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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

É sempre bom


Saber que o nosso ex-namorado, aquele que nos fez sofrer e o primeiro com o qual tivemos uma relação mais séria, que desejámos que fosse realmente para sempre...está noivo. Tal como eu estou, na mesma altura. Não deixa de ser curioso.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Distância e saudade


Hoje dei de caras com esta campanha promocional à Rubis Gás. Não pude deixar de partilhar, afinal é uma história de amor e isso é bonito. Custa muito ter uma relação à distância e eu não imagino como deve ser ter a nossa cara metade longe todos os dias. Já tive de viver uma relação à distância e foi um período muito duro. Graças a Deus, hoje o homem da minha vida partilha-a comigo e (já) não temos de nos despedir.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Do que já foi


Nunca se perguntaram se aquelas pessoas que já amámos se lembrarão de nós? Se ao ouvirem aquelas que foram as "nossas" músicas alguma coisa lhes passa no peito? Se existem memórias que não somos só nós a ter, se as recordações que hoje já não são tão dolorosas e se tornaram suportáveis serão partilhadas e consideradas como agradáveis por mais alguém? Não sei se é a palavra certa para o descrever mas a mais aproximada que me ocorre é ...nostalgia. Não é saudade, não é arrependimento nem tristeza, é pensarmos no que já foi e conseguirmos ver que houve algo bom, nos lembrarmos ainda que muito desfocadamente do que nos unia, daquele sentimento que nos moveu em tempos. Não resulta em mais do que um emaranhado de sensações e pensamentos mistos. Será que sou só eu? A verdade é que eu sinto que hoje consigo olhar finalmente para trás com outros olhos, sem mágoa e muito mais tranquilamente. Isso, para mim, já é uma grande vitória.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quase a chegar


Dentro de dias celebramos três anos de namoro. Esta não é uma data vã para nós. Nunca nenhum os dois namorou este tempo, na realidade, os nossos relacionamentos anteriores tiveram quase essa duração mas não chegaram a tal (no meu caso, faltavam três meses para celebrar três anos de namoro quando terminámos). Por este motivo é uma data verdadeiramente inédita para ambos e que não podia ser, por a celebrarmos juntos, mais especial. Não temos nada planeado e não sei o que faremos. O mais importante é, como sempre, estarmos juntos. Afinal, estes trinta e seis meses como namorados são muito mais do que números. E os números são tão pequenos perante tudo o que nos une e tudo o que já enfrentámos juntos que eu só posso achá-los insuficientes para caracterizarem o que quer que seja. Tenho-te no corpo, na alma e no coração. Trago-te, mais do que no pensamento e no peito, também entranhado na pele. És parte de mim, tal como eu já me transformei também parte de ti. Que este amor e estes sentimentos que me contagiam a existência se perpetuem até ao final das nossas forças, dos nossos batimentos. Porque as palavras que eu encontro nunca serão demais e ao mesmo tempo nunca chegarão para expressar o que o coração teima em gritar.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Em jeito de confidência


Há uns tempos que comecei a sonhar com um casamento. O nosso. Sim, eu que até te conhecer não queria casar ou pelo menos achava-o, dizia-o. Talvez fruto do medo de mais um desgosto capaz de igualar o do meu ex-namorado. A verdade é que mesmo agora até tenho vergonha de admiti-lo e guardo-o mais ou menos em segredo no meu coração. Sim, já várias vezes falámos em casar e sabemos ambos que é o que queremos para nós mas nem a ti sou capaz de confessar o quanto o desejo...

Há algum tempo já que estar tão perto de ti como praticamente vivermos juntos (porque acabo por dormir todos os dias em tua casa para termos algum tempo nosso) é o que me faz mais sentido. Não só agora, neste momento, como para a minha vida. É verdade que, ao mesmo tempo, estas coisas me atormentam um bocadinho. Talvez mais do que devia ou era preciso mas eu não me sinto confortável com isto, não foi desta forma que sempre quis nem o que acho mais correto. Ou seja, para mim não é certo eu "morar" contigo agora, assim, quando só somos namorados, a casa é tua, não há planos em concreto para um futuro próximo, nada é certo - eu sempre disse que não moraria com ninguém sem casar porque para mim o casamento implica também isso e faz-me sentido "guardá-lo" para o casamento (o morar junto). Sim, chamem-me antiquada mas para mim, "juntar-me" não faz sentido. 

