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sábado, 17 de março de 2018

Mantra dos desejos

Vamos atrair boas energias, vamos captar pensamentos positivos. Vamos acreditar e tentar absorver aquilo que nos faz felizes, o que nos motiva e queremos ver acontecer. Vamos concentrar energias no que mais desejamos e acreditar que o mundo conspirará a nosso favor para aquilo que tanto querermos vir até nós ou acontecer realmente. Vamos conseguir entender os sinais que o Universo e tudo o que nos rodeia nos manda para que entendamos se estamos no caminho certo.

Cada vez acredito mais que, apesar de termos de ter os nossos objectivos e desejos e devermos sempre lutar para que se concretizem, aprendi com a experiência, que muitas vezes, quando as coisas não acontecem como gostaríamos e no momento em que queríamos que acontecessem, é porque " não tinham de ser". Ou porque dessa forma permitiram outras muito boas que não estavam nos nossos planos ou que de outra maneira não aconteceriam ou porque nós aprendemos com aquilo uma lição preciosa... Ou porque nós mais tarde percebemos que se não fosse aquele "imprevisto" que aconteceu e aquele aborrecimento que tanto nos transtornou os planos e desejos mais acalorados, não teríamos chegado ao lugar onde estamos agora e que é tão mais "rico" que não trocariam por nada aquele percurso improvisado.


Que tudo se alinhe e o que tiver de ser aconteça. 
Que consigamos perceber se e quando é o momento e a oportunidade. 
Que Deus nos guie e ilumine sempre o caminho que temos de percorrer. Que Ele nos acompanhe sempre.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Noite de Sexta-feira


Esta noite estou sozinha em casa. Ou melhor, o homem não está. Porque tenho os gatos comigo... Ele hoje vem mais tarde e por isso estou em modo actualização de assistir vídeos no youtube. Esta semana foi exigente em termos de trabalho e as próximas não serão menos...mas cada coisa a seu tempo, tudo se faz. 
Março será um mês de peso, sinto-o
Deus queira que nos (a todos) traga coisas boas! 

Que tenham um excelente fim-de-semana.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Fórmula mágica


Dia-a-dia.
Passo a passo.
Grão a grão.
Degrau após degrau.
Um desafio de cada vez.

(Só) assim se vai ultrapassando cada barreira, contornando cada obstáculo. Um de cada vez. Porque somos humanos, porque só assim é possível, porque só assim se pode conseguir. Confiando, acreditando, mantendo a esperança e alimentando o sonho. Eis o derradeiro desafio.

quarta-feira, 14 de março de 2018

O pai dos meus filhos


Imaginar-te, com um bebé rechonchudinho e de olhos curiosos ao colo, ou melhor, imaginar-te com um nosso bebé no colo, enche-me desmesuradamente o coração de vontade de ter filhos contigo.

terça-feira, 13 de março de 2018

Estou cansada

Não fiz uma maratona, não tenho andado a praticar exercício, não estou a fazer nenhum curso ou a preencher os meus dias com algo extraordinário. Mas estou cansada. Pode-se estar cansado do dia-a-dia, das responsabilidades, das preocupações (antecipadas) - do incerto, do futuro, do que se deseja, do que há-de vir, do que já podia ter vindo - da correria da vida?! É uma canseira. Há momentos em que julgo que não tenho mais forças para o que quer que seja. 


Estou em constante angústia com o que quero que aconteça e com o que não quero também. Estou em pressão persistente quanto ao que é expectável, pelos outros em relação a mim mas, principalmente, pelo que eu mesma exijo de mim própria. E custa-me muito contraria esta minha exigência. É desgastante de tão absorvente que se torna. É mais forte do que eu e a minha cabeça nunca pára, nunca sossega e o meu corpo já se ressente. Não consigo descansar de forma a regenerar forças, não sou capaz de desligar efectivamente. Estou exausta...

1 ano


Há um ano que terminei um ciclo muito desafiante para mim. Foi uma meta e um objectivo que impus a mim própria, com a exigência que tanto me caracteriza. Meti na cabeça que tinha de conseguir fazer aquilo e com muito suor e lágrimas, esforço constante, persistência, vários anos passados e mesmo com vários tropeços, consegui. Alcancei o meu propósito e encerrei um capítulo que, vale o que vale, mas que ninguém mo tira. Aquilo que eu vivi, o que fiz e o que passei para lá chegar, é meu e nunca nada nem ninguém poderá tirar-mo. E isso tem o seu valor. Quanto mais não seja (e principalmente) para mim! Graças a Deus que já passou e que eu fui capaz. Sou muito grata por isso.

