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sábado, 11 de fevereiro de 2017

O temporal da minha alma


Estou convencida que era capaz de chorar horas e noites, dias inteiros a fio. Porque aquilo que carrego dentro de mim deixa-me tão triste e faz-me sentir tão miserável que a minha vontade é desaparecer. Não aguento mais, não compreendo e não sei o que fazer. Sinto-me completamente perdida e impotente. Eu não sei onde é que isto vai parar. Não sei mais o que fazer, como agir, o que dizer. Já não sei o que fazer... Sei que assim não posso continuar mas não consigo ser diferente. Por mais que eu saiba que algumas coisas não estão corretas, não as consigo fazer de outra forma, parece que a minha cabeça não obedece à consciência e é mais forte do que eu. Tudo é um problema, tudo está mal, tudo está errado e nada é suficiente. Do nada se faz uma tempestade, com uma coisa insignificante tudo desaba e eu já não aguento mais, não consigo continuar assim e não sei como mudar, já não tenho forças.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

É sexta-feira!


E por isso, nem o frio nem a chuva são capazes de me tirar o bom humor.
Esta semana foi tramada...tal como as últimas. Já nem me lembro da última em que estivemos mais descansados e o cansaço já se reflecte na nossa falta de paciência, motivação e capacidade de reacção.

Os primeiros dias no trabalho têm corrido bem e já falei com o meu patrono sobre a possibilidade de continuar a ter o seu apoio no meu percurso formativo por isso foi uma semana produtiva ...mas com muitas coisas a acontecer pelo meio, ao mesmo tempo, que exigem muito de nós. E toda uma nova rotina à qual temos obrigatoriamente de nos adaptar. Leva tempo mas chegaremos lá!

Não posso deixar de pensar em como o encadeamento das coisas faz todo o sentido e permitiu-me fazer as várias coisas que precisei, no tempo que tinham de acontecer. Primeiro tive exames, casámos, chumbei nos exames, a minha sogra adoeceu, encontrei trabalho. Se não tivesse acontecido exactamente a coisa anterior, provavelmente a seguinte não se daria. E não deixa de ser curioso como tudo acontece de forma tão perfeitamente programada... E por mais que nós não a compreendamos no momento, as coisas acontecem de determinada forma porque têm de acontecer assim.

Boa sexta-feira!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A melhor prenda de aniversário


...que podia pedir era ter por perto a minha irmã. Não é fácil viver-se com o coração dividido e distantes daqueles que nos são mais queridos mas nem sempre é possível estarmos juntos. No final do meu dia de aniversário, a minha irmã chegou para passar connosco o fim-de-semana, de surpresa. Foi pouco tempo, passou a voar e eu não pude estar sempre com ela porque tinha começado a trabalhar mas sabe tão bem termos por perto quem nos é especial!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Estou empregada!

Voltei, voltei, voltei de lá...!

Há precisamente uma semana atrás, estava eu, por esta hora a caminho de uma entrevista. A proposta não era fantástica mas era a melhor que já tinha recebido ultimamente. Tive uma conversa simpática com a responsável pelos recursos humanos de uma multinacional prestadora de serviços de consultadoria. Trabalharia por objectivos e portanto, ganharia à comissão, consoante aquilo que conseguisse produzir. Seria prestadora de serviços para a empresa e nos três primeiros meses teria uma bolsa de formação de 700€ para garantir o período inicial de formação com algum rendimento (já que a produção reduzida por estar em formação. Tem piada como tudo é relativo. Quando sai de lá com a indicação de que seria contactada para uma segunda entrevista com o responsável de departamento, dadas as condições que me adiantaram, era uma proposta a considerar por se tratar da melhor que tinha recebido em tempos (ainda que não fosse, nem de perto nem de longe, francamente, para mim, uma boa proposta tendo em conta as condições oferecidas).
Pois que todo o universo conspira em nosso favor quando alguma coisa não tem de acontecer. 
Poucas horas depois disso, estava eu no supermercado, recebi uma chamada para uma outra entrevista. Pouco mais de meia hora depois do telefonema, já eu estava nas instalações da entidade que me queria entrevistar. Tinham urgência e pediram-me que fosse assim que possível. 
Fui recebida por três pessoas, que me questionaram sobre o meu percurso e as minhas circunstâncias actuais, explicaram o que pretendiam de um novo funcionário e... cerca de meia hora depois, estava contratada para começar no dia seguinte às 9h (era final de tarde). Parece mentira mas aconteceu. 
Não sabia muito bem se tinha tomado a decisão certa, se aquilo seria boa ideia e nem muito bem o que fazer mas, apresentadas as condições que tinham para me oferecer, aceitei sem muita hesitação.
Muito a medo mas sem saber muito bem no que me estava a meter, lá fui ter com o meu homem sem ter a certeza se devia celebrar ou desistir logo daquela ideia peregrina.
No dia seguinte, lá fui eu e por cá tenho estado desde então. Ainda estou muito no início mas estou a gostar. É desafiante mas também tenho uma boa motivação. Desejem-me sorte! Realmente, por vezes não entendemos o nosso caminho, o que nos acontece, como e porquê mas, cada vez acredito mais que tudo acontece por uma razão porque há um plano superior para nós cheio de mistérios incríveis.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Combinação perfeita de condições (des)favoráveis


Tenho tido dias difíceis. Em que mal me consigo suportar. Há alturas em que, do nada, sem mais nem menos, só tenho vontade de chorar, sem filtros, sem vergonha, desalmadamente. Não sei porquê ou talvez saiba...são muitas coisas a acontecer à minha volta e eu pareço estar sempre no mesmo sítio, imóvel, a nível profissional. Isso está a consumir-me. Porque não sei o que fazer, porque não posso dizer que saiba o que quero e por isso me sinto meio perdida no meio de toda uma dimensão desconhecida e inócua.

