Mostrar mensagens com a etiqueta D[esabafos]. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta D[esabafos]. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Maio, Fim-de-semana e (não) Férias

Maio tem sido moroso e trabalhoso e talvez por isso tem custado a passar... uns dias escapam-se mas no fim de contas o fim do mês parece que nunca mais chega. 
É um mês muito especial para nós porque fazemos anos que nos conhecemos e demos o nosso primeiro beijo. A nível profissional é uma época exigente para ambos e ultimamente, além disso têm surgido outras questões que nos ocupam os dias e o espírito.

E se os dias de semana parecem nunca mais terminar, o fim-de-semana escapa-nos sempre com uma lata do caraças que mal nos deixa sentir-lhe o gosto! Mas este fim-de-semana parece que foi mais longo. 

Passámos o sábado inteiro a ajudar alguém muito próximo a esvaziar a casa onde viveu décadas com o amor da sua vida e que a morte levou para longe de si. É de partir o coração. Ver as paredes despidas, as divisões esvaziadas quando sabemos que tanto amor ali morou, tantas recordações e memórias foram ali construídas. E o que custa sermos chamados à cruel realidade de que o dinheiro fala sempre mais alto e as pessoas conseguem ser desumanas quando se lhes põe em causa o lucro, o património fácil!
Esvaziámos uma casa e enchemos outra no mesmo dia, com vários quilómetros, estados de espírito, anos e expectativas de distância. Tantas vidas diferentes num espaço tão curto. Talvez tenha sido isso que fez parecer que aquele dia equivalia a tantos outros.

E depois de uma carga física e emocional daquelas, domingo imperativamente era dia em câmara lenta. Sem pressas nem obrigações. Lá nos pusemos em cima de duas rodas e fomos visitar A FEIRA DO LIVRO, como não podia deixar de ser. Voltar a casa, afazeres domésticos e terminar a noite com uma nova actividade: pinturas amadoras.


O marido está quase, quase a fazer anos e eu ainda não tenho bem decidido o que lhe vou preparar mas tenho várias ideias. Inicialmente ponderámos ir passar fora o fim-de-semana - que bem nos apetece!!!! - mas depois concordámos que este ano não deveríamos ir. Estamos em contenção de custos, a tentar poupar o máximo que nos seja possível e no ano passado fomos de fim-de-semana (e foi tão bom que só me dá vontade de ir outra vez!!!) por isso decidimos não sair neste para não gastarmos. 

Este ano provavelmente não conseguiremos - contra toda a nossa vontade e com muita pena nossa - ir à minha terra em Agosto (como sempre vamos há já 7 anos) porque as viagens estão, como de há algum tempo para cá estão sempre, muito caras e nós não achamos justo o preço absurdo que as companhias aéreas pedem e estamos em fase de poupança máxima. No ano passado gastámos uma pequena fortuna para lá irmos três vezes, este ano não pode ser.

E é este o estado das coisas por aqui. Sem perspectiva de férias porque não queremos gastar dinheiro e com o corpo a exigir-nos descanso porque estamos estourados dos últimos meses mas com um objectivo maior na mira - e para esses o esforço tem de ser máximo.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Desafios e Sonhos

É curioso aperceber-mo-nos que a nossa disponibilidade financeira tem muita influência na forma como encaramos as coisas - se formos pessoas minimamente responsáveis. Agora que temos ambos salário, já não nos privamos de tanta coisa como há dois anos atrás mas, ao mesmo tempo, tentamos sempre fazer um exercício de contrabalanço ponderando "se antes conseguíamos viver gastando X, por que é que agora não havemos de conseguir viver gasto Y"? Ou seja, não quer dizer que se gaste apenas o "X" que antes se gastava, porque isso é sempre difícil, afinal somos seres em constante evolução e desenvolvimento e só o facto de termos de trabalhar acarreta determinadas despesas que antes disso não tínhamos - assim de repente consigo lembrar-me das deslocações por exemplo. Mas também não temos, só porque já temos possibilidade de o fazer, de gastar "Z" (que equivaleria a todo o montante que temos disponível), podemos perfeitamente encontrar um meio-termo, um equilíbrio que vá ao encontro das nossas ambições, metas e objectivos. Daí ter referido que em vez de gastar X que era o mínimo dos mínimos indispensável à sobrevivência e gastar Z que seria tudo o que temos possibilidade de gastar (ex.: todo o nosso ordenado), podemos decidir gastar Y que seria um pouco mais do que o mínimo - porque precisaremos dada a evolução de vida e porque merecemos - mas menos do que o máximo - se houver essa possibilidade.


