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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Durante algum tempo não nos vamos ver


Cheguei agora, fui ter com ele.
Disse-lhe que tínhamos de nos afastar durante algum tempo, ficarmos mesmo sem nos vermos a ver o que acontece, como corre, o que sinto e como lidarei com isto sabendo de antemão que custará horrores e será muito difícil de conseguir. Ele não estava à espera que lhe pedisse algo tão concreto e teve de digerir. Pensámos numa semana como um bom prazo inicial até voltarmos a falar sobre estarmos juntos de novo. A questão seria: quando? A partir de hoje mesmo ou estabelecíamos um dia e aí despedíamo-nos até daí a uma semana? Eu queria muito poder fazer coisas que tínhamos pensado e falado fazer juntos até domingo, com ele. Pensei que podia encarar isto como uma viagem em que somos obrigados a não nos vermos – por mais infantil e ridículo que possa parecer – porque talvez fosse mais fácil de ultrapassar… Isto, para mim, é como que um castigo que me estou a impor a mim mesma. Preciso de estar só comigo mesma e sabendo que posso, o que faço, impulsiva e incontroladamente, é só pensar no tempo que podemos passar juntos, o que vamos fazer e partilhar um com o outro quanto falta para nos voltarmos a ver, etc. Resultado: o tempo livre que tenho “para mim” é passado a pensar nele e não a recuperar-me por dentro.

Sugeri, perante a indecisão e confusão que lhe li no rosto, que viéssemos para casa e ele pensasse sobre o assunto decidindo amanhã quando começaria este tempo sem nos vermos. O que ele decidisse, estava decidido. Assim foi, ele veio trazer-me, a despedida foi breve e, quando abri a porta do carro, ele disse-me “Olha, vemo-nos na quarta-feira. Começamos a partir de amanhã.” e esperou a minha aprovação com uma interrogação explícita na expressão que fez. Eu limitei-me a ouvir e sair. Não estava, agora, eu à espera daquilo. Subi a escada para casa a pensar no quão triste fico por não poder fazer o que acontece esta semana com ele, tenho muita pena por não podermos partilhar coisas de que já tínhamos falado e estavam previstas. Mas a decisão de ir para a frente com este “auto-castigo” foi minha e está decidido. Não esperava que ele decidisse assim mas está aceite. Não há volta a dar.

Estou muito triste e já não sei o que pensar, nem percebo o que sinto cá dentro de mim… Vou ficar sozinha e chorar que tempo não me vai faltar. Chorar lava a alma não é? Ora eu espero lavar a minha desta mágoa, angústia e dor…


01.03h 05 de Outubro de 2011

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