Mas será que tem de ser? Haverá algo "certo" ou será alguma vez errado estarmos a fazer o que o nosso coração nos manda? É que eu não me imagino a viver de outra forma, não seria já capaz, acho eu, mas, ao mesmo tempo, não me parece bem nem me sinto confortável com o que se passa na realidade. Por outro lado, casar contigo é só uma das coisas com que mais sonho hoje em dia e gostava tanto, tanto que acontecesse, é uma vontade tão grande que não sei explicar, mas não será demasiado cedo para andar a sonhar com isto? Afinal de contas nem namoramos assim há tanto tempo, apesar de nos conhecermos melhor do que ninguém, de já termos passado por tanto juntos e eu sentir que és o homem da minha vida e que o nosso amor é maior que tudo... Eu ainda sou muito nova e não temos nada que nos permita dar esse passo com alguma segurança mas será que para o amor serão essas coisas precisas?

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Wrong mixed feelings


Passado tanto tempo...mas tanto, tanto tempo e passado tanto mais do que tempo também...não posso dizer que me é indiferente. Como poderia quando se ama alguém daquela maneira? Pela primeira vez, com tanta ingenuidade, com tanta pureza, com tanta força. Não pode nunca deixar de dar um friozinho na barriga. Ou não tivesse sido amor.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Foi assim:


Ele quis fazer-me uma surpresa e comprou bilhetes para o Michael Bubblè, para o meu aniversário, em Fevereiro. Não me contou nada, seria uma surpresa absolutamente deliciosa.
Acontece que eu lembrei-me de lhe pedir o extracto da conta para tentar perceber quanto é que eu tinha gasto e vi uma compra de 92€ na FNAC. Achei estranho e perguntei logo ao que ele me respondeu com um sorriso de mistério e qualquer coisa para evitar contar-me o que era. Eu percebi que seria uma surpresa, até me veio à ideia uma prenda de Natal e calei-me, ainda que me tenha apanhado desprevenida, sem saber como reagir ou o que pensar. Entretanto (logo depois) voltou-se ao mesmo assunto de sempre: os pais dele e a situação que o prejudica imenso que se arrasta há tempo demais!!! E não posso nunca ficar contente com isso, aborrece-mo-nos por isso e no meio da discussão ele vomita que os 92€ tinham sido para comprar os ditos bilhetes para o concerto. E o caldo ficou entornado. Deixou-me tão mas tão chateada aquela sua atitude. Se tinha decidido fazer-me uma surpresa por que é que de repente deita tudo a perder daquela maneira? 
Vieram ao de cima as memórias antigas do que foi uma relação sem surpreender o outro, de desgaste, de desinteresse ou, pelo menos, de não demonstração de preocupação/interesse.
Depois de o ter dito daquela maneira não tocou mais no assunto. Tive de ser eu, porque me estava a desfazer por dentro, que quando já estávamos deitados lhe perguntei porque tinha comprado os bilhetes e porque tinha desfeito a surpresa. Ele respondeu curto e virou-se para o lado impedindo qualquer discussão. Não contive as lágrimas e ele, passados alguns minutos, passou-me os lenços (ou seja, sabia que eu estava a chorar e foi aquilo tudo o que fez). Eu não aguentei aquela frieza e sai da cama para o sofá.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

E se ele não tivesse esperado?