Eu sei bem - muito bem - o que custa poupar. Não temos pais que possam ajudar-me, nem padrinhos, nem nada. Não temos ordenados por aí além, temos de pagar nós todas as nossas despesas, não temos casa própria, não temos nada "grátis" e tudo custa dinheiro. A vida está cara mas com muito foco e dedicação, tudo é possível. Nós casámos (igreja, registo e festa), pagando nós o nosso casamento, dentro das nossas possibilidades, quando eu não tinha ordenado e só o homem trabalhava. E foi possível sabem como? Com adequação do que se deseja ao que se pode, com muita contenção, com redução máxima de despesas e com recurso às poupanças de anos. Casar, para nós não foi só um dia único, a celebração do nosso amor e uma festa bonita, casar, para nós foi um grande desafio, uma conquista conjunta, um processo e uma construção partilhados que no final valeram cada esforço. Foi uma aprendizagem e uma lição que acreditamos termos capacidade de aplicar para o resto da nossa vida. No nosso caso o casamento foi o maior desafio até agora, antes tinha sido irmos morar juntos (apesar de tudo) e se Deus quiser um dia será ter a nossa própria casa e aumentar a nossa família mas só cada um pode determinar o que pode servir de exercício ou treino para realizar um sonho, por mais que possa parecer impossível.

Para mim é muito importante lembrar-mo-nos de onde vimos, do que já passámos e do que conseguimos até agora. Olhar para trás pode ser uma grande escola quando o objectivo é nos motivarmos e respondermos à questão que não deixa de nos martelar a cabeça: "será que sou capaz?". Não é fácil, não é nada fácil e há dias/momentos em que só apetece desistir mas o esforço um dia vai compensar, só posso acreditar nisso. Para mim, essa é parte da magia do meu dia de casamento: perceber que toda a nossa luta, os nossos esforços e a nossa motivação tinham resultado em algo muito além do melhor que tínhamos sido capazes de imaginar. E tinha-mo-lo conseguido juntos. Não há maior riqueza que isso, partilhado com aqueles que nos são mais queridos.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A espera e a paciência

Saber esperar é das virtudes que mais admiro. A mim custa-me muito esperar sem desesperar, sem perder a calma ou a paciência e sei que nos últimos tempos (talvez anos) a vida tem-me dado lições para que eu aprenda a lidar com a espera necessária. Eu sou aquele tipo de pessoa que quer tudo para ontem, que sofre por antecipação e antevê o pior quando não há previsão, que fica seriamente tentada a desistir de algo só para não ter de esperar e que por vezes tem de se conter arduamente para não comprometer um objectivo pela pressa e ansiedade de o atingir. Construo castelos no ar com aquilo que sonho, desejo e objectivo. A incerteza tira-me o sossego e custa-me horrores viver com sem um prazo, sem uma meta concreta. 
Mas tenho aprendido que quando o nosso sonho é maior, não há volta a dar, há muita coisa incerta, muita coisa que nem nos passa pela cabeça irá acontecer quando menos esperamos mas se mantivermos o foco naquele propósito, naquele fim e desejo que tanto queremos, só podemos conformar-nos e esperar que chegue o momento. Tendo feito o que está ao nosso alcance para o concretizar, só podemos esperar e confiar que, ainda que se tenha de esperar, o nosso sonho realizar-se-á. A espera é longa e há momentos em que chega a ser dolorosa porque nos atormentam as dúvidas e as inseguranças. Mas hoje vejo a espera como necessária, sei que o é em determinados casos. E confio que essa é resultado de um bem maior. Por isso aprendi que a espera, encarada como necessária para atingir o nosso objectivo, é boa. Porque depois dela virá algo muito maior e melhor.
Não me considero uma pessoa que saiba ou goste (haverá alguém que goste?!) de esperar mas o tempo e a vida ensinaram-me que a espera faz parte e muitas vezes, sendo um "meio" necessário para atingir "um fim" é uma coisa boa.