Gestão amadora

Há coisas que me ultrapassam e eu não sou capaz de interiorizar.


Há pessoas que vivem de uma maneira tão desajustada e irresponsável, quase ilógica! É um ciclo vicioso porque até podem ter um rendimento considerável mas se estiverem sempre a comprometer-se com despesas superiores ao dinheiro que têm, nunca estarão confortáveis. Chega a ser ridículo! Pessoas com rendimentos até elevados estarem sempre com dificuldades porque têm uma prestação para isto, uma prestação para aquilo, não passam um dia sem ir ao café, comprar o jornal e a revista e outras trivialidades (não que eu critique estas práticas, atenção! Só acho ridículo que os tenham e depois se queixem que não têm dinheiro para oferecer uma prenda por ano a uma pessoa muito próxima por exemplo!). 
É um completo desgoverno, uma falta de consciência e desorganização tais que me causam verdadeiramente confusão. Dá-me cabo do lado racional a gestão de rendimento disponível invertida, ou seja, a falta de gestão daquilo que se tem para gastar.
O pior é quando, por alguma razão, projectam esta condição (por eles criada) para a vida de outras pessoas que nada têm com isso mas são prejudicadas de alguma forma com este desgoverno.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Cinzento, vai-te embora!


O tempo tem estado terrível e o meu estado de espírito assemelha-se. Não têm sido dias e emoções, pensamentos, desafios fáceis de gerir ultimamente. É colocar nas mãos de Deus e acreditar que o que tiver de ser será. Que o caminho nos seja iluminado e possamos ser conduzidos no sentido certo. Só nos braços do marido tenho encontrado o aconchego que me acalma no meio deste vendaval de sentimentos... O que vale é que é sexta-feira!


Que a imagem atraia a melhoria das coisas (o tempo e o resto). Bom fim-de-semana!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Que futuro? Que solução?

Duas pessoas, um sonho comum. Uma casa própria. Nada de luxuoso, nada de exagerado, a concretização do sonho de ter um lar ao qual possam chamar “seu”.

Preços elevados, dois salários médios e quase nenhuma possibilidade.
Os rendimentos disponíveis não são suficientes para um empréstimo a 30/40 anos, no valor de 190.000€.
Pergunta: qual é a alternativa? Arrendar a vida inteira?
Estamos a falar de dois ordenados, no valor global de cerca de 1.700€ mensais. Sem encargos fixos. Sem nenhum crédito pessoal, automóvel, férias ou outro. Estamos a falar disto apenas. Refiro-me a um estilo de vida o mais poupado possível, sem saídas para comer fora, sem férias, sem compras ou gastos reflectidos e ponderados três mil vezes, de poupança ao máximo!


Resposta: Não há capacidade financeira. Fim da linha. Não há mais nada a fazer.


Mas como é que se pode conceber um futuro, uma sociedade assim? Em que aqueles que se pretende que sejam o futuro, que tudo investiram na formação, sejam compensados com salários demasiado baixos para os preços de tudo – desde a alimentação ao alojamento?
Isto é tão injusto e tão frustrante. Que raio de futuro é que temos? Como é que é possível haver tanta especulação nos preços das casas? Sou só eu que o vejo como um bem essencial? Atenção, não estou a falar de uma casa com piscina, suite e etc.!!! O que está em causa é uma casa modesta, capaz de satisfazer as necessidades de uma nova família (duas pessoas) que pretende crescer!
E ousar ter filhos? Pensar no encargo que isso acarreta, nas responsabilidades e na perspectiva de estagnação (quando não degradação) das condições - os rendimentos não aumentam, os encargos avultam-se. É asfixiante antever um futuro assim.

Não consigo ser optimista tendo diante dos meus olhos este cenário. Que raio de esperança há nisto? Que raio de futuro podemos almejar? Não me conformo. Não é justo. Isto não é vida para ninguém (quem fala de uma casa, fala de um emprego, de um propósito profissional que implique um investimento avultado, de uma viagem de sonho, etc. etc., seja qual for o objectivo de vida de cada um). Que sufoco!


