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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Quando "não dá mais"

Os nossos padrinhos de casamento separam-se.
A notícia chegou inesperadamente mas não posso ser verdadeiramente franca se disser que nunca pensei que pudesse acontecer. Somos de alguma forma próximos e sabemos como se relacionam. Além disso, sabemos que as relações, os "casamentos" não são eternos e muito menos fáceis...estas coisas podem sempre acontecer, a qualquer um. Não acabou o amor mas a relação estava tão desgastada e sem brilho, que já não fazia sentido.
Acho que a maior parte das vezes em que se "acaba a relação" não é porque se acaba o "amor" mas porque se deixou de investir, de dedicar e de alimentar a relação. Dá um trabalho do caraças! mas é isso que se tem de fazer se queremos ver uma relação tão íntima e próxima durar...
Nem sempre somos capazes. Ou porque os feitios são diferentes, ou porque se está cansado de insistir em certas coisas que são importantes para nós mas que não chegam à outra parte, ou porque simplesmente baixamos os braços e nos dedicamos a outra área que entendemos mais importante naquele momento na nossa vida, ou nos viramos para nós mesmos primeiro. Por vezes, depois de algum tempo numa relação absorvente, precisamos de nos virar para nós mesmos, para nos voltarmos a encontrar e equilibrar, porque já nem nos reconhecemos. Já me aconteceu e é do mais duro que se pode experimentar. Não se deixou de gostar do outro mas já não estamos bem naquela relação, naquela situação, já não nos sentimos capazes de continuar. É preciso. Por vezes é preciso. E o tempo é o nosso maior aliado. Foi o meu.


Não me custa que os nossos padrinhos se tenham separado. Custa-me sim que estejam a sofrer. E só espero que o quanto antes a vida se-lhes componha porque o tempo vai passar...e vão aprender a lidar da melhor forma com o que lhes aconteceu.

sábado, 23 de setembro de 2017

Agora sim: o "meu" anel de volta

No já longínquo Natal de 2014 o homem ofereceu-me um anel, que for desse tempo e ainda estiver por aqui já é uma seguidora histórica!



Usei aquele anel durante algum tempo (mais de um ano) mas a determinada altura estragou-se e eu acabei por arrumá-lo. Passado algum tempo lembrei-me de o levar à marca uma vez que ainda estava abrangido pela garantia legal (2 anos). Em 2015, trocaram-mo mas já não havia igual, pelo que em abono da verdade não trouxe o meu anel, aquele que ele tinha escolhido para mim e me tinha oferecido. Aquele anel que tanto amor e significado para mim transportava provavelmente será destruído e isso dá-me pena. Afinal, foi um presente muito especial do meu amor.

Já há uns tempos me lembrei de procurar aquele primitivo anel de que tanto gostei, assim como ele, em segunda mão. Sendo um anel de uma determinada colecção, acaba por ser algo exclusivo, só naquela altura o teria conseguido encontrar nas lojas, fora disso, só mesmo alguém que o tivesse comprado naquele momento, não o quisesse e ainda o tivesse em bom estado poderia ser o vendedor que eu procurava. Além disso, tinha de ser no meu tamanho e estar perto de mim. Qual seria a probabilidade? Já tinha procurado antes mas não tinha tido sorte até que há umas semanas, numa nova pesquisa, o encontrei. Tal e qual procurava. Tinha sido oferecido mas nunca serviu por isso nunca foi utilizado pela antiga dona, estando intacto. Era precisamente o meu tamanho, estava perto de mim e por isso não pude sequer pensar muito. Era agora ou nunca. E foi. Comprei-o e agora sim, tenho o meu anel de volta. Valeu a pena, para ver o marido deliciado a olhar para o anel no meu dedo "é mesmo bonito".