Esperar, acreditar, confiar e (continuar a) sonhar.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Caminhar até Fátima

Ainda não é este ano que fazemos a pé o caminho até Fátima no mês da primeira aparição. Há anos tivemos, pela primeira vez, contacto com a possibilidade de peregrinar até Fátima e houve um ano até em que quase no decidimos a ir mas...não fomos. Na altura, maio era época crítica em termos lectivos e depois o trabalho do homem meteu-se, mais tarde passou a ser também o meu e até hoje ainda não realizámos. Quase sempre pensamos por esta altura e quase nos prometemos "é no próximo ano" mas depois não nos preparamos e quando damos por nós já não é possível. 
Tenho a certeza que é uma caminhada e experiência únicas e que nos encherá o coração e sossegará a alma com uma plenitude contagiante. E sei, dentro de mim, que irei um dia. Espero que num futuro próximo. 


Vamos todos os anos (alguns bem mais que uma vez) a Fátima e é sempre um local de reflexão, paz e gratidão espiritual para nós. Essas características não se encontram tão facilmente naquele lugar em alturas de maior afluência, calculo mas, por outro lado, deve ser extremamente rica a sensação que se vive nos dias de festa naquele lugar (como quando o Papa lá foi e eu, assistindo pela televisão, dei comigo lavada em lágrimas com tamanha carga emocional que aquelas imagens me transmitiram).
Quem desse lado já foi ou vai a pé a Fátima? Pergunto-me se, para quem não acredita, esta ideia de se caminhar km durante dias até aquele sítio não parece surreal!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Mulher: carreira ou família

Hoje em dia não há muita alternativa para a maioria do comum mortal: ou se decide ser esposa e mãe (jovem), ou se decide apostar tudo na carreira. 
Infelizmente hoje já não acredito que seja possível conseguir-se ambas as coisas simultaneamente. Na verdade já me conformei que não tenho possibilidade de ter as duas coisas. Acho que as mulheres ou se dedicam à constituição de família ou à profissão ou carreira que queremos prosseguir. Não acredito que seja possível hoje se fazer de outra forma.


Se decidirmos estudar antes de pensar em construir a nossa própria família, já não se começa a trabalhar muito cedo. Ou se tem a sorte de encontrar o emprego ideal assim que entramos no mundo do trabalho, ou temos de trabalhar para viver e aceitamos o primeiro mais ou menos sensato que consigamos e é aí que começamos. Se assim for e já tivermos todas as condições (homem principalmente mas o resto que cada um ache importante, sei lá, carro, casa, viagens, o que seja) reunidas para sermos pais (partindo do princípio que o queremos ser, obviamente!) não podemos engravidar logo que começamos a trabalhar, afinal, hoje em dia os contratos de trabalho são a termo certo, na melhor das circunstâncias de um ano, e não creio que qualquer pessoa decida ser mãe logo no seu primeiro ano de trabalho. Aí, já temos de esperar pelo menos outro...não há volta a dar: engravidar ainda é um problema para as entidades laborais que ainda não conseguiram descobrir que há mecanismos especificamente pensados para colmatar estas necessidades particulares.
Assim, se uma mulher que está há pouco tempo num trabalho decide engravidar, já pode contar com alguns olhares reprovadores e com a insatisfação do empregador à partida, porque afinal já lhe foi arranjar um problema! Por este motivo, se calhar protela-se o desejo de ter filhos por um ou dois anos mais. Mas, fazendo-o ou não, já se sabe também que naquele interregno da gravidez/baixa a mulher não terá oportunidade de crescer ou evoluir profissionalmente, salvo raras excepções, ou seja. Ou se decide a ter um filho ou se decide a ter uma carreira, não há muita conjugação possível, a meu ver. Mas elucidem-me se eu estiver a ver isto tudo muito mal mas para uma mulher ser uma "profissional bem sucedida" não será, à partida, mãe jovem. Então é muito simples (e injusto): temos de escolher.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Dia da Mãe dividido


Para nós, infelizmente, nem sempre é fácil estarmos com ambas as famílias em dias festivos. Além de termos as famílias distantes, a família do homem é reticente e muito pouco flexível na questão da celebração de dias especiais - tem de ser tudo à sua maneira e não há margem para grandes alterações ao que "sempre foi assim". 

