca de 10/15min) há cerca de 40min. No entanto esta tarde estive a trabalhar e a tratar da roupa e mil e uma coisas, tudo menos estudar...! Enfim, acho que vou masé dormir que já vão sendo horas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Desejo de an(iversári)o


No meio de tudo isto, tenho decisões para tomar e objectivos para os quais tenho de trabalhar, desejos e vontades para por em prática. A vida tem-me feito repensar as coisas e preciso mudar de perspectiva para conseguir aquilo que mais desejo, quer-me parecer. Terá de ser aos poucos, o ser humano é um animal de hábitos e muitas vezes custa focar-nos no que realmente (nos) interessa.

Esse é o meu desejo para mais um ano de vida: focar-me no que realmente importa e quero para mim. Tenho consciência do quão ambicioso pode ser mas o sonho comanda a vida mas não só, para deixar de ser sonho e poder ser realidade há que comandar também atitudes, comportamentos e decisões diárias. Porque mesmo a pedra mais pequena conta na construção das muralhas quero começar já, nem que seja com pedras (atitudes/decisões e comportamentos) mais pequenas. Mas terei de ter muita força para isso.

Janeiro

O nosso ano começou muito bem, em primeiro lugar, um ao lado do outro que é o mais importante e podendo aproveitar a companhia de quem mais se ama fazendo coisas diferentes (discoteca, almoço fora, circo, cinema...).

No seguimento de ter batido e ter andado à procura de carros a ponderar e saber orçamentos para o arranjo, ele conseguiu um bom orçamento e decidiu arranjar o carro que era dos pais, com intenção de o tornar seu nos próximos tempos (passando para seu nome) e, apesar de ter tido várias despesas e o arranjo ter custado bastante, tinha o carro pronto antes do final do ano. É mesmo essencial ele ter carro, caso contrário não há hipótese de manter todos os trabalhos, faculdade e actividades, daí ser algo tão importante.


Foi um mês cheio e sem tempo para nada.
Exames e muita dor de cabeça à conta disso.

Chegou o dia em que ele se esqueceu das únicas chaves de casa num dos empregos, estiveram perdidas e teve de dormir em casa da irmã uma noite pois quando demos falta da chave já era tão tarde que nada se podia fazer (ele trabalhou até à meia noite e entrava no dia seguinte às 9h). Fê-lo passar um mau bocado porque nem sabia onde estava e como poderia resolver o problema já que nem o senhorio tinha segundas chaves mas tudo se resolveu e foi da maneira que as copiou duma vez por todas.

Tenho passados as noites em casa dele, acho que só não dormi cá um par de noites (e custaram logo tanto!!!) e os dias de um lado para o outro, normalmente com ele para onde quer que vá (trabalhar) e eu espero no carro ou no local de trabalho, faço tempo ou estudo para poder estar perto dele senão não nos víamos o dia inteiro com os horários que ele tem.

Tento ajudar fazendo compras, dou jeito à casa, às coisas, trato da roupa, cozinho e preparo algumas refeições (ou lanches) para que, pelo menos, ele coma (está magro! não admira...) no meio de tanta coisa e tenha algum tempo livre sem ter de se preocupar com mil e uma coisas quotidianas (porque uma só pessoa não dá para tudo).


Ficaram ainda algumas coisas por fazer como dar sangue, voltar ao voluntariado mais activamente, ir à igreja e tentar a natação de novo. Que são já projectos para o segundo mês do ano novo.

Que Fevereiro traga coisas boas e alguma tranquilidade que bem precisávamos, por favor!

Casamento em 2013


Já se previa que vários amigos nossos (dele) dessem o nó este ano. Na semana passada recebemos mensagem de uns dos amigos mais chegados que estão a poucos meses de dar esse passo. Daqueles que se prevê casarem este ano estes são os únicos que contávamos ser convidados como amigos do casal porque são aqueles de que somos mais próximos, é um amigo de infância do G. Emigraram há uns meses em busca de uma vida melhor e a notícia veio de lá, pedindo a morada para enviar o convite. Espera-se, assim, que chegue amor pelo correio.

Será o nosso primeiro convite, em conjunto, para um casamento. Embora já tenhamos ido juntos a um, nem há um mês nos conhecíamos, não fui convidada, era a sua acompanhante apenas. Desta vez iremos já como namorados, ao casamento de amigos nossos, que já não são só dele.


Já contávamos ser convidados e sabíamos que se casariam este ano mas só com a mensagem que recebemos é que a ficha caiu verdadeiramente. É estranho haver gente tão próxima, à nossa volta, a dar passos tão importantes já quando para nós, ainda que o sonhássemos, é algo tão distante ainda..! 
A vida não é fácil para quem não tem pais ricos ou o emprego que queria (e merecia), para o qual estudou tantos anos. Cada vez me convenço mais de que, infelizmente, neste país não há como ter perspectivas de um bom futuro ou sequer poder sonhar mais alto e estamos condenados à emigração se queremos ter algo na vida. E, claro, há gente com (mais) sorte!

Não, ainda não me fui embora

Esta semana, segunda foi dia de exame e quarta também.
Foi particularmente difícil uma vez que o corpo e (principalmente) a cabeça já acusam o cansaço acumulado de quase um mês de exames mas já falta pouco. Hoje fui trabalhar um par de horas e segunda a dose repete-se - tem de ser para juntar alguns trocos!
Na terça terei o próximo e último deste semestre pelo que não me posso desleixar e tenho de manter-me até na recta final.

Continuamos a passar os dias em autênticas maratonas (ou serão provas de obstáculos?!), estamos cada vez mais preparados e altamente treinados para sair de casa a correr, com tudo para o dia inteiro, incluindo vários lanches e refeições que, na maior parte das vezes, são feitos no carro, sempre a caminho de alguma coisa. A parte boa é que se um dia tivermos de salvar vidas já andamos a treinar (e muito) para isso! Hehehe


Lá de vez em quando tudo isto custa mas custa mesmo muito, um custar que chega a doer. E "é injusto" pensamos. E quase nos deixamos ir abaixo. Já percebi que é normal, que é reacção necessária do organismo, por tudo aquilo pelo que o fazemos passar. Mas depois passa, um dia menos bom, umas horas "com a macaca", uns amuos aqui e ali, ora um, ora outro mas depois o coração lá volta a sossegar.

Nos entretantos fizemos mais 7 meses de namoro e já preparámos um mimo (para nós mesmos) para o dia dos cupidos. 
Até o próximo e último exame posso adivinhar maratonas extra uma vez que se mete o meu aniversário pelo meio (sábado) e um jantar a preceito (espero).


Valer a pena


Por mais longos e desafiantes que os nossos dias sejam, lado a lado ou mais distantes um do outro, por mais a correr que as horas voem e por mais afazeres e obrigações que tenhas, por pouco tempo que passemos juntos, por mais que custe, por mais espera por que tenha de passar, por mais cansaço acumulado...no final do dia, se estiver nos teus braços e aí puder adormecer, vale (sempre) a pena.

Mais um regresso e o Verão a chegar

Cá estou eu de volta passado quase um mês desde a última publicação. É o reflexo do que têm sido as minhas últimas semanas! Tive das semana...