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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Maio, Fim-de-semana e (não) Férias

Maio tem sido moroso e trabalhoso e talvez por isso tem custado a passar... uns dias escapam-se mas no fim de contas o fim do mês parece que nunca mais chega. 
É um mês muito especial para nós porque fazemos anos que nos conhecemos e demos o nosso primeiro beijo. A nível profissional é uma época exigente para ambos e ultimamente, além disso têm surgido outras questões que nos ocupam os dias e o espírito.

E se os dias de semana parecem nunca mais terminar, o fim-de-semana escapa-nos sempre com uma lata do caraças que mal nos deixa sentir-lhe o gosto! Mas este fim-de-semana parece que foi mais longo. 

Passámos o sábado inteiro a ajudar alguém muito próximo a esvaziar a casa onde viveu décadas com o amor da sua vida e que a morte levou para longe de si. É de partir o coração. Ver as paredes despidas, as divisões esvaziadas quando sabemos que tanto amor ali morou, tantas recordações e memórias foram ali construídas. E o que custa sermos chamados à cruel realidade de que o dinheiro fala sempre mais alto e as pessoas conseguem ser desumanas quando se lhes põe em causa o lucro, o património fácil!
Esvaziámos uma casa e enchemos outra no mesmo dia, com vários quilómetros, estados de espírito, anos e expectativas de distância. Tantas vidas diferentes num espaço tão curto. Talvez tenha sido isso que fez parecer que aquele dia equivalia a tantos outros.

E depois de uma carga física e emocional daquelas, domingo imperativamente era dia em câmara lenta. Sem pressas nem obrigações. Lá nos pusemos em cima de duas rodas e fomos visitar A FEIRA DO LIVRO, como não podia deixar de ser. Voltar a casa, afazeres domésticos e terminar a noite com uma nova actividade: pinturas amadoras.


O marido está quase, quase a fazer anos e eu ainda não tenho bem decidido o que lhe vou preparar mas tenho várias ideias. Inicialmente ponderámos ir passar fora o fim-de-semana - que bem nos apetece!!!! - mas depois concordámos que este ano não deveríamos ir. Estamos em contenção de custos, a tentar poupar o máximo que nos seja possível e no ano passado fomos de fim-de-semana (e foi tão bom que só me dá vontade de ir outra vez!!!) por isso decidimos não sair neste para não gastarmos. 

Este ano provavelmente não conseguiremos - contra toda a nossa vontade e com muita pena nossa - ir à minha terra em Agosto (como sempre vamos há já 7 anos) porque as viagens estão, como de há algum tempo para cá estão sempre, muito caras e nós não achamos justo o preço absurdo que as companhias aéreas pedem e estamos em fase de poupança máxima. No ano passado gastámos uma pequena fortuna para lá irmos três vezes, este ano não pode ser.

E é este o estado das coisas por aqui. Sem perspectiva de férias porque não queremos gastar dinheiro e com o corpo a exigir-nos descanso porque estamos estourados dos últimos meses mas com um objectivo maior na mira - e para esses o esforço tem de ser máximo.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Desafios e Sonhos

É curioso aperceber-mo-nos que a nossa disponibilidade financeira tem muita influência na forma como encaramos as coisas - se formos pessoas minimamente responsáveis. Agora que temos ambos salário, já não nos privamos de tanta coisa como há dois anos atrás mas, ao mesmo tempo, tentamos sempre fazer um exercício de contrabalanço ponderando "se antes conseguíamos viver gastando X, por que é que agora não havemos de conseguir viver gasto Y"? Ou seja, não quer dizer que se gaste apenas o "X" que antes se gastava, porque isso é sempre difícil, afinal somos seres em constante evolução e desenvolvimento e só o facto de termos de trabalhar acarreta determinadas despesas que antes disso não tínhamos - assim de repente consigo lembrar-me das deslocações por exemplo. Mas também não temos, só porque já temos possibilidade de o fazer, de gastar "Z" (que equivaleria a todo o montante que temos disponível), podemos perfeitamente encontrar um meio-termo, um equilíbrio que vá ao encontro das nossas ambições, metas e objectivos. Daí ter referido que em vez de gastar X que era o mínimo dos mínimos indispensável à sobrevivência e gastar Z que seria tudo o que temos possibilidade de gastar (ex.: todo o nosso ordenado), podemos decidir gastar Y que seria um pouco mais do que o mínimo - porque precisaremos dada a evolução de vida e porque merecemos - mas menos do que o máximo - se houver essa possibilidade.


