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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

No mínimo frustrante

...e muito triste. Fazer das tripas coração para poder sobreviver neste país, com três empregos e um segundo curso que se vê obrigado a tirar porque uma política qualquer mudou o regime, âmbito e estatuto do primeiro e constatar que, por mais esforço que se faça, por menos horas que se durma e mais se trabalhe, por muito que se tente esticar o tempo, pensar noutra possibilidades, seja o que for, nada será suficiente para ter um dia livre, quanto mais dois para poder ir a Coimbra a uma consulta hospitalar sem que seja uma viagem em vão, só e exclusivamente para a dita cuja.


Sentir-se impotente, pequenino e incapaz mesmo perante uma avalanche de afazeres, compromissos e marcações e ter um turbilhão de coisas que não se consegue encaixar em sítio nenhum do nosso dia-a-dia e são essenciais, precisam de ser feitas. Continuando, apesar de tudo, sem dinheiro, nem tempo, nem descanso...e com os horizontes tão longe. Como se fosses apanhado numa corrente tão forte que não te dá chance de te agarrares ao que quer que seja, porque nada de nada é seguro ou minimamente fiável, nada. E não há hipótese, não há mais nada que possas fazer além de continuares a levar a "vida" que levas - senão não comes, não pagas contas, não há curso para ninguém e nem sais de casa...!

É desconcertante.

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