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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A comida para o Natal



À última hora lá consegui ir ao voluntariado. Ligaram-me em cima do joelho, eu não tive aulas (não veio nenhum aluno praticamente) e então lá fui eu. Passei a tarde inteira (das 16h às 19h quase) a encher carrinhos de compras e caixas e sacos e os frigoríficos, mesas e armários das pessoas que me passaram pela frente. 

Estive no Banco Alimentar. Foi dia de entrega. As pessoas chegam com os sacos vazios, com carrinhos de compras… e saiem de lá carregadas de coisas, quase não podem com tudo, vão uma e outra vez para conseguirem levar tudo. Uns são novos, crianças às vezes, outros muito velhinhos, outros ainda na flor da idade. Uns vêm sozinhos, outros trazem amigos, família e tudo mais. Uns têm carro, os outros vêm a pé – porque com a greve não há transportes. Uns metem dó só de olhar para eles, são doentes. Outros parecem saídos das nossas salas de aula ou dos escritórios onde trabalhamos pois são mesmo iguais a nós, ou se calhar até têm melhor aspecto que nós próprios, vestem melhor ou são melhor formados. 

Parece muito (o que cada um leva) na altura mas é para um mês inteirinho – e mês de Natal! – e só voltam (a ir buscar coisas) no dia 29 de Dezembro portanto, não é assim tanto, mas já é alguma coisa (com certeza uma ajuda, esperamos!).

Da maneira como as coisas estão, são cada vez mais as caras novas que nos pedem ajuda, porque perderam empregos e não têm como responder pelas dívidas, pelos créditos ou empréstimos a que se comprometeram, sem rendimentos! E cada vez mais nos assola a ideia de que os próximos podemos ser nós ou alguém muito próximo. Por isto me enche o coração poder contribuir para ajudar quem precise. Ser voluntário é isso!

1 comentário:

Muito obrigada pelas tuas palavras!