Se não tivesse lutado, tido a paciência que teve, me apoiado, estado sempre do meu lado, feito voltar a acreditar que podia acontecer, ser possível?
Cada vez mais acredito que as coisas são como têm de ser é e que tudo acontece por uma razão mas e se ele tivesse desistido no meio de tantos obstáculos, de tantas muralhas que lhe fui colocando à frente? Se tivesse achado o que eu e tanta gente achou? Que era demasiado, que podia não levar a nada, que só se magoaria e eu o aproveitava?
E se eu não o tivesse (porque ele fez por isso) deixado aproximar tanto, chegar tão perto, vir tão longe? Se eu tivesse decidido definitivamente que não queria aquela pessoa do meu lado nem por perto porque me amava e eu não?! Se o tivesse afastado de vez?
Arrepender-me-ia, sou capaz de assegurar.
Afinal de contas não conseguia deixá-lo para trás, não conseguia (nem queria, no fundo, no fundo) afastar-me, estar longe ou fazê-lo sair daqui com todas as minhas forças, com as minhas próprias mãos como tanta vez achei ser o correcto porque só lhe estava a fazer mal, que é o que ele não merece!


Não, não acordei um dia e soube que queria passar o resto da minha vida a seu lado ou que estava perdidamente apaixonada, não foi de um momento para o outro, nem sei especificar o acontecimento. Mas as coisas foram mudando dentro de mim. A vida e as circunstâncias mostraram-me aquilo que estava à minha frente. 
Desta vez só quero não estar errada, não estar cega como da última vez e não ser capaz de aperceber-me do que me rodeia, do que se vê a olho nu quando não se está envolvido. Só quero que me faça bem e poder fazê-lo feliz. Só isso!
Sei que é muito mais do que aquilo que eu poderia pedir ou querer para mim mas também me conheço ao ponto de ter consciência que irei exigir sempre mais e melhor dele, todos os dias, a pouco e pouco, em detalhes ou pormenores, ou em coisas mais significativas, como já tem sido...


Hoje o que sei é que dou graças a quem o pôs no meu caminho, naquele preciso momento, precisamente daquela maneira. Dou graças por ter ficado, demonstrado o homem que é com essa atitude e todas as outras, provando o quanto e como me queria. Dou graças por ser a pessoa que é, que eu nunca nem imaginei ser real ou possível existir e, mais, estar apaixonado por mim, querer-me bem de verdade e gostar como gosta de mim!
Neste momento considero-me sortuda por poder ter alguém assim do meu lado, por poder tê-lo, precisamente a ele, comigo para o que der e vier, podendo contar com ele sempre e para o que quer que seja, sabendo que somos o apoio um do outro e que sem ele já não quero nem sei estar, ser. Ele é quem me faz sorrir, é razão das minhas mais especiais alegrias !
Agora sei que gosto dele de verdade, tenho a certeza de ser ele quem quero para mim e comigo. Porque é um homem fantástico e eu...eu acho que estou mesmo apaixonada.

sábado, 23 de junho de 2012

As fitas que as pessoas fazem

De 29 de Maio de 2012 - constatações/desabafos
 

Eras TU quem estava a sofrer, quem estava "pior". Eras TU quem estava deprimido, era seguido por psicólogo e tomavas medicação porque eu tinha terminado tudo e foste eras TU quem dizia ter perdido a razão e sentido de viver e até falou em por fim à vida mais vezes do que as que julguei ser capaz de ouvir. Mas, agora, um ano e 4/5meses depois, TU fizeste questão de me mandar um email a dizer que tens namorada (desde Janeiro, sei eu) e que a "amas imenso". E foste TU quem ficou tão mal com tudo o que se passou, fui eu que decidi (e só por ter sido eu a decidir, a tomar a decisão, já é muito mais fácil para mim do que para ti) por fim ao nosso namoro que eu puxava para a frente.
Sim, fui eu a tomar a decisão. Mas fi-lo amando-te cada vez mais, da mesma forma, com a mesma força e intensidade. Não foi, por isso, mais fácil. Muito pelo contrário, ter sido eu a tomar a decisão só tornou tudo MUITO mais difícil!

