No sábado ganhei coragem e falei novamente do horário lá no restaurante com o responsável. Fui sincera e disse-lhe que não aguentava aquela carga horária e não conseguia conciliar tudo como ao início tinha pensado ser capaz. Sei que para um empregador também é uma situação pouco confortável ter um trabalhador com as limitações que eu tenho em termos de disponibilidade (que é tão reduzida) e que se calhar não lhes convém ou é benéfico - e disse-lhe isto mesmo. Ele sugeriu que testássemos eu estar de folga na sexta e eu aceitei, claro. Custa-me muito fazer tantas horas seguidas (este fim-de-semana foram 12 + 12 + 9 horas, sexta sábado e domingo, respectivamente) e ficar sem qualquer dia livre para fazer trabalhos, actualizar o estudo e organizar as minhas coisas (de segunda a sexta em aulas e de sexta a domingo no trabalho) mas também me sinto numa posição delicada em relação ao trabalho porque gosto de lá estar e tenho consciência de que me deram esta oportunidade (através do meu pai) para me ajudar e estou-lhes, por isso, muito grata. Por isso ainda não me vim embora de uma vez - e tenho andado a adiar metas até às quais tenho de "aguentar" até ver. Gosto do trabalho, dá-me gozo atender e falar com as pessoas, em geral gosto da equipa, identifico-me com aquilo e tenho gosto no que lá faço, faço-o de boa vontade e com um sorriso no rosto (contente por fazê-lo) mas é uma carga horária demasiado exigente para mim. Mas o mais importante e a prioridade neste momento é a minha formação e o mestrado - no qual quero e tenho mesmo de ser melhor (que na licenciatura). E são estas as contradições com que me tenho debatido.
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