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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Desafios e Sonhos

É curioso aperceber-mo-nos que a nossa disponibilidade financeira tem muita influência na forma como encaramos as coisas - se formos pessoas minimamente responsáveis. Agora que temos ambos salário, já não nos privamos de tanta coisa como há dois anos atrás mas, ao mesmo tempo, tentamos sempre fazer um exercício de contrabalanço ponderando "se antes conseguíamos viver gastando X, por que é que agora não havemos de conseguir viver gasto Y"? Ou seja, não quer dizer que se gaste apenas o "X" que antes se gastava, porque isso é sempre difícil, afinal somos seres em constante evolução e desenvolvimento e só o facto de termos de trabalhar acarreta determinadas despesas que antes disso não tínhamos - assim de repente consigo lembrar-me das deslocações por exemplo. Mas também não temos, só porque já temos possibilidade de o fazer, de gastar "Z" (que equivaleria a todo o montante que temos disponível), podemos perfeitamente encontrar um meio-termo, um equilíbrio que vá ao encontro das nossas ambições, metas e objectivos. Daí ter referido que em vez de gastar X que era o mínimo dos mínimos indispensável à sobrevivência e gastar Z que seria tudo o que temos possibilidade de gastar (ex.: todo o nosso ordenado), podemos decidir gastar Y que seria um pouco mais do que o mínimo - porque precisaremos dada a evolução de vida e porque merecemos - mas menos do que o máximo - se houver essa possibilidade.


Eu sei bem - muito bem - o que custa poupar. Não temos pais que possam ajudar-me, nem padrinhos, nem nada. Não temos ordenados por aí além, temos de pagar nós todas as nossas despesas, não temos casa própria, não temos nada "grátis" e tudo custa dinheiro. A vida está cara mas com muito foco e dedicação, tudo é possível. Nós casámos (igreja, registo e festa), pagando nós o nosso casamento, dentro das nossas possibilidades, quando eu não tinha ordenado e só o homem trabalhava. E foi possível sabem como? Com adequação do que se deseja ao que se pode, com muita contenção, com redução máxima de despesas e com recurso às poupanças de anos. Casar, para nós não foi só um dia único, a celebração do nosso amor e uma festa bonita, casar, para nós foi um grande desafio, uma conquista conjunta, um processo e uma construção partilhados que no final valeram cada esforço. Foi uma aprendizagem e uma lição que acreditamos termos capacidade de aplicar para o resto da nossa vida. No nosso caso o casamento foi o maior desafio até agora, antes tinha sido irmos morar juntos (apesar de tudo) e se Deus quiser um dia será ter a nossa própria casa e aumentar a nossa família mas só cada um pode determinar o que pode servir de exercício ou treino para realizar um sonho, por mais que possa parecer impossível.

Para mim é muito importante lembrar-mo-nos de onde vimos, do que já passámos e do que conseguimos até agora. Olhar para trás pode ser uma grande escola quando o objectivo é nos motivarmos e respondermos à questão que não deixa de nos martelar a cabeça: "será que sou capaz?". Não é fácil, não é nada fácil e há dias/momentos em que só apetece desistir mas o esforço um dia vai compensar, só posso acreditar nisso. Para mim, essa é parte da magia do meu dia de casamento: perceber que toda a nossa luta, os nossos esforços e a nossa motivação tinham resultado em algo muito além do melhor que tínhamos sido capazes de imaginar. E tinha-mo-lo conseguido juntos. Não há maior riqueza que isso, partilhado com aqueles que nos são mais queridos.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Somos os mais recentes proprietários...

...de uma motorizada!

O homem anda há uns tempos em estudos de mercado e possibilidades de melhorar a sua qualidade de vida. Trabalha a 30km de casa, o que faz com que tenha de fazer diariamente cerca de 60km. E como o que ganha não é ainda nada por aí além, faz o percurso diário de transportes. Não é comportável fazê-lo de carro porque o custo seria elevadíssimo e incerto (além disso, tem associados muitos outros custos de utilização e manutenção) daí que tenha surgido a hipótese de fazê-lo de mota por ser um meio de transporte quase tão cómodo e rápido mas muito mais económico. Contas e mais contas, opiniões e mais opiniões, estudámos as possibilidades todas. Fomos ver algumas, procurámos preços, críticas, modelos, alternativas...

Não vimos muitas pessoalmente, nem sabemos andar de mota, muito francamente. Vamos ter de aprender. Mas surgiu a oportunidade, de comprar a um stand, uma mota com pouco mais de dois anos, que não nos exige carta de mota (podemos conduzi-la com a carta de ligeiros pois não é superior a 125c), a um preço que podemos pagar, dando-nos algumas garantias de longevidade. Vem associada à mota uma série de custos extra, que nos obrigam a mexer nas poupanças muito sofridas. Mas o dinheiro não é tudo e pensar que ele pode levar menos de uma hora e meia na deslocação casa-trabalho ou trabalho-casa só me dá vontade de pular de alegria e achar que vale a pena pelo menos tentar. Não é que não se faça mas resulta numa perda de três horas diárias e desgaste físico que se reflecte na disponibilidade psicológica e emocional. Ainda mais quando já o faz há alguns anos.