Eu sei bem - muito bem - o que custa poupar. Não temos pais que possam ajudar-me, nem padrinhos, nem nada. Não temos ordenados por aí além, temos de pagar nós todas as nossas despesas, não temos casa própria, não temos nada "grátis" e tudo custa dinheiro. A vida está cara mas com muito foco e dedicação, tudo é possível. Nós casámos (igreja, registo e festa), pagando nós o nosso casamento, dentro das nossas possibilidades, quando eu não tinha ordenado e só o homem trabalhava. E foi possível sabem como? Com adequação do que se deseja ao que se pode, com muita contenção, com redução máxima de despesas e com recurso às poupanças de anos. Casar, para nós não foi só um dia único, a celebração do nosso amor e uma festa bonita, casar, para nós foi um grande desafio, uma conquista conjunta, um processo e uma construção partilhados que no final valeram cada esforço. Foi uma aprendizagem e uma lição que acreditamos termos capacidade de aplicar para o resto da nossa vida. No nosso caso o casamento foi o maior desafio até agora, antes tinha sido irmos morar juntos (apesar de tudo) e se Deus quiser um dia será ter a nossa própria casa e aumentar a nossa família mas só cada um pode determinar o que pode servir de exercício ou treino para realizar um sonho, por mais que possa parecer impossível.

Para mim é muito importante lembrar-mo-nos de onde vimos, do que já passámos e do que conseguimos até agora. Olhar para trás pode ser uma grande escola quando o objectivo é nos motivarmos e respondermos à questão que não deixa de nos martelar a cabeça: "será que sou capaz?". Não é fácil, não é nada fácil e há dias/momentos em que só apetece desistir mas o esforço um dia vai compensar, só posso acreditar nisso. Para mim, essa é parte da magia do meu dia de casamento: perceber que toda a nossa luta, os nossos esforços e a nossa motivação tinham resultado em algo muito além do melhor que tínhamos sido capazes de imaginar. E tinha-mo-lo conseguido juntos. Não há maior riqueza que isso, partilhado com aqueles que nos são mais queridos.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Remuneração justa




Ora aí está uma questão tão subjectiva e, arrisco-me a dizer até, pessoal!
Nunca sentiram que estão confortáveis com o vosso salário mas, quando têm conhecimento do de outra pessoa começam a não o achar assim tão justo?!
Não é que seja possível comparar tão linearmente assim as coisas. Cada qual na sua função, integrada ou não num determinado organismo, com o seu peso próprio e todos com o seu valor. Isso nem se põe em causa!
A verdade é que cada um é como é, tem as suas preferências, gastos e despesas. E à partida adequará o seu estilo de vida à sua capacidade financeira. Eu não sou excepção. Se hoje, que tenho um salário, atribuo um determinado peso ou importância a um valor, há um ano e meio atrás, quando somente o G. trabalhava, atribuía um completamente diferente. Essa mudança de "abordagem" eu sinto-a imenso! Lembro-me frequentemente de quando estávamos a organizar o nosso casamento e - não se trata de parecer exagerado ou não o preço - tudo parecia custar muito mais do que devia. Hoje sei que a minha perspectiva mudou porque se nessa altura eu achava 20€ demasiado caro para um par de sapatos, hoje já não sinto o mesmo. Ou melhor, se nessa altura, gastar 20€ só de uma vez me custava imenso, hoje já não é bem assim.

