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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Roda viva

Esta semana tem sido um corre-corre.
Tenho tido imenso que fazer e vivido os dias a mil à hora.


Além das aulas e dos cursos e ensaios e tudo e tudo, ontem tive uma actuação numa cerimónia da Universidade (com o coro), fui apoiar o D. na sua candidatura a um cargo de chefia político dentro do seu partido depois da cerimónia e até altas horas, hoje estive a trabalhar como hospedeira num Coffe Break duma conferência da Faculdade e amanhã tenho uma sessão extra do curso que tenho tido às quartas (e que ontem não pude ir porque estive na tal cerimónia) mas antes ainda vou ajudar na reitoria como hoje. Este fim de semana ainda tenho uma apresentação para preparar. 


É um turbilhão de coisas umas atrás das outras que têm surgido.Mas tenho aberto os braços aos novos desafios que me aparecem à frente e têm surgido surpreendentes oportunidades.
Hoje só me perguntaram se queria ir trabalhar nem uma hora antes e o trabalho de amanhã combinou-se esta tarde...
No fundo, adoro que a minha vida esteja assim - faz-me lembrar os meus tempos de (ainda mais) juventude em que fazia mil e uma coisas num dia e que, olhando para trás, não consigo perceber muito bem como conseguia encaixar tudo em menos de 24h. 

É desafiante para mim e, como tudo o que é desafiante, faz-me esforçar-me mais e puxa mais por mim, levo-me (obrigo-me a ir) além do meu "limite". Cada vez mais acredito que o ser humano, quanto mais estimulado for, mais consegue crescer e, portanto, não há limite, propriamente dito. Há uma zona de conforto na qual muitas vezes nos acomodamos, mas não somos limitados - isso não!
Além de que, ocupando o meu dia, não tenho (tanto) tempo para pensar em coisas tolas e que não me levam a lado nenhum e ainda exercito a mente, evoluo as minhas capacidades e ganho experiências novas e diferentes.

Tenho andado exausta - mesmo numa semana que teve um feriado e aulas a menos nos restantes dias - e há momentos em que só quero a minha cama - hoje, por exemplo, cheguei a equacionar, de verdade, ficar a manhã inteira na cama porque estava super desanimada e sem vontade nenhuma de enfrentar o mundo.
No meio do cansaço, a tristeza vem sempre bater-me à porta, todas as noites e atormenta-me, tira-me o sono e nem as lágrimas compulsivas a afastam deixando-me sossegada. 


Ontem estive, quando com o D., com o F. também e com mais amigos do D. O F. tratou-me super mal o tempo todo, mal me falou, quando falava era para dizer asneiras ou ser estúpido - a minha vontade, tantas vezes, foi pregar-lhe um valente estalo na cara para ver se acordava para a vida mas lembrava-me a mim mesma de que ele não valia eu cansar-me sequer. Eu também fazia questão de lhe retribuir na mesma moeda mas custou-me. Na apresentação da candidatura estava a sua ex e ele, então aí, mal me falou mas como tinha estado sempre assim (e é o seu estado normal para comigo quando estamos em grupo) nem dei importância. Magoou-me mais ele ter estado tão parvo comigo antes de lá estarmos - quando fomos jantar todos juntos (com o D. e os amigos) - porque ele devia saber que não tem de ser assim comigo, comigo não precisa de o ser...

Quando cheguei a casa, depois de ainda ter estado com o grupo ainda algum tempo já ele se tinha ido embora, ele ligou-me!!! (acontecimento raro!) Basicamente, por descargo de consciência, quis pedir-me desculpa por ter agido assim quando ela lá estava e mal ter falado comigo em detrimento de falar com ela - ele não deixou de falar comigo para falar com ela, podia perfeitamente fazer ambas as coisas, mas não, simplesmente a ela falou-lhe e a mim mal me dirigiu a palavra, unicamente, raros, olhares. Quando se foi embora também voltou a falar-me mal...enfim! Nem liguei e não esperava aquele telefonema. Ligou para pedir-me desculpa por ter sido estúpido para comigo mas que não conseguia agir, perante ela, de outra forma e bla bla bla...e dizer que sabia que era mau e ...pedir-me desculpa. Às tantas eu não estava a perceber o porquê daquele específico telefonema e disse-lhe - depois de lhe ter dito algumas verdades - algo como "Era só isso que tinhas para me dizer? Então já ouvi, não te posso dizer mais nada, adeus!" e desliguei. Se o que ele queria era que eu dissesse "Não te preocupes, está tudo bem, eu desculpo" para o sossegar de remorsos e acalmar-lhe a consciência bem podia esperar sentado.

Algum tempo depois ainda lhe mandei mensagem a dizer que ele não tinha agido mal para comigo apenas quando estávamos com ela mas sim, principalmente, quando estávamos todos juntos antes ao que ele me respondeu que era ela quem o punha de mau humor, estando ou não com ela terminando com "Sou estúpido e egoísta. Desculpa" - eu acrescentaria "e um grandessíssimo cobarde" uma vez que lhe mandei, algum tempo depois, ainda mais três mensagens a dizer-lhe algumas que tinha entaladas, ao que ele não me respondeu até agora. Ignorou completamente. Hoje passei por ele na faculdade, estive mesmo à sua frente mas não lhe dirigi a palavra e, pelo que me disse quem estava comigo, ele olhou-me esperando que eu o fizesse. Bem pode esperar, sentado, de preferência, porque não lhe volto a falar tão cedo já que me ignorou a porcaria das mensagens daquela forma - se queria que eu falasse hoje, dirigia-se a mim ele já que foi quem deixou de falar ontem (por mensagens).

Com o G. só tive no feriado, desde então ainda não nos voltámos a ver com tanto que tenho tido para fazer em tão pouco tempo e por termos ambos horários preenchidos. Ontem foi, ainda assim, ver-me cantar com o coro durante um bocadinho e eu avistei-o ao longe. Hoje deixou-me à porta de casa um saquinho com caramelos que adoro...! Amanhã, depois do muito que tenho para fazer, devemos ir sair juntos, finalmente.

E é isto. É o que (não) temos!

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