Só quem viva com os pés fora da Terra é que precisa que venham estudos ou relatórios dizê-lo... mas se dúvidas houvessem... mais aqui.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Um aniversário memorável #2

Apesar de já terem sido surpresas suficientes as que partilhei aqui, o meu marido este ano não deixou por menos e esmerou-se. Foi um fim-de-semana de mimos e surpresas muito boas, umas atrás das outras.

O marido reservou para o deitar a entrega das prendas materiais: um relógio e uma mala. O que mais pode uma mulher desejar? Eram duas coisas que me estavam a fazer falta e que estavam na calha para serem compradas. O relógio ele já sabia qual era o que eu queria e a mala também tinha de cumprir alguns requisitos mas ele teve bom gosto e eu adorei as prendas. 

Passámos o dia seguinte ao do meu aniversário (que coincidentemente era um sábado) no Porto, a passear e a tentar aproveitar ao máximo o tempo que nos restava. "Restava" porque o homem disse que era melhor regressarmos a casa a seguir ao almoço. Eu não percebi muito bem porquê mas não fiz muitas perguntas e limitei-me a obedecer. Quer dizer, não fomos logo a seguir ao almoço. Ainda estivemos a passear por ali e só saímos da Invicta quando o sol se pôs (+/- 18h).

Os meus padrinhos não foram connosco. Quando chegámos a casa eu confesso que estava meio desconfiada e quando abri a porta espreitei lá para dentro e dei um pulo com o "surpresa/parabéns" que recebi dos amigos que ali se tinham juntado secretamente. Bem que eu suspeitava. Abracei cada um, vi a minha sala com uma mesa farta e cheia de balões e recebi outros amigos que só se conseguiram juntar a nós mais tarde. 


Então o homem tinha deixado a comida preparada desde o dia seguinte escondida e os nossos amigos só puseram no forno e fizeram os petiscos, decoraram tudo e esperaram que nós chegássemos. Bem que eu sentia o moço inquieto! Eu tenho um faro daqueles mas nem que me esforçasse podia imaginar tanta coisa incrível. Aquilo é que foi uma maratona de surpresas que ele engendrou! E embora possa ter desconfiado, a maioria passou-me completamente ao lado. Foram três dias esgotantes por tanta coisa que fizemos e tanto que quisemos aproveitar (afinal o meu pai só ficou até segunda de madrugada) mas o meu coração transbordava de felicidade e gratidão. Nunca tinha tido tanta surpresa maravilhosa junta!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Um aniversário memorável #1

Tenho tido a sorte de, nos últimos anos, ter tido dias de aniversário especiais porque tenho recebido visitas surpresa muito especiais (dos que me são mais queridos e estão longe, o meu pai e a minha irmã) mas como isso aconteceu nos dois últimos anos, já me tinha convencido que desta vez teria de ser diferente. Então, não sei por que carga d'água meti na cabeça que este ano o marido me ia preparar um jantar de aniversário surpresa, com os meus amigos. Não estive assim tão enganada mas estive longe de imaginar o que ele me reservara para aquele dia.


Se no ano passado tinha acabado de entrar no trabalho onde estou e não tinha como não trabalhar no dia do meu aniversário, este ano era diferente e até ponderei pôr o dia de férias para poder ficar sossegada mas depois pensei que seria melhor aproveitar o dia de férias para quando o homem também pudesse estar comigo porque ele não escolhe as férias dele, são fixas, de acordo com calendário anual de actividade do seu trabalho. Assim sendo, fui trabalhar no dia do meu aniversário.

O homem disse-me para reservar a noite para ele. E foi assim que eu me convenci que ele me prepararia um jantar de aniversário surpresa, com os meus amigos. Mais, eu tinha tentado organizar um jantar de aniversário mas curiosa e misteriosamente ninguém podia ir. Não é estranho de todo porque já várias vezes me aconteceu, dada a época do ano, muita gente do meu círculo de amizades próximas, não estar disponível para comparecer à comemoração do meu aniversário. Por um lado desconfiei mas por outro também achei que podia somente estar a acontecer novamente o que já em outros anos aconteceu de ninguém poder mesmo. Lá me deixei ficar com os meus pensamentos e teorias, tentando não dar muita importância à coisa.

