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quinta-feira, 27 de julho de 2017

"Ridicularismos" populares


Comprar um Jaguar com o cartão da empresa.
Às vezes acho que as pessoas só podem não ter noção, que há coisas inacreditáveis, que nem deviam ser permitidas e que descredibilizam qualquer pessoa que se deixe embrenhar numa vida que se alimenta de aparências. Não há paciência para tamanha falta de consciência.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Cenas frustrantes de uma máquina de lavar estragada


Além da despesa de termos de comprar uma máquina de lavar roupa nova - o arranjo pelos vistos custa quase o mesmo e por isso não compensa - ainda me estragou a roupa que estava a querer lavar quando ela decidiu passar-se. Como meteu água no tambor a roupa ficou molhada e como ficou molhada houve uma peça que manchou as outras, imaginem, de ferrugem (um vestido branco com tachas)!!! Ironia das ironias!? Estavam naquela máquina de roupa três pólos do homem acabadinhos de comprar!!! Que dor! Digam lá se não é de uma pessoa querer partir a máquina de vez?! E eu levei a roupa a casa da minha mãe a lavar no dia seguinte (tendo-se passado isto à noite).


Cenas embaraçosas de uma máquina de lavar estragada


Eu nem sou nada destas coisas mas parece que é de propósito! A pessoa decide comprar uma camisa de dormir mais sexy para fazer uma surpresa ao homem e quando a põe a lavar a máquina decide dar o berro e não funciona mais. Resultado? A roupa, como ficou molhada, teve de ir logo a lavar. Sabem onde? À minha mãe... Pois!


Aditamento: Não lavei à mão para que o homem não visse ahahaha!!!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Mesa na cozinha


Nesta nova casa temos possibilidade de ter uma mesa, ainda que pequena, na cozinha. O marido ficou radiante quando percebeu que lá podíamos enfiar uma mesa e comer na cozinha como ele já tanto queria há anos (nunca tinha tido essa possibilidade nas casas por onde já passou) e já ninguém lhe tirava a ideia da cabeça. Apesar da divisão não ser muito grande e podermos lá pôr uma mesa pequena para nós comermos os dois, isso implicava não pôr lá mais nada porque o espaço era consumido. Assim se fez e pusemos arrumação no corredor, em alternativa, para podermos ter a mesa na cozinha. Encontrámos uma mesa pequena com tampo em pinho e pernas brancas torneadas (do género da imagem) e foi amor à primeira vista. Em segunda mão, 15€. Agora falta encontrar as cadeiras que queremos, dentro do que podemos comprar.
Gostámos tanto do branco na cozinha que o estamos a transpor para todas as outras divisões. Branco e pinho e cinza parece-nos uma conjugação harmoniosa, moderna e simples que é o que pretendemos.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Serei só eu?

Com o passar do tempo e com a idade tenho perdido certezas.


Aquelas verdades absolutas que em tempos arranjei à minha vontade foram-se desvanecendo e hoje não as consigo já encontrar. Aquelas coisas em relação às quais eu tinha certeza (que nunca foram muitas, bem entendido), deixaram de existir. Há muito pouca (senão nenhuma) coisa que eu possa afirmar veemente que não farei, por exemplo. Eu sei lá ao que chego? Eu já mudei tanto e tenho tantas alterações de humor, pensamento em tão curto espaço de tempo que já me deixei de pré-conceitos. Não vale a pena, só nos limita. Afinal, acho que, no fundo, o tempo e a idade me trouxeram alguma sabedoria e sensatez para perceber que nem sempre o que imaginamos é possível, o que queremos existe e que muitas vezes não estamos a ver o panorama todo, que as circunstâncias podem condicionar em muito as nossas acções e que há coisas que não podemos evitar.

O meu corte de cabelo mais radical

No final do mês de abril, depois de dar voltas e voltas à cabeça sobre esse assunto, lá me decidi e livrei-me de um bom tamanho de cabelo. Não tenho ideia de mim com o cabelo tão curto como o tenho agora.
Eu adoro cabelos compridos e com o casamento, deixei o meu crescer o máximo que consegui, de maneira que não o cortava há cerca de um ano e sete meses. E estava enorme! Nunca o tinha tido tão comprido também, estava praticamente na cintura. Mas o meu cabelo é muito seco e com o comprimento não me facilitava a vida nesse assunto, por mais cuidados que tivesse. Além disso, estava um bocado cansada de me ver sempre igual e, apesar de adorar ver-me com o cabelo compridão, estava a precisar de um novo ar.
Assim foi, com o profissional da minha confiança, perguntei: "Achas que dá?" e a resposta foi clara. Cabelo pelo ombro, um ar mais leve e bem diferente do habitual. Levei algum tempo a adaptar-me. Há dias em que quero cortá-lo ainda mais e outros em que tenho saudades dos meus cabelos longos. Continuo a ter uma juba porque o meu cabelo tem jeitos e volume mas é muito mais fácil tratá-lo e não custa tanto usá-lo solto nos dias mais quentes. Foi uma grande mudança mas ainda bem que a fiz, estava a precisar e gostei muito.