Que Deus nos ajude nesta nova aventura e nos proteja! Torçam por nós. E eu que sempre sonhei ter uma mota desde os 14 anos e já tinha recalcado esse desejo?! Nem estou em mim.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Quando "não dá mais"

Os nossos padrinhos de casamento separam-se.
A notícia chegou inesperadamente mas não posso ser verdadeiramente franca se disser que nunca pensei que pudesse acontecer. Somos de alguma forma próximos e sabemos como se relacionam. Além disso, sabemos que as relações, os "casamentos" não são eternos e muito menos fáceis...estas coisas podem sempre acontecer, a qualquer um. Não acabou o amor mas a relação estava tão desgastada e sem brilho, que já não fazia sentido.
Acho que a maior parte das vezes em que se "acaba a relação" não é porque se acaba o "amor" mas porque se deixou de investir, de dedicar e de alimentar a relação. Dá um trabalho do caraças! mas é isso que se tem de fazer se queremos ver uma relação tão íntima e próxima durar...
Nem sempre somos capazes. Ou porque os feitios são diferentes, ou porque se está cansado de insistir em certas coisas que são importantes para nós mas que não chegam à outra parte, ou porque simplesmente baixamos os braços e nos dedicamos a outra área que entendemos mais importante naquele momento na nossa vida, ou nos viramos para nós mesmos primeiro. Por vezes, depois de algum tempo numa relação absorvente, precisamos de nos virar para nós mesmos, para nos voltarmos a encontrar e equilibrar, porque já nem nos reconhecemos. Já me aconteceu e é do mais duro que se pode experimentar. Não se deixou de gostar do outro mas já não estamos bem naquela relação, naquela situação, já não nos sentimos capazes de continuar. É preciso. Por vezes é preciso. E o tempo é o nosso maior aliado. Foi o meu.


Não me custa que os nossos padrinhos se tenham separado. Custa-me sim que estejam a sofrer. E só espero que o quanto antes a vida se-lhes componha porque o tempo vai passar...e vão aprender a lidar da melhor forma com o que lhes aconteceu.

domingo, 24 de setembro de 2017

Medo de deixar de amar

 

Serei só eu que tenho um autêntico pavor sequer de pensar na possibilidade de um dia chegar à conclusão que deixei de amar o homem da minha vida? Este receio assola-me de quando em vez os pensamentos. Será que é possível amar para sempre a mesma pessoa? Será que, pelo contrário, é possível que o amor se perca? 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sob o sol da Toscana

Esbarrei neste filme mas, como sempre, nada é por acaso. E veio mesmo, mesmo a calhar.


Confesso que não dava nada por ele e julguei-o mais uma comédia romântica comum. Enganei-me. Fiquei encantada com o enredo e a história que se desenrola é muito interessante, a meu ver. Fala de novos começos, de atitudes e formas de encarar a vida e, no fundo, a mim reportou-me para a importância que um "lar" pode ter para alguém (que tem, pelos vistos, para mim).
Um sítio com o qual sonhamos, seja ele um bem, um lugar, um estado que se pretende alcançar, pode fazer o nosso mundo girar à sua volta. Porque afinal é o nosso propósito, aquilo para o que trabalhamos e ao qual dedicamos todos os nossos esforços. Por mais que sejamos obrigados a fazer algum desvio no nosso caminho, só não podemos perder de vista esse nosso foco.
Sob o sol da Toscana reporta-nos para um ambiente que para mim é tão cativante que não há como não sonhar com uma vida naquelas terras. Os cenários são paisagens e molduras naturais incríveis, as personagens são interessantes e as suas histórias podiam tão bem ser as nossas (em certa medida, como é óbvio), que nos dão que pensar.
Era a mensagem que eu estava a precisar de receber e por isso, mas não só, adorei o filme. Vale a pena ver.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Consegui! Consegui! Consegui!!!


Confesso que ainda não estou em mim. Ter sido aprovada na derradeira prova final fez-me sentir que tinha cumprido o meu dever (não é um dever para com mais ninguém senão para comigo mesma, acima de tudo!). É como ter conseguido chegar ao cimo da montanha mais alta do mundo, como ter atingido a meta em primeiro lugar, depois de uma maratona de esforço, como ter terminado uma jornada em que esforçámos o nosso corpo até ao limite das nossas forças e capacidades. É um alívio e uma sensação de superação indescritíveis. Eu consegui! Sim, eu consegui! É mesmo verdade, aconteceu! É real e mal consigo, ainda que já passados alguns dias, acreditar! 