Na noite antes, vi, sem querer uma conversa de whatsapp do telemóvel do G. que tinha o título de "Jantar de anos da V". Bem, nem sabia bem o que fazer mas disse-lho, convencida que tinha arruinado a surpresa mas, simultaneamente, que não podia fingir não ter visto. Ele disse-me que realmente tinha tentado organizar um jantar e reverter a questão de a maioria não poder ir mas que não tinha conseguido. Ainda assim, admirei o seu esforço na tentativa de me iludir mas continuei a achar que era só uma manobra e que me esperava um jantar surpresa no dia seguinte.

Passei o dia a trabalhar mas fui mimada pelos meus colegas de trabalho que, sendo eu a benjamim da empresa me trataram muito bem. Fomos almoçar fora todos, ali perto e depois partimos o bolo que eu levei. Até tive direito a prenda de uma das colegas.

O G. pediu-me para sair mais cedo e eu até estava para o fazer mas acabou por surgir algo urgente para resolver e só sai pouco antes da hora normal, já ele estava em casa à minha espera. Por isso, passei a apanhá-lo e nem subi, seguimos logo. Eu ia a guiar mas ele era quem indicava para onde ir.
Conforme nos fomos afastando cada vez mais da capital, fui-me apercebendo de que me tinha enganado quanto aos planos surpresa do marido. E aí pensei "pronto, vamos passar o fim-de-semana fora" e isso deixou-me mais que satisfeita.

Foram quase três horas de viagem até que avistámos o Douro e a Ponte Dom Luís I e aí soube que o nosso destino era a Invicta. Fiquei muito contente porque apesar de já conhecer a cidade, ainda não conseguimos lá passar algum tempo, para conhecê-la melhor e a aproveitarmos tranquilamente. Ali estava a nossa oportunidade, pensei!


Estacionámos num parque e subimos para um hotel onde jantaríamos, disse-me ele. Eu, como lhe tinha feito algo do género no aniversário dele, não me atrevi a questionar ou indagar, então nem fazia perguntas, só magicava internamente. Entrámos no restaurante quase vazio e quem é que lá estava para jantar connosco? O meu pai e a namorada!!!

Ela tinha-me confidenciado no Natal que lá iriam passar uns dias mas tinha-me dito que seria em Março. Tanto que quando chegámos ao Porto eu comentei isso com o G. e o dissimulado ainda me disse algo como "pois, eu lembrei-me disso, é chato virmos duas vezes com tão pouca distância uma da outra mas olha, achei que devíamos vir na mesma".
Sentá-mo-nos e pedimos uma bebida para brindar o aniversário e, de repente, aparecem sabe-se lá de onde, os meus padrinhos de baptismo! Eu nem queria acreditar!

(Continua...)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Primeiro aniversário de casamento

(Já passou imenso tempo mas venho agora partilhar o nosso primeiro aniversário de casamento...)

No nosso primeiro aniversário de casamento quisemos fugir. Tivemos a sorte de ter um feriado a prolongar-nos esse fim-de-semana e por isso pudemos ir passá-lo fora. Não queríamos que fosse um sítio que já conhecêssemos, nem que fosse muito longe para não perdermos imenso tempo na viagem, queríamos algo especial e com SPA mas não muito caro. Depois de alguma pesquisa decidimos conhecer a terra mais massacrada deste verão com a tragédia dos incêndios.
Saímos de manhã cedo de casa, deixámos os gatos ao cuidado da minha mãe e fizemo-nos à estrada. De caminho, saímos no Carregado e parámos no CAMPERA para as primeiras compras de Natal e conseguimos tratar de algumas prendas muito especiais a preços bem simpáticos. Já começava bem! Almoçámos por ali e chegámos ao nosso destino quando o sol estava prestes a pôr-se. Instalámo-nos e fomos ao SPA. O jantar foi num dos poucos restaurantes dali, a TABERNA DO FERRADOR, típico, acolhedor e uma agradável surpresa.
No dia seguinte saímos para passear pelos arredores depois do pequeno-almoço. Fomos visitar a Ponte Filipina e ficámos maravilhados. Tivemos sorte com o tempo, esteve sol e seco, apesar do frio. Almoçámos com vista privilegiada para o Mondego e passámos a tarde a passear pela zona sem horas nem obrigações, paciente e pacificamente - Praia do Mosteiro vale a pena visitar. 
Fizemos a sesta, acordámos só para comer, fomos para a água até ficarmos com a pele murcha e só mudaria o facto de não haver ninguém do hotel a controlar (embora isto devesse era partir da consciência e educação de cada um) a utilização do SPA porque eram só gritos e gargalhadas altas e atirar-se para a piscina e não respeitar regras nenhumas de utilização ou mínimo bom senso.
No último dia fomos ao mercado pela manhã e, depois, enchemo-nos de coragem e voltámos a vestir as roupas do casamento para tirarmos umas fotografias junto à piscina, com vista para o Rio (valeu-nos o calor do sol da hora de almoço porque estava um gelo!). E voltámos para casa com tempo para fazer a viagem com calma e regressar calmamente à rotina. 


