...que custam muito.
terça-feira, 6 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Será seguro?
Ontem à noite, depois de ter passado o dia a torrar com tanto sol e calor e de não me imaginar a dormir tão vestida como andava a dormir (a casa dele é quente e tínhamos os pijamas mais frescos ainda encaixotados), tirei das caixas guardadas há meses as roupas mais frescas e, para economia de espaço, estivemos a arrumar algumas peças mais quentes. Arrisquei e algumas das botas já foram também guardadas e até, na loucura, já usei sandálias...vamos lá ver se não há mais partidas com o tempo. Parece-me que é desta. E por aí?
Ufa! Que canseira
Parece impossível que já estejamos em MAIO!!!
Eu nem tenho palavras para expressar a forma alucinante como o tempo tem passado mesmo diante dos meus olhos. Ainda ontem era Natal e início do ano, há dias ainda estava a acabar a licenciatura, no Verão e preocupada com o ingresso no Mestrado e num piscar de olhos já estou quase no fim do primeiro ano! Parece incrível.
Boa semana!
Depois do último de uma série de fins de semana prolongados, recomeça uma semana que será muito longa pelo menos aqui para os meus (nossos) lados. O bom tempo parece ter vindo para ficar e só é pena ter tanta coisa para fazer e não puder aproveitar para passear e estender-me debaixo do sol ou ir dar uns mergulhos. Vá, agora é preciso muita, muita força para levar esta semana para a frente como deve ser... Venham as boas energias!
DIA da MÃE
Passámos o dia separados mas com as nossas mães como deve ser.
Acordámos tarde e fomos até casa da minha para um pequeno almoço tardio e reforçado como é costume. A surpresa foi o Cheesecake que fiz para lhe levar e felizmente, depois da preocupação daquilo não sair bem e apesar de alguns pormenores que não correram como gostaria, fez sucesso!
Acordámos tarde e fomos até casa da minha para um pequeno almoço tardio e reforçado como é costume. A surpresa foi o Cheesecake que fiz para lhe levar e felizmente, depois da preocupação daquilo não sair bem e apesar de alguns pormenores que não correram como gostaria, fez sucesso!
Depois disso, ele foi ter com a sua família e eu e a minha mãe fomos passear, só as duas, o dia inteiro por nossa conta.
Foi um dia de mulheres, descontraído, a ver lojas e roupas e a experimentar isto e aquilo. Deu para fazer bons achados em termos de peças e preços - fomos ao FREEPORT. Estava imenso calor, fizemos as coisas ao nosso ritmo, como nos apetecia sem pensar muito...conforme nos deixávamos levar. Almoçámos já tarde, depois de bater perna no shopping e conhecemos uma cidade nova, onde ainda não tínhamos ido. Mais lojas, mais montras, mais coisas diferentes. E regressámos à capital ao final da tarde, já o dia estava quase a acabar, sem darmos conta. Encontrámo-nos ao final do dia onde nos tínhamos separado: em casa da minha mãe onde ainda estivemos mais algum tempo.
E assim se passou um bom dia, embora com a sensação de falta e saudade dele que me deixou.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Jovem licenciada encontra emprego
Horário: das 9h às 19h, sendo que, se for necessário, deverá ficar até mais tarde.
Almoço: das 13h às 14h.
Salário: 485€
Tipo: recibos verdes.
Requisitos:
Licenciatura e Inscrição na OA (cuja inscrição e exames deve passar e
suportar os custos). Mestrado, factor preferencial.
Para chegar por volta das 9h, é necessário sair de casa pelas 8h, logo, no mínimo levantar-se às 7.30h - é enfiar qualquer coisa à pressa mas sempre formal porque esse é o dresscode do escritório, pegar nas coisas, pensar no que falta do lanche ou almoço porque ficou no frigorífico e sair a correr.
Sobe-se a rua, apanha-se o autocarro até à estação do metro, por
volta de 10min. Apanha-se o primeiro metro que chegar e leva-se metade
da viagem em pé, mesmo de saltos altos. Leva-se 25min, faz-se toda a
linha azul (quase) e quando se sai do metro, ainda vamos a pé, mais uns
10min até lá chegar. Por vezes antes das 9h, quase sempre, já lá está e
já só há previsão de sair depois das 19h. São, no mínimo, 10h por dia
enfiada naquele escritório, com o dia a passar pela janela e o rabo
enfiado na cadeira estragada, sem apoio de costas.
