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sexta-feira, 24 de março de 2017

Sol de pouca dura

...nunca me enganaste!
Confesso que o tempo do fim-de-semana mais quente me alegrou pelos dias mais bonitos que implica mas não estava convencida da realidade das botas e casacos mudar. E tenho de admitir que isso, para já, não me incomoda. Parece que a Primavera tarda em instalar-se mas também me dá a impressão que há pessoas que já querem Verão, estando nós ainda em Março... Eu cá não tenho reclamações. Venha o que vier, o tempo ultimamente tem servido a todos os gostos.

Consegui! Consegui! Consegui!!!


Confesso que ainda não estou em mim. Ter sido aprovada na derradeira prova final fez-me sentir que tinha cumprido o meu dever (não é um dever para com mais ninguém senão para comigo mesma, acima de tudo!). É como ter conseguido chegar ao cimo da montanha mais alta do mundo, como ter atingido a meta em primeiro lugar, depois de uma maratona de esforço, como ter terminado uma jornada em que esforçámos o nosso corpo até ao limite das nossas forças e capacidades. É um alívio e uma sensação de superação indescritíveis. Eu consegui! Sim, eu consegui! É mesmo verdade, aconteceu! É real e mal consigo, ainda que já passados alguns dias, acreditar! 

Pode não ser uma grande coisa mas era o meu grande objectivo, um desafio e uma meta muito importante. Passaram-se muitos anos desde o início da minha formação superior, passaram muitas pessoas pela minha vida, muita coisa aconteceu, muita coisa mudou. Chegaram ao fim cerca de sete anos e cinco meses! Foram anos muito enriquecedores mas sem dúvida os que mais me testaram, aos mais variados níveis. Passaram por mim muitas pessoas especiais, umas ficaram, muitas saíram da minha vida. Muita coisa aconteceu, muitos desafios mas também muitas conquistas. Ganhei pessoas, perdi pessoas... Cresci, envelheci, aprendi. Foram anos de muita mudança, de muito crescimento e evolução pessoal, acima de tudo. Terão sido, com certeza, anos cruciais da minha vida, que ditarão muito do rumo que ela seguiu ou seguirá.


Chorei muito, ri muito, vivi muito. Dei tanto e recebi mais ainda. Fui muito feliz e muito infeliz. Posso dizer que provei um pouco de tudo o que havia no meu caminho. Durante todo este tempo, o blogue acompanhou os meus passos e foi muito importante para grande parte do meu percurso. Sem ele (e sem vocês aí do outro lado!), não teria sido a mesma coisa. Através dele, pude partilhar o que não me atrevia a dizer, o que não me arriscava demonstrar. E isso terá sido fundamental para manter a minha sanidade mental... e para crescer. 

Sinto-me muito agradecida e verdadeiramente abençoada por tudo o que tenho tido oportunidade de viver. O bom e o menos bom. Porque tudo faz parte do caminho e porque tudo, em conjunto, permitiu-me chegar onde estou hoje e caminhar para onde estarei daqui em diante. Por tudo isso, OBRIGADA, de todo o meu coração.

sexta-feira, 17 de março de 2017

As novas MELISSA cá de casa:

Melissa STAGE
O primeiro ordenado!


...com umas MELISSA novas em super promoção! Bem, na verdade, tenho de confessar que não foram só umas...foram dois pares.

Melissa HAPPY (não podia ser mais adequado)!

Tornei-me Advogada!

 Afinal, além do primeiro ordenado, deixei de ser estagiária! São dois acontecimentos que merecem ser condignamente assinalados, ou não!? :D

Como assinalar o primeiro ordenado?


Sou uma pessoa simples e fácil de satisfazer.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Como o tempo passa por nós

A sensação que tenho é que os dias, as semanas e os meses se têm atropelado uns atrás dos outros. Parece que anda tudo a competir para ver o que passa mais depressa e quando dou por mim parece que fui abalroada pelo que (afinal) já passou. Nos últimos tempos tenho sentido muito isso. Ainda há dias fui pedida em casamento e afinal, já passou um ano, já casei, já fui de lua-de-mel e já estou casada há mais de três meses. Ainda há pouco tempo embarquei na maior aventura da minha vida e mudei-me para outra cidade para estudar e já estou (finalmente!) a trabalhar (embora ainda não na minha área). E já tanta mas tanta coisa aconteceu...! Ainda ontem terminei o mestrado ou comecei o estágio na Ordem e já tudo terminou (finalmente!) - afinal são já mais de sete anos! 


Isto tudo, não porque não nos custe a passar as situações, enfrentar os obstáculos, dar a volta aos imprevistos e (re)inventar soluções mas parece que, terminadas as coisas, o tempo até passou por nós a voar. Claro que também é mais fácil falar assim ou pensar nisto desta forma quando as coisas já foram ultrapassadas (principalmente no que diga respeito às mais duras), mas não deixa de ser um pouco assustador dar-mo-nos conta da velocidade a que o tempo passa por nós, sem que possamos fazer grande coisa quanto a isso. Afinal, temos trabalho, temos de cozinhar, tratar da casa, dormir e o que é que nos resta de tempo útil? Que poder temos nós sobre o tempo?! 
Até parece brincadeira falar disto porque não temos qualquer poder sobre o tempo, a única coisa que nos resta é tentarmos fazer com ele o melhor que conseguirmos dentro de todas as limitações e circunstâncias que possamos ter, não deixando de fazer, nem que sejam pequenas coisas que nos façam felizes, por mais simples que sejam, sempre que nos seja possível. Porque muitas vezes temos objectivos e sonhos gigantes, que nos sugam o foco e, muitas vezes, as forças, o empenho, o tempo e a dedicação e quando damos por nós não fazemos (mais) nada da nossa vida. Essa é uma vida muito limitada. E a gestão não é fácil entre objectivos de vida, pretensões, circunstâncias, o que nos faz feliz, tempo e concretizações.
O que é que aprenderam com o passar do tempo por vós? Têm conselhos para uma gestão mais eficaz e eficiente?

terça-feira, 14 de março de 2017

OBRIGADA!