Aqueles dias foram uma lufada de ar fresco, um balão de oxigénio de que precisávamos imenso. Fomos para longe de tudo e todos e conseguimos encontrar paz e sossego. Voltámos a casa verdadeiramente revigorados.
Assim foram as nossas bodas de papel!

P.s. Perdi a cabeça e consegui oferecer um relógio ao homem. Já tinha oferecido relógios antes mas este foi "o" relógio. Andei que tempos à procura do "tal", fiz pesquisa de mercado, encomendei com semanas de antecedência e andei a escondê-lo até chegar o dia de lho entregar. A cara dele valeu tudo, ficou maravilhado com o que lhe passei para as mãos e parecia um rapazito que nem conseguia acreditar no que os olhos viam. Felizmente ele adorou! E nada me podia ter deixado mais feliz que isso. Além dessa, a outra prenda que consegui preparar foi uma série de testemunhos de amigos que estiveram presentes no nosso dia sobre o mesmo e acabou por resultar numa recordação especial, que guardaremos com todo o carinho.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Filhos


Sempre disse que não queria ter filhos. Mais que isso, sempre achei que não tinha capacidade para ser mãe, nem condições, por isso não queria ter filhos. Não sei são coisas da minha cabeça... Tive conversas infindáveis com o meu marido quando ainda éramos namorados sobre isso. Sempre fomos muito honestos em relação a tudo e muito francos um com o outro, sem reservas, sem segredos ou omissões em relação a nada. Mais que isso, partilhamos opiniões e estamos de acordo, caso contrário nada faria sentido estarmos juntos. 


Mas eu sinto que de há uns meses para cá me sinto diferente em relação a não querer ter filhos. Não sei se é o boom de grávidas e bebés por todo o lado que está a mexer comigo, se é por sempre ter tido como calcanhar de Aquiles nesta questão o facto de imaginar o homem da minha vida com um bebé e saber que ele se deliciaria porque tem uma ternura incrível por bebés ou se é por estar a ver os anos passar e saber que, sendo o meu marido mais velho que eu, não faz sentido para nós, a ter filhos, tê-los muito tarde (ser pais "velhos") ou se é saber que, a ter filhos, queremos ter mais que um e isso obriga a que tenhamos de começar a fazer por isso cedo...

Não sei, muito francamente, se será algo só passageiro, se é sugestão ou não. Mas ultimamente tenho pensado em ter filhos. E não sei a que conclusão chegar quanto a isso. Confio que se for para sermos pais e termos filhos como desejamos, eles virão. Mas já estou a escrever "termos filhos como desejamos" quando sempre disse que não teria filhos!!! 
Sendo franca comigo mesma, sempre disse que não sabia se queria ser mãe/ter filhos mas ao mesmo tempo sempre disse que não gostaria de ter só um (se tivesse) e outras coisas que tais, o que já dá a entender que ponderava isso. Nunca fui verdadeiramente radical quanto a isso...


Só não quero que "ter filhos" seja o "passo seguinte" e que venham porque sem eles não faria sentido para nós porque essa nunca foi a nossa linha de pensamento. A mim basta-me o meu marido, o homem que é o melhor presente que Deus me deu. Não nos casámos para ter filhos. Quando decidimos casar falámos tanto sobre isto! Porque eu nunca quis casar para que isso depois acontecesse, quisemos casar para viver a vida toda juntos, um com o outro, eu e ele. E isso basta-nos. Foi só por isso que casámos. Às vezes acho que esta ideia do "casar para ter filhos" não fazer sentido é só uma mania que eu própria criei dentro da minha cabeça e que por teimosia ou casmurrice quero defender quando não há necessidade nenhuma disso... Mas sempre me provocou alguma estranheza as pessoas que casavam e logo a seguir eram pais, depois de imenso tempo juntos (antes de casar), por exemplo. Acho que se deve também desfrutar do "casamento" se ele tiver acontecido, porque isso significa que tem significado para os dois.
Isto tudo para dizer que não quero que esta "vontade" de ter filhos seja consequência de ser "o passo seguinte" a conhecer-se, namorar e casar.

