domingo, 22 de setembro de 2013

Parabéns à minha menina


Hoje faz anos a pessoa mais importante da minha vida. Aquela à qual estou ligada pelos laços mais profundos que até hoje já conheci - por mais que nos zanguemos, por mais que discordemos, por mais dificuldades e batalhas que tenhamos de travar, sozinhas ou juntas. Sabemos uma coisa que nada neste mundo pode substituir ou sequer qualificar, que simplesmente não tem preço e não se pode avaliar: temo-nos sempre uma à outra. Não importa como, quando, quem ou o quê.

Apesar de muito já me ter arreliado, de sentir os seus problemas como meus, dá-me muitas alegrias, tantas que me enchem de orgulho por ver no que se tem tornado, no que já alcançou, no que hoje já é.

Esta é uma fase mais difícil pela qual está a passar - mais delicada, talvez possamos dizer - mas tenho a certeza de que tudo se encaminhará, o seu caminho irá encontrar e tudo valerá a pena, fará parte e será benéfico. Porque se pode aprender e tirar lições de tudo pelo que passamos, de bom e de menos bom, de mais simples ou mais custoso. Vai correr tudo bem, só terá de ser forte.

Apesar de ser uma mulher já feita, maior que eu, que parece até mais crescida que eu, que tem dado provas de que é forte e capaz de tudo, desde que o queira verdadeiramente...será sempre a minha menina pequenina.



Tenho muita pena de não poder estar a seu lado hoje mas também estou muito feliz, porque é o seu aniversário, da pessoa mais importante da minha vida, que sinto como uma parte de mim e o meu coração (também) está em festa. E estou tão contente por ela, porque sei que teve uma prenda que muito desejava e que teve de merecer ...mas parece que mereceu! Agora só tem de ter juizinho!!!

Parabéns à minha menina!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Programa de sábado: Budha Eden

No sábado a minha mãe estava de folga e insistiu para que fôssemos aproveitar. O G. trabalhava à noite e então saímos cedo para passear: rumo ao Bombarral por volta das 10.30h. Confesso que na altura esta relutante em ir por me sentir ainda fraca e com algum mal estar/incómodo mas correu muito bem a viagem. Fomos pelas nacionais, sem muita pressa e chegámos ao destino: o Budha Eden.
 
Budha Eden

Confesso que fiquei abismada com a dimensão das coisas lá. Pra já o jardim/recinto é enorme e lá respira-se paz e depois as obras que lá estavam era diferentes de tudo o que estamos habituados e impotentes. Havia verde e sol em todo o nosso redor, com uma imensidão de perder de vista. Os monumentos budas eram enormes, alguns gigantes mesmo. Só tive pena de não saber o que muitas das coisas significavam mas foi uma tarde bem passada. Tinha um lago com gansos e patos, onde havia uma espécie de coreto para onde se ia por uma ponte por cima da água e colinas suaves e verdes, que nos faziam subir e descer descobrindo em cada recanto uma estátua, um símbolo, etc.

Saímos de lá e fomos procurar almoço. Já era tarde, quase 15h e por isso a escolha foi logo diminuída. Decidimos voltar a um local onde tínhamos estado e do qual gostáramos mas não nos atenderam porque estavam na hora de almoço. Mandaram-nos sentar quando perguntaram se ainda serviam, dizendo que iam já atender-nos mas ninguém lá foi nem nos explicou nada. Bastava dizerem-nos que esperássemos "x" tempo e seríamos atendidos mas não disseram nada, então fomos embora. 

Não sei bem como, demos com um lugar onde uma prima nossa tinha levado a minha mãe e acabámos por lá comer - e muito bem. Gostámos imenso, apesar de não ser facilmente para o nosso bolso neste momento. Os preços são razoáveis e come-se muito, muito bem. Além de que somos bem atendidos. 


O regresso é que já foi mais atribulado. Com o atraso no almoço já nos fizemos à estrada tarde e o G. trabalhava às 19h. Eu acabei por adormecer depois de pouco tempo de viagem mas, pelo que me contaram, voltámos a correr para a capital. Só me lembro de acordar com ele a despedir-se de mim e seguir para o trabalho e eu fui com a minha mãe ver um apartamento. 

Depois da visita ao apartamento, já era noite, quando voltámos ao carro. Não pegava, pura e simplesmente. Estávamos sem gasolina e nem sabíamos onde procurar, se havia alguma lá perto ou se devíamos ir para casa de transportes...não conhecíamos a zona e ninguém nos podia ajudar. 

Decidimos sair do carro e ir perguntar se havia alguma bomba perto, se não houvesse, iríamos até à estação de comboios para assim voltar para casa. Lá nos indicaram uma bomba, comprámos gasolina e voltámos para a por no carro e podermos voltar a casa. Depois disso, ainda fomos buscar jantar e ter com o G. que tinha intervalo para comer e comemos juntos.