ANTES: o meu cabelo estava deste tamanho.

DEPOIS: foi este o corte que levou. Não tem nada a ver com esta cor e tem muito mais caracóis mas é este o tamanho/corte.

sábado, 22 de julho de 2017

Eu, impaciente me confesso

Onde é que eu alguma vez poderia imaginar estar onde estou agora, há uns anos atrás?! É que nem de perto nem de longe eu achei que faria o percurso que acabei por dar à minha vida.


A verdade é que estou constantemente a achar que me falta alguma coisa, a querer mais e mais e mais e, muitas vezes, para ontem, a desesperar quando as coisas não tomam o rumo que eu gostava e a sofrer por antecipação porque penso sempre no que podia ter já feito e não fiz. Tenho feito um grande esforço para mudar esta minha forma de ser e noto grandes diferenças de há uns anos para cá - é um processo longo e que se quer gradual porque implica muita coisa e está-me na veia, pelo que, contrariá-lo não é pêra doce. Mas tenho plena consciência do progresso que já fiz (ainda que também saiba perfeitamente que ainda tenho muito caminho a fazer nesse sentido).
Hoje quero muito olhar para o que fiz e dar o devido valor ao meu percurso, ao que alcancei, àquilo por que já passei. Nem sempre é fácil vermos o nosso reflexo com lucidez. Eu sei que tendo a distorcer o meu. Mas todo o nosso caminho tem um valor inestimável e, mais importante do que isso, é o nosso percurso. É o que faz de nós o que somos, o que nos dá o que temos e aquilo com que podemos trabalhar de agora em diante. Não vale a pena tentarmos agarrar-nos a outras coisas, mais vale partirmos logo da realidade, do que somos, do que fizemos, do que temos, e fazer o nosso melhor. A ambição e o almejar mais e melhor são importantes mas também é fundamental termos consciência do que é efectivamente possível, que as circunstâncias, quase sempre alheias à nossa vontade ou alcance, nos conduzem a um caminho único, sem grandes alternativas. Isso é a vida. Se fosse só um projecto perfeitamente medido, não teria a mesma piada.

Hoje sou uma jovem casada, que terminou uma formação, está a trabalhar numa área que nunca imaginou e que tem aprendido a lidar com as adversidades a duras penas mas que tem crescido muito com isso. Sou muito abençoada por ter encontrado para a vida o homem que nunca imaginei exigir fora das histórias de encantar e por termos saúde, por termos a honra de podermos contar com pessoas verdadeiramente especiais na nossa vida, por termos saúde e capacidade para lutar pelo que mais desejamos - ser felizes. E eu não imaginei nunca poder ser tão feliz como já fui/sou.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

A nossa cama !

Vamos ter a nossa primeira cama! Eu sei que pode parecer estranho mas não temos cama. 


Já andávamos desde o ano passado para comprar uma cama para nós mas o tempo foi passando, não dedicámos o tempo suficiente ao assunto e a coisa foi-se arrastando. Procurámos mas não nos debruçámos sobre a pesquisa e portanto não decidimos. A mudança de casa foi o empurrão que precisávamos para aquilo que adiámos durante meses.
A nossa cama era basicamente: duas paletes no chão, um colchão por cima das ditas e um segundo colchão no topo disso tudo. Era aí que dormíamos. Em tempos tivemos um estrado com pés mas começou a ficar curvo e já o notávamos nas costas, por isso decidimos retirá-lo e usar somente as paletes (como o G. usava quando fomos viver juntos).
Já há muito tínhamos decidido que quando comprássemos investiríamos num sommier elevatório com espaço de arrumação por baixo. Vimos alguns, procurámos o que coubesse no nosso orçamento. Visitámos duas lojas "tradicionais" e fomos a duas "grandes". Encontrámos duas opções. Aconselharam-nos colchões, que disso não percebemos grande coisa, só sabíamos que queríamos de molas e firme.
Decidimos onde iríamos comprar, escolhemos as medidas, cor e modelos e encomendámos. As duas lojas "tradicionais" conquistaram-nos e eram equivalentes. Uma, bem perto de nossa casa e outra bem mais longe. Optámos pela mais próxima. Tinha lá um sofá que nos piscou o olho a um preço muito atractivo e acabámos por encomendá-lo também. Assim sendo, as nossas primeiras grandes compras de mobiliário em primeira mão estão a ser cozinhadas. Apesar de ser um gasto é um investimento que faz todo o sentido. Mal posso esperar que cheguem!

