sexta-feira, 7 de março de 2014

Semana de Carnaval 2014

Pela primeira vez na vida não tive férias de Carnaval, nem sequer a Terça-feira de Carnaval foi feriado. A melhor parte foi ter o G. em casa - vantagens de quem trabalha na educação

Na Sexta reunimos amigas para um almoço de meninas onde aproveitámos para matar saudades. O tempo passou a voar e tive de vir embora com a SL para a aula. 


Foi também o dia em que paguei o imposto de circulação da minha estrelinha (carro) e soube que já estava finalmente em nome do meu pai (descobrimos, passado quase um mês do meu pai o ter comprado, que ainda não tinha sido transferida a propriedade e isso já nos estava a preocupar porque quem nos vendeu o carro não resolvia nada).  



Também foi o dia em que o G. começou um curso para fazer o Crisma, algo em que ele já pensava há muito e, depois de um empurrãozinho meu, surgiu a oportunidade (e veio de lá radiante)! Como era à noite, não jantámos juntos. Eu jantei com o meu pai e os colegas no restaurante da rua da casa do G. depois de deixá-lo no curso e ele foi lá ter quando se despachou.
Depois do jantar tentámos ir beber um copo a um sítio diferente mas não sabíamos onde, acabámos por andar às voltas sem ir a lado nenhum, deixando-os finalmente na pensão onde ficaram alojados e voltando para casa (dele - como tem sido sempre este ano lectivo) mas pelo caminho chateámo-nos tanto que acabei por ir dormir a minha casa, deixando o G. à porta da sua e vindo-me embora, de tão chateada que estava. 


Sábado começou tarde...ele foi ter comigo mesmo eu não lhe tendo dito nada nem respondido às suas tentativas de contacto. Fomos lanchar à esplanada do costume (e eleição) aproveitando um desconto especial. Acabámos o dia com um jantar de grupo (combinado poucas horas antes) com o grupo do fim-de-ano no rodízio de comida oriental, na margem sul. Ainda houve tempo para irmos ter com o meu pai e os amigos e beber um copo num sítio novo e bem acolhedor.


No Domingo o meu pai ficou finalmente livre do trabalho e, depois de irmos pôr os colegas ao aeroporto, fomos passear com ele para os lados do trabalho do G., acabámos por almoçar em Sesimbra - onde estava tudo pronto para o cortejo que acabou por ser cancelado devido ao mau tempo, cheia de gente disfarçada e na rua, ... - pelo caminho de regresso passámos no Freeport e fomos deixá-lo também no aeroporto ao final da tarde.

Então, na segunda não tive aulas e deu para recuperar dos dias atarefados do fim-de-semana: muita ronha, muito mimo e para terminar em beleza um grande filme no cinema - 12 anos escravo.

Na terça (sim, dia de Carnaval) eu tive aulas o dia todo e saímos juntos de manhã porque ele foi ao dentista. Almoçámos juntos e apesar da vontade de fazer qualquer coisa diferente, depois das minhas aulas só fomos ao supermercado e acabámos o dia no conforto e sossego de casa.



Quarta o G. acordou mais cedo que eu para ir jogar ténis com um amigo. Voltou para almoçarmos juntos e deixou-me nas aulas que, felizmente, acabaram bem mais cedo que o normal e, como tal, quisemos ir passear para aproveitar. Lá nos lembrámos (depois de perdermos a paciência como tem sido costume) de ir experimentar um sítio novo (depois conto tudo) e ainda passeámos por Lisboa (de carro que o frio não permite aventuras) até voltarmos a casa para terminar com um chá o nosso dia.

Ontem (quinta) passámos muito pouco tempo juntos porque ele voltou ao trabalho, era dia de reunião até tarde (todas as quintas) e teve um jantar com elementos do grupo para tratarem de assuntos sérios e importantes.

Hoje estou em casa sozinha até ele voltar do trabalho. Daqui a pouco devo sair de casa e esperá-lo mais perto de onde ele chega para depois seguirmos para um jantar diferente.

E assim se passou a nossa semana de Carnaval este ano. Não nos disfarçámos como tínhamos intenção e acabámos por não sair para comemorar especificamente o Entrudo mas felizmente pudemos desfrutar de uns dias e programas diferentes. Já foi tão bom termos passado mais tempo juntos que não podíamos pedir muito mais!

Espero que tenham tido um bom Carnaval.
Um doce Fim de Semana!!!