Apesar de todas as aventuras foi um dia muito bem passado, gostei muito do passeio, recomendo o Budha Eden - é um lugar que transborda tranquilidade e beleza - e o almoço foi óptimo (polvo no forno)!!!

Boa noite


Que o sono nos leve e deixe perder e encontrar. Sorrir e até chorar, se preciso for. Que nos deixe andar e espairecer, correr e sonhar, parar e descansar. Até amanhã...

Nós e as nossas "cruzes"

Entretanto a azáfama das aulas já recomeçou, na segunda feira.
Reencontrei uma colega de secundário que, apesar de se ter licenciado no mesmo que eu, o fez noutra faculdade e agora, em mestrado, veio para a minha. Até sabe bem, uma vez que agora as aulas são sempre com poucas caras familiares.



Esta semana ainda é para apalpar terreno e fazer ajustes ao que irei ou não fazer para que possa organizar atempadamente. Não está fácil conjugar horários com ele mas temos feito um esforço.

O G. tem andado muito preocupado e aflige-me vê-lo assim. Foi muita coisa ao mesmo tempo. Estava em conversações para um trabalho desde antes das férias, acabou por alimentar esperanças depois de lhe terem dito que contavam com ele para este ano lectivo mas quando chegou a hora de conversar sobre o que é necessário: condições, horário e onerário revelou-se uma grande decepção. Mais que isso, a proposta que lhe fizeram era uma autêntica vergonha. Ele é técnico superior, trabalharia 11h diárias para ganhar 245€ mensais brutos (mais o que desconta para a SS).
Como é óbvio ele não pode aceitar e desde então que recomeçou o calvário da entrega de CV's desenfreada e procura de ofertas de emprego. Ele está desanimado porque já conseguia, finalmente, vislumbrar um trabalho na sua área, a tempo inteiro, tranquilo, estável e seguro, para poder sustentar-se, manter os estudos e a casa e deixar o trabalho em part-time precário que tem.
O agora é altura de medo e incerteza. Não sabe se consegue manter-se com o trabalho que tem, nem como pagará as contas nem a faculdade com pouco mais de 300€/mês. Arranjar forças para enfrentar esta realidade todos os dias (de um trabalho para o qual não está destinado nem é da sua área) é cada vez mais duro para ele.
O gato agora deu-lhe na cabeça de fazer sempre, todos os dias, várias vezes, cocó fora da caixa e já não sabemos o que fazer para que ele pare com a brincadeirinha de mau gosto. Já começa a preocupar a sério.
Além disto, ele tinha requerido um subsídio parcial, há mais de um mês e nada lhe diziam, mesmo depois de várias idas à SS e reclamações. Hoje conseguiu, por fim, que voltassem a pegar no processo dele que tinha injustificadamente sido arquivado. E disseram-lhe que no próximo mês começaria a receber!



Esta semana efectivámos algo que já vínhamos pensando há algum tempo, a nossa saída do grupo. Infelizmente e com muita pena minha (que adoro cantar e estar envolvida num grupo do género), estar no coro, passou a ser uma despesa extra, algo que fazemos por prazer não pode representar tanto esforço financeiro da nossa parte. Neste momento não o podemos continuar a suportar... Comunicámos por email a nossa demissão aos representantes e para já assim ficou.

Por agora, há mais coisas me preocupam: não sei se terei bolsa este ano e dependo dela para me manter a estudar neste novo ciclo; e a viagem de Natal a casa já começa a preocupar-me (preços e datas, articuladas com ele...está complicado).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sai doença "feia"


Finalmente acabou a medicação que estive a tomar e desde sexta que posso dizer que me sinto, a cada dia. bem melhor. Mas foi dura esta doença. Foi forte o suficiente para me deitar completamente abaixo - a nível físico mas também psicológico. As dores não me abandonaram mesmo depois de ter alta e estar em casa. Com o passar dos dias ia melhorando no geral mas na garganta persistia sempre um incómodo, como que um nódulo, um arranhar e era uma dor persistente. Só esta semana deixei de a sentir. Já começava a imaginar ter de voltar ao médico pela terceira vez. Já não aguentava mais não saber nem perceber o que se passava. Por agora já não me incomoda, finalmente. E só espero que assim continue...