Custa muito ter de estar sempre e constantemente a fazer contas à vida a ter uma ginástica orçamental desmedida e ainda mais custa que mais ninguém o veja, ou melhor, sejamos francos, que as pessoas com as quais colaboro profissionalmente não o vejam. Eu sei que sou ainda estagiária, que não consegui passar aos exames e dependo de um recurso e só depois disso serei aceite à derradeira prova final. Também sei que ainda tenho muito que aprender, que ensinar dá trabalho e exige tempo e que não sou tão útil e produtiva quanto um profissional noutras condições (que não de formação ainda como eu). Mas é ou não é verdade que eu faço trabalho, por muito pouco que seja eu faço algum. Estou lá quando me querem, faço o que sou capaz e tento evoluir mas a motivação, confesso, é cada vez menor. Porquê? Porque não há qualquer incentivo. Porque eu faço cerca de 60km para lá ir, porque isso implica gastos e custos, porque não recebo um único cêntimo por ou para isso. Disponho do meu tempo, embora também saiba que consumo o tempo de alguém, tento mostrar-me sempre disponível e empenho-me. Faço o que sei e está ao meu alcance, tento fazer o melhor e há trabalho que efectivamente faço e do qual o responsável pela minha orientação/formação se livra por ser eu a fazê-lo. Por muito pouco que isso seja, sempre é alguma coisa que ele não tem de fazer. Mas, além da experiência e da aprendizagem que isso me traz - e que não quero, de todo, desvalorizar - nada mais recebo em troca. É muito desmotivante, é desanimador e frustra. Não é fácil manter-me motivada, interessada e esperançosa. Já não sei se é isto que quero para mim. Não estamos a falar de um, dois, três ou seis meses. Não estamos a falar de um ano, estamos a falar de mais de dois anos nesta situação. E eu pergunto-me: será que o meu patrono não para um segundo que seja para pensar que eu tenho de viver, de comer, vestir, calçar e deslocar-me para lá estar!? Será que isso não conta nada? Será que que não pesa?! E será que a vida dos outros é assim tão insignificante ou indiferente? Porque ele convive comigo. Será que nunca parou um segundo que seja e reparou no que esta condição implica para mim? Não quero ser ingrata pois sei o quanto já cresci, aprendi e evolui graças a lá estar mas também não consigo considerar justa esta forma de agir.

Com tudo isto e além disso, temos tido dias difíceis, sem tempo para nós, com muita pressão e exigência, capazes de nos levar ao limite das nossas forças, verdadeiramente desafiantes. Mais uma vez, sei como somos abençoados por tudo o que graças a Deus temos conseguido alcançar juntos e sei que há Alguém lá em cima a olhar por nós, caso contrário não teríamos conseguido chegar até aqui pois o nosso percurso, apesar de sinuoso, tem sido muito, muito abençoado. Mas há dias em que me sinto esgotada, em que não consigo entender como é que pode ser justa a nossa condição. Ele trabalha além do limite das suas forças e fá-lo sempre com todo o empenho e carinho - nem sou capaz de expressar como o admiro por isso e como me orgulho dele - mas acabo sempre por achar que não é justamente recompensado e eu sinto-me uma inútil, sem conseguir ajudá-lo de alguma forma. É muito complicado lidar comigo mesma diante destas condições.

Independentemente de tudo isto, sei que me tenho de recordar diária e constantemente que sou muito abençoada por estar onde estou e ter o que tenho e tenho muito que agradecer por isso mesmo. Sei que tenho de acreditar que tudo isto tem um propósito superior e manter a fé e a esperança em dias e condições melhores. Porque o bem mais precioso de todos foi-me concedido: o do amor.
E sim, é verdade que o ser humano, imperfeito como é sua tão vincada característica, só dá valor às coisas mais preciosas que tem na sua existência quando est

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Como é que se tem saudade de alguém com quem se vive?


Depois do casamento fomos de lua-de-mel, quando regressámos ele foi trabalhar, logo a seguir vieram as festas (natal e fim de ano) e muita correria para um lado e para o outro. Nas primeiras semanas de 2017 um problema de saúde da minha sogra fez com que tudo girasse à volta disso mesmo. Vimos todas as nossas rotinas, horários e tudo adaptado à nova circunstância de termos um familiar muito próximo hospitalizado. Além disso, tivemos em nossa casa o meu sogro, a morar connosco. Isto tudo a somar à já natural restrição de tempo do qual dispomos para nós. E esta semana o homem teve de passar a noite fora em trabalho. 
Querendo ou não, tudo isto contribuiu para que tenhamos saudades um do outro, com que o tempo para namorar ou simplesmente estar um com o outro ganhe toda uma nova importância e sim, tenho saudades do meu marido (com quem vivo). Pode parecer estranho mas na correria destas últimas semanas de fim/início de ano atribulados, não temos tido oportunidade de parar e só "estar". Se calhar estou mal habituada pois por minha vontade passaria todos os minutos com ele (embora seja obrigada a reconhecer que o afastamento deste género causa saudades e as saudades quando sejam controláveis, também fazem bem). E é disso que sinto falta - tempo com ele. Porque afinal ele é a minha parte preferida.

O marido foi dormir fora

Por motivos profissionais o meu homem foi passar a noite fora de hoje para amanhã então tenho de passar a noite sozinha. O que fiz? Quando saí do escritório fui ver as promoções no centro comercial mais próximo aproveitar para fazer tempo. Cheguei, por isso, mais tarde a casa e, depois de me render ao pijama quentinho, muni-me da sopa, o chá acabado de fazer e estacionei em frente ao computador. Espera-se um serão de youtube.


A casa parece vazia sem ele...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Incompetência

Se as coisas funcionassem como deve ser, não eram precisas medidas drásticas ou ameaças para que o que deve ser feito se concretizasse. 


O meu pai viu o seu quintal e parte da casa serem destruídos por um carro que lá "aterrou" (literalmente, pois despenhou-se de uma estrada mais alta em frente à casa e voou para dentro do nosso quintal) no final do ano. Tem imensos danos e a casa num estado lastimável, foi reportada a situação à seguradora como seria necessário mas mesmo tendo feito a nossa parte e insistindo com eles, teimavam em arrastar a situação sem dar respostas e prolongando uma situação insustentável. Depois de vários contactos e de continuarmos, ainda assim, sem respostas nem soluções à vista por quem a isso é obrigado, apresentámos queixa à Autoridade competente.
No dia seguinte à queixa ter sido apresentada finalmente contactaram o meu pai a avisar que o perito iria averiguar os estragos (isto quase um mês depois do acidente!) para (finalmente) darem andamento aos procedimentos necessários à resolução do caso.
Agora digam-me se era necessário fazer queixa da seguradora para que fizessem o seu trabalho!?! Não era mais fácil terem feito o que deviam sem para isso ser preciso pressionar, ameaçar e queixar-nos? Enfim...agora é esperar novos desenvolvimentos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Aprendizagem

A minha sogra teve alta e neste momento está em casa. A correria ao hospital para as visitas, as compras de tudo o que passara a ser necessário, os hóspedes em casa, as refeições a dobrar, as ginásticas organizacionais e tudo o que isto tudo implica...finalmente, acalmaram. E não deixam saudades. Estamos todos muito cansados, a alteração de rotinas e a adaptação forçada exigiu muito de nós e deixou-nos estafados. Ainda temos pela frente um longo processo de adaptação, aprendizagem e aceitação conjunto mas o choque inicial foi grande, daqui em diante esperamos sinceramente que tudo se desenrole mais suave e naturalmente.