Além das 10h lá, perde-se mais ou menos 1.30h a ir e a vir. Depois
de sair, faz-se todo o caminho de novo, em sentido inverso e chega-se a
casa estoirado. Nunca antes das 20h30min. Quase sempre é preciso
cozinhar, porque mesmo que ainda tenhamos comida para desenrascar um
jantar a dois rápido, é preciso contar com o dia seguinte, mais
propriamente com o ALMOÇO do dia seguinte que se tem de levar para o
trabalho porque ir comer fora é completamente impensável, quer em termos
económicos, quer em termos de tempo.
Depois de jantar ainda se dá ao luxo de poder sentar no sofá,
recostados a ver a novela com os gatos (pobres bichos que passam o dia
sozinhos em casa) para tentar abstrair-se do mundo em redor, selvagem e
real lá fora. Não há capacidade para fazer mais nada. Não há! Mas quando
há trabalhos da faculdade para entregar é preciso inventar capacidade
para os fazer, obrigarem-se a ler o que têm pela frente e arranjarem
capacidade para elaborar o que quer que seja para poder defender ou
entregar aos doutores professores.
É num instante que as horas se escapam e já passa da meia noite.
Ainda temos de arrumar alguma coisa, no mínimo as coisas do jantar, e
temos o lanche por fazer e preparar para poder sobreviver ao dia
seguinte.
Lá se arrastam para a cama e dali a 6h já têm de se obrigar a sair da
cama e voltar a repetir as proezas do dia a dia de um jovem (abençoado)
licenciado no seu primeiro emprego.
E eu pergunto-me, como é que se pode ser financeiramente autónomo e independente com 485€? Mesmo sem ter filhos ou dependentes a seu cargo, uma renda na Grande Lisboa não é menos que 250/300€, as contas de água, luz e gás (sim, é impensável ter internet, TV, telefone fixo e qualquer outra mordomia porque significaria endividar-se ainda mais) rondam os 60€, mais 10€ para o telefone e 30€ para o passe já que se vai de transportes, sobram 135€. É o que fica para as extravagâncias que nos são permitidas. 135€ para comer e não deve sobrar nada. Mesmo indo a todas as promoções, aos preços mais baixos e com a alguma ajuda de amigos e familiares que sempre nos oferecem algumas coisas (graças a Deus!) que nos fazem não ter de gastar tanto dinheiro em bens alimentares.
E eu pergunto-me, como é que se pode ser financeiramente autónomo e independente com 485€? Mesmo sem ter filhos ou dependentes a seu cargo, uma renda na Grande Lisboa não é menos que 250/300€, as contas de água, luz e gás (sim, é impensável ter internet, TV, telefone fixo e qualquer outra mordomia porque significaria endividar-se ainda mais) rondam os 60€, mais 10€ para o telefone e 30€ para o passe já que se vai de transportes, sobram 135€. É o que fica para as extravagâncias que nos são permitidas. 135€ para comer e não deve sobrar nada. Mesmo indo a todas as promoções, aos preços mais baixos e com a alguma ajuda de amigos e familiares que sempre nos oferecem algumas coisas (graças a Deus!) que nos fazem não ter de gastar tanto dinheiro em bens alimentares.
E se tiver de pagar uma propina, sim porque ainda se está a acabar o
mestrado, ou tiver de comprar um livro ? Será 250€ para a propina, como
vou comprar comida, pagar o passe ou mesmo as contas?
E não há como não estar agradecido pelo emprego que conseguimos nesta selva com o drama do desemprego.
Não sou capaz de acompanhar a matéria das aulas a que tenho
faltado, não quero deixar de fazer o mestrado, até porque preciso dele e
espera-me a inscrição na OA, que pressupõe pagar e muito e ainda
frequência de aulas e, novamente, estudo. Preocupa-me a cada dia. Aquele
é o meu objectivo afinal, a minha ambição e propósito. Mais do que me
preocupar, angustia-me.
Mas é assim. Só posso estar feliz por ter o que tenho.
Acresce
que não somos trabalhadores, somos "estagiários" mesmo trabalhando
tanto ou mais que os outros, mesmo sendo tratados como seres inferiores e
pessoas menores, mesmo não sabendo e tendo de estar em permanente
pedido de ajuda a pessoas que estão quase sempre demasiado ocupadas para
nos ouvirem sequer e muito menos têm paciência para nos esclarecer ou
explicar claramente as coisas.
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