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Urgências --> Internamento


Afinal, não estava a ficar muito melhor. Estive nas urgências sexta feira de madrugada e no Domingo depois de almoço não aguentei mais - já não suportava as dores - e tive de lá voltar. Aí fui vista pelo otorrinolaringologista que, depois de me analisar, sugeriu internamento. Tive de lá ficar logo. Não foi fácil lá estar...mas tinha de me concentrar em melhorar. Não conseguia engolir nem a saliva, não comia, estava cheia de dores, febre alta, já não suportava, foi horrível. Ontem à hora de almoço tive alta e voltei a casa. O pior é que voltei a ter dores de garganta ao final do dia e febre (que já não tinha desde Domingo). Só hoje já me senti melhor, não tive febre e as dores não são muito fortes ainda... O melhor de estar em casa (quanto à recuperação) é que consigo comer melhor. Nunca pensei que a comida de hospital fosse tão má - também tem a ver com o facto de só poder comer líquidos e alimentos pastosos, o que torna a coisa mais complicada. Enfim, como podem ver tem sido uma semana complicada.

domingo, 8 de setembro de 2013

Mais de um mês de ausência

Mas estou finalmente de volta. Já tinha saudades disto, mas não tenho tido mesmo como cá vir (no internet acess) Foi (tem sido) um período atribulado e muita coisa já se passou.



Em primeiro lugar: consegui terminar a minha licenciatura, depois de muito esforço e penar, repeti exame no final de Julho e passei conseguindo atingir o meu mais ambicioso objectivo do ano.

Depois do exame regressei à terrinha para aproveitar os últimos dias perto do mais que tudo, antes que as férias dele acabassem e nos esperasse cerca de um mês longe um do outro. Aí passou a voar, o pior foi o tempo de (looooooonga) espera até que finalmente chegasse o dia de voltar para ele.

Nos primeiros dias não tinha absolutamente nada para fazer, sem internet e com falhas na TV, os dias não passavam, eram verdadeiramente penosos...tive de me entreter como pude. Deu para ler um romance - Diário da nossa Paixão, Nicholas Sparks adorei, que história de amor linda e comovente - e para aprender e experimentar receitas de doces! Ainda fui à praia algumas horas mas poucas, porque com o clima que esteve por lá, não conseguia aguentar muito tempo ao calor.

Mesmo depois de toda a "luta" para terminar a licenciatura, houve uma questão difícil de digerir. A minha irmã, que no ano lectivo que terminou entrou para a faculdade, anunciou a sua decisão de não querer voltar a estudar este ano. Perdeu o primeiro ano, apenas passou uma disciplina e diz não estar preparada para continuar. Segundo ela, precisa de se afastar, recompor e, para isso, decidiu procurar trabalho e ficar com o meu pai na nossa terra-natal para, no próximo ano, voltar então a tentar estudar.
Não foi fácil explicar tudo ao meu pai e muito menos ele aceitá-lo e compreender. Confesso que não sabia como lidar com a situação mas não havia mais nada a fazer senão tentar encaminhá-la (ajudando-a) uma vez que a sua decisão estava tomada e irreversível. 
Desde aí foi preciso insistir com ela e motivá-la para procurar trabalho e empenhar-se nisso (não estava fácil) e quando já não se previa muita sorte, quando me chamaram para trabalhar, já Agosto ia a mais de meio, disseram que ela também teria trabalho pelo menos por 2meses.



Quando finalmente recebi um telefonema para ir trabalhar, já só faltavam 2 semanas para o final do mês de Agosto. Fiquei contente porque precisava de ganhar algum dinheiro para por de parte e de me ocupar, senão daria em maluca sem nada para fazer (o tempo não passa, pura e simplesmente).

Estava a trabalhar nem há uma semana quando me chamaram para outro trabalho. Pedi que a minha irmã me substituísse no primeiro (uma vez que seria ela quem o iria continuar do mês de Setembro em diante) e "saltei" para o outro. Foram mais de duas semanas, todos os dias, sem qualquer folga, horários exigentes e carga de trabalho bem pesada. Foi duro mas tinha de me concentrar no objectivo que estipulei para mim mesma. Os dias passaram-se, assim, mais depressa e finalmente chegou o dia 2 e, com ele, o regresso aos braços dele.

Não podia estar mais feliz, mais, estava radiante e tudo corria bem - até conseguimos ir dois dias à praia como tanto queríamos - até, dois dias depois (na quinta), ficar doente. De cama, mesmo. Na noite passada (madrugada) estive 3h na urgência, em exames e a levar soro. Agora é ser paciente, esperar que passe depressa e recuperar, um dia de cada vez. Pelo que me disseram, é um virus que mais nada posso fazer senão continuar a medicação (que comecei na terça para uma infecção num dente), repousar e deixar que o organismo se encarregue de curar-se.

Mais um regresso e o Verão a chegar

Cá estou eu de volta passado quase um mês desde a última publicação. É o reflexo do que têm sido as minhas últimas semanas! Tive das semana...