Sei que temos diante de nós um grande desafio mas também acredito que tudo se irá compor da melhor forma, porque somos muito abençoados. Quando frequentamos locais como internamentos de hospitais percebemos a sorte que temos, o quão agradecidos devemos ser e damo-nos conta do que devemos valorizar - aquelas coisas que temos como certas, como a saúde e a família, as pequenas coisas diárias, são as que mais falta nos fazem e menos valorizamos. E sabem porque não valorizamos o mais importante? Porque o temos! É irónico, chega a ser ridícula a incoerência disto, se pararmos para pensar mas é o que acontece, não é!?! Também nos damos conta da nossa pequenez e insignificância perante tantos desafios monstruosos e barreiras aparentemente intransponíveis, aprendemos a relativizar.

Outra coisa na qual acredito cada vez mais é de que tudo acontece por uma razão e que Deus tem sempre motivos, que nós desconhecemos mas que fazem todo o sentido, para fazer o que faz ou para deixar que nos aconteça o que acontece efectivamente. Sei que, por mais que eu tenha alguma dificuldade em ver isso logo, nós estamos a passar pelo que estamos por um motivo "maior", que estamos como estamos por uma razão "superior" e que no final tudo fará sentido e é assim porque tinha mesmo de ser tal e qual como está a ser, com tudo o que isso implica. Pareço-vos maluquinha não é?! Sei que pode parecer confuso mas tenho dentro de mim esta certeza...

Sei que esta situação me ensinou muito e sei que ela aconteceu também para que eu aprendesse e crescesse à sua custa. Por isso, também sei que eu tenho de absorver o máximo que dela for possível retirar, porque esse é um dos seus propósitos. E agradeço muito por estas circunstâncias e por esta realidade.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Obrigada por tudo


Para hoje, para a semana, para o mês, para o ano e para a vida. 
Quanto mais a gente agradece, melhor se torna a nossa vida.
Haja o que houver, não serve de nada nos submergirmos em lamurias e se pararmos para pensar temos muito que agradecer e somos muito abençoados!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Os donos do mundo

Por que será que existem certos indivíduos que se julgam superiores a toda a humanidade, melhores do que toda a sociedade e imunes a quaisquer regras ou senso comum?!
Há pessoas que só podem achar que mandam mais do que os outros ou que são superiores porque pura e simplesmente não respeitam nada nem ninguém. Refiro-me a pessoas que acham que os seus problemas são sempre maiores do que os dos outros, que pensam que têm sempre mais pressa ou urgência que o mundo inteiro e que estão convencidas de que têm o direito de impor as suas vidas, crenças e formas de estar a todos os outros. 
Sabem aquelas pessoas que deitam lixo para o chão, as que põe no contentor da reciclagem do cartão embalagens, as que falam ao telefone em transportes públicos tão alto que não há ninguém que não seja obrigado a ouvir e as que ouvem música tão alta que (mais uma vez) a impõe a todos à sua volta (em casa, incomodando todos os vizinhos, ou nos transportes, importunando todos os utilizadores).
O que mais me impressiona neste tipo de gente é a indiferença e a falta de consideração para com os outros. Agem como se fossem donos do mundo, como se todas as outras pessoas tivessem de viver sob os seus ditames. Onde é que está o civismo, a educação e a consciência deste tipo de gente?!


Obviamente que me refiro a quem faz disto um hábito, uma constante. Não se tratam de situações esporádicas, que acontecem uma vez por outra, por um motivo em particular que nos leva a fazê-las - como uma chamada inesperada que nos surpreende com notícias com as quais não contávamos, com uma situação de particular urgência em que qualquer pessoa perderia a calma ou paciência ou de um dia de festa em que há música mais alta ou barulho de convidados para um jantar especial. São situações recorrentes, quase rotineiras que me tiram do sério. Porque demonstram claramente uma falta de consideração tremenda. Porque é tão fácil não incomodarmos os outros constantemente se tivermos pequenos cuidados, que não custam nada a implementar nas nossas vidas. Não temos de deixar de fazer nada, se as pessoas fossem minimamente conscientes e compreensivas faria toda a diferença. Porque não precisamos de incomodar quem nos rodeia ou sobrepor-mo-nos aos outros para vivermos ou fazermos a nossa vida, as nossas coisas.
Estas pessoas não têm noção - nem se importam com isso - do quanto podem afectar ou prejudicar a vida dos que as rodeiam com as suas atitudes egoístas e egocêntricas. Ninguém tem de levar com os problemas, as músicas, as conversas, as festas e a falta de educação dos outros. Mas há pessoas que se acham no direito de se imporem a toda a gente, sem meias medidas, sem pedir licença, do alto da sua arrogância e prepotência.
E os outros é que estão mal, para estas pessoas, porque se alguém lhes tentar chamar à razão, tentando encontrar alguma réstia de compreensão naquelas cabeças ocas, ainda se habilita a levar com uma bela duma resposta torta e ser acusada de tudo e mais alguma coisa.

Com a saúde não se brinca!

Na quinta-feira à noite tivemos uma notícia muito triste e principalmente preocupante - a mãe do meu marido tinha sido hospitalizada por ter apresentado valores muito preocupantes numas análises de rotina. Pois que há já muito tempo se vinha queixando de cansaço e falta de forças mas a notícia caiu que nem uma bomba no meio do nosso pequeno círculo familiar.


Somos poucos aqui deste lado e apesar de já esperarmos que algo não estivesse bem, nunca uma coisa como aquelas nos passa pelo pensamento. De maneira que ficámos sem saber o que fazer e a sentir-nos muito perdidos. Este foi um fim-de-semana muito atípico, com muita coisa delicada para gerir, ansiedade, preocupação e expectativa à mistura, em ambiente de hospital, sem grandes respostas ou certezas.
A evolução foi positiva ainda que não signifique muito e a perspectiva que nos foi dada é animadora mas é um problema de saúde grave, com o qual teremos de aprender a conviver. Foi, sem dúvida, um dos maiores sustos dos últimos tempos. Agora, vivendo um dia de cada vez, vamos aguardar resultados e respostas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