Novo semestre

Hopefully o último com aulas!
O segundo semestre lectivo do Mestrado começou dia 17 de Fevereiro, depois de cerca de 10 diazinhos de "férias" (desde o final dos exames) dos quais nem dei conta porque andei sempre a fazer coisas de um lado para o outro, o meu pai já cá estava e o G. trabalhava.
Deu para dormir mais um bocadinho, para inventar e aproveitar a cozinha, para almoçar com o meu pai e para andar nos saldos a gastar dinheiro para não voltar a fazê-lo até aos próximos (saldos).


Não está a ser fácil encarar mais um semestre de aulas, com a escolha de disciplinas que não deixam muita margem de manobra, exigentes e pesadas que me assustam porque preciso de ter boas notas e no semestre passado não consegui. Ainda ontem, passado mais de um mês em aulas mudei inscrições e talvez na próxima semana ainda o faça novamente - estou realmente empenhada em tentar facilitar-me, por muito pouco que seja, a vida para alcançar o que pretendo.
A melhor parte deste semestre é que o horário está muito mais decente que no anterior: a partir de hoje deixei de ter aulas à sexta e pretendo fazer cadeiras por trabalho/avaliação contínua e não exame (como é costume na minha faculdade), coisa que é muito rara na instituição onde estudo. Por outro lado, as matérias parecem-me muito menos interessantes que as do semestre passado mas avaliando pelas notas que tive, de pouco me serviu "gostar" delas, já que a avaliação não correspondeu minimamente à paixão que desenvolvi.


Agora é motivar-me, pôr mãos à obra e agarrar o toro pelos cornos que estou a preparar o meu futuro. Hajam forças!

14 de Fevereiro - um São Valentim diferente

Pois que era sexta-feira e tínhamos condições para fazer tudo e mais alguma coisa mas não é fácil com o cansaço e pouco dinheiro...a juntar alguma rabugice (vá-se lá saber porquê estivemos estranhamente azedos um com o outro e fartámo-nos de discutir)...a coisa complica-se. 



Não tive aulas e passei o dia todo a tratar de assuntos diversos. Ao final da manhã a minha mãe ligou-me a dizer que tinha muito pão lá no trabalho por um engano a cozê-lo e que mo dava se eu lá passasse. Assim acelerei a saída de casa e passei por lá. Eram três sacos de pão e lá fui eu sem saber muito bem o que lhes faria - em última hipótese não se perderia porque o podia torrar e guardar.
Estive na faculdade a organizar ainda horários do novo semestre, fui às compras de fim-de-semana e fui ter com o meu pai. De regresso apanhei imenso trânsito e portanto demorei imenso. 
Fui para casa do G. esperar que voltasse do trabalho e comecei a fazer o jantar.
Foi na cozinha que soube o que fazer ao pão: sandes para dar aos sem-abrigo. Lá pus mãos ao trabalho e pus uma fatia de fiambre/mortadela em cada pão, separei e embrulhei um a um. No final tinha um saco grande cheio de sandes que, depois do jantar, fomos distribuir pela baixa da capital. 

Deviam rondar as 30 sandes. Chovia a potes e naquelas zonas era difícil estacionar por isso eu conduzia e o G. entregava-as a quem improvisara uma cama na rua ou, em alguns lugares, abriam-se os vidros do carro para as estender a quem arrumava carros.
Restaram-nos três sandes mas já eram 23.30h e nós queríamos ir ao cinema por isso saímos dali direitos ao centro comercial para a última sessão. Lá decidimos ver uma história de amor: Endless Love. Decorria uma promoção para aquele filme e só pagámos um bilhete, indo os dois.



ENDLESS LOVE conta a história de um amor puro, adolescente, genuíno e inocente, com toda a força da juventude e do primeiro romance. Tocante. Muito emocionante, uma história quase banal de amor impossível que, a páginas tantas, parece acabar mal e que ficarão separados para sempre. Uma reviravolta inesperada e tudo muda, voltando ao sítio, ao lugar ideal. Gostei muito do filme.

Com Alex Pettyfer e Gabriella Wilde (miúda gira que se farta), o filme é um remake do original de 1981 com Brooke Shields e Martin Hewitt embora, ao que parece, com algumas alterações. O filme romântico ideal para o dia dos namorados que nos relembra que o amor é sempre mais forte desde que verdadeiro e que tudo pode, contra o que quer que seja.


