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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dor de alma


Uma das minhas maiores amigas, com quem não costumo estar ou falar diariamente mas também com quem tenho uma ligação inexplicável (uma irmã para mim), perdeu o namorado. E eu não soube senão ontem, quando finalmente tivemos tempo de estar juntas e ela contou-me. Já há meses que não estávamos juntas. Tinha-a encontrado nas férias mas não tivemos tempo para falar com calma, só percebi que alguma coisa não estava bem. Mais tarde ela contou-me por sms que alguém que amava muito tinha falecido. Eu lamentei a sua dor profunda mas não podia imaginar que se tratasse do namorado. Faleceu em Junho, no seguimento de uma operação que não representava grande risco. Ainda estou em choque, é como se uma bomba tivesse rebentado. Não posso imaginar a dor que ela sentiu e o vazio enorme que teve de enfrentar. E afinal, que tipo de amiga sou eu que não estive lá quando ela mais precisou? Eu não tinha como fazê-lo mas não posso deixar de ficar muito triste por isso. Dói muito perceber como a vida é fugaz. Eu não sei o que faria se perdesse o G., acho que endoidecia. Acho não, eu só podia enlouquecer! A perda daqueles que nos são mais próximos, com quem estamos a construir um projeto de vida, um futuro dia-a-dia...é verdadeiramente assustadora. Ela é uma heroína, enfrentou a dor com uma calma e serenidade incríveis e com muita força, eu não sei como é que ela consegue. É preciso coragem.
E assim se põe tudo o que consideramos problemas em perspetiva...

2 comentários:

  1. nÃO CONSIGO PONDERAR ESSA POSSIBILIDADE. Estou fartinha de avisar MorMeu: Estás proíbido de ir embora sem mim, não fico aqui sozinha de jeito nenhum. Prefiro ir eu primeiro não consigo pensar na dor de o perder.

    ...não sou nada corajosa...

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    Respostas
    1. Já somos duas Suri! Estou como tu: prefiro ir primeiro. Melhor melhor era irmos juntos!

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Muito obrigada pelas tuas palavras!