No final de contas, foste sempre tu a encenar. Eu só segui o que sentia que seria melhor. E, apesar de tudo, certa ou errada, sempre foi honesta e sincera. Menos mal que as máscaras mais tarde ou mais cedo acabam sempre por cair e encenar não pode durar uma vida toda. A verdade vem sempre ao de cima e tenho para mim que ainda virá algo mais... E no final, percebe-se sempre quem estava a fazer fitas e quem passava ou passou as coisas de verdade.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Num rasgo de lucidez


Quando voltar tens de me ouvir. Ou melhor, terás de me fazer falar. Terás de obrigar-me a contar-te tudo o que precisas para entenderes tudo o que aconteceu, o que passei, como me senti e no que me causou. Tenho de chorar no teu colo todos os medos e libertar todos estes fantasmas que fizeram de mim sua casa. Porque sei que é possível mudar de ideias dentro de minutos, quanto mais quando tiver oportunidade de falar contigo pessoalmente sobre tal coisa.
Mas eu preciso de falar e chorar nos teus braços porque tu não tens medo das minhas lágrimas e me deixas chorar porque chorar faz bem.

Fantasmas por vencer



Julgava que já os tinha mandado todos embora mas dei-me conta que ainda tenho demasiados fantasmas dentro de mim e decidi que não quero nem posso carrega-los mais comigo. Preciso de os fazer sair cá para fora, todos os medos, os segredos, os sufocos, as perdas, as dores, as certezas perdidas, a mágoa toda que me foi impingida.

As batalhas que travei sozinha, todas as lágrimas infinitas derramadas, os pequenos passinhos de bebé, um de cada vez, muito a medo, cautelosos mostram-me que já percorri uma grande parte do caminho mas apercebi-me que falta uma última etapa crucial e determinante para que possa arrumar tudo no sítio, dentro de mim.

Preciso de falar, preciso só de alguém que me ouça e pergunte, puxe por mim para que eu conte tudo, tudo, duma vez por todos. Preciso de esvaziar-me de tudo o que me assombra. Preciso de libertar-me de todo o peso carregado no peito e na alma. Preciso que alguém me faça fazer isso e preciso que esse alguém seja capaz de não me julgar, perguntar porque choro ou pedir-me que não o faça.

Tudo o que passei, o que me aconteceu, a dor e sofrimento transformaram-me, fizeram de mim uma outra pessoa e ainda bem mas até que os expulse todos cá de dentro, nunca me deixarão em paz estes fantasmas e se há coisa que eu não quero para mim é viver a metade, a meio sentir a meio querer, a meia certeza, a meia felicidade ou alegria - se há pessoa que não quer isso numa vida (porque não creio ser isso um verdadeiro viver) sou eu!

Sei que hoje, desde há quase um ano e meio, já não sou capaz de entregar-me, de confiar, de estar tão perto de quem quer que seja como antes. Tenho sempre uma "distância de segurança" de tudo e todos com medo de me magoar, tornei-me fria, distante e tantas vezes até chego a ser insensível. E isto, embora seja bom por um lado, porque me protege, é-me contra natura. Eu não sou verdadeiramente assim, lá no fundo não o sou, tornei-me assim! E se não me "chego", aproximo da mesma forma às pessoas como poderei amar verdadeiramente, entregar-me e ser feliz?

Não quero voltar a passar pelo que passei e chegar ao ponto em que cheguei de estar completamente cega de amor que não via nada à minha frente mas quero de novo um amor genuíno como aquele, não tanto "um" amor mas amor genuíno, na minha vida, em geral. E sinto que não sou capaz de sentir "tanto". Preciso de ti, preciso tanto de ti para voltar a mim.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Depois de ontem lhe ter replicado


Hoje decidi não responder mais.
A ver vamos até quando dura esta decisão!

Hoje, na minha caixa de correio



Esta manhã, na minha caixa de correio, encontrei uma carta do G. perfumada, cheia de palavras que aquecem o coração e ainda com um pequeno presente (um livro miniatura). E como sabe bem ter um cheirinho mais próximo daquele homem! Logo hoje que faz um ano que nos conhecemos (sim, UM ANO, não é de DOIDOS!?!)

