Pesquisar neste blogue

domingo, 13 de maio de 2012

Relativamente

...a um comentário ao post anterior, que não deixa de ter a sua razão.


É verdade Anónimo, que não é normal ter-se dúvidas quando gostamos de alguém e eu não tenho nenhuma quanto ao gostar dele. Agora, ter dúvidas quanto a tudo o que nos rodeia, às circunstâncias, aos factos....!?! Não será normal? Não será humano?

Eu sei o que é sentir, no mesmo momento e logo que se ama alguém, que se quer estar com ela e esquecer tudo o resto. Sei perfeitamente, já o vivi. Mas também sei que o amor por vezes nos cega, que faz-nos ver sob um véu de deslumbre e impulsividade. E que isso, mais tarde ou mais cedo, nos magoa como nunca , como nada antes.

Cada caso é um caso. Eu não consigo compreender o porquê de tudo o que tenho vivido, feito e passado com ele. Mas também vejo tudo o que já passámos, o que me faz sentir, como me faz sentir...vejo o que fez por mim e eu por ele - porque não sou só eu a receber. Senão ele já se teria ido embora. Se eu não o fizesse feliz que estaria ele a fazer sempre por perto/do meu lado mesmo me amando? Eu já amei com todas as minhas forças, com tudo de mim, como nunca e, por não ser feliz, abandonei aquele amor (que era um namoro longo, uma relação sólida)! E eu, se ele não me fizesse feliz, porque é que penso nele da forma que penso, porque é que ainda estaria por perto? Eu que sou tão a favor da liberdade e, apesar de tudo, não me sinto presa a ele...!

Eu e ele já passámos por muito, sempre em circunstâncias menos favoráveis a um avançar de relação, desde o início. Não é com leviandade que se deita tudo isso fora. Porque aconteceu se não significasse nada e devesse abandonar este sentimento?!?

No início, quando o conheci haviam dúvidas (poucas) depois veio uma fase crítica que me deitou a baixo e mais tarde uma maior vontade deste sentimento, deste alguém que me acompanha há tanto...essa vontade e a certeza de poder/querer avançar são coisas que, com o tempo (e só com ele) se revelarão e traduzirão o que é melhor para ambos.

Não conheço assim tantas pessoas que comecem um namoro, obrigatoriamente, (já) a amarem-se. Aliás, não sei se sequer uma conheço. Eu própria, a vez que "mais" amei até hoje não foi assim.

O "início" não foi um namoro, aliás, nunca namorámos! Qualquer solução que se possa determinar não é assim tão objectiva, não existem duas pessoas iguais, quanto mais casos, relações, sentimentos, situações... Não é assim tão objectivo...

5 comentários:

  1. Ele é um porto seguro, nada mais.
    Ele ama-te e como tal faz tudo o que está ao seu alcance (mesmo que se magoe, que diga que não faz as tuas aventuras,etc) para ficar contigo.
    Disseste que outrora já foste cega de amor. Pára e pensa, não estará ele cego?
    Amar é ser correspondido.. ninguém, repito NINGUÉM, com amor próprio passa pelo que ele já passou a não ser que esteja "cego", vidrado, a ver apenas um fim.
    De certeza que ele seria mais feliz com alguém que o correspondesse, que tivesse a mesma maneira de ser e o completasse. O mesmo contigo.

    Apenas o facto de o teu corpo permitir que beijes/desejes outro é mais que suficiente para veres que não é "o tal". Não há porquê andares com essas dúvidas existenciais e ele de continuar meses à espera que tu queiras namorar.
    São adultos...

    ResponderEliminar
  2. Somos adultos e como tal consigo compreender que as pessoas fazem coisas sem pensar. Eu não o amo. E também não desejo outras pessoas. O que aconteceu é que me deixei já levar por momentos, impulsos. Mas são coisas sem qualquer tipo de sentimentos, não é emocional, é carnal e nada mais.

    Ele não está cego de amor por mim, embora eu já tenha posto essa dúvida também, porque não achava normal que ele aceitasse algo assim da parte da pessoa por quem se está apaixonado. Eu não aceitaria provavelmente.

    Ele não é uma pessoa qualquer e é muito particular. Não é que eu ache normal todas as suas atitudes, ou melhor dizendo, a forma como lida com as situações/circunstâncias que lhe aparecem pela frente. Não só quanto a mim, em geral. Por isso consigo perceber que ele não esteja cego só porque "aceita" que eu tenha estado com outras pessoas.

    Nós não somos namorados, não há sequer a questão de ele me poder "cobrar" o que quer que seja. E eu muito menos tenho "obrigação" de lhe contar tudo, de ser assim com ele. Mas tenho de o ser, senão não seria eu, nem me suportaria.

    Eu não aprovo o meu próprio comportamento, envolvendo-me com pessoas apenas ocasionalmente, envolvimentos fugazes e isentos de emoção ou sentimento. Não achava sequer que fosse capaz de o fazer. Pelos vistos sou e estou a descobrir-me enquanto pessoa. Não é o que quero para mim e não acho "correcto" mas sinto-o necessário para mim neste momento e fase da minha vida. Acho que "faz parte" do processo...

    E é só uma fase.

    ResponderEliminar
  3. Sim, pode ser so uma fase...
    Mas tens de ver bem aquilo que queres...
    Das duas uma, ou acabas por deixar fugir alguem que te ama e que depois vens a descobrir que era quem te faria feliz para "sempre", ou entao tas a deixar escapar a tua felicidade com outra pessoa, e assim fazendo-o perder tempo em ser feliz tambem...

    ResponderEliminar
  4. Tens razão "Miúda" mas eu não faço as coisas programadas, têm acontecido. E o que quero, quando voltar (pq só aí poderei ter percepção real do que se passa) é ver como me sinto e tomar uma decisão que, penso, será tentar uma relação séria... Mas não quero falar do que irá acontecer, só o tempo o dirá não é!?!

    ResponderEliminar
  5. Sim, mas não te esqueças que o teu regresso está para muito breve, e chegada cá não terás como fugir...

    Pensa muito bem e com ponderação...
    Pensa na tua felicidade, e segue o teu caminho nessa direcção...

    ResponderEliminar

Muito obrigada pelas tuas palavras!