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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O meu toucador

O meu capricho de princesa, tem uma história muito particular.

Quando nos mudámos para a nova casa decidimos que, como gostamos muito, tentaríamos encontrar peças de mobiliário antigas, mais baratas porque não podemos pagar muito, para recuperar e fazer da nossa mobília dos quartos algo único. No nosso quarto, decidimos que eu teria um toucador ou penteadora (entre outros nomes que lhe dão) e que ele teria uma cómoda, já que não precisamos de roupeiro no quarto, porque no corredor há um enorme, da casa. Assim, procurámos várias peças da mesma linha ou género, antigo - precisávamos de um toucador, uma cómoda e mesas de cabeceira.

Eu ainda procurei algum tempo pelo toucador. Vi na internet, fui a sites de venda online, a casas de antiguidades, a lojas de associações e de artigos em segunda mão, vi dezenas deles, em todo o lado possível. Mas o problema era sempre o mesmo: aqueles que eu gostava mais eram caros e eu não tinha como os comprar, aqueles que podia pagar, estavam em mau estado ou não era o que eu queria.
Numa loja de uma associação, que vende artigos em segunda mão para reverter para a sua causa encontrámos, entre uma visita a um e outro (marcadas pelo OLX), aquele de que mais gostei. Não era muito caro mas era mais do que eu podia dar. O preço mínimo que faziam eram 70€. Ficou-me no pensamento mas era demais e desisti.

Finalmente comprei um toucador, depois de muito negociar um preço, pelo OLX, fui buscar um toucador (que estava por 85€) por 40€. Ele era o que eu queria mas tinha um grande senão: tinha de o pintar de novo. Ele tinha sido (supostamente) restaurado num azul turquesa, com as arestas em efeito decapé ou coisa que o valha e obrigava-me por isso a ter de tirar toda a tinta (decapar), lixar, acertar e uniformizar a madeira, dar primário, pintar e finalmente estaria pronto. Mas eu não me importei, porque o faria com tempo. Tinha sido barato também por estes motivos não é?! Fui buscá-lo feliz da vida e trouxe-mo-lo para casa.

Ficou no quarto ainda uns tempos. Quanto mais olhava para ele mais me preocupava, que aquilo ia dar-me um trabalhão dos diabos e não sabia como sairia daquela embrulhada. Mas ia tentando convencer-me que o faria, mais tarde ou mais cedo. Daria trabalho mas custava era começar e ia acabar por ficar lindo.

Um dia fez-se luz na minha cabeça. Como continuei a pesquisar por toucadores na internet, vi um em conta que, embora não estivesse completo, estava em madeira bruta, não tinha ainda tinta nenhuma e pensei que, se vendesse o que tinha em casa, poderia comprar aquele. Tirei fotos e publiquei o meu anúncio, por mais do dobro do que me custara e ...em menos de nada houve alguém que o quis vir buscar. Era uma mãe que pretendia restaurá-lo para o quarto da filha e que estava mesmo interessada.

Eu mal podia acreditar! Mas tive medo de vendê-lo e ficar sem nenhum - voltariam a ser meses de procura. Depressa me esqueci daquele que tinha motivado a mudança e voltou-me à memória aquele por que me apaixonei, na loja da associação. Quando pus o anúncio pedi pelo toucador que tinha em casa o que dei por ele mais o valor que me tinham pedido pelo da associação. Se conseguisse que me dessem aquele valor eu recuperaria o que gastara e poderia ir buscar o tal.

No dia seguinte a ter sido contactada pela interessada, fui à associação ver se ainda lá estava o que tinha gostado tanto, afinal já tinha passado mais de um mês. Lá estava ele à minha espera. Negociei o preço e paguei metade do valor, falei antes com a compradora para me assegurar de que não ficaria com os dois, ela ficou de ir buscá-lo no dia seguinte - e foi! Passados uns dias fui buscá-lo com a ajuda da FF e foi uma verdadeira aventura trazê-lo para casa mas não podia estar mais radiante.





Ele acabou por não me custar nada, tendo em conta o "negócio da china" que fiz e só assim pude tê-lo. Acabei por trazer também a cadeira que fazia conjunto com ele (em vez de 115€ (90€ pelo toucador + 25€ pela cadeira) que era o que pediam inicialmente, paguei 70€ pelo conjunto!). Cada vez que olho para ele, tão bonitinho, percebo porque é o tal e é mesmo o que eu queria, parece saído de um conto de princesas. Ainda falta pintá-lo, tal como a toda a mobília do nosso quarto, como fizemos no quarto de hóspedes, mas essas são outras histórias...e com o tempo o faremos. Mas mesmo como está, é lindo.

E só lhe faltava a banqueta para ser perfeito. Já há meses que procurava uma que pudesse usar lá mas não estava fácil - o mesmo problema de sempre: ou caras ou não prestavam. No sábado, finalmente encontrei-a! Eu sabia que ela iria aparecer, a certa, a que eu podia comprar. Thank's God!
Afinal, não há amor como o primeiro - mesmo no que diz respeito a toucadores.

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