Agora que reflicto, no mesmo dia, recebi notícias de dois dos homens mais importantes e marcantes da minha vida. Em circunstâncias, com pretextos e de formas completamente diferentes mas, ainda assim…de ambos, no mesmo dia.

Do que não se compreende (e muito menos se explica)



O que vieste fazer? Por quê voltas para me atiçar ainda mais as memórias que, inexplicavelmente, nos últimos tempos me têm voltado de ti, depois de tanto tempo? Eu resisti e não te contactei e hoje, quando abro a minha caixa de correio electrónico, lá estava um email teu. Dizendo que te tinhas lembrado de mim, não sabias bem porquê.

Parece que, por mais que tenha passado, por mais distantes e diferentes que hoje estejamos, ainda assim foi possível. Praticamente no mesmo momento o nosso pensamento esteve em P-E-R-F-E-I-T-A sintonia (como é possível?!?). Recordámos, sem razão ou explicação, um do outro – o, um dia e por tanto tempo, nós.

Não resisti a responder e seguiram-se uns atrás dos outros.

Eu já não sou aquela que conheceste a cada traço, a cada poro de pele, a cada respirar. Já não sou a mesma, já nem me reconheço quando olho para trás. A mudança foi tanta e ao mesmo tempo nenhuma. É tão estranho. Sei também que não serás já o mesmo mas que, por sua vez, nunca irás mudar. Não entendo...passou tanto, tanto tempo. Mandas-me um email para me dizer que estás numa relação séria, estável e feliz, que amas imenso a tua namorada e que isso é sinal de que já ultrapassaste, superaste o que um dia foi nosso.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Amor tipificado

Começo a dar razão a MJ que me dizia uma vez que os desejos carnais/fisiológicos devem (mais vale) de ser satisfeitos se temos oportunidade para tal, independentemente daquilo que sentimos ou temos com alguém (um namoro). Na altura que me disse isto pareceu-me um absurdo e, romântica e ingénua, defendi que, se fosse amor, nem seríamos capazes de colocar essa hipótese.

Apesar de continuar, ainda, dividida entre as duas teses, começo a duvidar de que todo o amor tenha de ser "cego" e a questionar se, quando o é, não será antes obsessão ou outro tipo de sentimento não genuinamente amor. Por outro lado, não consigo conceber um relacionamento com um terceiro (nem sequer uma vontade ou desejo de tal) quando se esteja apaixonado de verdade por alguém, quando se esteja numa relação assumida e oficial...é quase traição, apesar de agora acreditar que seja possível nutrir desejos/vontades por um terceiro mesmo amando o nosso parceiro. 

Alerto para que aqui estou sempre a considerar, em qualquer caso, uma plena transparência (ou seja, que o outro teria conhecimento das "escapadelas" à relação).

Será que só há um conceito de amor? Será que, depois de ter vivido um "tipo" de amor se pode viver um tão forte ou mais ainda, mas num outro "tipo"? Porque eu já experimentei o amor e sei o que senti e vivi mas ponho em causa que aquela seja a única forma de amor assim tão forte, ponho em dúvida que aquele fosse um amor verdadeiro enquanto são para mim a partir de certo ponto...e começo a acreditar que é possível existir um amor diverso daquele que eu vivi e não menos forte. Sim, porque o que me parece ser "a questão" para mim (e para o meu coração) é se viverei algo assim tão forte como um dia vivi novamente e se esse amor, tão forte ou mais que o passado,pode vir numa forma diferente.

domingo, 13 de maio de 2012

Relativamente

...a um comentário ao post anterior, que não deixa de ter a sua razão.


É verdade Anónimo, que não é normal ter-se dúvidas quando gostamos de alguém e eu não tenho nenhuma quanto ao gostar dele. Agora, ter dúvidas quanto a tudo o que nos rodeia, às circunstâncias, aos factos....!?! Não será normal? Não será humano?