E essa fé, sem dúvida me tem ajudado a ultrapassar cada provação, cada obstáculo e cada conquista. Se acreditarmos, metade do caminho está feito. Não vale a pena tentar contornar isso. E eu só posso ser, hoje, muito mas mesmo muito, muito agradecida por tudo o Ele que me tem concedido.

segunda-feira, 13 de março de 2017

A ferro e fogo

Consegui!
Aquilo por que me tenho debatido, pelo qual tenho sacrificado tanto de mim, pelo qual tenho esperado, àquilo a que tanto tenho dedicado. Chegou. Chegou para mim, mesmo depois deste tempo todo. Mesmo depois de toda a luta, todas as dificuldades, os esforços que isso implicou e a gestão a que obrigou.
Hoje terminei um ciclo determinante para mim em termos profissionais. Mais do que o mero "título", passou a mais do que objectivo, qual desafio e prova a todas as minhas capacidades. Sangue, suor e lágrimas mas consegui. Todo o percurso agora faz um pouco mais sentido. Finalmente!


E assim nos temos de lembrar, sempre que a vida nos estiver a dar luta e a testar as nossas forças até ao limite que não conhecemos, que tudo chega ao fim. E por isso, não deixem de ir à luta se algo vos desafiar a isso.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O meu desejo


Já há muito que os meus esforços e desejos se canalizam para um só propósito. Não tem sido fácil manter a intenção, a dedicação e corresponder às suas exigências. Preciso muito que se concretize e materialize. Tenho de manter a fé e acreditar que irá acontecer. Qualquer boa energia vem muito a calhar.
Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! Que se concretize por favor! 

terça-feira, 7 de março de 2017

Desafios

Tem que os haver.

Rezar em qualquer lugar


Já há muito tempo que acredito ou encaro Deus como um amigo. Um confidente, de infinita compreensão e generosidade. Por isso tenho a certeza que posso falar-Lhe sempre que sinto essa necessidade, seja onde ou como for. Talvez cause alguma estranheza esta forma de encarar a fé mas só assim me faz sentido. Antes achava que podia ser mal interpretada por Ele por só Lhe falar de vez em quando, quando sentia essa necessidade e sem quaisquer "formalidades". Mas se Ele for um "amigo", como podemos pensar isso a seu respeito? Se Ele for "o" nosso amigo mais fiel, para que precisa de formalidades? Ele compreender-nos-á sempre e ajudar-nos-á da melhor forma possível.
Então, se Ele está em todo o lado, podemos rezar-lhe como e onde quer que estejamos ou precisemos. E isso é verdadeiramente grandioso.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Rockabye


Esta música tem uma vibração tão boa!

O que é ser advogado

Nós os advogados, por Vasco Barata, aqui.








Sendo estas as traves-mestras em que assenta o exercício da profissão de advogado, urge que seja trilhado um caminho que terá de encontrar solução para o sem-fim de falsos recibos verdes que encontramos no exercício da advocacia. É que não basta dizer que a especialização por áreas é o futuro, sem dizer de que forma é exercida esta advocacia especializada, pois todos sabemos que será feita ao abrigo de sociedades de advogados que albergarão – como nos dias de hoje – dezenas (ou centenas) de advogados a falsos recibos verdes. Não bastará, de igual modo, vir agitar o fantasma da impossibilidade de existir um contrato de trabalho para exercício da profissão de advogado: em primeiro lugar, porque essa possibilidade existe e está contemplada no novo artigo 73.º do Estatuto da Ordem dos Advogados (EOA); em segundo, porque o previsível argumento que será trazido à discussão, e que se reconduz, brevitatis causa, ao princípio da independência dos advogados, é um verdadeiro embuste. Encontrar um regime para o exercício da profissão de advocacia que respeite a dignidade no trabalho trará um grande benefício à advocacia portuguesa: além de acabar com os falsos recibos verdes, poder-se-ão também afirmar uma série de princípios deontológicos – como por exemplo o princípio da independência – que no atual estado da arte, mais não são que letra morta.


domingo, 5 de março de 2017

O amor tudo consegue


E por mais dias difíceis, por mais desafios, por mais lágrimas que possa envolver, tudo isso faz parte do caminho. Porque não poderíamos saber dar valor ao que é especial se tudo fosse fácil, porque não valorizaríamos o dia bom se não houvesse o mau. Faz parte e torna-nos mais fortes e unidos. Afinal, o Universo conspira sempre a nosso favor. Por mais que não o consigamos perceber logo, tudo tem uma razão superior para acontecer e tudo se encaixa perfeitamente. Bom domingo!

sexta-feira, 3 de março de 2017

O nosso casamento - não está esquecido!


Ainda não vos falei muito do dia mais feliz da minha vida. Mas eu prometo que, apesar de tardar, o farei assim que me seja possível. Ainda não temos muitas fotos pormenorizadas e por isso também ainda não consigo partilhar o que queria convosco. Adianto que as fotografias foram para nós um verdadeiro deleite. Ficámos muito satisfeitos com o nosso fotógrafo e adorámos o resultado do trabalho dele. Além disso, os nossos figurinos também ficaram muito bem, a decoração estava melhor do que teríamos sido capazes de imaginar e o ambiente que se criou era tão íntimo, bonito e especial que ficará guardado para sempre nas nossas memórias dessa forma única. Os pormenores fizeram a diferença e tornaram tudo ainda mais especial e as pessoas, as sensações, os momentos... é indescritível. Até dá saudade pensar naquele dia tão bonito.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Mais um mês se inicia


E é já o terceiro do novo ano. Mas como é que é possível o tempo voar desta maneira? Quase que não nos mantemos de pé tal é a velocidade por que passa por nós. Que Março tenha boas surpresas, nos traga alegria, força e realização.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Fins-de-semana partilhados