Nunca sentiram que - nunca colocando as pessoas ou a sua importância em causa! - aquela pessoa, para o que faz é muito mais bem paga do que outra? Nunca se compararam ao colega do lado ou ao amigo próximo. Eu sei que não é saudável levar as comparações à risca e nem é possível na maior parte dos casos mas acredito que as possibilidades de comparação que nos surgem também servem para nos fazer adequar as nossas expectativas quanto à nossa realidade. Isto é, se calhar até temos expectativas muito modestas, não somos ambiciosos e deixamo-nos acomodar com o que temos. Ou então, pelo contrário, temos as nossas expectativas tão altas que não se adequam minimamente ao que é justo, adequado ou possível...sem consciência do desfasamento.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Armados em Sandy & Júnior

Um primo nosso está prestes a fazer anos e, morando ele do outro lado do Atlântico, a nossa maneira de participar do seu dia especial, foi fazermos um vídeo para lhe enviarmos de surpresa. A filha pediu a colaboração de cada um dos primos para organizar uma brincadeira que o surpreendesse e cada um ficou de enviar um vídeo em que lhe desejasse os parabéns. 


Nós decidimos ousar e além do vídeo, inventámos uma canção!!! Mal escrevo isto só me dá vontade de rir da nossa figura. É que não estão bem a ver. Andámos a protelar a coisa porque não tínhamos nada definido além da ideia de gravarmos uma música mas só na véspera do prazo estipulado para entrega é que nos sentámos e debruçámos naquilo. Num par de horas decidimos a música, inventámos a letra que lhe dedicaríamos, ensaiámos (não se pode bem chamar àquilo um ensaio mas pronto) e gravámos. Está um tanto ou quanto ridículo mas foi o que conseguimos e a intenção é a melhor. Só espero que divirta quem vir aquilo!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A espera e a paciência

Saber esperar é das virtudes que mais admiro. A mim custa-me muito esperar sem desesperar, sem perder a calma ou a paciência e sei que nos últimos tempos (talvez anos) a vida tem-me dado lições para que eu aprenda a lidar com a espera necessária. Eu sou aquele tipo de pessoa que quer tudo para ontem, que sofre por antecipação e antevê o pior quando não há previsão, que fica seriamente tentada a desistir de algo só para não ter de esperar e que por vezes tem de se conter arduamente para não comprometer um objectivo pela pressa e ansiedade de o atingir. Construo castelos no ar com aquilo que sonho, desejo e objectivo. A incerteza tira-me o sossego e custa-me horrores viver com sem um prazo, sem uma meta concreta. 
Mas tenho aprendido que quando o nosso sonho é maior, não há volta a dar, há muita coisa incerta, muita coisa que nem nos passa pela cabeça irá acontecer quando menos esperamos mas se mantivermos o foco naquele propósito, naquele fim e desejo que tanto queremos, só podemos conformar-nos e esperar que chegue o momento. Tendo feito o que está ao nosso alcance para o concretizar, só podemos esperar e confiar que, ainda que se tenha de esperar, o nosso sonho realizar-se-á. A espera é longa e há momentos em que chega a ser dolorosa porque nos atormentam as dúvidas e as inseguranças. Mas hoje vejo a espera como necessária, sei que o é em determinados casos. E confio que essa é resultado de um bem maior. Por isso aprendi que a espera, encarada como necessária para atingir o nosso objectivo, é boa. Porque depois dela virá algo muito maior e melhor.
Não me considero uma pessoa que saiba ou goste (haverá alguém que goste?!) de esperar mas o tempo e a vida ensinaram-me que a espera faz parte e muitas vezes, sendo um "meio" necessário para atingir "um fim" é uma coisa boa.