Este ano (o sexto que passamos juntos) foi finalmente diferente! A minha mãe agora que tem namorado disse-nos que ele iria almoçar com a mãe dele e irmã e que se quiséssemos podíamos juntar-nos a eles. Se não nos sentíssemos confortáveis (não conhecíamos nenhuma das pessoas, além do namorado dela), poderíamos ir só os dois com ela, almoçar a algum lado ou passear, o que fosse. Nós não tínhamos plano concreto e a minha mãe é sempre tão indecisa, ou melhor, nunca decide nada, e chegámos à conclusão que não fazia sentido não irmos com o namorado dela sem ter uma alternativa concreta. Assim sendo, juntá-mo-nos a eles.
Isto porque a minha sogra convidou-nos para irmos a casa dela lanchar. Eu achei até estranho mas como costumamos lá lanchar ultimamente e não almoçar ou jantar, pareceu-me natural e até facilitou a organização do dia. 

Ontem assim foi: fomos almoçar com a minha mãe e a família do namorado e lanchar com a família da mãe do marido. 
Foi a primeira vez que me recordo de ter passado o dia com o meu homem e com as nossas duas famílias, sem termos de nos separar para isso, por capricho deste ou daquele. Quando estávamos em casa da minha sogra ela por fim confessou que tinha decidido que este ano o almoço deveria ser com a minha mãe e não com ela porque no ano passado a minha mãe "deixou" que estivéssemos os dois em casa dela e o dia fosse como ela determinou. Por esse motivo, por ter achado que tinha sido um gesto louvável da minha mãe, quis que este ano fosse a vez dela. Eu não sabia de nada disto até ela nos ter dito ali, naquele momento e penso que ele também não tinha sido esclarecido nestes detalhes quando a mãe lhe disse para irmos lanchar.
Se por um lado ainda me custa que ela se sinta no direito de determinar ser assim ou assado por este ou aquele motivo, tenho de dar a mão à palmatória e, - apesar de ter feito questão de o dizer para que todos soubessem que foi por ela permitir e por ela achar que devia ser assim - agradecer que pelo menos uma vez ela tenha consciência do que a rodeia, que somos dois, que ambos temos família e não só um e que não demos de nos separar mas sim dividir estando com todos sempre que possível. Finalmente um dia de festa sem drama e sem nos termos de separar. Um passo de cada vez! Para mim isto já foi uma vitória.

domingo, 6 de maio de 2018

Obrigada Mana ♥

Não há mal nenhum que um beijinho de irmã não cure, não há vazo nenhum que um abraço de irmã não preencha, não há silêncio nenhum que um coração de irmã não entenda e não há dor nenhuma que um colo de uma mana não ajude a doer menos.


À minha mana, que sempre cuidou de mim como uma verdadeira mãe: que me ensinaste, me orientaste, me proteges e me abraças sem tempo nem datas marcadas, que és âncora e escudo, raiz e asas, que és pai e mãe quando a vida assim o obriga... Obrigada e feliz dia da mãe. Não mãe de ventre mas de coração, que é o mais importante.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

"Temos que combinar"

Serei só eu a conseguir a proeza de passar demasiado tempo sem ver pessoas que me são queridas?
Não moramos muito distantes - chega a ser ridículo morarmos a 10 minutos e passarmos mais de um ano sem nos encontrarmos - e ainda não temos crianças mas ainda assim, é assustador perceber como o dia-a-dia nos consome. Não há volta a dar, temos de nos conformar que se trata de uma opção. Optamos estar ou não estar com determinada pessoa porque isso é mais ou menos fácil, é mais ou menos desejado, etc. Não há forma, o tempo não dá para tudo e nós acabamos por fazer escolhas, por isto ou por aquilo, por este ou aquele, por assim ou assado. Tem de ser!
O famoso "temos que combinar" que se vai arrastando indefinida e injustificadamente mas que tarda em ser consumado porque não "temos tempo" para nos dar ao trabalho de conjugar vontades e vermos aqueles que nos são queridos. Só há uma solução: conformar-mo-nos com não nos ser possível fazer mais do que fazemos, não conseguirmos estar com aqueles de quem mais gostamos tanto quanto gostaríamos e sempre que haja oportunidade encontrar-mo-nos.