Pode não ser uma grande coisa mas era o meu grande objectivo, um desafio e uma meta muito importante. Passaram-se muitos anos desde o início da minha formação superior, passaram muitas pessoas pela minha vida, muita coisa aconteceu, muita coisa mudou. Chegaram ao fim cerca de sete anos e cinco meses! Foram anos muito enriquecedores mas sem dúvida os que mais me testaram, aos mais variados níveis. Passaram por mim muitas pessoas especiais, umas ficaram, muitas saíram da minha vida. Muita coisa aconteceu, muitos desafios mas também muitas conquistas. Ganhei pessoas, perdi pessoas... Cresci, envelheci, aprendi. Foram anos de muita mudança, de muito crescimento e evolução pessoal, acima de tudo. Terão sido, com certeza, anos cruciais da minha vida, que ditarão muito do rumo que ela seguiu ou seguirá.


Chorei muito, ri muito, vivi muito. Dei tanto e recebi mais ainda. Fui muito feliz e muito infeliz. Posso dizer que provei um pouco de tudo o que havia no meu caminho. Durante todo este tempo, o blogue acompanhou os meus passos e foi muito importante para grande parte do meu percurso. Sem ele (e sem vocês aí do outro lado!), não teria sido a mesma coisa. Através dele, pude partilhar o que não me atrevia a dizer, o que não me arriscava demonstrar. E isso terá sido fundamental para manter a minha sanidade mental... e para crescer. 

Sinto-me muito agradecida e verdadeiramente abençoada por tudo o que tenho tido oportunidade de viver. O bom e o menos bom. Porque tudo faz parte do caminho e porque tudo, em conjunto, permitiu-me chegar onde estou hoje e caminhar para onde estarei daqui em diante. Por tudo isso, OBRIGADA, de todo o meu coração.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Como o tempo passa por nós

A sensação que tenho é que os dias, as semanas e os meses se têm atropelado uns atrás dos outros. Parece que anda tudo a competir para ver o que passa mais depressa e quando dou por mim parece que fui abalroada pelo que (afinal) já passou. Nos últimos tempos tenho sentido muito isso. Ainda há dias fui pedida em casamento e afinal, já passou um ano, já casei, já fui de lua-de-mel e já estou casada há mais de três meses. Ainda há pouco tempo embarquei na maior aventura da minha vida e mudei-me para outra cidade para estudar e já estou (finalmente!) a trabalhar (embora ainda não na minha área). E já tanta mas tanta coisa aconteceu...! Ainda ontem terminei o mestrado ou comecei o estágio na Ordem e já tudo terminou (finalmente!) - afinal são já mais de sete anos! 


Isto tudo, não porque não nos custe a passar as situações, enfrentar os obstáculos, dar a volta aos imprevistos e (re)inventar soluções mas parece que, terminadas as coisas, o tempo até passou por nós a voar. Claro que também é mais fácil falar assim ou pensar nisto desta forma quando as coisas já foram ultrapassadas (principalmente no que diga respeito às mais duras), mas não deixa de ser um pouco assustador dar-mo-nos conta da velocidade a que o tempo passa por nós, sem que possamos fazer grande coisa quanto a isso. Afinal, temos trabalho, temos de cozinhar, tratar da casa, dormir e o que é que nos resta de tempo útil? Que poder temos nós sobre o tempo?! 
Até parece brincadeira falar disto porque não temos qualquer poder sobre o tempo, a única coisa que nos resta é tentarmos fazer com ele o melhor que conseguirmos dentro de todas as limitações e circunstâncias que possamos ter, não deixando de fazer, nem que sejam pequenas coisas que nos façam felizes, por mais simples que sejam, sempre que nos seja possível. Porque muitas vezes temos objectivos e sonhos gigantes, que nos sugam o foco e, muitas vezes, as forças, o empenho, o tempo e a dedicação e quando damos por nós não fazemos (mais) nada da nossa vida. Essa é uma vida muito limitada. E a gestão não é fácil entre objectivos de vida, pretensões, circunstâncias, o que nos faz feliz, tempo e concretizações.
O que é que aprenderam com o passar do tempo por vós? Têm conselhos para uma gestão mais eficaz e eficiente?

terça-feira, 14 de março de 2017

OBRIGADA!


E essa fé, sem dúvida me tem ajudado a ultrapassar cada provação, cada obstáculo e cada conquista. Se acreditarmos, metade do caminho está feito. Não vale a pena tentar contornar isso. E eu só posso ser, hoje, muito mas mesmo muito, muito agradecida por tudo o Ele que me tem concedido.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

É sexta-feira!


E por isso, nem o frio nem a chuva são capazes de me tirar o bom humor.
Esta semana foi tramada...tal como as últimas. Já nem me lembro da última em que estivemos mais descansados e o cansaço já se reflecte na nossa falta de paciência, motivação e capacidade de reacção.

Os primeiros dias no trabalho têm corrido bem e já falei com o meu patrono sobre a possibilidade de continuar a ter o seu apoio no meu percurso formativo por isso foi uma semana produtiva ...mas com muitas coisas a acontecer pelo meio, ao mesmo tempo, que exigem muito de nós. E toda uma nova rotina à qual temos obrigatoriamente de nos adaptar. Leva tempo mas chegaremos lá!

