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domingo, 23 de outubro de 2011

Sujeitar-se a trabalhar



Ainda há gente que trabalha não só porque dá jeito ter mais uns trocos na conta ao fim do mês ou porque quer comprar algo mais caro (extravagância) ou seja lá porque razão mas porque precisa realmente do dinheiro desse trabalho para sobreviver neste mundo.

Só posso acreditar nisto quando vejo certas situações a que as pessoas se sujeitam para manter um emprego por muito mau que seja ou que não corresponda às suas expectativas de vida.

Enquanto há muito boa gente a não querer trabalhar nisto ou naquilo porque não corresponde ao seu sonho de vida ou a recusar uma oferta de emprego porque os horários não lhe agradam, porque recebe este ou aquele subsídio ou porque não está disposta a chatear-se por um mero ordenado mínimo, ainda há quem queira qualquer trabalho remunerado que seja, que possa ajudar a não passar fome ou ter de ir para a rua porque não recebe ajudas do Estado nem é rico ou não tem estudos e não sabe fazer isto ou aquilo. Ainda há, embora sejam uma reduzida minoria, pessoas a não se importarem de serem explorados e se matarem a trabalhar para conseguir levar algum dinheiro para casa.


Tenho para mim que, da maneira como as coisas estão, ainda muita gente vai levar uma lição da crise e de como não se pode fazer eternamente uma vida fútil sem pensar que devemos poupar algum para uma eventualidade, não nos entalarmos em dívidas desnecessárias até ao pescoço e terem de viver uma vida de aparências e ostentação para serem "aceites" ou parecerem melhores que os outros.

Isto tudo porque, ao ir à entrada do meu prédio, há minutos, vi um senhor das entregas de pizza completamente encharcado da chuvada que tinha acabado de cair. Depois de se ter recolhido por instantes à porta, coxeou (era coxo) até lá fora, montou-se na motinha e seguiu.

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