Dia 18 de Junho de 2012: Não fui capaz e por mais que me tenha custado e me sinta culpada e falhada, desisti. Entreguei o exame e vim-me embora. Não sabia responder àquilo, não valia a pena. Faria uma figura miserável!
Acho que serve para começar a perceber que não é fraqueza desistir. Que não vem mal ao mundo se for a coisa certa a fazer, de acordo com as nossas capacidades. Não ser capaz não significa que não valemos nada ou que somos mais pobres/fracos. Entender que não somos capazes ou não conseguimos, ter a coragem de desistir, pode ser sim um sinal de que nos damos conta dos nossos limites, que conhecemos as nossas capacidades. E quando não nos é possível, ninguém mais do que nós é prejudicado ou fica triste, ninguém fica pior do que nós que sabemos que poderíamos mas que não conseguimos por um milhão de circunstâncias e condicionantes à nossa volta.
É meter na cabeça que só podemos fazer o que está ao nosso alcance, que a exigência de nós próprios tem limites e que não somos super-heróis. E eu não era capaz. Não fui capaz de concentrar-me, abstrair-me de tudo, estudar e aplicar-me ao máximo como poderia. Mas não consegui. Não com tanto a acontecer à minha volta, que me absorve, física e psicologicamente, todas as forças.
Como te entendo! :\ e não, não é fraqueza... é uma realidade como tantas outras. Acontece! :)
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