Esperar, acreditar, confiar e (continuar a) sonhar.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Caminhar até Fátima

Ainda não é este ano que fazemos a pé o caminho até Fátima no mês da primeira aparição. Há anos tivemos, pela primeira vez, contacto com a possibilidade de peregrinar até Fátima e houve um ano até em que quase no decidimos a ir mas...não fomos. Na altura, maio era época crítica em termos lectivos e depois o trabalho do homem meteu-se, mais tarde passou a ser também o meu e até hoje ainda não realizámos. Quase sempre pensamos por esta altura e quase nos prometemos "é no próximo ano" mas depois não nos preparamos e quando damos por nós já não é possível. 
Tenho a certeza que é uma caminhada e experiência únicas e que nos encherá o coração e sossegará a alma com uma plenitude contagiante. E sei, dentro de mim, que irei um dia. Espero que num futuro próximo. 


Vamos todos os anos (alguns bem mais que uma vez) a Fátima e é sempre um local de reflexão, paz e gratidão espiritual para nós. Essas características não se encontram tão facilmente naquele lugar em alturas de maior afluência, calculo mas, por outro lado, deve ser extremamente rica a sensação que se vive nos dias de festa naquele lugar (como quando o Papa lá foi e eu, assistindo pela televisão, dei comigo lavada em lágrimas com tamanha carga emocional que aquelas imagens me transmitiram).
Quem desse lado já foi ou vai a pé a Fátima? Pergunto-me se, para quem não acredita, esta ideia de se caminhar km durante dias até aquele sítio não parece surreal!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Dia da Mãe dividido


Para nós, infelizmente, nem sempre é fácil estarmos com ambas as famílias em dias festivos. Além de termos as famílias distantes, a família do homem é reticente e muito pouco flexível na questão da celebração de dias especiais - tem de ser tudo à sua maneira e não há margem para grandes alterações ao que "sempre foi assim". 

Este ano (o sexto que passamos juntos) foi finalmente diferente! A minha mãe agora que tem namorado disse-nos que ele iria almoçar com a mãe dele e irmã e que se quiséssemos podíamos juntar-nos a eles. Se não nos sentíssemos confortáveis (não conhecíamos nenhuma das pessoas, além do namorado dela), poderíamos ir só os dois com ela, almoçar a algum lado ou passear, o que fosse. Nós não tínhamos plano concreto e a minha mãe é sempre tão indecisa, ou melhor, nunca decide nada, e chegámos à conclusão que não fazia sentido não irmos com o namorado dela sem ter uma alternativa concreta. Assim sendo, juntá-mo-nos a eles.
Isto porque a minha sogra convidou-nos para irmos a casa dela lanchar. Eu achei até estranho mas como costumamos lá lanchar ultimamente e não almoçar ou jantar, pareceu-me natural e até facilitou a organização do dia. 

Ontem assim foi: fomos almoçar com a minha mãe e a família do namorado e lanchar com a família da mãe do marido. 
Foi a primeira vez que me recordo de ter passado o dia com o meu homem e com as nossas duas famílias, sem termos de nos separar para isso, por capricho deste ou daquele. Quando estávamos em casa da minha sogra ela por fim confessou que tinha decidido que este ano o almoço deveria ser com a minha mãe e não com ela porque no ano passado a minha mãe "deixou" que estivéssemos os dois em casa dela e o dia fosse como ela determinou. Por esse motivo, por ter achado que tinha sido um gesto louvável da minha mãe, quis que este ano fosse a vez dela. Eu não sabia de nada disto até ela nos ter dito ali, naquele momento e penso que ele também não tinha sido esclarecido nestes detalhes quando a mãe lhe disse para irmos lanchar.
Se por um lado ainda me custa que ela se sinta no direito de determinar ser assim ou assado por este ou aquele motivo, tenho de dar a mão à palmatória e, - apesar de ter feito questão de o dizer para que todos soubessem que foi por ela permitir e por ela achar que devia ser assim - agradecer que pelo menos uma vez ela tenha consciência do que a rodeia, que somos dois, que ambos temos família e não só um e que não demos de nos separar mas sim dividir estando com todos sempre que possível. Finalmente um dia de festa sem drama e sem nos termos de separar. Um passo de cada vez! Para mim isto já foi uma vitória.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