Aquele que um dia "guardou" o lugar à minha aliança... ♥

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

23 a 22


Hoje é um dia muito especial e  importante para mim. ♥ A minha menina, hoje mulher, celebra o seu aniversário. Por muito que eu já conhecesse o seu valor e nunca tivesse duvidado das suas capacidades, confesso que não esperava que a menina minha companheira de sempre se tornasse na Mulher que hoje conheço. A vida nem sempre é como nós gostávamos e os percalços fazem parte da nossa história, cabe-nos a nós decidirmos como os encarar e o que fazer com as experiências que o universo nos dá - sejam elas boas ou más. Embora não seja fácil, fazermos o nosso caminho faz de nós mais fortes e descobrirmo-nos faz de nós melhores pessoas. E é isso que tens feito. Eu sou tremendamente orgulhosa de ti e acredito que ainda estás só no início daquilo que de grandioso te reserva o futuro. Obrigada por seres mais que uma melhor amiga, obrigada por teres estado tão presente na minha vida, sempre lá quando eu precisei /preciso. Tenho muita sorte em ter-te na minha vida! ♥
E quem diria que em 2017 já me terias casado!? Que os teus 23 sejam maravilhosos! 
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Feliz aniversário!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Casei # entrada da noiva na igreja


Foi mais ou menos com este fundo que eu entrei na igreja e caminhei até ao altar para me casar.
Infelizmente não tenho a gravação do que foi tocado na nossa missa mas foi semelhante ao vídeo acima. E se alguma vez pudesse ter tido dúvidas, sempre que ouço o início tenho a certeza que foi a música perfeita para acompanhar os meus passos em direcção ao meu marido, naquele dia tão especial. 
Entrei na igreja de braço dado com o meu pai, com a minha irmã atrás, seguida dos nossos padrinhos. Percorrer aquele espaço entre a porta da igreja e o altar pareceu-me uma verdadeira jornada porque vivi tanta coisa tão bonita que as palavras não poderão nunca explicar.
Cheguei à porta feliz e serena mas entrei sorridente porque vi todas as pessoas que nos eram mais queridas e especiais naqueles bancos, a olhar para mim e para o meu pai, de um lado e de outro. Sorriam-me e diziam-me que estava linda, desejando-me felicidades e os seus olhos falavam mais do que era dito pelos seus lábios também eles sorridentes. O meu pai ia tão radiante que quase não se lhe viam os olhos de tanto sorriso e orgulho - não é presunção, sei-o bem.
O G. estava um pouco antes do altar à minha espera, de costas até eu ter chegado a meio da igreja. Quando aí cheguei o nosso fotógrafo deu sinal ao padrinho, que avisou o G. para se virar e olhar para a sua noiva pela primeira vez. Ele fitou-me e no mesmo instante baixou a cabeça levando a mão aos olhos. Quando me viu chorou. Eu aí tive de fazer um esforço para me conter. Vê-lo chorar não estava nos planos. Depois de ter segurado o choro durante o percurso até ele, porque vi muita gente querida emocionada por me ver prestes a casar, tão contentes e cheios de amor, foi a maior riqueza que experimentei naquele dia. Foi mágica aquela sensação, aquela felicidade tão plena por ser partilhada por tantos corações, foi mágico e ficará para sempre na minha memória. Quando vi que tinha emocionado o G., continuei a sorrir na sua direcção mas não contive uma lágrima que se me escapou do canto do olho. 
Ali me despedi do meu pai, pedindo-lhe um beijo que ele de tão nervoso e contente cumprimentou o G. mas não me soltava nem sabia muito bem se ia embora e fiz o restante caminho, depois de um beijo na bochecha, com o meu homem. "Estás linda!" sussurrou-me.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Deixei o homem sozinho em casa um dia


E o resultado foi ele ter comprado uma máquina de lavar roupa nova e tê-la posto em casa. Fez um bom negócio e resolveu-nos o problema rapidamente. Além disso, ainda fez feijoada de lulas para o jantar e limpou a casa. Isso é que foi um dia produtivo! 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A nossa casinha


