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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Um fim-de-semana campestre

Fizemo-nos à estrada na sexta à noite com um casal amigo nosso. Chegámos já de madrugada e fomos descansar. Ficámos na casa dos pais desse nosso amigo. No dia seguinte, pequeno almoço cedo, banho e vestir. Passeio pela vila, muitas ruas, alguns jardins, fotos e um mercado. Fomos para casa preparar o almoço chinês: crepes e massa chinesa, que delícia. Ainda mais caseiro.
Depois do belo repasto ficámos por casa um pouco e acabámos por sair tarde para ir à Serra, já deviam ser umas 17h. A partir de uma certa altura, à medida que íamos subindo, o nevoeiro ia-se adensando e a chuva ganhava mais força. A determinado momento tivemos de voltar para trás, fomos parados pela guarda e não tendo correntes de neve não podíamos avançar. Estava a nevar mais adiante. Fomos a um café muito acolhedor, bebemos um chocolate quente e trocamos dois dedos de conversa. Regressámos à vila, fomos ao supermercado e voltámos a casa. Fomos jantar a casa da irmã desse nosso amigo. Bacalhau à brás, karaoke doméstico e um serão bem passado. Ainda não tinha parado de chover e a noite foi de tempestade mas o dia seguinte era um domingo de sol.
Outra vez: pequeno almoço, banho, sair. Já sai com a mala arrumada e deixei a cama feita. Subimos à Serra aquilo que nos foi possível, apesar do bom tempo, fomos parados no mesmo local do dia anterior pelo mesmo motivo. Apesar de já não nevar havia gelo e por isso não pudemos avançar. Ainda assim brincámos na neve que era alguma, por todo o caminho que percorremos. Fomos até uma aldeia próxima, passeámos a pé, comprámos queijo e regueifa e voltámos à casa do nosso amigo. Já chegámos tarde e o almoço estava à nossa espera. Comemos e conversámos. Entretanto chegaram uns familiares e a reunião aumentou. Estávamos ali infiltrados no meio daquela família muito simpática e sociável.
Antes do lanche despediram-se e nós fomos até à quinta. Conhecemos os animais mais novos (onze porquinhos, dois gatinhos) e colhemos fruta (laranjas, limões, tangerinas). Voltámos a casa e lanchámos crepes acabadinhos de fazer. Arrumámos a trouxa, enchemos o carro e despedimo-nos.
Fomos muito bem recebidos, trataram-nos tão bem, ainda que não nos conhecendo de parte nenhuma. Ficou a promessa de lá voltarmos, o coração cheio de boa vontade e bem receber. Voltámos à capital, chegámos cerca de duas horas e meia depois, fomos deixar os nossos amigos a casa e chegámos finalmente à nossa quase uma hora mais tarde. Enfim sós.
Apesar de ter sido cansativo para nós, soube muito bem porque nos fez recarregar baterias, longe de tudo o que vivemos todos os dias, conhecendo pessoas novas de bom coração, com ar puro para respirar e uma vida diferente por momentos. Espairecer soube tão bem!


E que bem que soube ter terminado o fim-de-semana mas não irmos trabalhar por mais dois dias!

1 comentário:

  1. Preciso de momentos assim.
    Pessoas puras e descomplicadas - pelo menos aparentemente - que simplificam a vida e são optimistas- fazem-me falta.

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Muito obrigada pelas tuas palavras!