"Temos que combinar"

Serei só eu a conseguir a proeza de passar demasiado tempo sem ver pessoas que me são queridas?
Não moramos muito distantes - chega a ser ridículo morarmos a 10 minutos e passarmos mais de um ano sem nos encontrarmos - e ainda não temos crianças mas ainda assim, é assustador perceber como o dia-a-dia nos consome. Não há volta a dar, temos de nos conformar que se trata de uma opção. Optamos estar ou não estar com determinada pessoa porque isso é mais ou menos fácil, é mais ou menos desejado, etc. Não há forma, o tempo não dá para tudo e nós acabamos por fazer escolhas, por isto ou por aquilo, por este ou aquele, por assim ou assado. Tem de ser!
O famoso "temos que combinar" que se vai arrastando indefinida e injustificadamente mas que tarda em ser consumado porque não "temos tempo" para nos dar ao trabalho de conjugar vontades e vermos aqueles que nos são queridos. Só há uma solução: conformar-mo-nos com não nos ser possível fazer mais do que fazemos, não conseguirmos estar com aqueles de quem mais gostamos tanto quanto gostaríamos e sempre que haja oportunidade encontrar-mo-nos.


Esta semana estive com a T. que mora a 10 minutos de mim mas que eu não via desde o meu casamento (não tarda já se passou um ano e meio!!!!). É uma amiga querida, que tem uma vida profissional ocupada e muitas vezes está até fora do país mas...nada justifica tal ausência não é? Combinámos um jantar na casa da S. que apesar de morar mais longe, não mora a uma distância assim tão grande que justifique não estarmos juntas. Enquanto conduzia para conhecer pela primeira vez a casa que comprou com o noivo (!!! Sim, casa-se este ano!) há quase meio ano dei comigo a pensar "não é assim tão distante, bem que nos podemos dar ao trabalho de nos juntar mais vezes".
Por outro lado, existe uma série de outras pessoas que me são queridas e que nem estão assim tão longe mas que eu não vejo há demasiado tempo pelas mesmas razões - porque o tempo não estica, não dá para tudo e por isso temos que optar.
A vida é mesmo assim, os dias desaparecem, as nossas obrigações quotidianas já são tão exigentes que nos absorvem a maioria do tempo e da energia. Se estamos sozinhos ainda fazemos um esforço para estarmos com os outros mas se estivermos numa relação então dá-nos muito mais trabalho conjugarmos tudo para ainda estarmos com uma terceira pessoa (afinal passamos a ser dois em jogo, são as obrigações de cada um e do casal, as famílias, os casais de amigos em comum...enfim, um sem número de desculpas e razões). É um equilíbrio desafiante esta coisa de estarmos ou não estarmos, de nos juntarmos, de nos empenharmos e nos darmos aos outros (ao mesmo tempo que nos damos a nós mesmos).

A maior riqueza? Conseguirmos estar com alguém especial passado demasiado tempo e parecer que não passou tempo nenhum, que nada mudou entre nós, apesar de tudo estar mudado. Essa é a verdadeira bênção!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Fé e confiança nos nossos sonhos


A concretização de um plano começa pela decisão que tomamos de acreditar que ele é possível acontecer. Sem a fé a confiança de que se realizará não acredito que se consiga fazer o necessário e sossegar o coração durante o caminho até que se torne realidade aquele plano ou projecto que tanto desejamos. 
Não é fácil manter-mo-nos positivos apesar de tudo o que nos acontece e do que o tempo exige de nós para que seja possível aquilo que com que sonhamos mas se não nos mantermos crentes e confiantes da sua concretização de acordo com o nosso desejo, além de darmos em maluquinhos, só atraímos energias menos positivas. E ninguém quer nada disso quando se fala de construir sonhos e concretizar planos. Por isso, não há solução senão acreditar e pensar positivo, por mais difícil (ou até impossível) que pareça.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