Estou deliciada com o aspecto com que a nossa casinha está a ficar! Ainda só tem praticamente o útil, porque como nos faltam algumas coisas, ainda não nos dedicámos propriamente às decorações, aos téxteis que pretendemos e aos pormenores. Além disso, estamos com um restauro na calha e para isso precisamos de algum tempo mas a casa já nem parece a mesma desde que tirámos a tralha excedente (móveis). Está tudo muito simples, nada digno de capa de revista mas está muito ao nosso gosto!
Falta-nos encontrar umas coisas bonitas, de que gostemos, para conseguirmos criar o ambiente que temos em mente para ali. Nesta casa decidimos que, ao contrário do que vimos fazendo, só teríamos em casa coisas de que gostássemos, se dependesse das nossas escolhas. O facto de também eu estar a trabalhar tem permitido isso. Apesar da casa ser antiga e ter muita coisa que não está na melhor condição em termos de estrutura, foi-nos entregue pintada e com a cozinha e wc limpinhos, ou seja, com azulejos brancos e chão cinza, o que, pelo menos em comparação com a anterior, é uma grande diferença. Parece logo que a casa é mais limpa, mais fresca e moderna e nós gostamos disso. Acresce que estamos muito virados para o mobiliário branco, em contraste com a cor predominante da nossa antiga casa, o castanho - graças aos móveis reaproveitados que tínhamos. Ao nos mudarmos decidimos que só teríamos aquilo que precisássemos e que gostássemos mesmo. Isso tem feito toda a diferença e temos adorado o resultado.

Em resposta a algumas perguntas na publicação anterior: não, infelizmente aquele não é o meu tapete de entrada. Quem me dera! Se souberem onde há, digam por favor. Ainda não temos tapete de entrada nesta casa!

Faltam-nos colcha e tapetes com cor para o quarto (já que está todo muito claro), forrar assentos das cadeiras da sala com um tecido giro e colorido, que também pretendemos usar para as capas das almofadas de lá, pôr cortinados nos quartos, encontrar um móvel de televisão, um louceiro/aparador e resolver o que fazer quanto à estante. Além disso, precisamos decidir/ arranjar os quadros que queremos pendurar, comprar toalhas para a mesa da sala, uma manta para o sofá, uma máquina de lavar louça, adaptar o forno para gás de botija, trocar de tábua de engomar e restaurar o móvel da entrada. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Cenas embaraçosas de uma máquina de lavar estragada


Eu nem sou nada destas coisas mas parece que é de propósito! A pessoa decide comprar uma camisa de dormir mais sexy para fazer uma surpresa ao homem e quando a põe a lavar a máquina decide dar o berro e não funciona mais. Resultado? A roupa, como ficou molhada, teve de ir logo a lavar. Sabem onde? À minha mãe... Pois!


Aditamento: Não lavei à mão para que o homem não visse ahahaha!!!

sábado, 22 de julho de 2017

Eu, impaciente me confesso

Onde é que eu alguma vez poderia imaginar estar onde estou agora, há uns anos atrás?! É que nem de perto nem de longe eu achei que faria o percurso que acabei por dar à minha vida.


A verdade é que estou constantemente a achar que me falta alguma coisa, a querer mais e mais e mais e, muitas vezes, para ontem, a desesperar quando as coisas não tomam o rumo que eu gostava e a sofrer por antecipação porque penso sempre no que podia ter já feito e não fiz. Tenho feito um grande esforço para mudar esta minha forma de ser e noto grandes diferenças de há uns anos para cá - é um processo longo e que se quer gradual porque implica muita coisa e está-me na veia, pelo que, contrariá-lo não é pêra doce. Mas tenho plena consciência do progresso que já fiz (ainda que também saiba perfeitamente que ainda tenho muito caminho a fazer nesse sentido).
Hoje quero muito olhar para o que fiz e dar o devido valor ao meu percurso, ao que alcancei, àquilo por que já passei. Nem sempre é fácil vermos o nosso reflexo com lucidez. Eu sei que tendo a distorcer o meu. Mas todo o nosso caminho tem um valor inestimável e, mais importante do que isso, é o nosso percurso. É o que faz de nós o que somos, o que nos dá o que temos e aquilo com que podemos trabalhar de agora em diante. Não vale a pena tentarmos agarrar-nos a outras coisas, mais vale partirmos logo da realidade, do que somos, do que fizemos, do que temos, e fazer o nosso melhor. A ambição e o almejar mais e melhor são importantes mas também é fundamental termos consciência do que é efectivamente possível, que as circunstâncias, quase sempre alheias à nossa vontade ou alcance, nos conduzem a um caminho único, sem grandes alternativas. Isso é a vida. Se fosse só um projecto perfeitamente medido, não teria a mesma piada.