Não acho justo que vás e me deixes tanto tempo sozinha, sem sequer pensar duas vezes. Sei que pode ser ingrato ou até infantil da minha parte querer que estejas por perto quando tenho outras obrigações e não posso dedicar-te o meu tempo. Por isso mesmo te disse que fosses, ainda que eu não pudesse ir. Mas um almoço não é quase um dia inteiro. Não é justo que um dos únicos dois dias que temos "nosso" durante a semana passes longe de mim por tua vontade. Sim, só por tua vontade. Porque se não o quisesses não tinha de ser assim. Já é difícil o suficiente ter de enfiar a cabeça nos estudos e nas pesquisas. Obviamente que tu não és obrigado a passar por isso por uma obrigação que é só minha mas, seja qual for a situação, estares por perto faz toda a diferença para mim. Pelos vistos para ti não faz. Tenho pena. E, lamento, mas não posso dizer que compreenda. E também não posso prometer que isto me deixe feliz. Sempre senti que o eu ser a tua família não é assim tão intuitivo para ti como dizes. Não é. Posso ser tua família mas existe mais além de mim, sempre. E isto prova que, ainda que passado tudo o que se passou, ainda que vivido e mudado tudo o que se viveu e mudou, há coisas que nunca mudarão e a tua família será sempre a tua família e dessa não sinto que faça parte. Por mais tempo que passe, por mais demonstrações que se façam. Esta é a prova - tu foste e eu não. Que família é esta que se separa desta maneira, sem qualquer remorso? E, por outro lado, que família somos nós em que um acha isto do outro? Sente isto em relação às atitudes do outro? Não sou justa, sei-o bem. Quero-te para mim, sempre e tanto quanto possível. Na verdade, não me contento nunca com o possível. Sei que o que estou a sentir não é certo, não é justo nem faz sequer muito sentido. Mas se o sinto é porque o causaste.

Por todas as tuas bênçãos


Muito obrigada!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Data de prova


Chegou ontem a carta que marca a data da temível prova que terei de fazer. Já são poucos dias que me separam dela e se me demorar muito em pensamentos sobre isso sou capaz de começar a hiperventilar tal é a tensão que isso me causa.
Apesar de ser assustador já saber quando tenho exame e pensar que falta pouco tempo e tenho tanto que fazer, pelo menos já estou informada. Pior é estar na expectativa, sem saber quando.
Tenho de tentar manter a calma e a tranquilidade por mais difícil que seja. Apesar de estar muita (mas mesmo muita) coisa em jogo com esta prova, não é uma questão de vida ou morte e há-de correr bem.
Tenho de me concentrar nisso e na organização pessoal que tenho de ter para conseguir estudar tanto em tão pouco tempo. É que a data já está estipulada mas a matéria sobre a qual versa não tem limites!


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Uma coisa de cada vez com tudo ao mesmo tempo

Tenho andado desaparecida, eu sei. Mas não tem sido fácil gerir e adaptar-me a tanta coisa que tem surgido ultimamente. Desde o primeiro trabalho, a ter obtido os resultados do recurso que apresentei por não ter passado no exame, passando pelo meu aniversário, pelos saldos, pela notícia e necessária preparação para um casamento para o qual fomos convidados dentro de pouco e pela preparação do carro para mais uma inspecção... Tudo isto a juntar às já normais lides diárias e ao especial cansaço que me tem assolado.


Bem, resumindo e concluindo, está tudo bem por aqui. O cansaço já se faz notar mas continuo a gostar do meu novo trabalho (só espero estar a corresponder às expectativas). Entretanto soube que, tendo passado no exame, estou admitida a novo exame (desta feita o derradeiro e super temido, oral) e que (pesadelo! Terror! Pânico!) será muito em breve. Ainda não sei a data específica mas sei que pode ser a qualquer momento. E isso é assustador porque eu tenho tanta mas tanta, tanta coisa que estudar que não sei como serei capaz em tão pouco tempo. E confesso que, além de ter muito medo de não obter aprovação, estou extremamente cansada de todo este processo/percurso.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

O temporal da minha alma


Estou convencida que era capaz de chorar horas e noites, dias inteiros a fio. Porque aquilo que carrego dentro de mim deixa-me tão triste e faz-me sentir tão miserável que a minha vontade é desaparecer. Não aguento mais, não compreendo e não sei o que fazer. Sinto-me completamente perdida e impotente. Eu não sei onde é que isto vai parar. Não sei mais o que fazer, como agir, o que dizer. Já não sei o que fazer... Sei que assim não posso continuar mas não consigo ser diferente. Por mais que eu saiba que algumas coisas não estão corretas, não as consigo fazer de outra forma, parece que a minha cabeça não obedece à consciência e é mais forte do que eu. Tudo é um problema, tudo está mal, tudo está errado e nada é suficiente. Do nada se faz uma tempestade, com uma coisa insignificante tudo desaba e eu já não aguento mais, não consigo continuar assim e não sei como mudar, já não tenho forças.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

É sexta-feira!


E por isso, nem o frio nem a chuva são capazes de me tirar o bom humor.
Esta semana foi tramada...tal como as últimas. Já nem me lembro da última em que estivemos mais descansados e o cansaço já se reflecte na nossa falta de paciência, motivação e capacidade de reacção.

Os primeiros dias no trabalho têm corrido bem e já falei com o meu patrono sobre a possibilidade de continuar a ter o seu apoio no meu percurso formativo por isso foi uma semana produtiva ...mas com muitas coisas a acontecer pelo meio, ao mesmo tempo, que exigem muito de nós. E toda uma nova rotina à qual temos obrigatoriamente de nos adaptar. Leva tempo mas chegaremos lá!

Não posso deixar de pensar em como o encadeamento das coisas faz todo o sentido e permitiu-me fazer as várias coisas que precisei, no tempo que tinham de acontecer. Primeiro tive exames, casámos, chumbei nos exames, a minha sogra adoeceu, encontrei trabalho. Se não tivesse acontecido exactamente a coisa anterior, provavelmente a seguinte não se daria. E não deixa de ser curioso como tudo acontece de forma tão perfeitamente programada... E por mais que nós não a compreendamos no momento, as coisas acontecem de determinada forma porque têm de acontecer assim.

Boa sexta-feira!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A melhor prenda de aniversário


...que podia pedir era ter por perto a minha irmã. Não é fácil viver-se com o coração dividido e distantes daqueles que nos são mais queridos mas nem sempre é possível estarmos juntos. No final do meu dia de aniversário, a minha irmã chegou para passar connosco o fim-de-semana, de surpresa. Foi pouco tempo, passou a voar e eu não pude estar sempre com ela porque tinha começado a trabalhar mas sabe tão bem termos por perto quem nos é especial!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Estou empregada!