1 mês ♥ Marido e Mulher


Precisamente há um mês atrás, tínhamos acordado no quarto que nos recebeu para a primeira noite como marido e mulher e acolheu a nossa noite de núpcias. Não dá para descrever a sensação que trazia dentro de mim com rigor mas o que consigo encontrar mais semelhante é a de uma grande plenitude que me enchera a alma. Trazia o coração a transbordar de tanta emoção, de tanto sentimento, de tantos olhares especiais, de tanto carinho. Nunca na minha vida vivi um dia tão especial e feliz como o dia do meu casamento. Até hoje nunca me senti tão acarinhada por tanta gente tão especial para mim como naquele dia. Nunca vivi outro dia em que sentisse que a minha felicidade, aquilo que eu e o meu marido partilhamos e alimentamos todos os dias - o nosso amor - fosse tão partilhado e compreendido, quase que visível, pelos outros e, mais que isso, pelos que são os mais importantes para nós, os mais queridos, os mais especiais. Foi um dia incrível e acordámos quase que nas núvens no dia seguinte. Como se não desse para acreditar que tinha sido real, porque tinha sido tão bom e tão bonito, tão especial, que nem parecia de verdade.
Acordámos de coração cheio com o que tínhamos vivido e sentímo-nos completos por nos termos um ao outro, inteiramente, como sonháramos durante todo o tempo de preparação daquele momento único. Era um misto de plenitude e de tranquilidade inexplicável dentro de mim. Eu senti-me maior, do alto da minha insignificância neste universo. E só me senti assim por ter estado rodeada das pessoas mais queridas, especiais e importantes para nós, numa jornada como aquela. Mais do que isso, senti-me maior por ter sido digna de viver isso e ter a honra de partilhar a minha vida com a pessoa que está ligada a mim tão umbilicalmente que a sinto como parte do meu ser. Ou não nos tivéssemos tornado um só corpo e uma só alma.

Quanto ao espaço temporal, não consigo acreditar que só se passou um mês. Parece que já nos casámos há tanto tempo que não dá para entender. Como se as memórias de um dia tão inacreditável já estivessem mais do que enraizadas dentro de nós e as (poucas) novidades que esse evento trouxe à nossa vida já fizessem parte de nós há séculos - afinal foram a denominação e a aliança no dedo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

It must be


Os últimos dias têm sido de luta interna comigo mesmo. Se tenho uma parte de mim que quer crer que a mudança depende só de nós, que coisas melhores podem acontecer e que temos de lutar por isso, pondo mãos à obra, tenho outra parte de mim, que teima em prevalecer ultimamente, que me puxa para um lugar solitário e distante, onde não existe muita luz, onde não há quase vida e onde o cansaço, o desalento e a tristeza me fazem querer ficar. Eu sei que não pode ser assim, eu sei. Quase que é ingrato da minha parte lamentar-me tendo tanto por que agradecer. Mas tenho estado tão mas tão triste, sem razão aparente, que quase não me reconheço. Não sei de onde ela veio nem quando chegou mas sei que me tem feito chorar, que me aperta o coração e amassa a alma. E dói. Acho que tenho de esperar que passe...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

2016

Comecei o ano na minha terra, com o meu homem, pela primeira vez.
Fomos à Exponoivos.
Reservámos as nossas alianças de casamento.
Fiz uma viagem de carro improvável, até à Irlanda, com uma amiga.
Conduzi à esquerda.
Viajei numa companhia low cost para regressar a casa.
O meu pai veio visitar-me de surpresa pelo meu aniversário.
Fomos a Fátima (com o meu pai, com os pais do homem, com os meus padrinhos, e primos).
A minha mãe, mais uma vez não esteve no meu aniversário, desta vez porque o meu pai estava cá (e fez um drama por isso).
Recebi um smartphone digno desse nome pelos meus anos.
Comprámos as viagens para o nosso casamento.
Comprámos as viagens à terrinha com muita antecedência.
Fomos à Covilhã e a Manteigas com amigos e apanhámos neve na Serra (embora não tenhamos conseguido subir à Torre).
Contratámos a animação do nosso casamento.
Escolhi e reservei o meu vestido de noiva.
Decidimos o fotógrafo do nosso casamento.
Mudámos de mecânico, esperemos para melhor.
Fizemos e entregámos os nossos convites de casamento.
Renovei o cartão de cidadão.
Comprámos as viagens para as férias de Agosto.
Fomos a castings enquanto casal.
Fizemos trabalhos de figuração.
Conhecemos o Monte Junto.
Fomos a uma aula de valsa vienense e ensaiámos uma coreografia.
Fomos a um festival de tunas.
Maquilhei-me muitas vezes.
Conhecemos melhor um novo vizinho.
Perdi a peça de teatro do G. porque, apesar de estar perto, não sabia onde era ao certo.
Ofereci ao G. um relógio.
A minha irmã veio ver-me!
Celebrámos o aniversário do G. com um piquenique.
Não dei nada ao homem pelo seu aniversário - fiz um jantar especial e três bolos.
Dei roupa, desfiz-me do que não usava.
Deixei de lavar o cabelo dia sim dia não.
Vendi coisas para arrecadar algum dinheiro.
Esforcei-me para tratar mais de mim (pele e cabelo).
Fui à Bica nos Santos, e a Alfama.
Choveu granizo em Lisboa.
Fui ao Castelo de São Jorge.
Recebi a minha prima na capital.
Fui aos Santos com a minha irmã!
Tirei uma foto com o Quim Barreiros.
Li o Quem mexeu no meu queijo.
Enchi a casa de gente.
Comprei uma placa de bruxismo.
Dancei muito no bailarico das festas populares.
Assisti à defesa da tese da S.
Passei a usar óleo de coco no cabelo.
Fui à praia pela primeira vez em Junho.
Revi a minha amiga italiana SS.
Fomos ver um jogo de Portugal num parque público.
Não cortei o cabelo.
Fomos ao Marquês celebrar a vitória da Selecção portuguesa no Euro.
A minha irmã voltou a estudar.
Fomos de férias para a terrinha em Agosto.
Parti a minha contenção inferior e tive de a refazer.
Acompanhei o trabalho de um notário.
Fomos ao casamento de um casal de amigos.
Fizemos novos amigos, que vieram aumentar a família.
Fiquei fã de Youtubers e fartei-me de ver vídeos.
Fartámo-nos de organizar e trabalhar para o casamento.
Fiz gelinho nas unhas (com a minha irmã).
Fiz exames escritos.
Fui a entrevistas de trabalho.
Recebi o meu querido T. em nossa casa.
Fui ao Oceanário.
A minha irmã foi a responsável pela minha "beleza de noiva".
Ficámos amigos do padre que nos casou.
Fiz uma sessão de fotos com as minhas amigas mais queridas.
Tive duas despedidas de solteira.
Recebemos os nossos padrinhos emigrados.
Comprei um batom escuro (e passei a usar batom).
Recebemos amigos na terrinha, para o nosso casamento. E eles ajudaram muito nos últimos preparativos da boda.
Passámos os últimos dias antes do nosso casamento em stress e pressão total.
Passei uma tarde no spa.
O homem ficou efectivo no trabalho.
O nosso gato filmou um anúncio.
Casámos.
Revi a minha querida MJ depois de tanto tempo.
No dia seguinte ao nosso casamento tínhamos tudo pago.
Fizemos um workshop de culinária.
Apesar de terem mostrado interesse em que eu fique no escritório, não me souberam dizer nada ou fazer nenhuma proposta em concreto sobre lá continuar.
Mudei a minha morada fiscal.
Vimos centenas de filmes em casa.
Fomos a Paris e à Disney!
Recebemos uma TV de presente.
Dei coisas que tínhamos a mais em casa.
Algumas pessoas, por altura do nosso casamento, surpreenderam-nos, reforçaram o que sentíamos em relação a elas e outras desiludiram-nos.
Fui ao jantar de Natal do escritório.
Um dos meus dentes da frente começou a mexer-se e tive de fazer ajustes na contenção superior.
Não dei presente de Natal ao meu marido, nem recebi dele nenhum.
Passámos o Natal em nossa casa e quem quis estar connosco foi lá.
Lavei o meu vestido de noiva.
Constituímos uma poupança conjunta.
Não passei nos exames que fiz.
Recebi a minha primeira agenda forense.
A casa do meu pai sofreu um acidente com um carro, que destruiu o quintal.
Fomos passar o ano à Serra, com amigos e a família deles.