Não posso deixar de pensar em como o encadeamento das coisas faz todo o sentido e permitiu-me fazer as várias coisas que precisei, no tempo que tinham de acontecer. Primeiro tive exames, casámos, chumbei nos exames, a minha sogra adoeceu, encontrei trabalho. Se não tivesse acontecido exactamente a coisa anterior, provavelmente a seguinte não se daria. E não deixa de ser curioso como tudo acontece de forma tão perfeitamente programada... E por mais que nós não a compreendamos no momento, as coisas acontecem de determinada forma porque têm de acontecer assim.

Boa sexta-feira!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Estou empregada!

Voltei, voltei, voltei de lá...!

Há precisamente uma semana atrás, estava eu, por esta hora a caminho de uma entrevista. A proposta não era fantástica mas era a melhor que já tinha recebido ultimamente. Tive uma conversa simpática com a responsável pelos recursos humanos de uma multinacional prestadora de serviços de consultadoria. Trabalharia por objectivos e portanto, ganharia à comissão, consoante aquilo que conseguisse produzir. Seria prestadora de serviços para a empresa e nos três primeiros meses teria uma bolsa de formação de 700€ para garantir o período inicial de formação com algum rendimento (já que a produção reduzida por estar em formação. Tem piada como tudo é relativo. Quando sai de lá com a indicação de que seria contactada para uma segunda entrevista com o responsável de departamento, dadas as condições que me adiantaram, era uma proposta a considerar por se tratar da melhor que tinha recebido em tempos (ainda que não fosse, nem de perto nem de longe, francamente, para mim, uma boa proposta tendo em conta as condições oferecidas).
Pois que todo o universo conspira em nosso favor quando alguma coisa não tem de acontecer. 
Poucas horas depois disso, estava eu no supermercado, recebi uma chamada para uma outra entrevista. Pouco mais de meia hora depois do telefonema, já eu estava nas instalações da entidade que me queria entrevistar. Tinham urgência e pediram-me que fosse assim que possível. 
Fui recebida por três pessoas, que me questionaram sobre o meu percurso e as minhas circunstâncias actuais, explicaram o que pretendiam de um novo funcionário e... cerca de meia hora depois, estava contratada para começar no dia seguinte às 9h (era final de tarde). Parece mentira mas aconteceu. 
Não sabia muito bem se tinha tomado a decisão certa, se aquilo seria boa ideia e nem muito bem o que fazer mas, apresentadas as condições que tinham para me oferecer, aceitei sem muita hesitação.
Muito a medo mas sem saber muito bem no que me estava a meter, lá fui ter com o meu homem sem ter a certeza se devia celebrar ou desistir logo daquela ideia peregrina.
No dia seguinte, lá fui eu e por cá tenho estado desde então. Ainda estou muito no início mas estou a gostar. É desafiante mas também tenho uma boa motivação. Desejem-me sorte! Realmente, por vezes não entendemos o nosso caminho, o que nos acontece, como e porquê mas, cada vez acredito mais que tudo acontece por uma razão porque há um plano superior para nós cheio de mistérios incríveis.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

1 mês ♥ Marido e Mulher


Precisamente há um mês atrás, tínhamos acordado no quarto que nos recebeu para a primeira noite como marido e mulher e acolheu a nossa noite de núpcias. Não dá para descrever a sensação que trazia dentro de mim com rigor mas o que consigo encontrar mais semelhante é a de uma grande plenitude que me enchera a alma. Trazia o coração a transbordar de tanta emoção, de tanto sentimento, de tantos olhares especiais, de tanto carinho. Nunca na minha vida vivi um dia tão especial e feliz como o dia do meu casamento. Até hoje nunca me senti tão acarinhada por tanta gente tão especial para mim como naquele dia. Nunca vivi outro dia em que sentisse que a minha felicidade, aquilo que eu e o meu marido partilhamos e alimentamos todos os dias - o nosso amor - fosse tão partilhado e compreendido, quase que visível, pelos outros e, mais que isso, pelos que são os mais importantes para nós, os mais queridos, os mais especiais. Foi um dia incrível e acordámos quase que nas núvens no dia seguinte. Como se não desse para acreditar que tinha sido real, porque tinha sido tão bom e tão bonito, tão especial, que nem parecia de verdade.
Acordámos de coração cheio com o que tínhamos vivido e sentímo-nos completos por nos termos um ao outro, inteiramente, como sonháramos durante todo o tempo de preparação daquele momento único. Era um misto de plenitude e de tranquilidade inexplicável dentro de mim. Eu senti-me maior, do alto da minha insignificância neste universo. E só me senti assim por ter estado rodeada das pessoas mais queridas, especiais e importantes para nós, numa jornada como aquela. Mais do que isso, senti-me maior por ter sido digna de viver isso e ter a honra de partilhar a minha vida com a pessoa que está ligada a mim tão umbilicalmente que a sinto como parte do meu ser. Ou não nos tivéssemos tornado um só corpo e uma só alma.