Hoje sou uma jovem casada, que terminou uma formação, está a trabalhar numa área que nunca imaginou e que tem aprendido a lidar com as adversidades a duras penas mas que tem crescido muito com isso. Sou muito abençoada por ter encontrado para a vida o homem que nunca imaginei exigir fora das histórias de encantar e por termos saúde, por termos a honra de podermos contar com pessoas verdadeiramente especiais na nossa vida, por termos saúde e capacidade para lutar pelo que mais desejamos - ser felizes. E eu não imaginei nunca poder ser tão feliz como já fui/sou.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

A nossa cama !

Vamos ter a nossa primeira cama! Eu sei que pode parecer estranho mas não temos cama. 


Já andávamos desde o ano passado para comprar uma cama para nós mas o tempo foi passando, não dedicámos o tempo suficiente ao assunto e a coisa foi-se arrastando. Procurámos mas não nos debruçámos sobre a pesquisa e portanto não decidimos. A mudança de casa foi o empurrão que precisávamos para aquilo que adiámos durante meses.
A nossa cama era basicamente: duas paletes no chão, um colchão por cima das ditas e um segundo colchão no topo disso tudo. Era aí que dormíamos. Em tempos tivemos um estrado com pés mas começou a ficar curvo e já o notávamos nas costas, por isso decidimos retirá-lo e usar somente as paletes (como o G. usava quando fomos viver juntos).
Já há muito tínhamos decidido que quando comprássemos investiríamos num sommier elevatório com espaço de arrumação por baixo. Vimos alguns, procurámos o que coubesse no nosso orçamento. Visitámos duas lojas "tradicionais" e fomos a duas "grandes". Encontrámos duas opções. Aconselharam-nos colchões, que disso não percebemos grande coisa, só sabíamos que queríamos de molas e firme.
Decidimos onde iríamos comprar, escolhemos as medidas, cor e modelos e encomendámos. As duas lojas "tradicionais" conquistaram-nos e eram equivalentes. Uma, bem perto de nossa casa e outra bem mais longe. Optámos pela mais próxima. Tinha lá um sofá que nos piscou o olho a um preço muito atractivo e acabámos por encomendá-lo também. Assim sendo, as nossas primeiras grandes compras de mobiliário em primeira mão estão a ser cozinhadas. Apesar de ser um gasto é um investimento que faz todo o sentido. Mal posso esperar que cheguem!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Ter saúde é uma bênção


A saúde da minha sogra está frágil. Com o passar do tempo e as várias sessões de tratamento continua a sentir-se debilitada, não tem apetite e tudo lhe enjoa e por isso está muito magra. O último tratamento que deveria ter feito foi adiado porque não estava capaz. Faltam dois dos seis que foram planeados inicialmente mas não sabemos ainda quando é que ela os conseguirá receber. Não há como evitar que isto afecte toda a gente à sua volta. Somos poucos os que constituem o seu círculo reduzido e não há nada que se possa fazer, tudo depende somente dela, da reacção do seu organismo e da postura e atitude que decidir adoptar.
Custa muito ver como sofrem e se angustiam os que lhe são mais próximos. Custa muito não saber o que esperar mas desde que soubemos que estava doente que eu, não sei explicar, mas entreguei a Deus o desfecho deste episódio. Eu acredito, não sei por que força superior ou certeza suprema, que tudo irá correr da melhor forma e que esta é apenas uma fase menos boa. Servirá com certeza para aprendermos e crescermos todos...os restantes propósitos ainda os iremos descobrir com o passar do tempo. Não posso dizer que não me inquiete mas desde o primeiro momento, ter deixado nas mãos d'Ele tem-me dado a calma que eu preciso para me manter. Não consigo imaginar fazê-lo de outra forma.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