2016 ficará para sempre na minha memória porque nele vivi momentos únicos e o dia mais feliz da minha vida. Mas não foi um mar de rosas. Eu sei que nunca é mas este ano foi particularmente duro para mim, pessoalmente, a nível emocional. Senti-me muito pouco valorizada ou útil no âmbito profissional e isso começa a reflectir-se na minha maneira de estar, na minha atitude e no meu espírito. Não sei como posso mudar isso mas sei que tenho de o mudar, caso contrário darei em maluca - já não falta muito. Foi um ano de espera, de incerteza e insegurança generalizada para mim. Em perfeita oposição a isso, foi o ano em que alicerçámos o que nos une no matrimónio e reforçámos os laços que existem entre nós. Só esse aspecto da minha vida pessoal amorosa salva o ano acabado, se quiser ser muito franca e simplista. 2016, tu foste muito duro de roer. Trouxeste momentos únicos e inesquecíveis mas foste maioritariamente marcado por dificuldades, provações e lágrimas. E o que eu tenho a dizer-te sobre isso, é que farei de tudo para que esse tipo de coisas façam parte disso mesmo: do passado.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Relação Preço-Qualidade

Decidi partilhar a minha experiência porque acho que pode ser útil para alguém.
Eu comprei uns botins no Pingo Doce, em promoção, há cerca de duas semanas (antes do Natal). Sim, calçado no supermercado. Não foi numa loja associada ao supermercado, foi mesmo no supermercado porque tinham promoções especiais e de 39,99€ ficaram a 17,99€. Numa primeira fase fiquei reticente e não estava confiante com a compra mas... experimentei-os, gostei deles e pareceram-me confortáveis, em conta e uma boa compra. Trouxe-os para casa. Como sempre, não os usei logo - tenho a mania de não usar logo a roupa ou calçado novos, então utilizo-os pela primeira vez em um dia "especial", no caso, foi só no dia ou na véspera de Natal. Procurava uns botins simples, em pele / camurça, em conta mas quando compro tenho sempre imensa atenção à qualidade do produto independentemente do preço que pague por ele (afinal, as informações dos botins indicam ser pele). Acontece que apesar de muito bonitinhos, os botins ficaram, após uma ou duas utilizações muito vincados e marcados. A "pele" ficou sem cor e vincada, eu não podia acreditar e não achava normal aquilo acontecer assim. Nunca me tinha acontecido nada semelhante com um artigo novo e supostamente em pele. Achei que não perdia nada em passar numa loja e expor o sucedido a ver o que me diziam, então enchi-me de coragem e lá fui eu, perguntei a uma funcionária se havia alguma coisa que pudesse ser feito, tendo em conta o meu descontentamento e o facto de ainda ter o talão de compra e não terem decorrido nem três semanas.


A funcionária acabou por me fazer a devolução do dinheiro que paguei pelas botas e elas lá ficaram. Acho que, independentemente do preço que se pague pelo artigo, ele tem de corresponder às características que anunciam. Ainda me disse a funcionária que não podiam ser de pele por aquele preço mas então porque davam essa informação nas características do produto?! Obviamente que sei que um artigo mais em conta, à partida, durará menos, terá menos qualidade ou algo assim. Mas não aceito que o preço seja desculpa para se enganar o consumidor - se o que está anunciado promete X, não nos podemos contentar com Y, seja por 1, 10 ou 100€. Acredito mesmo que é porque as pessoas se conformam, não reclamam e ficam caladas que as grandes superfícies comerciais ganham dinheiro com coisas sem a mínima qualidade e que muitas vezes não custam assim tão pouco. Afinal, para deitar fora, seja 1, 10 ou 100€, a mim custa-me da mesma maneira, é sempre deitar dinheiro fora, desperdiçar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O meu ramo de noiva


Ainda se lembram da saga do ramo de noiva? Eu não sabia o que queria. Só sabia que não queria algo banal ou muito visto (quem quer!?) nem queria um ramo muito grande (porque para mim não seria equilibrado). Disse à florista e enviei-lhe ideias do que queria, sendo que o que ela me transmitiu foi que não podia fugir às cores da decoração porque seria dispersar e não conjugaria com o que eu tinha idealizado como conjunto de noiva (ou seja, vestido, cabelo, acessórios, etc. que iria usar no dia do casamento). Deixei nas mãos dela a decisão e a elaboração, confiando no seu talento e percepção do que queria, depois de termos discutido e acordado orientações.
Não tinha idealizado nada em particular ou específico pelo que não criei expectativas. Talvez por isso tenha ficado tão feliz quando os vi. Pedi dois ramos de flores porque um ofereceria a Nossa Senhora e outro acompanhar-me-ia todo o dia e levaria a promessa de um casamento próximo a alguma das solteiras. Eram muito mais do que poderia alguma vez ter pedido ou explicado querer. Vi-os na manhã do dia em que me casei, antes de terminados porque tive de ir à florista deixar umas coisas que faltavam, quando vinha do cabeleireiro, a caminho de casa para me arranjar. Fiquei encantada com eles. Diferentes um do outro mas tão a minha cara e a do casamento que melhor seria impossível. Só tinha pena de serem efémeros, pelo que pedi ao fotógrafo que os imortalizasse nas fotografias para que fiquem sempre nas nossas recordações.
Quando puder partilho imagens.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Plano de vida:

 

 Amar-te.

Que Deus nos ajude!

Feliz ano 2017!!!