25 de Abril eterno


O nosso feriado foi passado a passear sobre duas rodas, com direito a indumentária bem mais fresca e a dar descanso aos relógios e horários. Só nós dois. A celebrar a nossa liberdade.
E se um feriado a meio da semana cai muito bem, também é certo que custa muito mais retomar a rotina do trabalho no dia a seguir. Não me estou a queixar, mas confesso que parece que custa ainda mais sair da cama... Felizmente amanhã já é sexta!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Festas de crianças

No fim-de-semana fomos à festa de aniversário de uma das filhas de um amigo nosso. Resultado? Eram só crianças por todo o lado, a sua grande maioria com menos de 5 anos - uns mais amorosos que outros - e pais esmerados por todo o recinto. Sendo nós o único casal sem filhos a apresentar-se ao convite, é claro que não deixámos de ser inquiridos sobre os nossos planos mais íntimos e pessoais relativos à procriação "agora que já se casaram"!


Desconfortos à parte, não posso deixar de admitir que sai de lá com vontade de ter uma daquelas criaturinhas irresistíveis só para mim/nós ♥

Jantares de amigos

Véspera de feriado a meio da semana 
Desculpa ideal para um jantar lá por casa com aqueles amigos especiais


É engraçado constatar que no último ano, desde que nos mudámos para a casa onde estamos agora, temos recebido muito mais vezes aqueles que nos são queridos em casa, para jantar, para almoçar, para lanchar, para o que quer que seja, com uma mesa no meio como pretexto.

A casa onde estávamos antes permitia-nos, dadas as suas características, receber muita gente porque tinha muitos quartos/camas e isso deixava-me muito contente porque muitas vezes enchemos a casa, qual hostel amador. Mas não tinha uma coisa que esta agora tem e nós começámos a valorizar muito mais: uma sala ampla e espaçosa onde podemos ter uma mesa extensível e juntar muita gente em alegre convívio. Apesar de esta casa ser bem mais pequena (é metade do tamanho da outra) que a anterior, ensinou-nos que isso não é o mais importante.

Hoje valorizamos muito mais uma sala que possa ter uma área de refeição maior e uma zona de estar mais confortável do que alguma vez pensámos valorizar, e muito mais do que vários quartos de dormir, afinal quem quiser vir tem lugar na mesma.

Esta foi uma das muitas coisas que aprendemos com a mudança de um T4 para um T2 e somos muito agradecidos por toda a aprendizagem que esta nos trouxe. Nem tudo corre de acordo com a nossa vontade ou os nossos planos e a escolha de uma casa onde morar não foge a essa realidade (muito pelo contrário, é do que é mais difícil encontrar tal como imaginámos) mas é muito interessante dar-mo-nos conta que tudo isso, mesmo o que menos desejamos ou o que é contra a nossa vontade, nos traz tanta aprendizagem e crescimento.

domingo, 22 de abril de 2018

Fé nos nossos sonhos


Colocando todos os nossos desejos mais queridos nas mãos de Deus e confiando que Ele é o melhor para os guardar até que se tornem realidade. Bom domingo!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Fórmulas mágicas para concretizar sonhos


Não é fácil arriscar. O nosso conforto é muito apreciado e nem sempre conseguimos pô-lo em causa para tentar algo melhor ou maior. Não temos todas as respostas e por vezes resta-nos apenas decidir se estamos dispostos a arriscar ou não. Muitas vezes só isso determina o desfecho das coisas.
Quando se quer muito uma coisa, quando temos um sonho que acalentamos há muito, a possibilidade de o tornar realidade pode ser assustadora. Porque geralmente com essa possibilidade vem também um grande risco. Mas será que as grandes coisas acontecem sem qualquer risco? Sem um verdadeiro investimento será que conseguimos fazer acontecer qualquer coisa realmente especial para nós?
Tenho a sorte de partilhar com o homem da minha vida um - se não o maior - sonho de uma vida. E, porque o procurámos, construímos a possibilidade de ele se realizar. Implica apostarmos numa coisa que não é certa, para a qual concorrem demasiadas coisas que podem condicioná-la...mas sem isso, nada seria possível. Então pergunta-mo-nos: arriscamos a realizar o nosso sonho? Ou deixa-mo-nos ficar sossegados porque é seguro e mais confortável. Embora tenhamos receios, dúvidas e incertezas, o nosso desejo de realizar um sonho que quase parece impossível fala mais alto e vamos avançar. Vamos dar o primeiro passo para que se possa concretizar.