Voltei, voltei, voltei de lá...!

Há precisamente uma semana atrás, estava eu, por esta hora a caminho de uma entrevista. A proposta não era fantástica mas era a melhor que já tinha recebido ultimamente. Tive uma conversa simpática com a responsável pelos recursos humanos de uma multinacional prestadora de serviços de consultadoria. Trabalharia por objectivos e portanto, ganharia à comissão, consoante aquilo que conseguisse produzir. Seria prestadora de serviços para a empresa e nos três primeiros meses teria uma bolsa de formação de 700€ para garantir o período inicial de formação com algum rendimento (já que a produção reduzida por estar em formação. Tem piada como tudo é relativo. Quando sai de lá com a indicação de que seria contactada para uma segunda entrevista com o responsável de departamento, dadas as condições que me adiantaram, era uma proposta a considerar por se tratar da melhor que tinha recebido em tempos (ainda que não fosse, nem de perto nem de longe, francamente, para mim, uma boa proposta tendo em conta as condições oferecidas).
Pois que todo o universo conspira em nosso favor quando alguma coisa não tem de acontecer. 
Poucas horas depois disso, estava eu no supermercado, recebi uma chamada para uma outra entrevista. Pouco mais de meia hora depois do telefonema, já eu estava nas instalações da entidade que me queria entrevistar. Tinham urgência e pediram-me que fosse assim que possível. 
Fui recebida por três pessoas, que me questionaram sobre o meu percurso e as minhas circunstâncias actuais, explicaram o que pretendiam de um novo funcionário e... cerca de meia hora depois, estava contratada para começar no dia seguinte às 9h (era final de tarde). Parece mentira mas aconteceu. 
Não sabia muito bem se tinha tomado a decisão certa, se aquilo seria boa ideia e nem muito bem o que fazer mas, apresentadas as condições que tinham para me oferecer, aceitei sem muita hesitação.
Muito a medo mas sem saber muito bem no que me estava a meter, lá fui ter com o meu homem sem ter a certeza se devia celebrar ou desistir logo daquela ideia peregrina.
No dia seguinte, lá fui eu e por cá tenho estado desde então. Ainda estou muito no início mas estou a gostar. É desafiante mas também tenho uma boa motivação. Desejem-me sorte! Realmente, por vezes não entendemos o nosso caminho, o que nos acontece, como e porquê mas, cada vez acredito mais que tudo acontece por uma razão porque há um plano superior para nós cheio de mistérios incríveis.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Combinação perfeita de condições (des)favoráveis


Tenho tido dias difíceis. Em que mal me consigo suportar. Há alturas em que, do nada, sem mais nem menos, só tenho vontade de chorar, sem filtros, sem vergonha, desalmadamente. Não sei porquê ou talvez saiba...são muitas coisas a acontecer à minha volta e eu pareço estar sempre no mesmo sítio, imóvel, a nível profissional. Isso está a consumir-me. Porque não sei o que fazer, porque não posso dizer que saiba o que quero e por isso me sinto meio perdida no meio de toda uma dimensão desconhecida e inócua.

Custa muito ter de estar sempre e constantemente a fazer contas à vida a ter uma ginástica orçamental desmedida e ainda mais custa que mais ninguém o veja, ou melhor, sejamos francos, que as pessoas com as quais colaboro profissionalmente não o vejam. Eu sei que sou ainda estagiária, que não consegui passar aos exames e dependo de um recurso e só depois disso serei aceite à derradeira prova final. Também sei que ainda tenho muito que aprender, que ensinar dá trabalho e exige tempo e que não sou tão útil e produtiva quanto um profissional noutras condições (que não de formação ainda como eu). Mas é ou não é verdade que eu faço trabalho, por muito pouco que seja eu faço algum. Estou lá quando me querem, faço o que sou capaz e tento evoluir mas a motivação, confesso, é cada vez menor. Porquê? Porque não há qualquer incentivo. Porque eu faço cerca de 60km para lá ir, porque isso implica gastos e custos, porque não recebo um único cêntimo por ou para isso. Disponho do meu tempo, embora também saiba que consumo o tempo de alguém, tento mostrar-me sempre disponível e empenho-me. Faço o que sei e está ao meu alcance, tento fazer o melhor e há trabalho que efectivamente faço e do qual o responsável pela minha orientação/formação se livra por ser eu a fazê-lo. Por muito pouco que isso seja, sempre é alguma coisa que ele não tem de fazer. Mas, além da experiência e da aprendizagem que isso me traz - e que não quero, de todo, desvalorizar - nada mais recebo em troca. É muito desmotivante, é desanimador e frustra. Não é fácil manter-me motivada, interessada e esperançosa. Já não sei se é isto que quero para mim. Não estamos a falar de um, dois, três ou seis meses. Não estamos a falar de um ano, estamos a falar de mais de dois anos nesta situação. E eu pergunto-me: será que o meu patrono não para um segundo que seja para pensar que eu tenho de viver, de comer, vestir, calçar e deslocar-me para lá estar!? Será que isso não conta nada? Será que que não pesa?! E será que a vida dos outros é assim tão insignificante ou indiferente? Porque ele convive comigo. Será que nunca parou um segundo que seja e reparou no que esta condição implica para mim? Não quero ser ingrata pois sei o quanto já cresci, aprendi e evolui graças a lá estar mas também não consigo considerar justa esta forma de agir.

Com tudo isto e além disso, temos tido dias difíceis, sem tempo para nós, com muita pressão e exigência, capazes de nos levar ao limite das nossas forças, verdadeiramente desafiantes. Mais uma vez, sei como somos abençoados por tudo o que graças a Deus temos conseguido alcançar juntos e sei que há Alguém lá em cima a olhar por nós, caso contrário não teríamos conseguido chegar até aqui pois o nosso percurso, apesar de sinuoso, tem sido muito, muito abençoado. Mas há dias em que me sinto esgotada, em que não consigo entender como é que pode ser justa a nossa condição. Ele trabalha além do limite das suas forças e fá-lo sempre com todo o empenho e carinho - nem sou capaz de expressar como o admiro por isso e como me orgulho dele - mas acabo sempre por achar que não é justamente recompensado e eu sinto-me uma inútil, sem conseguir ajudá-lo de alguma forma. É muito complicado lidar comigo mesma diante destas condições.