Eu sei o que é sentir, no mesmo momento e logo que se ama alguém, que se quer estar com ela e esquecer tudo o resto. Sei perfeitamente, já o vivi. Mas também sei que o amor por vezes nos cega, que faz-nos ver sob um véu de deslumbre e impulsividade. E que isso, mais tarde ou mais cedo, nos magoa como nunca , como nada antes.

Cada caso é um caso. Eu não consigo compreender o porquê de tudo o que tenho vivido, feito e passado com ele. Mas também vejo tudo o que já passámos, o que me faz sentir, como me faz sentir...vejo o que fez por mim e eu por ele - porque não sou só eu a receber. Senão ele já se teria ido embora. Se eu não o fizesse feliz que estaria ele a fazer sempre por perto/do meu lado mesmo me amando? Eu já amei com todas as minhas forças, com tudo de mim, como nunca e, por não ser feliz, abandonei aquele amor (que era um namoro longo, uma relação sólida)! E eu, se ele não me fizesse feliz, porque é que penso nele da forma que penso, porque é que ainda estaria por perto? Eu que sou tão a favor da liberdade e, apesar de tudo, não me sinto presa a ele...!

Eu e ele já passámos por muito, sempre em circunstâncias menos favoráveis a um avançar de relação, desde o início. Não é com leviandade que se deita tudo isso fora. Porque aconteceu se não significasse nada e devesse abandonar este sentimento?!?

No início, quando o conheci haviam dúvidas (poucas) depois veio uma fase crítica que me deitou a baixo e mais tarde uma maior vontade deste sentimento, deste alguém que me acompanha há tanto...essa vontade e a certeza de poder/querer avançar são coisas que, com o tempo (e só com ele) se revelarão e traduzirão o que é melhor para ambos.

Não conheço assim tantas pessoas que comecem um namoro, obrigatoriamente, (já) a amarem-se. Aliás, não sei se sequer uma conheço. Eu própria, a vez que "mais" amei até hoje não foi assim.

O "início" não foi um namoro, aliás, nunca namorámos! Qualquer solução que se possa determinar não é assim tão objectiva, não existem duas pessoas iguais, quanto mais casos, relações, sentimentos, situações... Não é assim tão objectivo...

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sonhos

Comentar isto neste (meu) post mas como acaba por dizer tanto de mim resolvi publicar.
 

Já perdi completamente o norte por um (o) amor, já pensei que ia morrer, já fiquei sem saber o que fazer, como agir, que rumo dar à minha vida. Mas nunca senti que não tinha mais sonhos. Os sonhos mudam, à medida que crescemos, que os anos passam, que os realizamos até mas não ACABAM! Eu que sou uma sonhadora por natureza, não consigo sequer conceber uma/a minha vida assim...sem sonhos. Já "bati no fundo do poço",estive tão mal que nem sou capaz de explicar ou traduzir em palavras (acho que nunca serei) e vi os meus sonhos desaparecerem. Não sabia para onde tinham ido mas eu não era capaz de os vislumbrar sequer. Mas aos poucos e poucos eles voltam. Não é que acabaram, esconderam-se, ou foram "tapados" pela tremenda dor que se tenha sentido.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quando será que passa?

Tenho consciência que já está muito melhor, mais forte, recuperou aos poucos e poucos, com tudo o que foi acontecendo, mas ainda agora, passado tanto tempo, não está plenamente "a postos".
Mas é mesmo assim, coração é talvez o que mais tempo leva a curar, a sarar feridas, recompor-se e ficar novamente, verdadeiramente, capaz de amar.
Eu acho que ainda não estou, não sei também quando estarei. Mas tenho a certeza que estou melhor, que já muito passou, que está a chegar a altura, que está mais capaz...embora ainda não total e plenamente. 


Dou graças, olhando agora para trás, por tudo o que aconteceu, por tudo o que passei e até pelo que sofri porque é isso mesmo que faz de mim o que hoje sou. Foi tudo isso que me transformou a pouco e pouco, de dia para dia, todo este tempo.
Parece, ao mesmo tempo, tanto e tão pouco, o tempo que passou. Mas foi, seguramente, tanto o que fez por mim, especialmente, pelo meu coração, pela minha alma, por mim mesma, em essência, propriamente dita.