Vamos apostar todas as nossas fichas, vamos dedicar todos os nossos esforços para que se torne real o que temos sonhado, vamos arriscar e confiar que tudo irá correr bem, que será pelo melhor. Porque não há outra forma. Não existem fórmulas secretas e a fé a única coisa à qual nos podemos agarrar quando assim é. Acreditar faz a diferença e nós vamos conseguir!

Hoje e a cada dia


quarta-feira, 11 de abril de 2018

PAZ(coa)

Este ano, como já é costume nas épocas festivas, na Páscoa, a minha sogra pretendia que nós nos adaptássemos ao que eles decidiram sozinhos, sem se importarem com a nossa vontade nem com o facto de também eu ter família. Já no dia do Pai, determinou como, quando e com quem era e nós "só tivemos de" concordar. Eu imagino se o meu pai também morasse cá: tinha de separar-me do meu marido para ele estar com o pai dele e eu com o meu! Faz todo o sentido! (NOT!)


Nós decidimos que faríamos o convite para irem a nossa casa - quer a família dele, quer a minha (que mora cá) e quem quisesse ia, quem não quisesse estava à vontade para não ir também. Já o tínhamos feito num Natal para evitar situações desagradáveis - a minha sogra convida-nos para ir a casa dela nas festas mas não quer saber que eu também tenha cá a minha mãe e não seja justo ser ela a determinar que estamos em casa dela em determinado momento. Se quer impor e sabe que tenho a minha mãe também e sendo que se conhecessem, parece-me natural que incluísse a minha mãe também no convite para ela não ter de passar só a época festiva em causa*. Se não quer, porque tem todo o direito a isso, receber a minha mãe na casa dela, pode aceitar o nosso convite e solução e vir a nossa casa passar a dita festa. Mas não, que a filha quer ir a casa dela, que talvez seja o último Natal lá, que vejamos bem e consideremos... Enfim!

Apesar de termos proposto que fossem a nossa casa, ela disse que não iria, para irmos à dela, "nem que fosse só lanchar" se quiséssemos. Eu já estava por tudo e como a minha mãe me tinha falado de talvez passar o fim-de-semana da Páscoa fora, eu até já tinha dito ao homem que faríamos a vontade à mãe dele e, olha, íamos.
Mas a minha mãe e o namorado insistiram tanto para que fôssemos com eles conhecer um lugar novo (que eu já há algum tempo estava para visitar), já tinham casa e assim podíamos partilhar gastos e ser mais em conta as "férias" que nós acabámos por ceder e na quinta-feira decidimos que na sexta viajávamos com eles. Assim muito francamente confesso que não soube bem a Páscoa, por ter sido mais "turístico", e não foi a situação ideal porque afinal fomos com a minha mãe e o namorado mas  sabem que mais? Foi um sossego!