O trabalho, a casa e a vida

Ultimamente não tem sido fácil conseguir vir aqui espairecer como tanto gosto. Os dias não esticam e entre o trabalho que nos consome a maior parte do dia e a casa que nos absorve toda a energia que nos possa restar, não sobra muito tempo para conseguir aqui vir. Ainda não me consegui organizar nesse sentido.

As coisas lá por casa ainda precisam de levar uma grande volta mas só conseguimos fazê-lo aos poucos - porque afinal, além de tempo e disponibilidade, exigem dinheiro. Temos de nos concentrar nos nossos objectivos e apesar de estarmos (felizmente!) ambos a trabalhar as despesas não param de surgir.


Temos sentido que faz muita diferença estarmos ambos a trabalhar e sinto-me muito abençoada por poder ter o meu ganha pão, como há muito já ansiava. Apesar de ter vindo a assumir novas responsabilidades na empresa, estou a gostar muito de lá estar e sinto-me lá bem. Tenho a sorte de ter um bom ambiente de trabalho, ser bem tratada e ter condições boas para os tempos que correm. Não é o meu emprego de sonho, tenho de confessar mas é um óptimo primeiro trabalho e tem sido muito enriquecedor para mim.

Por vezes sinto que por mais ginásticas que façamos, temos sempre de enfrentar obstáculos pelo nosso caminho. E eu sei que isso faz parte, que crescemos e aprendemos muito com as dificuldades - e agradeço aquelas porque já passei porque me trouxeram muito - mas também sei que há dias em que me sinto tão impotente e exausta que quase apetece desistir, baixar os braços e enfiar-me no canto mais próximo.

terça-feira, 18 de julho de 2017

terça-feira, 11 de julho de 2017

Ter saúde é uma bênção


A saúde da minha sogra está frágil. Com o passar do tempo e as várias sessões de tratamento continua a sentir-se debilitada, não tem apetite e tudo lhe enjoa e por isso está muito magra. O último tratamento que deveria ter feito foi adiado porque não estava capaz. Faltam dois dos seis que foram planeados inicialmente mas não sabemos ainda quando é que ela os conseguirá receber. Não há como evitar que isto afecte toda a gente à sua volta. Somos poucos os que constituem o seu círculo reduzido e não há nada que se possa fazer, tudo depende somente dela, da reacção do seu organismo e da postura e atitude que decidir adoptar.
Custa muito ver como sofrem e se angustiam os que lhe são mais próximos. Custa muito não saber o que esperar mas desde que soubemos que estava doente que eu, não sei explicar, mas entreguei a Deus o desfecho deste episódio. Eu acredito, não sei por que força superior ou certeza suprema, que tudo irá correr da melhor forma e que esta é apenas uma fase menos boa. Servirá com certeza para aprendermos e crescermos todos...os restantes propósitos ainda os iremos descobrir com o passar do tempo. Não posso dizer que não me inquiete mas desde o primeiro momento, ter deixado nas mãos d'Ele tem-me dado a calma que eu preciso para me manter. Não consigo imaginar fazê-lo de outra forma.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Celebrar o amor

Por ocasião do nosso aniversário de namoro estar a aproximar-se e por termos uma escapadinha para aproveitar (que nos ofereceram no casamento), fomos até uma das cidades do centro que mais atractiva se tem tornado nos últimos tempos. Mora lá um casal nosso amigo, por quem sentimos algo muito especial, apesar da distância que 300km e vidas muito atarefadas impõem. 
Apesar de termos ido para aproveitar o alojamento onde ficámos e aquilo que oferecia tentando descansar ao máximo, estivemos todo o restante tempo com eles. As saudades eram já muitas e muita coisa havia para partilhar entre os quatro. Pudemos reviver momentos já longínquos das nossas vidas e demo-nos conta de que muito foi simultâneo (afinal começámos a namorar no mesmo ano que eles) e por isso também acabou por ser partilhado. Lembro-me perfeitamente dela, minha companheira amiga, me contar que se tinham aproximado, das primeiras visitas que ele lhe fez, ainda na nossa casa partilhada e de momentos que passámos os quatro logo no início dos "nossos" (nossos e deles) tempos. 


Foi tão mas tão bom estarmos com eles e podermos aproveitar aquela companhia tão especial! Viemos de coração cheio. E foram de uma atenção e gentileza tais que só nos deixaram o desejo de voltar lá todo o fim-de-semana. Que bom é ter amigos assim. São raros, mas existem e nós temo-los, por isso só podemos ser muito abençoados. E assim voltámos a casa com um novo fôlego para enfrentar uma nova semana.
Foi a nossa forma de celebrar o nosso amor, a amizade (que é só uma outra forma de amor, afinal), e deixou-nos lembranças tão especiais. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Devaneios


Sabem quando nada vos chega ou enche as medidas? Quando parece que nunca é suficiente? Às vezes sinto que estou completamente fora de mim porque nada me encaixa. Tinha vontade de sair daqui, de encontrar um desconhecido, num lugar onde nunca estive ou voltaria e deixar-me levar pelo tempo. Sem qualquer entrave ou amarra, sem nenhum precedente ou consequência. Eu sei, isto não existe.