5 vinte e oitos


CINCO anos. São anos de muita mudança, de muito crescimento e, principalmente, de construção.
Aprendemos muito, errámos, mas acertámos mais. Apesar de ser uma vida real, de haver altos e baixos, dias bons e momentos menos bons, ter a possibilidade de partilhar tudo isso contigo é uma bênção. Experimentámos coisas novas, ultrapassámos desafios que nos puseram verdadeiramente à prova e fomos o apoio um do outro incondicionalmente. Somos amigos, apaixonados, companheiros e família. A que escolhemos ser. E é essa a nossa maior riqueza, termo-nos um ao outro para construirmos juntos aquilo que bem entendermos. À nossa medida, como ditarem as nossas cabeças e como mandarem os nossos corações. Sou muito grata por tudo o que nos rodeia, por aquilo que conseguimos alcançar e por todos os que fazem parte do nosso caminho. Sou muito abençoada por te ter como marido (e sempre que o digo/penso/escrevo enche-se-me o peito de amor, orgulho e felicidade). Obrigada, de todo o meu coração! Amo-te a cada dia mais um bocadinho.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Casei # Os meus ramos

O prometido é devido, por isso, dou início aos relatos sobre o casamento (ainda que 6 meses depois).

Eu não sabia que flores queria para o meu ramo de noiva, ou melhor, a ideia que eu tinha não era concretizável, pelo que não tinha imaginado nada em concreto. Sabia o que não queria e vi várias imagens que gostei. Partilhei isso com a florista e o resultado surgiu, conjugado com todo o ambiente do nosso casamento (roupas, decoração, tons e género), do talento e experiência da profissional que nos auxiliou nesta parte, mais do que perfeito. Não poderia ter imaginado nada mais perfeito.


Eram dois porque um deles queria oferecer a Nossa Senhora.
O "principal", que me acompanhou a mim o tempo todo, tinha espigas que faziam parte da nossa decoração e estavam carregadas de simbolismo para nós, um terço do matrimónio no caule e rosas, que são a flor por excelência.


O segundo ramo tinha pontas de eucalipto e, por isso era verdadeiramente perfumado. Cheirava tão mas tão bem! A simplicidade fê-lo muito especial e bonito e para mim seria difícil escolher entre um e outro. Como a florista já os tinha imaginado e só mos mostrou já dando conta do propósito de cada um, conforme os tinha construído, encaixou tudo na perfeição.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Fim-de-semana num cantinho do céu


