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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Há uma semana



Na terça da semana passada voltei ao Banco depois de um período de afastamento (não por vontade minha mas porque teve de ser e não se proporcionou lá voltar mais cedo). Não foi muito tempo, entre uma aula e outra, duas horas, talvez mas reforçou o que sinto sempre quando estou com aquelas pessoas, naquele ambiente tão carinhoso e familiar. Convidaram-nos logo para o jantar de aniversário do pároco local ainda naquela mesma noite. Hesitámos mas acabámos por decidir ir porque era o que queríamos apesar das limitações financeiras (oh!), com a ajuda da IA. 

Assim, depois das aulas segui para a celebração e, depois de esperar pelo G., para o jantar que se fez animado e familiar, como sempre nos habitua aquele grupo. A celebração foi singela mas muito calorosa, tanto da parte do aniversariante como dos presentes convidados a partilhar um dia especial daquela pessoa a quem querem tanto bem. 

Senti que existem pessoas capazes de sensibilizar e mobilizar os outros amável e amigavelmente, fazendo com que se transformem numa comunidade a sério, na verdadeira ascensão da palavra, que se preocupa e ajuda, que trabalha de mãos dadas. E aquele senhor é uma dessas pessoas, que já tão raras são no mundo.

Mesmo que não nos conheçamos todos, porque somos muitos e naquela noite ainda mais, apresentamo-nos, trocamos ideias, partilhamos posições, temos conversas sérias e brincamos. Divertimo-nos e sentimo-nos em família. Enfim, uma grande "reunião" daquelas que aquecem e enchem o coração.
Saímos do jantar muito cansados e desanimados com a perspectiva que agora enfrentamos (do pouco tempo juntos ou livre, com mil afazeres e desafios diários) e, a caminho do carro, encontrámos uma caixa, dentro de um saco de plástico enorme, junto a um ecoponto, cheia de pratos de louça. Ele ainda me disse "Oh Verdezolhos...!" cansado e triste que estava mas eu insisti que seria um desperdício, que nos daria jeito e que se não estivessem bons deitávamos fora. Ele lá pegou naquilo (que pesava como o caraças) e levou para o carro. 
No dia seguinte, à noite (mesmo depois de um dia cheio estava ansiosa para meter mãos naquilo e ver do que se tratava e como estavam) trouxe-os para casa e lavei-os um a um e hoje são os pratos novos. Eram um conjunto quase completo (só falta um prato raso) de seis pratos rasos, seis fundos e seis de sobremesa mais uma saladeira e ainda mais três pratos, dois rasos e um de sobremesa, diferentes. Uma vez que tínhamos pouca louça dá-nos imenso jeito (e foram encontrados)!!!

Agora, de cada vez que vê os pratos agradece-me por naquela noite ter insistido para ele me ajudar e trazê-los porque são realmente uma grande ajuda, dão jeito, estão muito bons e que seria um verdadeiro desperdício não aproveitá-los.

Parece que naquela noite de aniversário, o que encontrámos foi o nosso presente! E que bom que foi/é! :)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Exames e visitas

Ontem foi dia de exame, com 4h de sono, logo pelas 9h.
Amanhã tenho novamente, à mesma hora, apesar de ser feriado.


Depois do exame fui almoçar ao Parque das Nações com o Eng.A. Passei a tarde no escritório e diverti-me imenso, já tinha tantas saudades das pessoas. O G. apanhou-me quando saiu do trabalho (pelas 17.30h) e demo-nos ao luxo de passar cerca de uma hora (talvez) numa esplanada, com sumos naturais, na marginal, junto à praia.

Fomos a casa dele e trouxemos o gato para minha. Cozinhámos e jantámos. Depois de jantar (quase às 23h) demos um pulinho ao coro e voltei a reencontrar os voluntários e colegas de cantorias. O AP continua o mesmo querido e adorei revê-lo! Foi um dia de reencontros, de encher o coração.

Demos uma volta de carro e voltámos para casa. A AM tinha ido para o Hospital ter com a amiga que tinha de fazer exames e passou a noite lá, desde que cheguei a casa para jantar até de madrugada - 5h. Saiu antes de eu me levantar. 

O G. foi embora pelas 3h, quando eu já tinha adormecido - estava MORTA. Fiquei com o gato para ele não passar o dia sozinho [embora não me tenha deixado dormir grande coisa que é um tramado, uma pequena peste bebé] já que o dono trabalha o dia todo e eu fico em casa a (tentar) estudar...

Esteve um dia fantástico, solarengo e tãoooo quente!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Avô emprestado

Não cheguei a conhecer como deve ser nenhum dos meus avós.
Quando nasci, um deles já tinha morrido e o outro morreu quando eu tinha 2anos...tenho pena de não ter gozado um avô. Talvez por isso, sempre achei uma ternura imensa a senhores mais entradotes simpáticos e bem dispostos.


Agora dei-me conta que acho que adoptei um avô.
É um dos voluntários do Banco e canta num dos coros em que estou. O AP é um doce de pessoa, super divertido e com um espírito fantástico que alegra qualquer alma. Tem perto de 70anos e uma classe, um saber estar invejável. Além de tudo é uma pessoa simples, sem manias e que trata toda a gente muito bem, com um olhar que sorri e um jeito quase de miúdo de tão engraçado. Sabe imenso e é humilde. Conta imensas histórias, é a alma de qualquer convívio, não se cala.