Eu sei, eu sei, que já venho tarde. Que é já dia 3 mas perdoem-me porque estive fora. E não consegui vir cá antes. Ultimamente sei que tenho andado mais distante aqui do meu cantinho mas isso acaba por representar muito menos tempo livre, o que não é nada mau, tendo em conta o facto de eu não estar empregada. Significa que tenho tido mais coisas para fazer e tempo livre a mais é sempre coisa capaz de nos pôr doentes, pelo que me deixa feliz ter entretém. 
Desejo, de todo o meu coração, que este seja um ano muito importante e especial nas vidas de todos quantos possam ler esta mensagem. Que sirva para crescermos, para realizarmos sonhos, para concretizarmos projectos, para nos valorizarem e nos valorizarmos. Que 2017 traga muita saúde, paz, amor e alegria aos nossos dias, a cada um deles, sem excepção. E que nós sejamos capazes. Que tenhamos a força e a coragem de fazer mais, por nós e pelos outros, que possamos arriscar, desfrutar e alimentar o que mais desejarmos. Obrigada por estarem desse lado, já lá vai algum tempo. E que este novo ano seja um ano incrível!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Fim de ano


Este fim de ano vamos rumar ao frio. Aceitámos o convite de um casal amigo nosso para terminarmos o ano e começarmos o novo com eles e com a família no centro do país e partiremos de fim-de-semana. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Consumismo de Natal

Este Natal não houve prendas para nós(não consigo assegurar mas no ano passado acho que já tinha acontecido o mesmo). Não comprámos senão três presentes - um para os sogros, outro para a minha mãe e outro para a cunhada. Eventualmente compraremos um para a minha irmã... Não trocámos prendas. Já não nos faz sentido comprar só por comprar, só porque a época assim o dita, e estando eu sem rendimento, mais ajuda. Nós não trocámos prendas, a melhor prenda de Natal que podia alguma vez receber é aquela pessoa tão especial e única que ele é para mim, a sua presença e principalmente tudo o que representa para mim. Nada pode superar isso e neste momento chega-me bem, deixa-me mais do que satisfeita e muito contente, esta nossa decisão.


Este ano, no que fomos mais consumistas foi nas compras de supermercado, porque felizmente pudemos ter a mesa e a casa cheia de comida boa, que é afinal o que mais importa nesta altura em que recebemos pessoas em casa. Afinal, o nosso casamento já muito contribuiu para a economia nacional no final deste 2016, pelo que nos sentimos na obrigação de reforçarmos a nossa disciplina de poupança e contenção (afinal os saldos estão próximos, ahahaha).

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Um tropeço


O ano fecha com uma má notícia para mim. Os resultados dos exames foram publicados e eu não tive nota suficiente para ser admitida a prova oral. Não é o fim do mundo, bem sei, nem é nada que não se resolva e se assim foi é porque tinha de ser. Mas não deixo de senti-lo como uma derrota, como demonstração de que não fui suficientemente boa naquilo a que me propunha e é a confirmação do que eu mais temia - algo que me impede de avançar como eu pretendia (são ritmos, oportunidades e tempos que se atrasam). Agora só há uma coisa a fazer: encontrar uma alternativa perante o que tenho disponível, a minha realidade e as minhas possibilidades reais e actuais.

Bolachas caseiras


Na semana passada deu-me para experimentar fazer bolachas em casa. Mas não contente com fazer bolachas em casa, decidi fazê-las com pepitas de chocolate. Estão a ver as cookies deliciosas que nos dão vontade de comer a toda a hora e a todo o momento? Foi o que saiu dali. Tanto que passados quatro dias de ter feito as primeiras vi-me compelida a gozar da ajuda do homem e repetir a proeza, desta feita dobrando a receita, ou que deu mais do dobro das bolachas. Na sexta fizemo-las para as termos no fim de semana e hoje já quase não há, apesar de todas as outras coisas deliciosas que concorreram com elas nos últimos dias. E eu já só penso em fazer mais. Sou assim com todas as receitas quando gosto do resultado. Repito-as até à exaustão. Também são assim?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Natal em família


O nosso Natal foi passado em casa, com a família do meu marido e com a minha mãe. Foi um fim-de-semana caseiro, em que recebemos pessoas especiais para nós e durante o qual se comeu muitas coisas deliciosas. Deu trabalho preparar tudo e foi desafiante recebermos em nossa casa a família mas, ao mesmo tempo, soube muito bem fazê-lo. Ainda contámos com a visita de uns amigos queridos que passaram a desejar um bom natal, a meio de um desdobramento e outro entre os exigentes compromissos familiares de quem tem o coração dividido nesta época.
Ter perto de nós pessoas importantes e ter a bênção de uma mesa recheada (de comida e pessoas) é tudo o que se pode pedir nesta altura do ano em que se celebra a união e a esperança. Por isso, só podemos estar agradecidos, muito agradecidos pelo que o nosso Natal foi (e é!).

domingo, 25 de dezembro de 2016


sábado, 24 de dezembro de 2016

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Preparativos de Natal

 

Este Natal será passado inteiramente em nossa casa. Não foi uma decisão fácil de implementar entre as famílias mas será feita a nossa vontade dentro dos possíveis. A árvore foi montada na primeira semana do mês e tem sido brutalmente atacada pelo gato cá de casa. Tem sido uma luta impedi-lo de a destruir completamente. O presépio ainda está por construir - acho que o vamos fazer só amanhã. Já fiz ensaios de doces para o Natal. Pus-me segunda à tarde a fazer brownie e cookies de chocolate. Ficaram uma verdadeira delícia e já não resta muito, por isso tenho de repetir as receitas. E o melhor é que eu juro que as receitas são super simples (se eu as consegui seguir, acreditem que são)! Amanhã e depois terei o meu ajudante preferido em casa e vamos pôr mãos à obra para fazer comida e dar um aconchego especial ao nosso lar. Afinal Natal é juntar pessoas queridas à volta de uma mesa recheada de coisas boas.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Um dia mágico

A magia do dia de casamento está em vermos como as pessoas mais especiais e importantes das nossas vidas radiantes com a nossa maior felicidade. Acima de tudo, para mim, o dia do nosso casamento foi o dia mais feliz de que tenho memória. Eu estava genuinamente radiante, por mais que algumas coisas não tenham corrido dentro do planeado, por mais que algumas coisas tenham fugido ao nosso controlo e não tenham saído como era a nossa vontade. Todo o ambiente, tudo o que representava e significava para nós aquela celebração do nosso amor, juntamente com cada uma daquelas pessoas tão queridas para nós, fez com que o nosso estado de espírito, a nossa atitude e postura fossem únicas. E tudo isso fez daquele um dia verdadeiramente mágico.


