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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Um fim de semana em casa

Foi a primeira vez que fui completamente de surpresa, sem que ninguém da minha família ou amigos soubessem. Foi só um fim-de-semana e ele foi comigo. Apesar das mil e uma coisas que tínhamos por fazer, dos trabalhos para apresentar e do que tinha de por em dia, ficou tudo em STAND BY (embora não me saísse da cabeça, o peso da responsabilidade) e deixámo-nos levar pela tranquilidade de uma escapadela para longe de tudo o que nos preocupava. 

Eu estava tão ansiosa que me deu para espevitar. Passei a viagem a falar, cheia de energia e não deixei o coitado do G. descansar nem um segundo, mesmo mortos de cansaço. Estava nervosa, tinha algum receio da reacção do meu pai - afinal ia chegar a casa com o namorado, a meio da noite - e do que pudesse correr mal com aquela aventura...enfim. Estava muito entusiasmada e incapaz de sossegar.

Pedimos ajuda aos pais da minha afilhada e foram buscar-nos ao aeroporto. O voo atrasou e chegámos já perto da 1h sendo que a minha irmã estava a dormir e o meu pai tinha-se deitado há pouco tempo. Quando cheguei à porta de casa liguei-lhe e atendeu-me com uma voz atordoada do sono, desculpei-me por tê-lo acordado. 
- É que eu preciso que o papá me venha abrir a porta...
- Porta...?! Que porta?
- De casa!
Apareceu-me à porta cheio de sono, despenteado e com os olhos pequeninos mas com um sorriso delicioso. Agradecemos e despedimo-nos dos nossos cúmplices que nos tinham levado a casa e entrámos desculpando-nos ao meu pai... "Não tens nada que pedir desculpa, foi uma surpresa boa!", disse-me.

No dia seguinte acordámos com o almoço já a ser preparado pelo meu pai. A minha irmã não estava, tinha ido trabalhar e nem a vi. Então esperei (pouco) que o G. acordasse, levantei-me cedo, ainda ansiosa desde o dia anterior, e depois de comermos fomos até à minha avó.

Também ela, quando nos viu nem queria acreditar (dias antes tínhamos falado ao telefone e ela perguntara quando lá iríamos e eu menti que não sabia, para guardar a surpresa). 


Estivemos algum tempo em família, sentindo o calor do seu aconchego, em dias tranquilos e diferentes, bem próximos da natureza, dos cheiros e sabores mais genuínos. Foi tão bom e viemos tão revigorados, apesar de cansados e (ainda) preocupados com o que tinha ficado por fazer... mas soube tão bem fugir da rotina e deixarmo-nos levar, sem grandes planos ou pretensões, sem horários ou imposições!

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