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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Estou de volta

Embora não possa prometer por quanto tempo ou a que título...
Sexta feira - o jantar correu bem, apesar de eu não ter parado por causa da gala e a festa soube-me tão bem (embora tenha parecido curta uma vez que me atrasei imenso), estava mesmo a precisar de dançar e me divertir esquecendo, ainda que por pouco tempo, tanta coisa que me preocupa - foi uma verdadeira maratona mas agora já passou quase uma semana e mais problemas surgiram. Têm sido uns atrás dos outros, sem parar e não são coisas assim tão mínimas porque envolvem dinheiro, gastos extra, tudo e mais alguma coisa quando menos dinheiro se tem!


No sábado fomos ver um carro com um rapaz que se apresentou como intermediário da venda do carro que pertencia a um seu vizinho. É um carro antigo mas estava em óptimo estado e o preço era muito atractivo (375€). O G. pôde conduzi-lo nas redondezas e ter uma ideia de como era e estava. 

Vimos o anúncio depois do trabalho dele, no sábado e ligámos logo. Disseram-nos que havia outro interessado que o iria visitar dali a pouco tempo (que vinha de Coimbra) e como o concerto que tínhamos era só ao final da tarde decidimos, mesmo tendo mil e uma coisas importantes por fazer, ir vê-lo logo porque podia ser, finalmente, a oportunidade que o G. precisava.

O encontro terminou com o sinal (100€) que o G. deu ao rapaz para lhe guardar o carro até segunda quando finalizariam o negócio. Ele tinha de ir à inspecção antes de ser vendido.

Na segunda o G. ligou-lhe a querer finalizar a compra, pedindo então para falar com o próprio dono do carro. Qual não foi o seu espanto quando a resposta foi "Eu é que sou o dono, comprei o carro ao meu vizinho". Sem perceber muito bem aquela história ele perguntou-lhe então porque é que no anúncio dizia que o carro só tinha um único dono: "Porque só está no nome do meu vizinho. O carro é meu mas eu não passei para o meu nome para não gastar dinheiro, mas eu comprei ao meu vizinho...". Depois disto o G. foi ao IMTT e ao Campus de Justiça saber da situação. Realmente aquela matrícula só estava no nome de uma pessoa e não no nome do rapaz.

Enfim, foi só a descambar a partir daqui. Ele disse que podia fazer o negócio sem problema nenhum porque tinha cópia do BI do proprietário do carro e uma folha de registo automóvel, já assinada pelo tal senhor, sem data. Além de que afirma conhecer o dono desde pequeno, porque era seu vizinho mas que agora é impossível falarmos com ele porque ele está na aldeia. 

Bem, a certa altura a solução que nos pareceu viável seria o rapaz suportar o custo da mudança de nome (para o nome do G.) já que ele fez este "desvio legal", quando alegadamente comprou ao vizinho, não o tendo passado para o seu nome como devia e aquilo já nos parecia muito estranho. Foi isso que lhe foi proposto na terça feira. Ele recusou dizendo que esse custo é sempre suportado por quem adquire (mais razão nos dá, porque ele não o fez), que sempre teve outra pessoa interessada (que não era a tal pessoa que vinha de Coimbra ver o carro), que a confusão era só na cabeça do G., que tinha comprado o carro ao vizinho na semana passada e o queria vender para fazer dinheiro.

Como ele não aceitou a proposta, o G. não quis fazer negócio depois de tanta história e desconfiança. No final do dia o G. mandou-lhe mensagem "Agradeço que me devolva o sinal já amanhã" que não obteve qualquer resposta até ontem à tarde ter resolvido ligar-lhe a perguntar novamente pelo sinal. O que o "artista" para não lhe chamar outra coisa disse foi algo como: "Eu devolvo-lhe o sinal quando vender o carro. Tive gastos a levá-lo à inspecção e quando o vender então devolvo-lhe o sinal." e desligou na cara, não voltando a atender ou responder a qualquer tentativa de contacto.

Nem queríamos (queremos) acreditar!
Fomos à esquadra determinados a apresentar queixa por nos ter tentado vender algo que nem está no seu nome e nos ter ficado com o dinheiro. Acabámos por vir de lá só mais esclarecidos. O regime legal só é aplicado em tribunal, ou seja, se instaurado um processo. Simplificando, além de dispendioso (e não compensar em proporção com o valor em causa) é inútil. A única coisa que podemos tentar fazer é identificá-lo, chamando a polícia quando soubermos onde ele está. Mas não sabemos onde ele mora ou trabalha...


Para ajudar à festa tivemos notícias do condutor que nos bateu na semana passada com um orçamento para o arranjo do carro dele: 200€ (por uma mossa no guarda lamas). Só podem andar a brincar connosco! Agora teremos de procurar alternativas a este porque um orçamento deste valor não é nada que se pareça com "uns trocos" como o condutor nos disse na altura que o mecânico dele faria.

Bolas! Mas quando é que isto pára?! Ainda me lembro de pensarmos, quando nos dirigíamos para o local onde vimos o carro, no sábado, que talvez fosse desta que a sorte estivesse do nosso lado. Que poderíamos, duma vez por todas, resolver aquele problema que nos tem dado tanta preocupação! Mal nós sabíamos o que nos esperava e julgámos estar a agir da melhor forma para podermos assegurar um bom negócio, uma oportunidade. 

Desde Domingo o G. ficou com o carro da minha mãe entregando (finalmente) o dele aos pais que estavam sem carro desde que ele bateu. Isso implicava que ele tivesse de lá ir todas as semanas para eles irem às compras e ouvir deles que assim não podia ser, que passavam frio a andar de transportes, que com a chuva não dava e que não podiam estar sem carro... Ao menos esse peso ele tirou dos ombros. Mas tinha em vista a realização do negócio com o carro de sábado e, portanto, ficaria pouco tempo com o da minha mãe. Assim, como as coisas estão agora não sabemos o que fazer...já mudou tudo outra vez e não foi para melhor.

Na semana passada ele ponderou comprar o carro da minha mãe mas ao falar com ela percebeu que ela não baixa o preço que pagou por ele que é muito elevado para ele neste momento. Ele quer e precisa comprar um carro muito barato para poder pagá-lo de uma só vez porque terá de pagar propinas, o que ganha é pouco e não quer ter uma prestação durante vários meses quando nem sabe se tem ou não emprego daqui a uns meses. É tudo demasiado incerto e instável, não há garantia de nada e não é permitido arriscar, está mais que visto.

Estou tão triste e desanimada com tudo isto... Mas tenho de me aguentar e dar-lhe força porque ele está tanto ou mais que eu.


Portanto, continuamos à procura de um carro para ele, à volta dos 500€ (no máximo), que esteja pronto a andar. Basicamente, com documentos, selo e inspecção em dia. De preferência não branco e, se puder ser, com 5portas!!!! Se puderem por favor ajudem-me!!!

1 comentário:

  1. Por acaso até sabia de um carro bom para o que precisam, mas foi vendido à pouco tempo...
    Mas se forem por exemplo ao standvirtual encontras vários dentro desses valores...
    http://www.standvirtual.com/carros/Fiat/Uno/P7410356/
    http://www.standvirtual.com/carros/Ford/Fiesta/P7409964/
    http://www.standvirtual.com/carros/Fiat/Punto/1.2-SX-5p/P7405955/
    Boa sorte...

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Muito obrigada pelas tuas palavras!