A miúda "tá louca"


Não sei o que se está a passar comigo... Nem me consigo reconhecer. Fantasiar com histórias impossíveis, nas quais não me reconheço...o que é que isto significa? Acho que estou a ter uma crise de hormonas descompensadas. Há coisas que me têm passado ultimamente pela cabeça que não são possíveis nem se aproximam minimamente da realidade. Ando a viajar na maionese, só pode. E a culpa é das minhas hormonas que não estão capazes de se controlar.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

5 vinte e oitos


CINCO anos. São anos de muita mudança, de muito crescimento e, principalmente, de construção.
Aprendemos muito, errámos, mas acertámos mais. Apesar de ser uma vida real, de haver altos e baixos, dias bons e momentos menos bons, ter a possibilidade de partilhar tudo isso contigo é uma bênção. Experimentámos coisas novas, ultrapassámos desafios que nos puseram verdadeiramente à prova e fomos o apoio um do outro incondicionalmente. Somos amigos, apaixonados, companheiros e família. A que escolhemos ser. E é essa a nossa maior riqueza, termo-nos um ao outro para construirmos juntos aquilo que bem entendermos. À nossa medida, como ditarem as nossas cabeças e como mandarem os nossos corações. Sou muito grata por tudo o que nos rodeia, por aquilo que conseguimos alcançar e por todos os que fazem parte do nosso caminho. Sou muito abençoada por te ter como marido (e sempre que o digo/penso/escrevo enche-se-me o peito de amor, orgulho e felicidade). Obrigada, de todo o meu coração! Amo-te a cada dia mais um bocadinho.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A sonhar com dias de mar

Que vontade de me estender na praia, deixar-me ensurdecer pelas ondas do mar e boiar sem nenhuma preocupação em mente. Estou a contar os dias para as férias. Com dias de bom tempo, só apetece estar dentro de água, nas nossas praias de eleição... 


Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Casei # Os meus ramos

O prometido é devido, por isso, dou início aos relatos sobre o casamento (ainda que 6 meses depois).

Eu não sabia que flores queria para o meu ramo de noiva, ou melhor, a ideia que eu tinha não era concretizável, pelo que não tinha imaginado nada em concreto. Sabia o que não queria e vi várias imagens que gostei. Partilhei isso com a florista e o resultado surgiu, conjugado com todo o ambiente do nosso casamento (roupas, decoração, tons e género), do talento e experiência da profissional que nos auxiliou nesta parte, mais do que perfeito. Não poderia ter imaginado nada mais perfeito.


Eram dois porque um deles queria oferecer a Nossa Senhora.
O "principal", que me acompanhou a mim o tempo todo, tinha espigas que faziam parte da nossa decoração e estavam carregadas de simbolismo para nós, um terço do matrimónio no caule e rosas, que são a flor por excelência.


O segundo ramo tinha pontas de eucalipto e, por isso era verdadeiramente perfumado. Cheirava tão mas tão bem! A simplicidade fê-lo muito especial e bonito e para mim seria difícil escolher entre um e outro. Como a florista já os tinha imaginado e só mos mostrou já dando conta do propósito de cada um, conforme os tinha construído, encaixou tudo na perfeição.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Lides domésticas


A casa nova tem dado muito trabalho. Temos muita coisa para tratar, comprar, encontrar, organizar, vender e então os dias livres têm sido aproveitados ao máximo para riscar itens da lista de tarefas que parece não ter fim. O melhor lema é "uma coisa de cada vez", afinal tenho o melhor parceiro para estas (e outras) aventuras.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Fim-de-semana num cantinho do céu