Independentemente de tudo isto, sei que me tenho de recordar diária e constantemente que sou muito abençoada por estar onde estou e ter o que tenho e tenho muito que agradecer por isso mesmo. Sei que tenho de acreditar que tudo isto tem um propósito superior e manter a fé e a esperança em dias e condições melhores. Porque o bem mais precioso de todos foi-me concedido: o do amor.
E sim, é verdade que o ser humano, imperfeito como é sua tão vincada característica, só dá valor às coisas mais preciosas que tem na sua existência quando est

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Como é que se tem saudade de alguém com quem se vive?


Depois do casamento fomos de lua-de-mel, quando regressámos ele foi trabalhar, logo a seguir vieram as festas (natal e fim de ano) e muita correria para um lado e para o outro. Nas primeiras semanas de 2017 um problema de saúde da minha sogra fez com que tudo girasse à volta disso mesmo. Vimos todas as nossas rotinas, horários e tudo adaptado à nova circunstância de termos um familiar muito próximo hospitalizado. Além disso, tivemos em nossa casa o meu sogro, a morar connosco. Isto tudo a somar à já natural restrição de tempo do qual dispomos para nós. E esta semana o homem teve de passar a noite fora em trabalho. 
Querendo ou não, tudo isto contribuiu para que tenhamos saudades um do outro, com que o tempo para namorar ou simplesmente estar um com o outro ganhe toda uma nova importância e sim, tenho saudades do meu marido (com quem vivo). Pode parecer estranho mas na correria destas últimas semanas de fim/início de ano atribulados, não temos tido oportunidade de parar e só "estar". Se calhar estou mal habituada pois por minha vontade passaria todos os minutos com ele (embora seja obrigada a reconhecer que o afastamento deste género causa saudades e as saudades quando sejam controláveis, também fazem bem). E é disso que sinto falta - tempo com ele. Porque afinal ele é a minha parte preferida.

O marido foi dormir fora

Por motivos profissionais o meu homem foi passar a noite fora de hoje para amanhã então tenho de passar a noite sozinha. O que fiz? Quando saí do escritório fui ver as promoções no centro comercial mais próximo aproveitar para fazer tempo. Cheguei, por isso, mais tarde a casa e, depois de me render ao pijama quentinho, muni-me da sopa, o chá acabado de fazer e estacionei em frente ao computador. Espera-se um serão de youtube.


A casa parece vazia sem ele...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Incompetência

Se as coisas funcionassem como deve ser, não eram precisas medidas drásticas ou ameaças para que o que deve ser feito se concretizasse. 


O meu pai viu o seu quintal e parte da casa serem destruídos por um carro que lá "aterrou" (literalmente, pois despenhou-se de uma estrada mais alta em frente à casa e voou para dentro do nosso quintal) no final do ano. Tem imensos danos e a casa num estado lastimável, foi reportada a situação à seguradora como seria necessário mas mesmo tendo feito a nossa parte e insistindo com eles, teimavam em arrastar a situação sem dar respostas e prolongando uma situação insustentável. Depois de vários contactos e de continuarmos, ainda assim, sem respostas nem soluções à vista por quem a isso é obrigado, apresentámos queixa à Autoridade competente.
No dia seguinte à queixa ter sido apresentada finalmente contactaram o meu pai a avisar que o perito iria averiguar os estragos (isto quase um mês depois do acidente!) para (finalmente) darem andamento aos procedimentos necessários à resolução do caso.
Agora digam-me se era necessário fazer queixa da seguradora para que fizessem o seu trabalho!?! Não era mais fácil terem feito o que deviam sem para isso ser preciso pressionar, ameaçar e queixar-nos? Enfim...agora é esperar novos desenvolvimentos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Aprendizagem

A minha sogra teve alta e neste momento está em casa. A correria ao hospital para as visitas, as compras de tudo o que passara a ser necessário, os hóspedes em casa, as refeições a dobrar, as ginásticas organizacionais e tudo o que isto tudo implica...finalmente, acalmaram. E não deixam saudades. Estamos todos muito cansados, a alteração de rotinas e a adaptação forçada exigiu muito de nós e deixou-nos estafados. Ainda temos pela frente um longo processo de adaptação, aprendizagem e aceitação conjunto mas o choque inicial foi grande, daqui em diante esperamos sinceramente que tudo se desenrole mais suave e naturalmente.


Sei que temos diante de nós um grande desafio mas também acredito que tudo se irá compor da melhor forma, porque somos muito abençoados. Quando frequentamos locais como internamentos de hospitais percebemos a sorte que temos, o quão agradecidos devemos ser e damo-nos conta do que devemos valorizar - aquelas coisas que temos como certas, como a saúde e a família, as pequenas coisas diárias, são as que mais falta nos fazem e menos valorizamos. E sabem porque não valorizamos o mais importante? Porque o temos! É irónico, chega a ser ridícula a incoerência disto, se pararmos para pensar mas é o que acontece, não é!?! Também nos damos conta da nossa pequenez e insignificância perante tantos desafios monstruosos e barreiras aparentemente intransponíveis, aprendemos a relativizar.

Outra coisa na qual acredito cada vez mais é de que tudo acontece por uma razão e que Deus tem sempre motivos, que nós desconhecemos mas que fazem todo o sentido, para fazer o que faz ou para deixar que nos aconteça o que acontece efectivamente. Sei que, por mais que eu tenha alguma dificuldade em ver isso logo, nós estamos a passar pelo que estamos por um motivo "maior", que estamos como estamos por uma razão "superior" e que no final tudo fará sentido e é assim porque tinha mesmo de ser tal e qual como está a ser, com tudo o que isso implica. Pareço-vos maluquinha não é?! Sei que pode parecer confuso mas tenho dentro de mim esta certeza...