Quanto ao espaço temporal, não consigo acreditar que só se passou um mês. Parece que já nos casámos há tanto tempo que não dá para entender. Como se as memórias de um dia tão inacreditável já estivessem mais do que enraizadas dentro de nós e as (poucas) novidades que esse evento trouxe à nossa vida já fizessem parte de nós há séculos - afinal foram só a denominação e a aliança no dedo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

2016

Comecei o ano na minha terra, com o meu homem, pela primeira vez.
Fomos à Exponoivos.
Reservámos as nossas alianças de casamento.
Fiz uma viagem de carro improvável, até à Irlanda, com uma amiga.
Conduzi à esquerda.
Viajei numa companhia low cost para regressar a casa.
O meu pai veio visitar-me de surpresa pelo meu aniversário.
Fomos a Fátima (com o meu pai, com os pais do homem, com os meus padrinhos, e primos).
A minha mãe, mais uma vez não esteve no meu aniversário, desta vez porque o meu pai estava cá (e fez um drama por isso).
Recebi um smartphone digno desse nome pelos meus anos.
Comprámos as viagens para o nosso casamento.
Comprámos as viagens à terrinha com muita antecedência.
Fomos à Covilhã e a Manteigas com amigos e apanhámos neve na Serra (embora não tenhamos conseguido subir à Torre).
Contratámos a animação do nosso casamento.
Escolhi e reservei o meu vestido de noiva.
Decidimos o fotógrafo do nosso casamento.
Mudámos de mecânico, esperemos para melhor.
Fizemos e entregámos os nossos convites de casamento.
Renovei o cartão de cidadão.
Comprámos as viagens para as férias de Agosto.
Fomos a castings enquanto casal.
Fizemos trabalhos de figuração.
Conhecemos o Monte Junto.
Fomos a uma aula de valsa vienense e ensaiámos uma coreografia.
Fomos a um festival de tunas.
Maquilhei-me muitas vezes.
Conhecemos melhor um novo vizinho.
Perdi a peça de teatro do G. porque, apesar de estar perto, não sabia onde era ao certo.
Ofereci ao G. um relógio.
A minha irmã veio ver-me!
Celebrámos o aniversário do G. com um piquenique.
Não dei nada ao homem pelo seu aniversário - fiz um jantar especial e três bolos.
Dei roupa, desfiz-me do que não usava.
Deixei de lavar o cabelo dia sim dia não.
Vendi coisas para arrecadar algum dinheiro.
Esforcei-me para tratar mais de mim (pele e cabelo).
Fui à Bica nos Santos, e a Alfama.
Choveu granizo em Lisboa.
Fui ao Castelo de São Jorge.
Recebi a minha prima na capital.
Fui aos Santos com a minha irmã!
Tirei uma foto com o Quim Barreiros.
Li o Quem mexeu no meu queijo.
Enchi a casa de gente.
Comprei uma placa de bruxismo.
Dancei muito no bailarico das festas populares.
Assisti à defesa da tese da S.
Passei a usar óleo de coco no cabelo.
Fui à praia pela primeira vez em Junho.
Revi a minha amiga italiana SS.
Fomos ver um jogo de Portugal num parque público.
Não cortei o cabelo.
Fomos ao Marquês celebrar a vitória da Selecção portuguesa no Euro.
A minha irmã voltou a estudar.
Fomos de férias para a terrinha em Agosto.
Parti a minha contenção inferior e tive de a refazer.
Acompanhei o trabalho de um notário.
Fomos ao casamento de um casal de amigos.
Fizemos novos amigos, que vieram aumentar a família.
Fiquei fã de Youtubers e fartei-me de ver vídeos.
Fartámo-nos de organizar e trabalhar para o casamento.
Fiz gelinho nas unhas (com a minha irmã).
Fiz exames escritos.
Fui a entrevistas de trabalho.
Recebi o meu querido T. em nossa casa.
Fui ao Oceanário.
A minha irmã foi a responsável pela minha "beleza de noiva".
Ficámos amigos do padre que nos casou.
Fiz uma sessão de fotos com as minhas amigas mais queridas.
Tive duas despedidas de solteira.
Recebemos os nossos padrinhos emigrados.
Comprei um batom escuro (e passei a usar batom).
Recebemos amigos na terrinha, para o nosso casamento. E eles ajudaram muito nos últimos preparativos da boda.
Passámos os últimos dias antes do nosso casamento em stress e pressão total.
Passei uma tarde no spa.
O homem ficou efectivo no trabalho.
O nosso gato filmou um anúncio.
Casámos.
Revi a minha querida MJ depois de tanto tempo.
No dia seguinte ao nosso casamento tínhamos tudo pago.
Fizemos um workshop de culinária.
Apesar de terem mostrado interesse em que eu fique no escritório, não me souberam dizer nada ou fazer nenhuma proposta em concreto sobre lá continuar.
Mudei a minha morada fiscal.
Vimos centenas de filmes em casa.
Fomos a Paris e à Disney!
Recebemos uma TV de presente.
Dei coisas que tínhamos a mais em casa.
Algumas pessoas, por altura do nosso casamento, surpreenderam-nos, reforçaram o que sentíamos em relação a elas e outras desiludiram-nos.
Fui ao jantar de Natal do escritório.
Um dos meus dentes da frente começou a mexer-se e tive de fazer ajustes na contenção superior.
Não dei presente de Natal ao meu marido, nem recebi dele nenhum.
Passámos o Natal em nossa casa e quem quis estar connosco foi lá.
Lavei o meu vestido de noiva.
Constituímos uma poupança conjunta.
Não passei nos exames que fiz.
Recebi a minha primeira agenda forense.
A casa do meu pai sofreu um acidente com um carro, que destruiu o quintal.
Fomos passar o ano à Serra, com amigos e a família deles.


