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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cinco anos de uma vida

...em caixas. Foi o que fiz ontem: guardar, encaixotar, arrumar CINCO anos fora de casa dos pais, longe da terra que nos viu nascer, a queimar pestanas para atingir um objectivo - um curso superior, uma formação para a vida. Uma das minha colegas de faculdade vai voltar para casa amanhã e ontem estive a ajudá-la a tirar tudo o que tem cá da casa onde morou este ano lectivo. Só preparámos as coisas para depois serem guardadas na casa de alguém que ela cá tem porque levar tudo é IMPOSSÍVEL. Nós fomos colegas de liceu mas não mais que isso (mal nos falávamos) mas no início das aulas de Mestrado qual não foi o meu espanto quando a vejo entrar porta-dentro na minha primeira aula e sentar-se ao meu lado. Julguei por momentos que ela não me dirigiria a palavra mas desde então que nos aproximámos e agora, depois deste ano intenso (no mínimo) posso considerá-la uma amiga. Porque partilhámos muita coisa, porque passámos por coisas muito idênticas e, por isso, compreendemo-nos e porque me sinto bem com ela, gosto dela. 

Eu (nem) imagino o que deve significar para nós, que queremos cá ficar, na cidade que passou a ser nossa também, termos de voltar para casa porque não conseguimos suportar todas as despesas que implica estarmos cá, nem imputá-las aos nossos pais (que muitas vezes, por mais boa vontade que tenham, não conseguem ajudar-nos mais). Mesmo começando a trabalhar aqui, temos uma renda, contas e despesas banais para pagar, às quais não podemos fugir, com o acréscimo dos custos com a inscrição na OA e com o terminar o Mestrado.


Ela tem oportunidade de trabalhar lá Julho e Agosto e, como não tem cá nada previsto, vai para lá. E seja o que Deus quiser! Na esperança de que em Setembro ou por volta disso ela consiga cá estágio e venha para cá. É aterrador pensar que se tem de deixar isto tudo, que vivemos, conhecemos e construímos em cinco anos decisivos das nossas vidas, para trás mas eu sinto que vai correr tudo pelo melhor. Quem sabe em Setembro ela já não está cá de volta. Ou, se isso for o melhor, tem uma oportunidade muito boa lá?! Vamos ver. Até lá: Força e Fé! Boa sorte querida.

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