Trata-me por "Verdezinha", tão querido.
Faz uma festa sempre que me vê, elogia-me a simples presença.
Diz tanta vez "tão queridinha" com ternura e sorri.
E isso aquece-me o coração, gosto tanto daquele senhor!!!


Mal nos conhecemos, vemo-nos pouco mas demo-nos logo bem, desde que nos vimos a primeira vez. Ao início de pé atrás, mas lá deixei que me conquistasse e hoje assumo-me completamente rendida aos encantos deste meu "avozinho" que de velho não tem nada, só a sabedoria.
É daquelas pessoas com quem, sempre que estamos, por poucas vezes que seja, nos deixa felizes e faz bem ao coração, sabem? São poucas as pessoas assim que conheço mas no voluntariado tive a sorte (e o gosto) de conhecer algumas em pouco tempo, felizmente.

"Ainda não se foi embora e eu já estou cheio de saudades suas!"

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Another busy day

Hoje foi mais um dia a mil.
Só tive aulas na parte da manhã, à tarde não.
Quando saí, antes de almoçar tive de ir tratar de umas papeladas para a Bolsa e ao Banco, as coisas chatas que as pessoas têm de fazer.


Estava a sentir-me sem animo nenhum, sem vontade ou interesse em fazer o que quer que fosse. A manhã não foi fácil, ainda por cima porque a minha colega de quarto deste ano não está a colaborar nada e isto não anda fácil. Senti-me em baixo, sem muitas forças e cansada, confusa. 

Depois de falar com a T. decidi não dar a mesma importância às coisas, tenho de agir para os outros como agem para comigo senão quem se dá mal sou eu. Custa, não é nada fácil para mim, mas tem de ser e tenho de ter muito cuidado com o que permito que aconteça. Em relação ao G. que continua a tentar que as coisas entre nós se mantenham e se arrastem... 


Na segunda convidou-me para jantar com ele amanhã. Faria cinco meses que nos beijámos pela primeira vez. Entregou-me um envelope vermelho com o meu nome escrito, dentro um chocolate em coração e uma carta. Dizia que eu era quem ele queria, que não desiste de mim e que não está à minha espera mas que "espera" por mim porque não vai deixar "escapar" alguém como eu...que o seu coração me pertence...etc.
Eu fui ao café à noite nesse mesmo dia - fomos beber chá ao sítio que adoro em Sintra (na segunda).
Ontem veio ter comigo aqui a casa e esteve a ver-me cozinhar antes de ir para as aulas à noite, fez-me companhia a jantar...enfim. Hoje estivemos juntos para o voluntariado, ele apanhou-me e deu-me boleia para lá embora tenha ido embora mais cedo do que eu.
Disse-lhe que não íamos jantar. Ele insistiu, disse que o dia era significativo...não há nada para comemorar e tenho de fazê-lo ver isso. Não está a ser como tem que ser para que ele entenda que não vamos namorar...embora eu faça questão de lho dizer.


Hoje foi o meu segundo dia a ajudar no Banco Alimentar, foi a entrega às famílias daquilo que preparámos na segunda.Estive lá das 15h até às 18h...gostei muito. Falei com os voluntários, todos muito simpáticos e engraçados a meterem-se comigo que sou uma "bebé" ao pé deles. Foi ajudarmos as pessoas a carregarem e/ou arrumarem nos seus sacos as coisas a que tinham direito, algumas ainda levaram roupas e tudo mais. Tive boleia para casa de um dos senhores de lá que se ofereceu para se eu precisasse de alguma ajuda ou me sentisse sozinha, parece um avô (que eu nunca tive) e disse que me arranjava um estágio quando terminasse o meu curso. Fiquei mesmo contente!


Vim àquela hora porque o F. me ligou (várias vezes) a dizer que vinha para perto de minha casa, a saber onde é que eu estava. Não devia se calhar mas apeteceu-me estar com ele. Estivemos juntos desde pouco depois das 18h até às 20.45h aproximadamente. Tenho de confessar que tinha saudades dele, ou melhor, de estar com ele como estive e soube mesmo bem para dizer a verdade. Mas não lho disse nem direi. Ele também não me disse nada. Mas eu sinto... Não sei quando e se voltamos a ver-nos. Acho que sou alguém que o atrai fisicamente e não gosto dessa sensação. Nunca gostei. Se calhar devia afastá-lo já mas ele faz-me sentir como ninguém fez/ faz há já algum tempo quando me beija ou me toca o rosto. Ele sim mexe comigo talvez não como já mexeram antes mas o mais parecido com isso, até agora.


Foi mais um dia cheio e atarefado e, ainda assim, não consigo deixar de me sentir só ou de ser tomada por uma tristeza, aliada ao cansaço e desânimo, que me atormentam.
Pelo menos o dia passa mais depressa e não tenho tempo para pensar em muita coisa (estúpida e que me faz mal). Mesmo assim, tenho encontrado uma nova força nestas ocupações em que me tenho "metido" (voluntariado e coro) - embora muitas vezes (quase sempre) pense em não ir, acabo por me decidir e vou e, quando lá estou, dou graças por isso, faz-me bem e dá-me animo. Espero, ganhar, daí, forças para dar melhor rumo ao que se passa cá dentro.

Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...