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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Os palhaços que andam à solta por este mundo!

Os planos para o fim de tarde e noite eram diferentes mas correu tudo ao contrário. Tudo por emoções à flor da pele, interpretações mal feitas, medo e constrangimento pelo que tinha acabado de me (nos) acontecer. À hora de almoço fui contactada por um tipo a propósito de um anúncio que tenho de umas sabrinas que estão à venda num desses sites que todos conhecem. Achei logo estranho e as respostas aos seus emails foram secas e desconfiadas. Disse que queria as sabrinas mas quando lhe disse a minha disponibilidade disse que não podia, com umas justificações incongruentes. Por mim tinha ficado por ali: sem efeito. Mas voltou a mandar-me email com uma proposta ridícula, indecente, digna de pessoa desequilibrada, sem noção, descompensada...enfim! Eu fiquei sem saber muito bem o que fazer e passou-me pela ideia entrar naquele jogo, gozar com o idiota, dar-lhe uma lição, com a ajuda do G. Perguntei-lhe o que ele achava e ele disse-me que avançasse: combinaria, assim um encontro como o indivíduo propunha e ia o G. ter com ele acertar contas.
A proposta era: em vez de me pagar 1,5€ pelas sabrinas que tinha à venda, pagava-me 10€ para eu lhe dar uma sova com as ditas sabrinas durante 1h30m.
Pensando bem nem sei como consegui responder àquelas porcarias de emails tal era o nojo que a coisa me dava/dá. Chegou a um ponto em que nem consegui responder mais. Entretanto pude ir ter com o G. ao final do dia e mostrei-lhe os emails. Ele teve uma reacção que me chegou a ofender dizendo que eu nem devia ter respondido tentando marcar encontro (quando antes ele me tinha dito para o fazer). Nisto virou costas e foi buscar o carro sem dizer nada, eu subi para casa e mandei-lhe sms a dizer que nem precisava voltar para apanhar-me.
Aquela atitude magoou-me tanto que perdi a cabeça e a minha vontade era não olhar mais para ele. Entretanto, o tipo tinha deixado o número de telefone e eu enviei-o ao G., que ligou em número privado e foi atendido (supostamente) pela mãe do "puto" que esclareceu que ele tinha uma tara e não o conseguia controlar nem ajudar, blablabla. Isto enquanto esperava por mim, mesmo eu o tendo mandado embora.
Quando finalmente decidi descer e entrar no carro ele disparou num tom moralista que me ofendeu: "Verdezolhos, tenho de te dizer isto: tu tens de ter cuidado com o que andas a fazer. Com atitudes deste tipo pões-te em risco, a jeito deste tipo de situações". Claro que aquilo me fez saltar a tampa. Deu-me a entender que eu era a culpada de me ter aparecido um anormal a chatear, que eu era uma inconsequente - parecia não me conhecer de modo algum, que não sabe o que sou - e que não tinha noção do que fazia. Quase me fez sentir que eu queria ter-me colocado naquela situação horrível. Fez-me sentir tão mal que nem sou capaz de explicar. A discussão estoirou. Eu desatei em lágrimas numa questão de minutos. Senti-me verdadeiramente ofendida, incompreendida e magoada com aquela sua atitude. Ele podia dizer-me aquilo, desde que não com aquele tom, não a primeira coisa a dizer-me no momento em que me encontrava com aquela situação terrível em mãos.
Só precisava de sentir que ele estava lá para me amparar naquele momento mau, quando me senti vulnerável e incomodada por um desconhecido. Mas ao dizer-me aquilo ele só me fez sentir ainda mais desamparada, frágil e desapoiada. Fez-me sentir que eu era a má da fita, que não me conhecia, ofendeu-me mesmo.
Ofensas e acusações trocadas, no calor da emoção... acabámos por entender a parte contrária. Eu sei que ele não disse aquilo por mal, que só me quis proteger e foi por essa razão que sentiu necessidade de me dizer aquilo mas a verdade é que era tudo o que eu não precisava de ouvir naquele momento (até porque é óbvio que eu o sabia/sei). Ele percebeu e pediu-me desculpa por ter dito aquilo logo (porque eu já sei que ele me apoiará sempre e só me quer ajudar) sem primeiro me ter demonstrado que estava ali para me ajudar e proteger, sendo o meu refúgio, o meu ombro amigo em situações tão delicadas.
A verdade é que aquele palerma e aquela estupidez não me devia ter afectado tanto mas foi inevitável e acabei por me sentir horrível à conta daquele palhaço e o primeiro dia da semana acabou comigo em lágrimas, a sentir-me completamente perdida.

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