Esgotados como temos estado e com tanto para tratar dada a mudança de casa (as coisas que temos a mais e as que temos a menos, os pequenos detalhes, aquilo que falta comprar...), o nosso maior desejo era poder abstrair-nos um pouco do que nos preocupa e arejarmos as ideias, longe de tudo e todos.
Pelo aniversário do moço que quase coincidiu com os nossos primeiros seis meses como marido e mulher, quis fazer aquilo que já há muito queríamos e sonhávamos - passear, para longe de casa, sem horas, sem obrigações, só nós dois.
Estávamos mesmo, mesmo, mesmo a precisar. Estes primeiros meses têm sido muito exigentes para nós por uma série de coisas que têm acontecido, por isso precisávamos mesmo deste tempo para nós.
Foi tudo preparado algo em cima do joelho porque, lá está, tempo não me tem sobrado. Mas tinha de o fazer e assim foi. Talvez na quarta-feira reservei uma noite no alojamento local de uma Vila bem simpática que não conhecíamos, sem ser muito longe de casa mas não sendo, também, perto. E disse-lhe que no sábado tinha planos para nós. Era tudo surpresa para nós.
Pedi-lhe que não marcasse nada para o fim-de-semana "para descansarmos" e que confiasse em mim sem fazer demasiadas perguntas porque queria que fosse surpresa. Na sexta-feira antes de sair de casa preparei a "mala" e pus tudo o que precisávamos no carro, para que ele não o visse. E pedi ajuda à minha mãe para ir ver-nos os gatos enquanto estivéssemos fora (que também têm sentido muito as mudanças da família e estão carentes).
No sábado saímos de manhã e fomos andar a cavalo. Ele acha-os animais fascinantes e eu descobri um clube/ uma quinta, que tem muitos, que recebe provas e que permite aos "leigos" ter contacto com eles.
Passámos lá a manhã e almoçámos. O sítio é óptimo e o ambiente muito simpático, ficámos com vontade de voltar. Até têm piscina.
Depois de almoçar, fizemo-nos à estrada. Eu tinha um rumo, ele é que não sabia qual era. Fomos descendo, pela nacional, passando terras e terrinhas por onde nunca tinha passado e deixando para trás várias placas com palpites (achava que íamos a um sítio quando via a placa, perguntava e eu nada dizia, quando deixávamos a respectiva placa para trás, tirava dali a ideia). Até que, quando chegámos lhe disse que era ali que íamos. 
Fomos até à praia, demos uma volta no centro, mas eu tinha de dar entrada no hotel e por isso andava à procura do mesmo. Quando o encontrámos e ele percebeu que "tinha quartos" perguntou logo o que lá íamos fazer e se passávamos ali a noite estupefacto. A resposta era afirmativa e assim passámos umas horas longe de casa, num sítio que nos pareceu um cantinho do paraíso, só a passear e a tentar descansar. Andámos a pé, encontrámos um sítio onde se comia bem sem pagar muito por isso e delicia-mo-nos com a calmia daquele momento para nós. Foi tão mas tão simplesmente bom!
Apesar de não ter sido muito tempo, apesar de ainda nos sentirmos cansados e nos preocuparmos, sinto que o fim-de-semana foi o balão de ar de que precisávamos para não darmos em malucos. E foi mesmo no limite.
Sou muito feliz e grata por ter conseguido fazê-lo e oferecer-lho. Sou muito abençoada por ter, hoje, esta possibilidade e por poder ter na minha vida uma pessoa tão mas tão especial e feita para mim como ele é. Soube-nos pela vida!

Meia semana

Que maravilha, uma semana salpicada de feriados (pelo menos na capital)!


Vem mesmo, mesmo a calhar, tenhamos nós dias ou semanas (ou meses) exigentes ou estejamos nós numa fase mais calma. Recarregar baterias, fazer aquelas coisas que mais nos dão prazer ou simplesmente não fazer nada, reencontrar amigos, reviver momentos...há lá melhor que isso?!
Até para quem trabalha, os dias são mais calmos porque está tudo a meio gás (nem que seja no trânsito veem-se melhorias) e parece que custam menos a passar.
Que seja uma semana em cheio!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Meio ano casados


Num abrir e fechar de olhos, já se passaram seis meses. Seis meses, como marido e mulher. É verdade que, na prática, não havia muito para mudar, já morando juntos e vivendo como se fôssemos casados. A maior mudança que o casamento nos trouxe, para mim, foi a nível emocional, interior - como que um calor especial, um aconchego no coração e um marco simbólico para ambos, juntos. 
Mas as coisas já são como têm de ser e desde que nos casámos muita coisa mudou nas nossas vidas, a outros níveis. A única coisa que não se quer mudada é a nossa ligação, aquilo que nos une e a nossa relação (só se for para melhor), afinal é para isso que se casa: para namorar para sempre.
Não podia nunca em momento nenhum da minha vida sonhar ou idealizar alguém tão perfeito como ele para mim, não o trocaria por nada e não mudaria nada. Porque somos um para o outro, o que o cada um precisa (ou não fossem as coisas tão bem planeadas por Ele)!

Bom sábado



quarta-feira, 7 de junho de 2017

É isto mesmo:


Já que tenho uma casa para organizar/montar/decorar...e já que sonhar não custa...para aqui podia ser isto mesmo! Só é pena não ter espaço nem propriamente dinheiro para mandar fazer isto ou tempo e/ou capacidade para fazê-lo eu. Mas, sonhar não custa.