Gostei muito do filme. A história é linda e recomenda-se! Passei-o quase todo a chorar - não sei muito bem porquê mas talvez tivesse directamente ligado à crise de choro que tive nessa noite, quando voltámos (basicamente não parei de chorar).

Apesar de tudo não queria ter passado o dia com nenhuma outra pessoa no mundo. E, olhando agora para o que fizemos, reconforta-me a alma termos tido a oportunidade de fazer algo por quem precisa, juntos. Foi, por isso, um dia especial!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Pai pela capital

Esteve cá quase um mês. Veio em trabalho no dia 6 de Fevereiro e foi embora no Domingo (dia 2). O objectivo era transformar completamente um estabelecimento comercial em tempo recorde, só ele e mais dois colegas. Destruir tudo, refazer do zero. Foram muitas horas de trabalho, todos os dias sem descanso. Só paravam para almoçar e jantar, muitas vezes a (muito) más horas e para dormir (muito pouco na maior parte dos dias). Fizeram, como não podia deixar de ser, um trabalho incrível e estiveram no seu melhor, trabalhando que se fartaram para poderem voltar para casa depressa. Para o meu pai não havia muita pressa em voltar para casa, a única motivação era a minha irmã que lá ficou sozinha mas os outros, com família em casa e filhos pequenos estavam desejosos de se porem a andar. 


Ainda assim foi muito bom ele ter cá estado. Apesar do pouco tempo livre, conseguimos almoçar/ jantar algumas vezes juntos, sair aqui e ali para beber um copo ou, em uma ou outra tarde de domingo, aproveitar para passear um pouco. Passámos bons momentos com aqueles três: aprendemos, ensinámos, mostrámos e farta-mo-nos de rir. Homens simples, à antiga, de força e muito trabalho sem descurar o bom humor.
Domingo foi dia de despedidas com sensação de dever cumprido. Mais uma batalha travada, mais um desafio vencido!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Michael Bublé 2 Fevereiro MEO ARENA


Foi F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O! Foi realmente o máximo, um grande espectáculo, adorei e valeu taaaanto a pena!!!


Chegámos depois do concerto começar... Fomos a correr desalmadamente para o Pavilhão Atlântico porque estávamos atrasados e com receio de não podermos entrar por já ter começado - já íamos em cima da hora, apanhámos trânsito e estacionar foi cá um pincel!

A primeira parte esteve a cargo dos Naturally7, um grupo de "arquitectos vocais" que utilizam um único instrumento...a voz! Fazem eles mesmos todos os sons e enquadramentos da música, desde a batida à letra, simulando instrumentos,...enfim! Donos de um soul fascinante, fizeram furor e aqueceram o público desejoso de ver MB. Passou num instante a primeira actuação, depois foi aí uma meia hora até que o mister se dignasse a aparecer.

Posso dizer que me surpreendeu verdadeiramente. Pela positiva. Talvez derivado ao género musical, estava à espera de um bom cantor, charmoso e galante, capaz de roçar o arrogante (snob) e nada mais que isso. Pois não podia estar mais enganada em relação ao homem, coitado!

É super engraçado, muito bem humorado, só faz piadas, é bocado palhaço, muito divertido. Falou imenso com o público, apresentou a banda, um a um, elogiou o público português (diz que é o melhor do mundo), partilhou coisas mais íntimas e pessoais, cantou que se fartou. Deu um verdadeiro espectáculo e um artista do caraças, do princípio ao fim! Eu estava radiante e até o G. (que não é tão adepto dele como eu) ficou rendido.



No início, deu conta de uma senhora sentada a meio da zona VIP, com um chapéu em forma de bolo de aniversário gigante e perguntou-lhe o que era aquilo. Quando percebeu o que era e a mulher lhe disse que fazia anos ("É o teu aniversário e estás aqui, comigo?!"), chamou-a ao palco e ela correu para os braços dele - eu não pude deixar de me roer de inveja e lamentar-me porque podia bem ser eu no lugar dela. Ainda ponderei correr até o mais perto do palco que conseguisse mas estava no Balcão 2, à (extrema) esquerda do palco, havia vedação para a plateia e tinha pessoas sentadas pelas quais teria de passar para sair do meu lugar. E lá me conformei que não podia ser...