Pudesse eu guardar para sempre aqueles momentos, aquelas sensações, aquela plenitude, aquele amor e aquela alegria num lugar muito especial do meu coração para que nunca aquele dia fosse esquecido.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Admirável mundo novo

Uma das prendas de casamento que recebemos foi uma TV. Pode parecer-vos estranho mas para nós é algo que dificilmente compraríamos e que, ao mesmo tempo, veio mudar muito a nossa vida.
Nós tínhamos uma televisão em casa, aliás, na verdade temos até duas mas eram ambas daquelas TV's antigas. E até aqui nada de mal, problema nenhum, elas funcionavam e serviam a sua função perfeitamente - precisamente por isso não estava nos nossos planos comprar uma mais moderna porque não temos dinheiro de sobra e não é uma prioridade. Mas nós além de TV antiga, não temos pacote de televisão por cabo cá em casa. Ou seja, tínhamos acesso aos canais abertos através de descodificador TDT e antena receptora de sinal. A juntar a isto, o nosso entretém é ver filmes em DVD - comprámos um leitor há uns anos em segunda mão e compramos DVD's originais a muito baixo custo, em segunda mão também. Isto implicava uma série de ligações e de cabos e um frenesim e ginástica constantes e diários de "liga e desliga" todos os serões. Os cabos e as ligações são chatos porque nem sempre funcionam correctamente, ou porque não encaixam bem, ou porque têm folga, ou sei lá porquê. E ultimamente esta situação já nos tirava a paciência e até o proveito dos nossos queridas sessões de cinema caseiras. Mas não nos passava pela cabeça, ainda assim, investir numa televisão porque temos outras prioridades. Íamos ter de aguentar, contentar-nos com o que tínhamos e esperar até mudar a nossa situação.


Até que alguém mudou a situação por nós e nos ofereceu como prenda de casamento uma TV enorme, super moderna e com imensas funcionalidades. Que nos permitiu (espantem-se!) dizer adeus ao TDT, à necessidade de ter o que não se está a usar naquele momento desligado (o DVD tinha de ser desligado quando queríamos ver TV e vice-versa) e ao ter algum de nós de se levantar volta e meia ou para aumentar o volume, ou para mudar a fonte ou para ajeitar um cabo mal encaixado que não nos deixava passar a imagem como deve ser. E assim, os nossos últimos dias têm sido a descoberta de um admirável mundo novo à distância de um comando. É verdade que é um luxo e que vivíamos bem sem ele mas é um conforto incrível e foi uma prenda útil, que fez a diferença para nós.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Fim-de-semana revigorante

Pois que no sábado, depois de termos levantado cedo e saído de casa para fazer umas coisas que precisávamos, enfiámo-nos em casa. E não vos consigo explicar o bem que isso nos soube.
Cozinhámos juntos, almoçámos, vimos TV, filmes, pausa para alguns afazeres domésticos partilhados e regressámos ao sofá/cama (sim, usamos como sofá uma cama dupla). Mais TV e filmes, pipocas, sesta, e mais malandrices boas...até ao fim do dia. Sim, é verdade. Não saímos de casa, não fizemos nada de especial e passámos, basicamente o dia a preguiçar mas já precisávamos tanto, tanto que nem imaginam. Que maravilha de sábado! 


No domingo preguiçámos ainda um bocado mas desta vez fomos passear enquanto houve sol. De regresso a casa, jantámos e vimos mais TV e filmes. E como nós estávamos necessitados de reposição de horas de sono! Disso e de comida reconfortante.
Digam lá se não se sentiram revigorar também connosco, só de ler o que (não) andámos a fazer?! Assim se começa em força mais uma semana!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

"Casar para namorar para sempre"

É o meu maior desejo neste momento, para o meu casamento. 


Apesar de termos tido dias e semanas incríveis, sinto que neste período não tivemos muito tempo para nós. A lua-de-mel foi atípica porque fomos conhecer uma cidade intemporal, fartá-mo-nos de andar e tentámos aproveitar ao máximo o tempo para descobrir o que aquele destino encerrava, afinal não sabemos quando teremos oportunidade de viajar novamente e muito menos tendo sido àquele local e uma prenda tão especial. Com isto, acabámos por não ter tantos momentos de romance e namoro quanto gostaríamos e, por isso, agora o que mais desejamos é namorar e gozar-mo-nos muito um ao outro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Voltei casada!

E, sobretudo, muito, muito feliz. 


Desculpem a ausência mas foram semanas de loucos, muito intensas em que ultimámos preparativos, casámos, regressámos a casa, tratámos de assuntos pendentes, fomos de lua-de-mel e acabámos de regressar. 
Neste intervalo de tempo muita coisa aconteceu e muito nos encheu o coração. Tudo superou as nossas melhores expectativas. Não foi perfeito, como aliás nem seria possível, mas não trocaria nada de nada, nem um milésimo de segundo. Foram dias incríveis, sentimentos avassaladores, sensações indescritíveis e momentos únicos, que guardaremos para sempre no mais sagrado dos nossos corações.
Só podemos estar inteiramente agradecidos por todas as bênçãos que recebemos. Nem nos nossos sonhos imaginámos tanta coisa tão especial, sentida e pura. Obrigada, obrigada e obrigada. Mil vezes obrigada. A Deus, ao meu marido, a cada uma das pessoas que fez parte de um dos marcos mais importantes das nossas vidas. Não há palavras que façam justiça ao que temos vivido.

sábado, 10 de dezembro de 2016

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O lado mau de organizar um casamento

Nos últimos tempos têm surgido alguns percalços relacionados com a organização do casamento que nos têm deixado de cabelos em pé. Na verdade não nos podemos queixar, graças a Deus tudo tem corrido bem em geral, estes são afinal pormenores e "problemas" menores. Não nos tem acontecido nada de grave ou de muito preocupante. E considero que temos sido uns noivos tranquilos com o decorrer do tempo. Mas há coisas que nos tiram a paciência. 
Primeiro foi a música da cerimónia que tivemos de procurar e contratar à última hora porque as pessoas que iam tratar disso afinal não podiam e avisaram-nos a menos de um mês do casamento. Além disso, as coisas que mais nos preocupam ultimamente são os convidados que não se dão ao trabalho de nos confirmar presenças e indicar quem vai. Isso é que nos tem chateado porque a nós parece-nos falta de consideração inaceitável. Nós entregámos o convite há muito tempo, lá indica a data até a qual pedimos confirmações mas algumas pessoas pura e simplesmente ignoraram isso tudo.
Na semana passada, quando estava a organizar mesas lembrei-me de confirmar com determinada pessoa que não me disse nada se ia ela e a restante família. Nós estávamos a contar com o casal mas afinal vai esse casal e mais quatro pessoas (filhos, respectivos companheiros e netos!). Ainda tive de andar atrás deles para que me indicassem nomes. São pessoas com as quais mal falamos e com as quais o meu homem nem teve contacto. Não faziam parte da nossa lista de casamento tendo em conta que só convidámos as pessoas "essenciais" para nós e temos uma lista "apertada" de convidados. Mas também não entregámos o convite a uma família dizendo-lhes que só o casal está convidado. Acho que isso já deve partir de cada um decidir se vai ou não. O resultado é que teremos no dia mais importante da nossa vida, pessoas que não nos dizem nada porque mal convivemos com elas enquanto que outras, que gostaríamos de convidar, ficaram de fora por limitações orçamentais e de princípio. Mas a questão não é ir X ou Y, a questão é que, indo, não se deram ao trabalho de nos dizer alguma coisa. 
Além desta, outras histórias temos para contar relativas a convidados. Os companheiros de algumas pessoas que não sabem, até à última se vão ou não (implicando o nosso casamento uma viagem acho que é fácil darem-nos uma resposta), os que se acham mais importantes do que os outros e querem um convite específico para si não lhe bastando o que demos à pessoa que vão acompanhar, os que não dizem absolutamente nada, com os quais não conseguimos comunicar porque só eles têm o nosso contacto (que demos para efeito de confirmação ou não) e outros que tais.
Isto tudo interfere no número de mesas que temos de decorar e indicar à florista, no número de lembranças, nas cadeiras e pratos que têm de estar nas mesas e na distribuição das pessoas pelas mesas. Em relação a isso, temos planos de mesas, organização de sala e impressões para fazer. Mas ninguém quer saber, as pessoas não têm consciência do que implicam as suas atitudes (ou a falta delas).