Arrendar casa #9

Andámos quase um mês para que nos esclarecessem se havia possibilidade de fornecimento ou não de gás natural na casa nova. A situação em particular parecia permiti-lo mas afinal não permitia porque faltava a derivação para cada apartamento, apesar de já ter a pré-instalação feita no prédio (coluna). 
Ligávamos para um sítio e para o outro, pedimos verificação e esclarecimentos, eu sei lá. Só sei que a coisa se foi arrastando e dela dependia termos gás e esquentador. Porque como o tínhamos de comprar, precisávamos saber primeiro qual o tipo de gás. 
Na quinta soubemos que não havia gás senão de botija e no sábado comprámos o esquentador adequado. Foram instalá-lo e alteraram o nosso fogão, adaptando-o ao gás de botija (só não tenho forno porque leva muito tempo e nós tínhamos um compromisso.
Mas naquele dia, com 200€ pusemos, esquentador, botija e gás em casa. Tudo instalado finalmente. Agora falta tratar do forno.


No penúltimo dia do mês fomos à casa antiga para trazer o que faltava. O "pouco" afinal era demais. Eram coisas e coisinhas que pareciam não ter fim... Felizmente contámos com a ajuda preciosa de uma carrinha e conseguimos mudar tudo naquele dia mas ficámos verdadeiramente de rastos, confesso. Quando cheguei à outra casa e vi tudo que ainda tínhamos para trazer só me apetecia arrancar cabelos mas lá se fez. No final, quando cheguei à casa nova aquilo parecia (ainda parece) uma feira... Quanto mais arrumo mais parece que tenho para arrumar e organizar por isso andamos a viver numa espécie de pequeno caos. Aos poucos tudo se há-de compor.

O nosso IRS


É verdade, casados há poucos meses, este ano apresentámos pela primeira vez a declaração IRS em conjunto. Sendo referente ao ano passado, eu não tive rendimentos e como o homem é taxado à grande e tivemos despesas, felizmente o resultado foi positivo. Depois de um ano com orçamento muito apertado para nos conseguirmos aguentar, sabe mesmo bem não ter de pagar contribuições. E o que veio é sempre uma grande ajuda para as despesas que temos tido com a casa nova.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Parabéns meu amor ♥

O meu companheiro, o meu amor, o meu melhor amigo, o meu homem, o meu porto seguro, o meu marido, hoje é criança. E apesar de não poder ser um dia muito diferente dos outros (ser adulto tem destas coisas), temos jantar marcado, os dois, num sítio especial.


Além disso, algumas surpresas o aguardam, ainda que mais para a frente. Afinal, só se faz anos uma vez por ano e ele é a pessoa mais especial e importante para mim, no mundo, o meu tudo.
Só posso agradecer ter alguém que admiro e da qual me orgulho tanto ao meu lado, todos os dias da minha vida, que me incentiva, que me conforta, que me ajuda e me compreende. Sem ele os meus dias, a minha vida, não seria a mesma coisa. 
Espero e desejo que este dia se repita por muitos e bons anos, que possas sempre fazer aquilo que te faz feliz e alcançar os teus objectivos, de preferência continuando a aturar-me, porque se não for assim, não dá. Feliz aniversário maridinho!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Cansaço ao mais alto nível


O meu estado de exaustão é tal que há momentos em que acho que não sou capaz de continuar de pé. 
Não tem sido uma coisa em particular que me tem cansado ou esgotado as forças, não é de dias, semanas nem de há um mês. É um cansaço acumulado ao qual já perdi a conta. Faz-me sentir dormente, incapaz e sem forças. Parece que vagueio sem grande motivação em determinadas alturas porque mais do que o cansaço físico, esta exaustão psicológica está a consumir-me. Há alturas em que acredito mesmo que vou rebentar, que não aguento mais tanta coisa. Estou tão mas tão esgotada!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Meu amor,


os dias atropelam-se. As semanas, os meses e os anos passam por nós sem pedir licença e ficamos com a sensação que o tempo nos escapa e nada podemos fazer dele. No meio da corrente, temos uma segurança: um ao outro. Tem sido assim desde que nos conhecemos, mesmo antes de nos amarmos. E essa é a nossa maior riqueza. Que assim seja sempre!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Arrendar casa #8


Ter a vida encaixotada e a casa virada do avesso não é nada simpático. Às tantas, há uma altura em que já não sabemos das coisas, temos metade das coisas num sítio e metade no outro e vemos os nossos dias repartidos e diminuídos pelas trezentas mil coisas que há para fazer. Estas são as características que mais sobressaem nos últimos tempos da nossa mudança de casa.
Mas não são só coisas chatas. Uma pessoa, com a mudança, é obrigada a rever aquilo que tem e a renovar o que não está do seu agrado. É muito estimulante imaginar toda uma nova casa, novos espaços, novos elementos e nova decoração. E isso, apesar de dar muito trabalho e despesa, também é muito motivador, afinal estamos a projectar o nosso lar! 
Com uma mudança também se tem a oportunidade de nos desfazermos do que não nos acrescenta nada de bom e de reformularmos aquilo que para nós faz sentido. Nem sempre é fácil conjugar tudo isto com os tempos sempre apertados e as demais condicionantes, mas é todo um processo que não deixa de ter o seu lado interessante. 