Era o último concerto da digressão e o MB fez questão de nos dizer que se ia divertir ao máximo e que era isso que queria e esperava que também nós fizéssemos. Começou com uma cortina de fogo ("Gastei todo o meu dinheiro naquele fogo de artifício do início, o resto do espectáculo não presta, podem ir embora. A sério"), no meio da qual surgiu a cantar, sozinho no palco principal. Só depois (talvez um ou duas músicas depois) a cortina se abriu e toda a banda ficou a descoberto, atrás dele, sendo ele o centro das atenções e o dono de quase todo o palco. Pouco durou. A banda aproximou-se dele, pouco depois, para a frente do palco. 


Foi sempre muito dinâmico, cantou e dançou, brincou com a equipa e com o público, via-se mesmo que estava a divertir-se.  A uma certa altura atravessou toda a zona VIP para ir até ao palco mais pequeno, do outro lado do pavilhão e cantar com o Grupo da primeira parte DAFT PUNK (Get Lucky) e depois ALL WE NEDD IS LOVE durante a qual foram lançados imensos papelinhos rosa e brancos por todo o espaço - o público estava ao rubro, que show!



Depois veio a parte mais romântica, com músicas lindas como a mai nova Close your eyes e a minha adorada Save the last dance for me. Teve direito a um conjunto de cordas a acompanhá-lo, só mulheres e portuguesas - facto que ele fez questão de sublinhar, reforçando que eram lindas. 


Despediu-se mas logo depois voltou, com um blazer brilhante, e terminou a cantar nas alturas, literalmente, tendo sido içado por uma plataforma no palco e aparecido no meio do escuro. Quando deu para o ver, já estava lá em cima.

Para terminar da melhor forma possível, na última música que cantou, dedicada especialmente aos fãs ali presentes, a certa altura tirou microfone e amplificador, pediu silêncio com um gesto e cantou a plenos pulmões, ao natural, para que todos o ouvissem, fazendo estremecer os que assistiam. 
Finalmente despediu-se, com um sorriso genuíno e sincero e os olhos rasos de emoção.
Foi lindo!

2 de Fevereiro de 2014

Pois é, voltei (agora) mais velha. 


O meu objectivo era fazer um jantar de aniversário no Sábado (sendo no Domingo que fazia anos) mas acabou por não acontecer. O pessoal cortou-se e nada feito, decidi que não valia a pena dar-me ao trabalho de um jantar para duas ou três pessoas. Então, contei comigo e com o G. apenas. A minha mãe depois acabou por vir também - foi um fim de tarde a cozinhar tudo e mais alguma coisa, à qual se seguiu um jantar a três. 

Tenho de confessar que começo a não achar muita piada aos aniversários porque acabo sempre por sentir um vazio, uma qualquer falta estranha. Depois do jantar a minha mãe foi-se embora e ficámos só nós dois. Não fazia ideia do que fazer nem onde ir e estávamos sós. Se isso é algo que nunca nos atormenta, num dia diferente a coisa já não é bem assim e custou-me um bocadinho. Lá foram algumas lágrimas e uma horinha perdida porque não se sabia onde ir e, tendo vontade de ir, a força escapava-se (desânimo no poder/controlo). 
Acabámos por sair de carro, conduzi até Sintra, sempre sem sair ou parar, já era madrugada. Depois até a marginal e regresso a Lisboa. Tive direito a operação STOP e tudo, pela segunda vez mandada parar e pela primeira vez assoprei o balão - logo na noite em que bebera um copinho de sangria ao jantar - mas o resultado foi digno de aplausos e só faltou o prémio (0,0).

Fomos dormir já passavam das 3h do meu dia de anos.
Domingo foi para dormir até mais tarde e sair para passear - estava um frio de rachar mas lá ganhámos coragem e fomos até ao Cristo Rei, para ser diferente e porque nunca tínhamos ido (nenhum dos dois). Entre a subida ao miradouro, a passagem pelo Centro Comercial e as chamadas a desejar parabéns...foi uma correria (literal e) tremenda para conseguirmos partir o bolo (cheesecake feito na noite anterior a 6 mãos) com a minha mãe (encontrámo-nos em casa dele) e estar no concerto do Michael Bublé a tempo.

Acusem-se! Ainda está aí alguém?


Bem, quase um mês depois, cá estou eu de volta!
Pronta a contar as peripécias dos últimos tempos.
Ainda está aí alguém???

Mais um regresso e o Verão a chegar

Cá estou eu de volta passado quase um mês desde a última publicação. É o reflexo do que têm sido as minhas últimas semanas! Tive das semana...