Nem tudo é um mar de rosas, há coisas que eram perfeitamente dispensáveis e que se podiam evitar com um mínimo de consideração e sensibilidade por parte de todos mas ainda assim, e aconteça o que acontecer, eu vou-me casar com o homem que escolhi para partilhar a minha vida e nada nem ninguém é mais importante que isso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

"Estamos quase..!"


É das coisas que mais tenho ouvido do meu homem. Parece uma criança que se deu conta agora que um dia muito especial e aguardado está para chegar. Porque já sabemos que está perto mas agora faltam tão poucos dias que custa a crer! É uma sensação incrível de excitação e emoção. Com as coisas que têm acontecido ultimamente típicas das "vésperas" de um casamento parece que nos apertam o coração e dão um friozinho (bom) na barriga, como se nos estivesse a "cair a ficha"! É tão especial...não consigo descrever. E tem sido incrível perceber que estamos os dois no mesmo pé.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Voltei!!!


Ainda não me casei, ainda não desapareci nem abandonei o blogue. Tive de estar ausente nos últimos dias porque estivemos a tratar de mais algumas coisas do casamento e recebemos pessoas muito queridas e especiais em casa. Alguns avanços e o tempo não pára. Já falta pouco, muito pouco e ainda há muita coisa a tratar por isso ultimamente temo-nos dividido entre o trabalho, a casa, o casamento, os afazeres extra, amigos e família. Que ginástica! Por aí, como vão? Já a pensar no Natal?

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Contando os dias

...para me tornar a esposa do homem da minha vida!


Faltam muitas coisas para preparar, ainda temos muito que fazer, os nervos não tarda estarão aí...mas sabem o que mais me alegra, sossega e enche o coração? A certeza de que, aconteça o que acontecer, nos tornaremos marido e mulher dentro de muito pouco tempo! É muita alegria e emoção! :D

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A história repete-se

Já me tinha esquecido da vergonha que é a oferta de empregos na minha área.


Querem pessoas com todas as habilitações e mais algumas, com imenso sentido de responsabilidade, muito produtivas, com alguma experiência, que se revelem profissionais de excelência e rigorosos, que tratem de coisas que implicam esforço, dedicação, autonomia, independência e decisões importantes e oferecem-lhes 500€. Sim, quinhentos euros!
Eu continuo a achar isto vergonhoso e por mais que me custe, enquanto me for possível não me sujeitarei a isso. Para ganhar 500€ (que nem será 500€, serão no mínimo 530€, correspondente ao ordenado mínimo), prefiro ir para uma loja de roupa ou supermercado. Afinal, para quê esgotar-me, assumir responsabilidades que não me dizem respeito e ser sujeita a um ambiente duvidoso, só porque é na área de estudos que escolhi, por 500€?!?!

Há dias quando contei ao meu pai o que me ofereceram numa entrevista a que fui ele respondeu-me todo indignado "Mas isso é para trabalhar num supermercado ou quê!?!"

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O carro "dos noivos"


Quando pensamos em carro "dos noivos", pensamos que, se pudéssemos, escolher teríamos um carro clássico, com pinta, a levar-nos na primeira viagem que partilharmos depois de casados.
Infelizmente não temos nenhum clássico na família e nem conhecemos ninguém com um por isso, primeiro vimos preços de carros para alugar para o dia do casamento. Até vimos preços em conta, mas pagar 100/200€ por um cerca de uma hora de utilização (se tanto!) de um carro não estava nos nossos planos. Temos muitas outras coisas nas quais nos faz muito mais sentido gastar aquele dinheiro. Essa opção ficou descartada.
Falámos ainda com um amigo meu cuja família tem um clássico, muito giro e super antigo. Mas o carro não está nas suas melhores condições e dado que teríamos de fazer ainda uma viagem considerável nele, também foi hipótese excluída.
Acabámos por decidir pedir emprestados dois carros iguais, a amigos nossos, que não eram clássicos mas que são uma versão engraçada de um determinado modelo. Seria um para o noivo e outro para a noiva, iguais mas de cores diferentes apenas. Pronto, a questão tinha ficado resolvida e estava tudo combinado desde Agosto.

Mas sabem quando alguma coisa não nos está a encaixar muito bem?! Era o que se passava connosco em relação a este assunto. Tínhamos resolvido, estava tratado e estávamos satisfeitos com isso mas não era bem aquilo que nos fazia sentido. Então, na semana passada pensei para mim: mas quantas portas tem aquele carro pelo qual nos tínhamos decidido?! Indaguei e só tem três. Não sendo um carro muito grande já comecei a não gostar da ideia. Afinal terei um vestido de noiva, terei de sair do carro em condições (haverá fotógrafos) e vou com o meu pai. Então achei que não era muito boa ideia. No mesmo momento surgiu-me a solução: o carro da minha irmã!!!

Não é um carro recente, muito pelo contrário, não é um carro particularmente bonito ou especial "à vista de todos". Mas é um carro com muito significado para nós. É um carro do meu pai, que está na família, foi o último a chegar mas é o mais velho e é usado pela benjamim da família, que é só uma das pessoas mais importantes da minha vida (a minha irmã). É um carro branco, por isso vamos decorá-lo especialmente para a ocasião. 
Mais uma decisão nossa que, quem está por fora, provavelmente acha descabida ou não compreende mas que para nós não podia ser mais acertada, por tudo o que representa e pelo significado que tem para nós dois.