quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Nem tudo é mau


Pois que ontem foi dia de vender o carro do G.
Já estava à venda há algum tempo porque era uma despesa que custava suportar e, com a notícia da prenda do meu pai, era a altura ideal. Porque desde que ele começou no novo trabalho o usa muito menos e um carro como aquele, quanto mais tempo ficar parado pior fica. Porque deixou de ser bom para nós e felizmente conseguimos dar um passo à frente no que aos carros diz respeito (graças à prenda que recebi)! 
Foi vendido a uma nova família, a quem fazia mesmo falta e que concerteza lhe dará o uso que merece e isso deixa-nos contentes! O negócio foi feito em 3/4 dias e isso foi muito bom para ele (que já tem destino para o dinheiro quase todo) e para nós porque ter dois carros é para gente muito rica. Agora o objectivo é conseguir deixar algum de parte. Eu acredito que ele vá conseguir e não podia estar mais feliz por ele, porque sei o que esta pequena (grande) mudança significa na sua vida!

Se calhar é melhor ir à bruxa


Ontem, depois do terceiro exame desta semana (em 3 dias!!!), bati com o carro. E foi só a coisa mais estúpida (mesmo ao pé de casa, ao arrancar para entrar numa rotunda, que estou farta de fazer, bati no carro da frente que não andou!) mas esmagou-me a (frente) lateral direita. Fiquei tão nervosa e triste comigo mesma... que nem tenho palavras para o descrever. Valeu-me a zona ser calma, ninguém se ter magoado nem ter sido nada de outro mundo, a pessoa não ser um atrasado mental como tantos que andam na estrada, ter ligado ao meu pai que não me deserdou logo, me acalmou e ajudou e, principalmente, o G. estar por perto e ter ido logo ter comigo (nem sei que faria sem ele)! Agora não há mais nada a fazer senão pagar o arranjo (o meu e o do outro) e conformar-me (mas isto não consigo).

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A parte não bonita


Há três dias tive uma tremenda crise de choro. A pressão, a preocupação, o medo, os nervos, a ambição e o sentir-me perdida, impotente, incapaz culminaram num desabar emocional do qual ainda não fui capaz de me recompor. Chorei, chorei, solucei, a minha cabeça parecia rebentar, com toda a força da tristeza que me invadiu, chorei e chorei mais ainda até não poder mais. Desde que soube as notas dos dois primeiros exames que não pude deixar de sentir-me mal comigo mesma, desanimada e profundamente triste. Tenho tentado, talvez não tanto quanto devia, manter-me de pé mas sinto que já não tenho forças e que não sou mais capaz. A tristeza tomou conta de mim. Não consigo deixar de me sentir um zero, que não valho nada, não sei o que estou a fazer e que está tudo errado. A minha vontade é fechar-me e chorar até não ter mais forças.

Veio a boa nova!!!


Tenho um carro. O meu pai comprou-me um carro!
É algo muito especial para mim e uma prenda tão boa...!
Não é nada de outro mundo mas é meu e adoro.
Fiquei tão feliz por finalmente ver isto a acontecer - de há um ou dois meses que o assunto tinha vindo à baila, iniciativa (espantoooo!!!) do meu pai e confesso que só quando vi com os meus próprios olhos é que acreditei.
Na quinta feira, depois de semanas de negociação, fui buscá-lo, entrei e saí de lá rumo a casa, por minha conta, com ele (carro) só por minha conta. E agora, é a minha estrelinha! 
Das melhores prendas de sempre!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Só não vê quem não quer ver

Não gosto de pessoas que só veêm o que querem ver. Ultrapassa-me. Não gosto de ideias pré-estabelecidas, teorias pré-concebidas, estáticas nem de conceitos imutáveis. Causam-me urticária. Não me faz sentido quanto a um tema em particular, muito menos quanto à vida em geral. Acredito mesmo que as pessoas que só veêm as coisas assim não ganham nada com uma postura dessas perante o que lhes possa acontecer. Não tenho paciência para discussões sem nexo ou qualquer utilidade, pura e simplesmente, porque uma das partes não percebe ou não quer perceber (simplesmente) o que lhe estão a tentar dizer, expor, partilhando a sua opinião. Não faz sentido alimentar qualquer diálogo com pessoas que vejam assim o mundo porque só nos faz sentir frustrados e que estamos a perder tempo, inutilmente, não levando aquela (ou qualquer outra conversa com alguém assim) a lado nenhum porque, simplesmente, não são capazes de ver ou ter conhecimento de uma posição diferente da que defendem. Seja no que for, onde for e como for, há-de existir sempre alguém por perto com uma opinião diferente da nossa. E por mais difícil que seja compreendermos a posição do outro, no mínimo, só nos faz bem (enquanto seres humanos) ter conhecimento das posições distintas que nos rodeiam, que existem. Ou estou enganada?
Para mim não dá nem vale a pena falar com pessoas que parecem ter uma pala em cada lado do rosto, que só lhes permitem ver o que está à sua frente, a sua posição ou aquela que adoptam. Torna-as pequenas, torna-as menores em espírito, o facto de não serem capazes de decompor as suas concepções, de as desconstruir para conseguirem aceitar a existência de outras (completamente opostas ou meras variações). Às vezes pelo simples facto de se tratar a mesma coisa por nomes diferentes faz com que discordemos de alguém, quando, se conversarmos e estivermos abertos a ouvir o que pensa o outro, podemos acabar por chegar à conclusão de que, afinal falávamos do mesmo apenas com nomes diferentes ou que estávamos ambos a dizer ou defender a mesma coisa quando à partida se pensava serem opiniões contraditórias e incompatíveis, que entendem sempre como "ataque" qualquer posição divergente. Tenho pouca paciência para quem só vê o que quer ver, não é capaz de aceitar uma opinião diferente, não faz o mínimo dos mínimos esforços para sequer compreender (em oposição à mera leitura - porque muitas vezes o problema é de compreensão como aquela distinção entre ouvir e escutar/ver e olhar ou "ver com olhos de ver") o que nos estão a transmitir e se acha o "defensor dos oprimidos" por defender teorias que vão contra os "maus da fita" recusando-se a ver o que quer que seja à sua volta.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A minha terapia

para manter a sanidade em época de exames, sozinha em casa, só com os gatos, tem sido a cozinha.

Ele têm sido sobremesas (mousse de lima, crumble de maçã), pratos (bifanas no forno com mostarda, massa com atum e feijão no forno, quiche mista, hambúrguer com ovo) e sopas (caldo de bacalhau, creme de legumes com feijão verde). Sem faltar o pão (branco, ultra rápido e de cereais) feito em casa e as ideias para entradas. 







E a verdade é que, além da barriga, enche também a alma. Ainda mais quando é partilhado com ele. É mesmo uma das coisas que mais gostamos de fazer e que mais felizes nos deixa. Um verdadeiro prazer, uma paixão a sério.

Aprovado ...e recomenda-se a todos os que apreciem!

Mais um regresso e o Verão a chegar

Cá estou eu de volta passado quase um mês desde a última publicação. É o reflexo do que têm sido as minhas últimas semanas! Tive das semana...