O impensável aconteceu


E o Salvador deu-nos uma grande alegria ao vencer daquela forma o Festival. Melhor que isso, foi ter dado a lição que deu ao mundo (ou que pelo menos tentou dar). Admiro a atitude, admiro a simplicidade e admiro o talento, acima de tudo. A Luísa também está de parabéns pelo trabalho incrível. Parabéns! Já fazia falta. Esta música é tão (simplesmente) bonita! Além da letra, a harmonia e o romantismo estão tão bem conseguidos. Na minha opinião, não ganharia melhor nenhuma outra música ou intérprete!


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Viver o agora


Nem sempre é fácil nos abstrairmos do que nos aflige, do que temos por fazer e do turbilhão de coisas que nos rodeiam...e com isso, por vezes, vivemos em piloto automático, a sofrer por antecipação e sem dar tempo às coisas para se comporem. Sem tempo para ver o lado bom e sem consciência do quão abençoados somos. Faz falta parar. Faz falta dar-se conta, agradecer e viver. Um exercício constante e diário, um verdadeiro desafio.

sábado, 13 de maio de 2017

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Perspectiva de fim-de-semana


Esta semana está a custar especialmente a passar. Talvez pela privação de sono a que nos temos sujeito, pela exigência física e psicológica da mudança e pelo acumulado de cansaço com que já contamos. Este fim-de-semana pretendíamos fazer a mudança (com empresa, para levar as coisas maiores e mais pesadas) mas a abertura do gás atrasou-se e assim sendo não podemos tirar da casa actual o fogão, pelo que não faz sentido levar o resto das coisas (tencionamos levar tudo junto).
Assim sendo perspectivo, desta sexta-feira, um fim-de-semana mais tranquilo, com muita coisa por fazer mas também com o descanso que o nosso corpo já reclama. Vamos ver o que sai daqui...

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Arrendar casa #7

Eu sei, eu sei, sou uma desnaturada. Deixei este meu cantinho tão especial ao abandono por tempo demais. Mas não consegui fazer de outra forma. Os dias, semanas, meses têm-se atropelado uns aos outros, há tanto tempo que já perdi a conta, mas ultimamente, ainda mais.
Encontrámos casa. À terceira (que gostámos/nos candidatámos), foi a nossa vez, fomos nós os escolhidos para a arrendar. Isso tem implicado, desde então, um sem número de coisas para tratar, fazer e preparar. Não temos tido mãos a medir, na verdade.


Somos dois, estamos a trabalhar e há tanta mas tanta coisa para fazer que as horas que temos disponíveis são mínimas diante da exigência da situação. Então temos andado em contra-relógio.

Foi avisar o mais depressa possível que íamos sair no final deste mês da casa onde estamos, assinar contrato na nova, começar a empacotar uma casa inteira, pôr coisas à venda (porque não temos espaço para tudo), informar-se sobre os contratos de água, luz e gás, nos dois sítios, agendar fecho numa e abertura na outra, levar coisas para lá, limpar, organizar, desmontar transportar e voltar a montar, pesquisar,...tem sido uma animação.

Ainda falta muita coisa mas já temos um bom caminho feito. Confesso que a primeira vez que fui ver a nova casa, depois de assinarmos contrato, só me apetecia chorar. É uma casa boa mas bem mais pequena e mais cara. Pensar que teríamos de embarcar nesta empreitada já me deixava desanimada. De vez em quando ainda deixa, para ser franca. Há dias em que parece que tudo está errado, que não estamos no sítio certo e que tudo corre mal. São obstáculos atrás de obstáculos e parece que não terminam mais.
Mas depois há dias em que só me apetece mudar já para aquela casinha acolhedora, em que sei como sou abençoada por tê-lo a meu lado e como é especial termos pessoas à nossa volta que nos ajudam e se preocupam connosco.