De cada vez que o imagino com um bebé, de cada vez que penso em mim grávida de um filho nosso, não sei...há algo que está diferente.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O regresso, desde 2017

Com as minhas dificuldades organizacionais para conseguir vir aqui com a frequência que gostava, pensei várias vezes em deixar este meu cantinho. Afinal, uma pessoa já tem tanta coisa para fazer durante o dia e parece que nunca há tempo para nada e se o blog é um extra e está ao abandono, qual é a lógica de o manter? 

Já me tenho lembrado disto em vários momentos, principalmente nos últimos tempos, em que não consigo vir cá durante semanas a fio… Hoje lembrei-me por que é que (ainda) faz, para mim, sentido manter o blog: pelo mesmo motivo que o criei! Há coisas, pensamentos, desabafos que não contamos a ninguém…que não são nada que não se possa partilhar mas que só fazem sentido serem "discutidos" para nós. Para mim isso é muito mais fácil de fazer escrevendo-os. Para mim, escrever é terapêutico! Verdadeiramente terapêutico. Porque há coisas que ficam melhores quando são transformadas em letras, palavras e frases. Porque é uma forma de vermos “de fora” certas situações, porque é um desabafo que, ao ser escrito sai do nosso pensamento mas que também assume outra dimensão porque o poderemos voltar a reavivar por isso mesmo, um dia mais tarde.


Peço desculpa pela ausência mas não tenho sido capaz de cá vir partilhar o que tenho vivido nos últimos tempos. Há muita coisa que se passou, que senti, que vi e vivi que não poderei descrever porque já passou mas posso dizer-vos que isso só é sinal de que verdadeiramente aproveitei ao máximo o tempo que pude despender nas coisas, nesses momentos e nessas vivências.

Conheci uma prima minha que tem menos dez anos que eu e nunca nos tínhamos visto (e apaixonei-me por ela, é uma miúda incrível, uma doçura, fiquei deliciada). Recebi primos e tios do outro lado do Atlântico na capital portuguesa e passei com eles o máximo tempo que pude, mostrando, passeando e matando saudades. É incrível como, apesar da distância podemos ser tão próximos de algumas pessoas.

Passei as festas na minha terra. Pude viver a consoada com a minha avó e família materna e o dia de Natal com a família paterna, com direito a almoço em casa do meu pai (pela primeira vez que me recordo foi lá em casa) rodeados de família e amigos queridos.

O fim de ano lá na terra também foi, como sempre, incrível. Embora a minha irmã tenha demonstrado uma atitude que eu não consigo compreender…tudo está bem quando acaba bem. O primeiro dia do ano ainda foi por lá e tivemos a bênção de desfrutar de todas aquelas tradições e costumes tão únicos e especiais junto dos que nos são mais queridos e que estão longe de nós a maior parte do tempo.


Viemos com energias renovadas e com o coração cheio de coisas boas. Mas também foi ótimo regressar ao nosso espaço, à nossa rotina e um ao outro, enfim sós. 

Voltei em 2018!

Quase me custa a acreditar nos meus olhos! Já não venho ao meu cantinho de confidências e desabafos há quase 4 meses!!! Não há desculpa. Mas é a vida. Isso mesmo, a vida a acontecer, faz com que nem sempre consigamos manter aquilo que não é tão essencial. Sejamos francos, um blogue pode ser muita coisa mas para mim, neste momento da minha vida, não é essencial (nem nada que se pareça). 