Sei que esta situação me ensinou muito e sei que ela aconteceu também para que eu aprendesse e crescesse à sua custa. Por isso, também sei que eu tenho de absorver o máximo que dela for possível retirar, porque esse é um dos seus propósitos. E agradeço muito por estas circunstâncias e por esta realidade.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Obrigada por tudo


Para hoje, para a semana, para o mês, para o ano e para a vida. 
Quanto mais a gente agradece, melhor se torna a nossa vida.
Haja o que houver, não serve de nada nos submergirmos em lamurias e se pararmos para pensar temos muito que agradecer e somos muito abençoados!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Os donos do mundo

Por que será que existem certos indivíduos que se julgam superiores a toda a humanidade, melhores do que toda a sociedade e imunes a quaisquer regras ou senso comum?!
Há pessoas que só podem achar que mandam mais do que os outros ou que são superiores porque pura e simplesmente não respeitam nada nem ninguém. Refiro-me a pessoas que acham que os seus problemas são sempre maiores do que os dos outros, que pensam que têm sempre mais pressa ou urgência que o mundo inteiro e que estão convencidas de que têm o direito de impor as suas vidas, crenças e formas de estar a todos os outros. 
Sabem aquelas pessoas que deitam lixo para o chão, as que põe no contentor da reciclagem do cartão embalagens, as que falam ao telefone em transportes públicos tão alto que não há ninguém que não seja obrigado a ouvir e as que ouvem música tão alta que (mais uma vez) a impõe a todos à sua volta (em casa, incomodando todos os vizinhos, ou nos transportes, importunando todos os utilizadores).
O que mais me impressiona neste tipo de gente é a indiferença e a falta de consideração para com os outros. Agem como se fossem donos do mundo, como se todas as outras pessoas tivessem de viver sob os seus ditames. Onde é que está o civismo, a educação e a consciência deste tipo de gente?!


Obviamente que me refiro a quem faz disto um hábito, uma constante. Não se tratam de situações esporádicas, que acontecem uma vez por outra, por um motivo em particular que nos leva a fazê-las - como uma chamada inesperada que nos surpreende com notícias com as quais não contávamos, com uma situação de particular urgência em que qualquer pessoa perderia a calma ou paciência ou de um dia de festa em que há música mais alta ou barulho de convidados para um jantar especial. São situações recorrentes, quase rotineiras que me tiram do sério. Porque demonstram claramente uma falta de consideração tremenda. Porque é tão fácil não incomodarmos os outros constantemente se tivermos pequenos cuidados, que não custam nada a implementar nas nossas vidas. Não temos de deixar de fazer nada, se as pessoas fossem minimamente conscientes e compreensivas faria toda a diferença. Porque não precisamos de incomodar quem nos rodeia ou sobrepor-mo-nos aos outros para vivermos ou fazermos a nossa vida, as nossas coisas.
Estas pessoas não têm noção - nem se importam com isso - do quanto podem afectar ou prejudicar a vida dos que as rodeiam com as suas atitudes egoístas e egocêntricas. Ninguém tem de levar com os problemas, as músicas, as conversas, as festas e a falta de educação dos outros. Mas há pessoas que se acham no direito de se imporem a toda a gente, sem meias medidas, sem pedir licença, do alto da sua arrogância e prepotência.
E os outros é que estão mal, para estas pessoas, porque se alguém lhes tentar chamar à razão, tentando encontrar alguma réstia de compreensão naquelas cabeças ocas, ainda se habilita a levar com uma bela duma resposta torta e ser acusada de tudo e mais alguma coisa.

Com a saúde não se brinca!

Na quinta-feira à noite tivemos uma notícia muito triste e principalmente preocupante - a mãe do meu marido tinha sido hospitalizada por ter apresentado valores muito preocupantes numas análises de rotina. Pois que há já muito tempo se vinha queixando de cansaço e falta de forças mas a notícia caiu que nem uma bomba no meio do nosso pequeno círculo familiar.


Somos poucos aqui deste lado e apesar de já esperarmos que algo não estivesse bem, nunca uma coisa como aquelas nos passa pelo pensamento. De maneira que ficámos sem saber o que fazer e a sentir-nos muito perdidos. Este foi um fim-de-semana muito atípico, com muita coisa delicada para gerir, ansiedade, preocupação e expectativa à mistura, em ambiente de hospital, sem grandes respostas ou certezas.
A evolução foi positiva ainda que não signifique muito e a perspectiva que nos foi dada é animadora mas é um problema de saúde grave, com o qual teremos de aprender a conviver. Foi, sem dúvida, um dos maiores sustos dos últimos tempos. Agora, vivendo um dia de cada vez, vamos aguardar resultados e respostas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

1 mês ♥ Marido e Mulher


Precisamente há um mês atrás, tínhamos acordado no quarto que nos recebeu para a primeira noite como marido e mulher e acolheu a nossa noite de núpcias. Não dá para descrever a sensação que trazia dentro de mim com rigor mas o que consigo encontrar mais semelhante é a de uma grande plenitude que me enchera a alma. Trazia o coração a transbordar de tanta emoção, de tanto sentimento, de tantos olhares especiais, de tanto carinho. Nunca na minha vida vivi um dia tão especial e feliz como o dia do meu casamento. Até hoje nunca me senti tão acarinhada por tanta gente tão especial para mim como naquele dia. Nunca vivi outro dia em que sentisse que a minha felicidade, aquilo que eu e o meu marido partilhamos e alimentamos todos os dias - o nosso amor - fosse tão partilhado e compreendido, quase que visível, pelos outros e, mais que isso, pelos que são os mais importantes para nós, os mais queridos, os mais especiais. Foi um dia incrível e acordámos quase que nas núvens no dia seguinte. Como se não desse para acreditar que tinha sido real, porque tinha sido tão bom e tão bonito, tão especial, que nem parecia de verdade.
Acordámos de coração cheio com o que tínhamos vivido e sentímo-nos completos por nos termos um ao outro, inteiramente, como sonháramos durante todo o tempo de preparação daquele momento único. Era um misto de plenitude e de tranquilidade inexplicável dentro de mim. Eu senti-me maior, do alto da minha insignificância neste universo. E só me senti assim por ter estado rodeada das pessoas mais queridas, especiais e importantes para nós, numa jornada como aquela. Mais do que isso, senti-me maior por ter sido digna de viver isso e ter a honra de partilhar a minha vida com a pessoa que está ligada a mim tão umbilicalmente que a sinto como parte do meu ser. Ou não nos tivéssemos tornado um só corpo e uma só alma.