Por mim, dadas as quezílias do costume associadas a estas datas, desaparecia sempre, só com o meu marido, para fazermos o que bem nos apetecesse, e não queria mais saber de nada nem mais ninguém. Não é que não valorize o tempo passado em família e/ou amigos mais próximos mas quando estas situações tornam épocas que deveriam ser de alegria, união e tranquilidade em disputas egoístas, não me peçam para participar. Até me dá a volta ao estômago. E assim foi a nossa Páscoa, passá-mo-la juntos, na nossa (muito própria) comunhão e até levámos connosco os gatos (pela primeira vez). Foi diferente. Mas foi bom. As pessoas esquecem-se que as suas atitudes trazem consequências e a família dele é sempre tão intransigente e tem assumido posições tão diferentes daquilo com que nos identificamos que só tem como consequência estarmos cada vez mais afastados deles... Estar em família não deveria ter nada a ver com disputas ou bolhas egocêntricas sem sentido. E muito menos deveríamos ter de nos "proteger" deste tipo de coisas.


*como aliás já quase aconteceu no primeiro Natal em que fiquei cá: a minha mãe estava sozinha e a minha sogra queria que lá fossemos (eu e o meu marido) passar esse dia mas não queria que a minha mãe nos acompanhasse. A solução? Eu fiquei sozinha com a minha mãe e o meu marido foi ter com eles sem mim.


Apesar de já vir tarde, desejo sinceramente que tenham tido uma:

sábado, 17 de março de 2018

Mantra dos desejos

Vamos atrair boas energias, vamos captar pensamentos positivos. Vamos acreditar e tentar absorver aquilo que nos faz felizes, o que nos motiva e queremos ver acontecer. Vamos concentrar energias no que mais desejamos e acreditar que o mundo conspirará a nosso favor para aquilo que tanto querermos vir até nós ou acontecer realmente. Vamos conseguir entender os sinais que o Universo e tudo o que nos rodeia nos manda para que entendamos se estamos no caminho certo.

Cada vez acredito mais que, apesar de termos de ter os nossos objectivos e desejos e devermos sempre lutar para que se concretizem, aprendi com a experiência, que muitas vezes, quando as coisas não acontecem como gostaríamos e no momento em que queríamos que acontecessem, é porque " não tinham de ser". Ou porque dessa forma permitiram outras muito boas que não estavam nos nossos planos ou que de outra maneira não aconteceriam ou porque nós aprendemos com aquilo uma lição preciosa... Ou porque nós mais tarde percebemos que se não fosse aquele "imprevisto" que aconteceu e aquele aborrecimento que tanto nos transtornou os planos e desejos mais acalorados, não teríamos chegado ao lugar onde estamos agora e que é tão mais "rico" que não trocariam por nada aquele percurso improvisado.


Que tudo se alinhe e o que tiver de ser aconteça. 
Que consigamos perceber se e quando é o momento e a oportunidade. 
Que Deus nos guie e ilumine sempre o caminho que temos de percorrer. Que Ele nos acompanhe sempre.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Noite de Sexta-feira


Esta noite estou sozinha em casa. Ou melhor, o homem não está. Porque tenho os gatos comigo... Ele hoje vem mais tarde e por isso estou em modo actualização de assistir vídeos no youtube. Esta semana foi exigente em termos de trabalho e as próximas não serão menos...mas cada coisa a seu tempo, tudo se faz. 
Março será um mês de peso, sinto-o
Deus queira que nos (a todos) traga coisas boas! 

Que tenham um excelente fim-de-semana.

quarta-feira, 14 de março de 2018

O pai dos meus filhos


Imaginar-te, com um bebé rechonchudinho e de olhos curiosos ao colo, ou melhor, imaginar-te com um nosso bebé no colo, enche-me desmesuradamente o coração de vontade de ter filhos contigo.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Cinzento, vai-te embora!


O tempo tem estado terrível e o meu estado de espírito assemelha-se. Não têm sido dias e emoções, pensamentos, desafios fáceis de gerir ultimamente. É colocar nas mãos de Deus e acreditar que o que tiver de ser será. Que o caminho nos seja iluminado e possamos ser conduzidos no sentido certo. Só nos braços do marido tenho encontrado o aconchego que me acalma no meio deste vendaval de sentimentos... O que vale é que é sexta-feira!


Que a imagem atraia a melhoria das coisas (o tempo e o resto). Bom fim-de-semana!

Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...