2016 ficará para sempre na minha memória porque nele vivi momentos únicos e o dia mais feliz da minha vida. Mas não foi um mar de rosas. Eu sei que nunca é mas este ano foi particularmente duro para mim, pessoalmente, a nível emocional. Senti-me muito pouco valorizada ou útil no âmbito profissional e isso começa a reflectir-se na minha maneira de estar, na minha atitude e no meu espírito. Não sei como posso mudar isso mas sei que tenho de o mudar, caso contrário darei em maluca - já não falta muito. Foi um ano de espera, de incerteza e insegurança generalizada para mim. Em perfeita oposição a isso, foi o ano em que alicerçámos o que nos une no matrimónio e reforçámos os laços que existem entre nós. Só esse aspecto da minha vida pessoal amorosa salva o ano acabado, se quiser ser muito franca e simplista. 2016, tu foste muito duro de roer. Trouxeste momentos únicos e inesquecíveis mas foste maioritariamente marcado por dificuldades, provações e lágrimas. E o que eu tenho a dizer-te sobre isso, é que farei de tudo para que esse tipo de coisas façam parte disso mesmo: do passado.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Relação Preço-Qualidade

Decidi partilhar a minha experiência porque acho que pode ser útil para alguém.
Eu comprei uns botins no Pingo Doce, em promoção, há cerca de duas semanas (antes do Natal). Sim, calçado no supermercado. Não foi numa loja associada ao supermercado, foi mesmo no supermercado porque tinham promoções especiais e de 39,99€ ficaram a 17,99€. Numa primeira fase fiquei reticente e não estava confiante com a compra mas... experimentei-os, gostei deles e pareceram-me confortáveis, em conta e uma boa compra. Trouxe-os para casa. Como sempre, não os usei logo - tenho a mania de não usar logo a roupa ou calçado novos, então utilizo-os pela primeira vez em um dia "especial", no caso, foi só no dia ou na véspera de Natal. Procurava uns botins simples, em pele / camurça, em conta mas quando compro tenho sempre imensa atenção à qualidade do produto independentemente do preço que pague por ele (afinal, as informações dos botins indicam ser pele). Acontece que apesar de muito bonitinhos, os botins ficaram, após uma ou duas utilizações muito vincados e marcados. A "pele" ficou sem cor e vincada, eu não podia acreditar e não achava normal aquilo acontecer assim. Nunca me tinha acontecido nada semelhante com um artigo novo e supostamente em pele. Achei que não perdia nada em passar numa loja e expor o sucedido a ver o que me diziam, então enchi-me de coragem e lá fui eu, perguntei a uma funcionária se havia alguma coisa que pudesse ser feito, tendo em conta o meu descontentamento e o facto de ainda ter o talão de compra e não terem decorrido nem três semanas.


A funcionária acabou por me fazer a devolução do dinheiro que paguei pelas botas e elas lá ficaram. Acho que, independentemente do preço que se pague pelo artigo, ele tem de corresponder às características que anunciam. Ainda me disse a funcionária que não podiam ser de pele por aquele preço mas então porque davam essa informação nas características do produto?! Obviamente que sei que um artigo mais em conta, à partida, durará menos, terá menos qualidade ou algo assim. Mas não aceito que o preço seja desculpa para se enganar o consumidor - se o que está anunciado promete X, não nos podemos contentar com Y, seja por 1, 10 ou 100€. Acredito mesmo que é porque as pessoas se conformam, não reclamam e ficam caladas que as grandes superfícies comerciais ganham dinheiro com coisas sem a mínima qualidade e que muitas vezes não custam assim tão pouco. Afinal, para deitar fora, seja 1, 10 ou 100€, a mim custa-me da mesma maneira, é sempre deitar dinheiro fora, desperdiçar.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O meu ramo de noiva