Quanto ao espaço temporal, não consigo acreditar que só se passou um mês. Parece que já nos casámos há tanto tempo que não dá para entender. Como se as memórias de um dia tão inacreditável já estivessem mais do que enraizadas dentro de nós e as (poucas) novidades que esse evento trouxe à nossa vida já fizessem parte de nós há séculos - afinal foram a denominação e a aliança no dedo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

It must be


Os últimos dias têm sido de luta interna comigo mesmo. Se tenho uma parte de mim que quer crer que a mudança depende só de nós, que coisas melhores podem acontecer e que temos de lutar por isso, pondo mãos à obra, tenho outra parte de mim, que teima em prevalecer ultimamente, que me puxa para um lugar solitário e distante, onde não existe muita luz, onde não há quase vida e onde o cansaço, o desalento e a tristeza me fazem querer ficar. Eu sei que não pode ser assim, eu sei. Quase que é ingrato da minha parte lamentar-me tendo tanto por que agradecer. Mas tenho estado tão mas tão triste, sem razão aparente, que quase não me reconheço. Não sei de onde ela veio nem quando chegou mas sei que me tem feito chorar, que me aperta o coração e amassa a alma. E dói. Acho que tenho de esperar que passe...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

2016

Comecei o ano na minha terra, com o meu homem, pela primeira vez.
Fomos à Exponoivos.
Reservámos as nossas alianças de casamento.
Fiz uma viagem de carro improvável, até à Irlanda, com uma amiga.
Conduzi à esquerda.
Viajei numa companhia low cost para regressar a casa.
O meu pai veio visitar-me de surpresa pelo meu aniversário.
Fomos a Fátima (com o meu pai, com os pais do homem, com os meus padrinhos, e primos).
A minha mãe, mais uma vez não esteve no meu aniversário, desta vez porque o meu pai estava cá (e fez um drama por isso).
Recebi um smartphone digno desse nome pelos meus anos.
Comprámos as viagens para o nosso casamento.
Comprámos as viagens à terrinha com muita antecedência.
Fomos à Covilhã e a Manteigas com amigos e apanhámos neve na Serra (embora não tenhamos conseguido subir à Torre).
Contratámos a animação do nosso casamento.
Escolhi e reservei o meu vestido de noiva.
Decidimos o fotógrafo do nosso casamento.
Mudámos de mecânico, esperemos para melhor.
Fizemos e entregámos os nossos convites de casamento.
Renovei o cartão de cidadão.
Comprámos as viagens para as férias de Agosto.
Fomos a castings enquanto casal.
Fizemos trabalhos de figuração.
Conhecemos o Monte Junto.
Fomos a uma aula de valsa vienense e ensaiámos uma coreografia.
Fomos a um festival de tunas.
Maquilhei-me muitas vezes.
Conhecemos melhor um novo vizinho.
Perdi a peça de teatro do G. porque, apesar de estar perto, não sabia onde era ao certo.
Ofereci ao G. um relógio.
A minha irmã veio ver-me!
Celebrámos o aniversário do G. com um piquenique.
Não dei nada ao homem pelo seu aniversário - fiz um jantar especial e três bolos.
Dei roupa, desfiz-me do que não usava.
Deixei de lavar o cabelo dia sim dia não.
Vendi coisas para arrecadar algum dinheiro.
Esforcei-me para tratar mais de mim (pele e cabelo).
Fui à Bica nos Santos, e a Alfama.
Choveu granizo em Lisboa.
Fui ao Castelo de São Jorge.
Recebi a minha prima na capital.
Fui aos Santos com a minha irmã!
Tirei uma foto com o Quim Barreiros.
Li o Quem mexeu no meu queijo.
Enchi a casa de gente.
Comprei uma placa de bruxismo.
Dancei muito no bailarico das festas populares.
Assisti à defesa da tese da S.
Passei a usar óleo de coco no cabelo.
Fui à praia pela primeira vez em Junho.
Revi a minha amiga italiana SS.
Fomos ver um jogo de Portugal num parque público.
Não cortei o cabelo.
Fomos ao Marquês celebrar a vitória da Selecção portuguesa no Euro.
A minha irmã voltou a estudar.
Fomos de férias para a terrinha em Agosto.
Parti a minha contenção inferior e tive de a refazer.
Acompanhei o trabalho de um notário.
Fomos ao casamento de um casal de amigos.
Fizemos novos amigos, que vieram aumentar a família.
Fiquei fã de Youtubers e fartei-me de ver vídeos.
Fartámo-nos de organizar e trabalhar para o casamento.
Fiz gelinho nas unhas (com a minha irmã).
Fiz exames escritos.
Fui a entrevistas de trabalho.
Recebi o meu querido T. em nossa casa.
Fui ao Oceanário.
A minha irmã foi a responsável pela minha "beleza de noiva".
Ficámos amigos do padre que nos casou.
Fiz uma sessão de fotos com as minhas amigas mais queridas.
Tive duas despedidas de solteira.
Recebemos os nossos padrinhos emigrados.
Comprei um batom escuro (e passei a usar batom).
Recebemos amigos na terrinha, para o nosso casamento. E eles ajudaram muito nos últimos preparativos da boda.
Passámos os últimos dias antes do nosso casamento em stress e pressão total.
Passei uma tarde no spa.
O homem ficou efectivo no trabalho.
O nosso gato filmou um anúncio.
Casámos.
Revi a minha querida MJ depois de tanto tempo.
No dia seguinte ao nosso casamento tínhamos tudo pago.
Fizemos um workshop de culinária.
Apesar de terem mostrado interesse em que eu fique no escritório, não me souberam dizer nada ou fazer nenhuma proposta em concreto sobre lá continuar.
Mudei a minha morada fiscal.
Vimos centenas de filmes em casa.
Fomos a Paris e à Disney!
Recebemos uma TV de presente.
Dei coisas que tínhamos a mais em casa.
Algumas pessoas, por altura do nosso casamento, surpreenderam-nos, reforçaram o que sentíamos em relação a elas e outras desiludiram-nos.
Fui ao jantar de Natal do escritório.
Um dos meus dentes da frente começou a mexer-se e tive de fazer ajustes na contenção superior.
Não dei presente de Natal ao meu marido, nem recebi dele nenhum.
Passámos o Natal em nossa casa e quem quis estar connosco foi lá.
Lavei o meu vestido de noiva.
Constituímos uma poupança conjunta.
Não passei nos exames que fiz.
Recebi a minha primeira agenda forense.
A casa do meu pai sofreu um acidente com um carro, que destruiu o quintal.
Fomos passar o ano à Serra, com amigos e a família deles.