Esgotados como temos estado e com tanto para tratar dada a mudança de casa (as coisas que temos a mais e as que temos a menos, os pequenos detalhes, aquilo que falta comprar...), o nosso maior desejo era poder abstrair-nos um pouco do que nos preocupa e arejarmos as ideias, longe de tudo e todos.
Pelo aniversário do moço que quase coincidiu com os nossos primeiros seis meses como marido e mulher, quis fazer aquilo que já há muito queríamos e sonhávamos - passear, para longe de casa, sem horas, sem obrigações, só nós dois.
Estávamos mesmo, mesmo, mesmo a precisar. Estes primeiros meses têm sido muito exigentes para nós por uma série de coisas que têm acontecido, por isso precisávamos mesmo deste tempo para nós.
Foi tudo preparado algo em cima do joelho porque, lá está, tempo não me tem sobrado. Mas tinha de o fazer e assim foi. Talvez na quarta-feira reservei uma noite no alojamento local de uma Vila bem simpática que não conhecíamos, sem ser muito longe de casa mas não sendo, também, perto. E disse-lhe que no sábado tinha planos para nós. Era tudo surpresa para nós.
Pedi-lhe que não marcasse nada para o fim-de-semana "para descansarmos" e que confiasse em mim sem fazer demasiadas perguntas porque queria que fosse surpresa. Na sexta-feira antes de sair de casa preparei a "mala" e pus tudo o que precisávamos no carro, para que ele não o visse. E pedi ajuda à minha mãe para ir ver-nos os gatos enquanto estivéssemos fora (que também têm sentido muito as mudanças da família e estão carentes).
No sábado saímos de manhã e fomos andar a cavalo. Ele acha-os animais fascinantes e eu descobri um clube/ uma quinta, que tem muitos, que recebe provas e que permite aos "leigos" ter contacto com eles.
Passámos lá a manhã e almoçámos. O sítio é óptimo e o ambiente muito simpático, ficámos com vontade de voltar. Até têm piscina.
Depois de almoçar, fizemo-nos à estrada. Eu tinha um rumo, ele é que não sabia qual era. Fomos descendo, pela nacional, passando terras e terrinhas por onde nunca tinha passado e deixando para trás várias placas com palpites (achava que íamos a um sítio quando via a placa, perguntava e eu nada dizia, quando deixávamos a respectiva placa para trás, tirava dali a ideia). Até que, quando chegámos lhe disse que era ali que íamos. 
Fomos até à praia, demos uma volta no centro, mas eu tinha de dar entrada no hotel e por isso andava à procura do mesmo. Quando o encontrámos e ele percebeu que "tinha quartos" perguntou logo o que lá íamos fazer e se passávamos ali a noite estupefacto. A resposta era afirmativa e assim passámos umas horas longe de casa, num sítio que nos pareceu um cantinho do paraíso, só a passear e a tentar descansar. Andámos a pé, encontrámos um sítio onde se comia bem sem pagar muito por isso e delicia-mo-nos com a calmia daquele momento para nós. Foi tão mas tão simplesmente bom!
Apesar de não ter sido muito tempo, apesar de ainda nos sentirmos cansados e nos preocuparmos, sinto que o fim-de-semana foi o balão de ar de que precisávamos para não darmos em malucos. E foi mesmo no limite.
Sou muito feliz e grata por ter conseguido fazê-lo e oferecer-lho. Sou muito abençoada por ter, hoje, esta possibilidade e por poder ter na minha vida uma pessoa tão mas tão especial e feita para mim como ele é. Soube-nos pela vida!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Meio ano casados


Num abrir e fechar de olhos, já se passaram seis meses. Seis meses, como marido e mulher. É verdade que, na prática, não havia muito para mudar, já morando juntos e vivendo como se fôssemos casados. A maior mudança que o casamento nos trouxe, para mim, foi a nível emocional, interior - como que um calor especial, um aconchego no coração e um marco simbólico para ambos, juntos. 
Mas as coisas já são como têm de ser e desde que nos casámos muita coisa mudou nas nossas vidas, a outros níveis. A única coisa que não se quer mudada é a nossa ligação, aquilo que nos une e a nossa relação (só se for para melhor), afinal é para isso que se casa: para namorar para sempre.
Não podia nunca em momento nenhum da minha vida sonhar ou idealizar alguém tão perfeito como ele para mim, não o trocaria por nada e não mudaria nada. Porque somos um para o outro, o que o cada um precisa (ou não fossem as coisas tão bem planeadas por Ele)!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O nosso IRS


É verdade, casados há poucos meses, este ano apresentámos pela primeira vez a declaração IRS em conjunto. Sendo referente ao ano passado, eu não tive rendimentos e como o homem é taxado à grande e tivemos despesas, felizmente o resultado foi positivo. Depois de um ano com orçamento muito apertado para nos conseguirmos aguentar, sabe mesmo bem não ter de pagar contribuições. E o que veio é sempre uma grande ajuda para as despesas que temos tido com a casa nova.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Meu amor,


os dias atropelam-se. As semanas, os meses e os anos passam por nós sem pedir licença e ficamos com a sensação que o tempo nos escapa e nada podemos fazer dele. No meio da corrente, temos uma segurança: um ao outro. Tem sido assim desde que nos conhecemos, mesmo antes de nos amarmos. E essa é a nossa maior riqueza. Que assim seja sempre!

Mais um regresso e o Verão a chegar

Cá estou eu de volta passado quase um mês desde a última publicação. É o reflexo do que têm sido as minhas últimas semanas! Tive das semana...