Ainda se lembram da saga do ramo de noiva? Eu não sabia o que queria. Só sabia que não queria algo banal ou muito visto (quem quer!?) nem queria um ramo muito grande (porque para mim não seria equilibrado). Disse à florista e enviei-lhe ideias do que queria, sendo que o que ela me transmitiu foi que não podia fugir às cores da decoração porque seria dispersar e não conjugaria com o que eu tinha idealizado como conjunto de noiva (ou seja, vestido, cabelo, acessórios, etc. que iria usar no dia do casamento). Deixei nas mãos dela a decisão e a elaboração, confiando no seu talento e percepção do que queria, depois de termos discutido e acordado orientações.
Não tinha idealizado nada em particular ou específico pelo que não criei expectativas. Talvez por isso tenha ficado tão feliz quando os vi. Pedi dois ramos de flores porque um ofereceria a Nossa Senhora e outro acompanhar-me-ia todo o dia e levaria a promessa de um casamento próximo a alguma das solteiras. Eram muito mais do que poderia alguma vez ter pedido ou explicado querer. Vi-os na manhã do dia em que me casei, antes de terminados porque tive de ir à florista deixar umas coisas que faltavam, quando vinha do cabeleireiro, a caminho de casa para me arranjar. Fiquei encantada com eles. Diferentes um do outro mas tão a minha cara e a do casamento que melhor seria impossível. Só tinha pena de serem efémeros, pelo que pedi ao fotógrafo que os imortalizasse nas fotografias para que fiquem sempre nas nossas recordações.
Quando puder partilho imagens.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Fim de ano


Este fim de ano vamos rumar ao frio. Aceitámos o convite de um casal amigo nosso para terminarmos o ano e começarmos o novo com eles e com a família no centro do país e partiremos de fim-de-semana. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Um tropeço


O ano fecha com uma má notícia para mim. Os resultados dos exames foram publicados e eu não tive nota suficiente para ser admitida a prova oral. Não é o fim do mundo, bem sei, nem é nada que não se resolva e se assim foi é porque tinha de ser. Mas não deixo de senti-lo como uma derrota, como demonstração de que não fui suficientemente boa naquilo a que me propunha e é a confirmação do que eu mais temia - algo que me impede de avançar como eu pretendia (são ritmos, oportunidades e tempos que se atrasam). Agora só há uma coisa a fazer: encontrar uma alternativa perante o que tenho disponível, a minha realidade e as minhas possibilidades reais e actuais.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Admirável mundo novo

Uma das prendas de casamento que recebemos foi uma TV. Pode parecer-vos estranho mas para nós é algo que dificilmente compraríamos e que, ao mesmo tempo, veio mudar muito a nossa vida.
Nós tínhamos uma televisão em casa, aliás, na verdade temos até duas mas eram ambas daquelas TV's antigas. E até aqui nada de mal, problema nenhum, elas funcionavam e serviam a sua função perfeitamente - precisamente por isso não estava nos nossos planos comprar uma mais moderna porque não temos dinheiro de sobra e não é uma prioridade. Mas nós além de TV antiga, não temos pacote de televisão por cabo cá em casa. Ou seja, tínhamos acesso aos canais abertos através de descodificador TDT e antena receptora de sinal. A juntar a isto, o nosso entretém é ver filmes em DVD - comprámos um leitor há uns anos em segunda mão e compramos DVD's originais a muito baixo custo, em segunda mão também. Isto implicava uma série de ligações e de cabos e um frenesim e ginástica constantes e diários de "liga e desliga" todos os serões. Os cabos e as ligações são chatos porque nem sempre funcionam correctamente, ou porque não encaixam bem, ou porque têm folga, ou sei lá porquê. E ultimamente esta situação já nos tirava a paciência e até o proveito dos nossos queridas sessões de cinema caseiras. Mas não nos passava pela cabeça, ainda assim, investir numa televisão porque temos outras prioridades. Íamos ter de aguentar, contentar-nos com o que tínhamos e esperar até mudar a nossa situação.


Até que alguém mudou a situação por nós e nos ofereceu como prenda de casamento uma TV enorme, super moderna e com imensas funcionalidades. Que nos permitiu (espantem-se!) dizer adeus ao TDT, à necessidade de ter o que não se está a usar naquele momento desligado (o DVD tinha de ser desligado quando queríamos ver TV e vice-versa) e ao ter algum de nós de se levantar volta e meia ou para aumentar o volume, ou para mudar a fonte ou para ajeitar um cabo mal encaixado que não nos deixava passar a imagem como deve ser. E assim, os nossos últimos dias têm sido a descoberta de um admirável mundo novo à distância de um comando. É verdade que é um luxo e que vivíamos bem sem ele mas é um conforto incrível e foi uma prenda útil, que fez a diferença para nós.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Voltei casada!

E, sobretudo, muito, muito feliz. 


Desculpem a ausência mas foram semanas de loucos, muito intensas em que ultimámos preparativos, casámos, regressámos a casa, tratámos de assuntos pendentes, fomos de lua-de-mel e acabámos de regressar. 
Neste intervalo de tempo muita coisa aconteceu e muito nos encheu o coração. Tudo superou as nossas melhores expectativas. Não foi perfeito, como aliás nem seria possível, mas não trocaria nada de nada, nem um milésimo de segundo. Foram dias incríveis, sentimentos avassaladores, sensações indescritíveis e momentos únicos, que guardaremos para sempre no mais sagrado dos nossos corações.
Só podemos estar inteiramente agradecidos por todas as bênçãos que recebemos. Nem nos nossos sonhos imaginámos tanta coisa tão especial, sentida e pura. Obrigada, obrigada e obrigada. Mil vezes obrigada. A Deus, ao meu marido, a cada uma das pessoas que fez parte de um dos marcos mais importantes das nossas vidas. Não há palavras que façam justiça ao que temos vivido.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Casamento e Preconceito