2016 ficará para sempre na minha memória porque nele vivi momentos únicos e o dia mais feliz da minha vida. Mas não foi um mar de rosas. Eu sei que nunca é mas este ano foi particularmente duro para mim, pessoalmente, a nível emocional. Senti-me muito pouco valorizada ou útil no âmbito profissional e isso começa a reflectir-se na minha maneira de estar, na minha atitude e no meu espírito. Não sei como posso mudar isso mas sei que tenho de o mudar, caso contrário darei em maluca - já não falta muito. Foi um ano de espera, de incerteza e insegurança generalizada para mim. Em perfeita oposição a isso, foi o ano em que alicerçámos o que nos une no matrimónio e reforçámos os laços que existem entre nós. Só esse aspecto da minha vida pessoal amorosa salva o ano acabado, se quiser ser muito franca e simplista. 2016, tu foste muito duro de roer. Trouxeste momentos únicos e inesquecíveis mas foste maioritariamente marcado por dificuldades, provações e lágrimas. E o que eu tenho a dizer-te sobre isso, é que farei de tudo para que esse tipo de coisas façam parte disso mesmo: do passado.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Relação Preço-Qualidade

Decidi partilhar a minha experiência porque acho que pode ser útil para alguém.
Eu comprei uns botins no Pingo Doce, em promoção, há cerca de duas semanas (antes do Natal). Sim, calçado no supermercado. Não foi numa loja associada ao supermercado, foi mesmo no supermercado porque tinham promoções especiais e de 39,99€ ficaram a 17,99€. Numa primeira fase fiquei reticente e não estava confiante com a compra mas... experimentei-os, gostei deles e pareceram-me confortáveis, em conta e uma boa compra. Trouxe-os para casa. Como sempre, não os usei logo - tenho a mania de não usar logo a roupa ou calçado novos, então utilizo-os pela primeira vez em um dia "especial", no caso, foi só no dia ou na véspera de Natal. Procurava uns botins simples, em pele / camurça, em conta mas quando compro tenho sempre imensa atenção à qualidade do produto independentemente do preço que pague por ele (afinal, as informações dos botins indicam ser pele). Acontece que apesar de muito bonitinhos, os botins ficaram, após uma ou duas utilizações muito vincados e marcados. A "pele" ficou sem cor e vincada, eu não podia acreditar e não achava normal aquilo acontecer assim. Nunca me tinha acontecido nada semelhante com um artigo novo e supostamente em pele. Achei que não perdia nada em passar numa loja e expor o sucedido a ver o que me diziam, então enchi-me de coragem e lá fui eu, perguntei a uma funcionária se havia alguma coisa que pudesse ser feito, tendo em conta o meu descontentamento e o facto de ainda ter o talão de compra e não terem decorrido nem três semanas.


A funcionária acabou por me fazer a devolução do dinheiro que paguei pelas botas e elas lá ficaram. Acho que, independentemente do preço que se pague pelo artigo, ele tem de corresponder às características que anunciam. Ainda me disse a funcionária que não podiam ser de pele por aquele preço mas então porque davam essa informação nas características do produto?! Obviamente que sei que um artigo mais em conta, à partida, durará menos, terá menos qualidade ou algo assim. Mas não aceito que o preço seja desculpa para se enganar o consumidor - se o que está anunciado promete X, não nos podemos contentar com Y, seja por 1, 10 ou 100€. Acredito mesmo que é porque as pessoas se conformam, não reclamam e ficam caladas que as grandes superfícies comerciais ganham dinheiro com coisas sem a mínima qualidade e que muitas vezes não custam assim tão pouco. Afinal, para deitar fora, seja 1, 10 ou 100€, a mim custa-me da mesma maneira, é sempre deitar dinheiro fora, desperdiçar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O meu ramo de noiva


Ainda se lembram da saga do ramo de noiva? Eu não sabia o que queria. Só sabia que não queria algo banal ou muito visto (quem quer!?) nem queria um ramo muito grande (porque para mim não seria equilibrado). Disse à florista e enviei-lhe ideias do que queria, sendo que o que ela me transmitiu foi que não podia fugir às cores da decoração porque seria dispersar e não conjugaria com o que eu tinha idealizado como conjunto de noiva (ou seja, vestido, cabelo, acessórios, etc. que iria usar no dia do casamento). Deixei nas mãos dela a decisão e a elaboração, confiando no seu talento e percepção do que queria, depois de termos discutido e acordado orientações.
Não tinha idealizado nada em particular ou específico pelo que não criei expectativas. Talvez por isso tenha ficado tão feliz quando os vi. Pedi dois ramos de flores porque um ofereceria a Nossa Senhora e outro acompanhar-me-ia todo o dia e levaria a promessa de um casamento próximo a alguma das solteiras. Eram muito mais do que poderia alguma vez ter pedido ou explicado querer. Vi-os na manhã do dia em que me casei, antes de terminados porque tive de ir à florista deixar umas coisas que faltavam, quando vinha do cabeleireiro, a caminho de casa para me arranjar. Fiquei encantada com eles. Diferentes um do outro mas tão a minha cara e a do casamento que melhor seria impossível. Só tinha pena de serem efémeros, pelo que pedi ao fotógrafo que os imortalizasse nas fotografias para que fiquem sempre nas nossas recordações.
Quando puder partilho imagens.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017