Peço desculpa a quem acompanha frequentemente e notou o meu desaparecimento. Não aconteceu nada de especial mas entre o trabalho, casa e o marido, pouco tempo me tem sobrado, ou não me tenho conseguido organizar para ter tempo livre para dispensar ao blogue.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

De falta de formação não me posso queixar


Ou melhor, de falta de frequência de formação não me posso queixar. Nos últimos tempos ele é conferências, formações, sessões de esclarecimento, workshop's e sei lá mais o quê. Ainda me faltam algumas, até ao final do ano, já agendadas.
Só posso estar agradecida por ter a oportunidade de aprender e aprofundar conhecimentos mas estou tão cansada! É que estas coisas são boas mas o trabalho que temos continua por fazer quando estamos ausentes, e acumula-se. E tem de ser feito mesmo assim, seja como for. Por isso tenho tido umas semanas exigentes e absorventes. 
Há dias em que só me apetece fugir. Mas estou grata por tudo.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A mota veio mudar a nossa vida

O investimento que fizemos na mota foi muito pensado e ponderado. Tínhamos planeadas outras prioridades (casa) mas neste momento não são possíveis e temos de fazer um esforço para não nos esquecermos que nem tudo pode resumir-se a poupar/ter dinheiro.
A mota, para nós - para utilização pelo G. entre a casa e o trabalho - traz à nossa vida coisas que não têm preço. Por isso vale cada cêntimo, apesar de ser uma grande despesa, um investimento considerável para nós.
Mas nada paga:
a) o homem poder dormir mais;
b) o homem poder chegar mais cedo a casa;
c) o homem poder sair mais tarde de casa;
d) podermos ver-nos de manhã ♥ ;
e) podermos tomar o pequeno-almoço juntos.

Além de tudo isto, o facto de ele não ter de levar sempre imenso tempo a chegar a qualquer sítio, passar o dia a correr de um lado para o outro e estar constantemente arreliado com o estado (caótico) dos transportes, já faz valer a pena!


Admirável mundo novo!

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Verão de Outubro


Estamos a mais de meio mês e o sol e o céu limpo não nos quer deixar. Isto é que é um tempo estranho! Este ano das duas uma: ou o verão fica até São Martinho (afinal já não falta assim tanto), ou chega-se a essa altura e já não há nada para ninguém.

Eu já tinha alguma vontade de mudar para as roupas mais quentes mas é só por mudar de vestuário... também não me ralo se o tempo se mantiver assim mais simpático. Não faz é muito bem ao normal funcionamento das coisas...não sei, digo eu. No início do mês tive a minha dose de frio e "inverno" fora do nosso país.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Somos os mais recentes proprietários...

...de uma motorizada!

O homem anda há uns tempos em estudos de mercado e possibilidades de melhorar a sua qualidade de vida. Trabalha a 30km de casa, o que faz com que tenha de fazer diariamente cerca de 60km. E como o que ganha não é ainda nada por aí além, faz o percurso diário de transportes. Não é comportável fazê-lo de carro porque o custo seria elevadíssimo e incerto (além disso, tem associados muitos outros custos de utilização e manutenção) daí que tenha surgido a hipótese de fazê-lo de mota por ser um meio de transporte quase tão cómodo e rápido mas muito mais económico. Contas e mais contas, opiniões e mais opiniões, estudámos as possibilidades todas. Fomos ver algumas, procurámos preços, críticas, modelos, alternativas...

Não vimos muitas pessoalmente, nem sabemos andar de mota, muito francamente. Vamos ter de aprender. Mas surgiu a oportunidade, de comprar a um stand, uma mota com pouco mais de dois anos, que não nos exige carta de mota (podemos conduzi-la com a carta de ligeiros pois não é superior a 125c), a um preço que podemos pagar, dando-nos algumas garantias de longevidade. Vem associada à mota uma série de custos extra, que nos obrigam a mexer nas poupanças muito sofridas. Mas o dinheiro não é tudo e pensar que ele pode levar menos de uma hora e meia na deslocação casa-trabalho ou trabalho-casa só me dá vontade de pular de alegria e achar que vale a pena pelo menos tentar. Não é que não se faça mas resulta numa perda de três horas diárias e desgaste físico que se reflecte na disponibilidade psicológica e emocional. Ainda mais quando já o faz há alguns anos.

Que Deus nos ajude nesta nova aventura e nos proteja! Torçam por nós. E eu que sempre sonhei ter uma mota desde os 14 anos e já tinha recalcado esse desejo?! Nem estou em mim.

Mais um regresso e o Verão a chegar

Cá estou eu de volta passado quase um mês desde a última publicação. É o reflexo do que têm sido as minhas últimas semanas! Tive das semana...