Já não está fechado para o mundo embora tenha muitas reservas, intuitivas, que eu não consigo evitar nem controlar. Já não está despedaçado embora necessite ainda de cuidados especiais no manuseamento. Já não está em plena amargura e tristeza mas tem mazelas que ficarão, talvez para sempre mas que não são, necessariamente, más uma vez que servem de barreira de protecção. Mas às vezes acho que, tudo o que teve de atravessar, fê-lo ter medo, muito medo, um medo que impede-o de se entregar, de estar disponível como antes (não "estava" mas) "era" por natureza...imprudente. Hoje acho que é demasiado prudente, que cria em seu redor barreiras demasiado altas, praticamente intransponíveis mesmo que eu assim não o deseje...

"Vai ficar tudo bem coraçãozinho, tens-te portado lindamente!"

quinta-feira, 22 de março de 2012

“Males” que vêm por bem


Hoje sei que a melhor coisa que me podia ter acontecido foi o fim do meu antigo namoro. Há mais de um ano que estou sem namorado e só eu sei como me custou. Amei-o com tudo de mim, como nunca, com toda a minha força, com toda a minha alma, com todo o meu ser. De uma maneira indescritível, loucamente. Sofri, sofri tanto quando decidi por um ponto final à história. Doeu tanto que tanta vez pensei que não aguentava. Mas passou.

Hoje sei que não era a pessoa certa para mim. Hoje, o que aconteceu, a forma como as coisas acabaram por se desenrolar, prova-me que tudo acontece por uma razão, que tudo nesta vida tem um sentido. Que o que tem de ser será. De forma tranquila, sem que tenhamos de mover montanhas para que resulte, naturalmente. Em tudo na vida, cada vez me convenço mais, é assim.

Bendito dia em que tomei aquela decisão e me libertei. Até agora, desde Janeiro de 2011 que não sei mais o que é amar alguém mas, ao mesmo tempo, quero acreditar que aquele não era um amor são, era quase doentio porque não me fez assim tanto bem… 

Em retrospectiva, no entanto, vejo 2011 como um ano difícil, duro e atribulado mas que me trouxe muitas coisas boas que guardo para a vida.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Me and my self ...on my own


Não me consigo imaginar numa relação amorosa.
Não consigo imaginar-me tão próxima de alguém como já fui.
Não prevejo um futuro com um amor a sério, de verdade.
Não consigo olhar à minha volta e pensar que pode estar, em qualquer lugar, quem me fará amar de novo, querer viver para sempre a seu lado e fazer-me desejar tê-lo todos os dias, de todas as formas.
Não me imagino, no mais íntimo do meu ser, com alguém, por amor de verdade. As pessoas fazem-me impressão e não consigo olhar-lhes como seres passíveis de apaixonar e muito menos de amar. Acho que perdi a fé, a crença nas pessoas. Não acredito, como antes, que o amor seja possível. Não sou capaz de confiar ou estar segura em relação às pessoas...

Estarei seca? Eu não era assim antes de ter amado!
Será que o meu coração congelou? 
É o que me parece, muito sinceramente...

Sinto falta de me apaixonar, de querer muito, loucamente, alguém como antes era capaz.
Tenho saudades de me envolver tanto que chegasse a acreditar que não podia viver sem aquela pessoa...
Tenho saudades de sentir aquela força esmagadora que é estar verdadeiramente apaixonada, de sentir as pernas a perderem a força, os olhos encherem-se de água e sentir, com cada pequena parte de todo o meu ser, o amor que exista quando se troca um beijo sincero, genuinamente apaixonado.
Tenha saudades de me emocionar quando dois corpos se juntam como um só, simplesmente por sentir, na pele uma na outra, todo o amor que nos consome. 

Temo nunca mais voltar a sentir tudo isso.

Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...