Um dia de cada vez, não é assim?!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Aperto no peito

 

Um nó na garganta tem feito parte de todos os meus dias ultimamente. Há alturas em que quase me esqueço dele e há outras em que me aperta tanto que não consigo suportar a dor e se me inundam os olhos sem que eu o consiga controlar. Mas está lá sempre, por mais que eu tente esquecer-me dele, ver mais além, não tenho sido capaz. E isto é tão cansativo, tem sido tão permanente que me esgota as forças. É extenuante. Estou cansada. Tão cansada que quase parece ser o meu estado, além de físico mental.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Estado de (c)alma


Ás vezes tenho vontade de desaparecer. De ir para um qualquer sítio distante e ser possível ficar num tal estado de sossego e paz que fosse capaz de submergir num silêncio profundo, sem interferência alguma. Podia estar só com o meu amor, com o meu homem e comigo mesma. Podia não fazer nada, simplesmente estar. E fazer o que bem me apetecesse. Rir, chorar, gritar, pular, dançar ou pura e simplesmente deixar-me cair imóvel. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Alimentar relações


Para contrariar a minha enorme tendência e vontade de não fazer absolutamente nada, de não ver nem estar com mais ninguém além de mim e ele, tenho sido obrigada, nos últimos meses, ainda que contra a minha real vontade, a estar com pessoas, a conviver e a recebê-las no meu seio mais pessoal. 
Não é que eu não goste de estar com pessoas, pelo contrário, eu adoro estar rodeada de pessoas especiais e sim, muitas daquelas com quem tenho estado são as minhas pessoas, pelo que seria natural eu achar esta condição maravilhosa. Mas não sinto isso. Pelo menos não sinto sempre. Isto dá que pensar. Afinal, se eu tenho a bênção de estar com as pessoas que são importantes e especiais para mim, como posso ousar queixar-me? Como posso querer ficar/estar sozinha?! Acho que este sentimento está relacionado com estado de esgotamento tal que não me permite equilibrar.
Apesar de tudo sei como sou abençoada por ter pessoas tão especiais na minha vida e gosto sempre de recebê-las da melhor forma que me é possível - talvez por ter vindo a acontecer frequentemente me sinta cansada, pela quantidade e regularidade com que temos recebido alguém em nossa casa, ou feito /ido a jantares de grupo.
É sempre tão bom estar com os amigos ou familiares queridos que a verdade é que estou sempre em conflito interior porque quero estar com eles mas também sinto imensa necessidade de não estar com ninguém. Talvez isso esteja relacionado com o facto de eu ter passado algum tempo em casa, sem trabalhar ou estudar, não estando com outras pessoas todos os dias e, como consequência, me ter habituado a estar só comigo mesma. Agora há alturas em que só tenho vontade de me estender na cama ao comprido, sem nada nem ninguém a interferir com aquele momento. Eu sei, que isto só parece uma autêntica esquizofrenia sentimental/emocional...mas é o reflexo do que tenho sido.
A verdade é que as relações têm de ser cultivadas e não há incentivo melhor do que o bem que as pessoas nos fazem, só pela forma como nos tratam, só pela sua presença, atenção e carinho. Por isso, esta noite temos jantarada de amigos, em nossa casa, para comemorar o mais importante da vida: o amor.

Motivação de segunda-feira

Amanhã é feriado! 


Hoje estou a trabalhar a custo, confesso. Mas tem de ser e o que me consola é que amanhã é feriado. E nos últimos dias veio alguém muito especial a visitar-nos, a tia. E por isso, temos andado em óptima companhia, com muito passeio e uma sensação muito boa de conforto por estarmos perto de pessoas especiais. 
Ainda assim, não tem sido fácil abstrair-me daquilo que teima em preocupar-me e ocupar-me o pensamento, levando-o para longe de quando em vez. E é ver-me com ar pesado, cara fechada e olhar distante porque há coisas com as quais não me conformo mas nada posso fazer, neste momento para as combater porque isso não está ao meu alcance.
Tem acontecido tudo ao mesmo tempo, uma coisa a seguir à outra, uma maior que a outra e parece que não conseguimos sequer dar-nos conta do que nos rodeia porque é demais para conseguirmos acompanhar o ritmo alucinante. A vida não para e muito menos o tempo.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Só tens de te aguentar

Por mais desafios que nos sejam postos diante, por mais aflições que sejamos obrigados a enfrentar e por mais que tudo isso nos custe e faça sofrer, uma certeza podemos ter: não durará para sempre, há-de passar. Por vezes, somos postos de tal maneira à prova que chegamos a duvidar da nossa capacidade de suportar e de sair daquela situação. Mas somos, temos de ser. Afinal, não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe. E a vida encarrega-se de nos recordar disso mesmo.


Tenho ganho plena consciência, nos últimos tempos, que existem alturas em que "" temos que aguentar, esperar que passe (por mais que isso custe). Porque vai passar. E se fizermos o que nos for possível, naquele momento e naquelas circunstâncias, nada mais nos pode ser exigível, ultrapassaremos esse momento mais difícil.
A verdade é que na maior parte das fases mais complicadas das nossas vidas não conseguimos abstrair-nos do mal que estamos a passar porque nos afligimos, preocupamos e não sabemos o que fazer. Nem sempre é fácil convencer-mo-nos de estarmos prestes a abandonar aquele estado, porque vai passar. Passa sempre. E por isso, só temos de nos aguentar enquanto a tempestade não passa.