De entre as inúmeras coisas (absurdas) que ouvimos desde que ficámos noivos, esta é uma coisa que eu, pessoalmente, sinto quando partilho que me vou casar. Na maioria dos casos, o que acontece é que logo a seguir me perguntam a idade e, quando não dizem nada a seguir, não são precisas palavras para que eu sinta que há um certo julgamento por casar "cedo". Ainda há pouco tempo me disseram "ainda tens tanto para viver..." com ar de tristeza e descrença. E eu quase me sinto na obrigação de me justificar, que é ridículo!
É muito fácil julgarem as pessoas pelo que pensam que sabem sobre elas. Os comentários e os "conselhos" muitas vezes são-nos enfiados pelos ouvidos adentro sem termos pedido. Na maioria das vezes eu acolho com muito agrado os conselhos que me/nos dão mas há certas coisas que eu não consigo aceitar de coração aberto, porque me parecem demasiado carregadas de negativismo, de descrença e de mágoa até.
Eu vou casar, nesta altura da minha vida (tendo em conta idade, situação profissional e condição financeira) porque me faz sentido a mim e ao meu noivo. Nós, vamos casar-nos porque queremos ficar juntos. Não que o casamento signifique isso mesmo mas porque queremos investir na nossa relação desta forma. Não quer dizer que seja preciso casar para ficarmos juntos e muito menos para investirmos na relação. Esta é só a nossa forma de o fazermos e aquilo que para nós faz sentido.
E venham os argumentos da instabilidade, venham os da idade, venham os da oportunidade, venham os do que implica o casamento e todos mais. Para nós, isto é o que faz sentido, neste momento, por isso é o que queremos que aconteça nas nossas vidas. E se Deus nos ajudar há-de correr tudo bem.
É claro que nós não somos idealistas nem sem noção e sabemos que muita coisa pode acontecer. É claro que pensamos e tememos que um dia cheguemos à conclusão que não conseguimos ser felizes juntos mas isso deve impedir-nos de viver aquilo que neste momento o nosso coração nos diz?! O que tiver de acontecer, há-de acontecer. O medo do que virá não pode impedir-nos de viver.


Afinal, casar não muda em quase nada a minha vida nem a dele. Nós vamos casar-nos por motivos de crença, sentimentais, que só a nós fazem sentido, e só a nós dizem respeito, na verdade. Casar não nos impede de viver, casar não significa morrer, casar não exige uma casa ideal, o carro, o emprego de sonho e tudo mais. Não podemos construir o nosso "ideal" a dois? Afinal, para mim, relação é construção. Casar só exige amor, dedicação e respeito.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Aqui vamos nós outra vez


  • Na semana passada fui, pela primeira vez, a um cartório, passar o dia com a responsável para poder ter contacto com o que lá se faz e para tentar aprender alguma coisa que me prepare melhor profissionalmente. À partida irei lá passar um dia por semana, acompanhando como se trabalha lá, o que se faz, como e o que se pode cruzar com as minhas funções. Foi ideia do meu patrono que sugeriu que o fizesse com uma amiga sua que é notária. Eu achei uma óptima ideia e fui muito bem recebida na semana passada, acompanhei várias coisas com as quais nunca tinha contactado e isso encheu-me o dia. 
  • Tenho ido ao escritório duas tardes por semana, o que já é um avanço em termos de regularidade. Não é que antes não fosse o mesmo número de vezes mas ultimamente isso tem acontecido todas as semanas, enquanto que há algum tempo atrás podia passar semanas em que só lá ia uma vez ou que ia três vezes mas que depois não era tão certo... ultimamente tenho ido sempre duas vezes por semana, ainda que nem sempre aos mesmos dias. E, mais importante que isso, tenho feito sempre alguma coisa. É-me dado algum trabalho ou acompanho alguma reunião. Apesar de não ser fácil a minha posição atual e de haver dias em que me sinto incapaz ou inútil porque ainda me falta estar à vontade em muita coisa e aprender muitas outras, tenho de reconhecer que a minha participação e envolvimento têm sido progressivos, ainda que muito lentamente...
  • No final do mês tenho exames da ordem e mais uma vez estou aterrorizada com o que pode vir daí mas sei que fazem parte e apesar de significarem mais uma grande prova de fogo, também sinalizam mais uma etapa que se conclui espero eu. Ainda assim, só no final da próxima semana saberei se a documentação que entreguei está bem e se estou admitida a exame (apesar de ter entregue tudo isso no final de Julho!).

Conclusão: tenho pela frente muito trabalho e pouca vontade de me atirar a ele, confesso. Só peço forças para fazer o que tenho que fazer e superar mais este desafio. Preciso de me motivar. Mas afinal, se não o fizer, o que ganho com isso estando já tão perto de concluir mais esta fase?! Vamos lá a isso!

Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...