Esta semana estive com a T. que mora a 10 minutos de mim mas que eu não via desde o meu casamento (não tarda já se passou um ano e meio!!!!). É uma amiga querida, que tem uma vida profissional ocupada e muitas vezes está até fora do país mas...nada justifica tal ausência não é? Combinámos um jantar na casa da S. que apesar de morar mais longe, não mora a uma distância assim tão grande que justifique não estarmos juntas. Enquanto conduzia para conhecer pela primeira vez a casa que comprou com o noivo (!!! Sim, casa-se este ano!) há quase meio ano dei comigo a pensar "não é assim tão distante, bem que nos podemos dar ao trabalho de nos juntar mais vezes".
Por outro lado, existe uma série de outras pessoas que me são queridas e que nem estão assim tão longe mas que eu não vejo há demasiado tempo pelas mesmas razões - porque o tempo não estica, não dá para tudo e por isso temos que optar.
A vida é mesmo assim, os dias desaparecem, as nossas obrigações quotidianas já são tão exigentes que nos absorvem a maioria do tempo e da energia. Se estamos sozinhos ainda fazemos um esforço para estarmos com os outros mas se estivermos numa relação então dá-nos muito mais trabalho conjugarmos tudo para ainda estarmos com uma terceira pessoa (afinal passamos a ser dois em jogo, são as obrigações de cada um e do casal, as famílias, os casais de amigos em comum...enfim, um sem número de desculpas e razões). É um equilíbrio desafiante esta coisa de estarmos ou não estarmos, de nos juntarmos, de nos empenharmos e nos darmos aos outros (ao mesmo tempo que nos damos a nós mesmos).

A maior riqueza? Conseguirmos estar com alguém especial passado demasiado tempo e parecer que não passou tempo nenhum, que nada mudou entre nós, apesar de tudo estar mudado. Essa é a verdadeira bênção!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Fé e confiança nos nossos sonhos


A concretização de um plano começa pela decisão que tomamos de acreditar que ele é possível acontecer. Sem a fé a confiança de que se realizará não acredito que se consiga fazer o necessário e sossegar o coração durante o caminho até que se torne realidade aquele plano ou projecto que tanto desejamos. 
Não é fácil manter-mo-nos positivos apesar de tudo o que nos acontece e do que o tempo exige de nós para que seja possível aquilo que com que sonhamos mas se não nos mantermos crentes e confiantes da sua concretização de acordo com o nosso desejo, além de darmos em maluquinhos, só atraímos energias menos positivas. E ninguém quer nada disso quando se fala de construir sonhos e concretizar planos. Por isso, não há solução senão acreditar e pensar positivo, por mais difícil (ou até impossível) que pareça.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

25 de Abril eterno


O nosso feriado foi passado a passear sobre duas rodas, com direito a indumentária bem mais fresca e a dar descanso aos relógios e horários. Só nós dois. A celebrar a nossa liberdade.
E se um feriado a meio da semana cai muito bem, também é certo que custa muito mais retomar a rotina do trabalho no dia a seguir. Não me estou a queixar, mas confesso que parece que custa ainda mais sair da cama... Felizmente amanhã já é sexta!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Festas de crianças

No fim-de-semana fomos à festa de aniversário de uma das filhas de um amigo nosso. Resultado? Eram só crianças por todo o lado, a sua grande maioria com menos de 5 anos - uns mais amorosos que outros - e pais esmerados por todo o recinto. Sendo nós o único casal sem filhos a apresentar-se ao convite, é claro que não deixámos de ser inquiridos sobre os nossos planos mais íntimos e pessoais relativos à procriação "agora que já se casaram"!


Desconfortos à parte, não posso deixar de admitir que sai de lá com vontade de ter uma daquelas criaturinhas irresistíveis só para mim/nós ♥

Jantares de amigos

Véspera de feriado a meio da semana 
Desculpa ideal para um jantar lá por casa com aqueles amigos especiais


É engraçado constatar que no último ano, desde que nos mudámos para a casa onde estamos agora, temos recebido muito mais vezes aqueles que nos são queridos em casa, para jantar, para almoçar, para lanchar, para o que quer que seja, com uma mesa no meio como pretexto.

A casa onde estávamos antes permitia-nos, dadas as suas características, receber muita gente porque tinha muitos quartos/camas e isso deixava-me muito contente porque muitas vezes enchemos a casa, qual hostel amador. Mas não tinha uma coisa que esta agora tem e nós começámos a valorizar muito mais: uma sala ampla e espaçosa onde podemos ter uma mesa extensível e juntar muita gente em alegre convívio. Apesar de esta casa ser bem mais pequena (é metade do tamanho da outra) que a anterior, ensinou-nos que isso não é o mais importante.

Hoje valorizamos muito mais uma sala que possa ter uma área de refeição maior e uma zona de estar mais confortável do que alguma vez pensámos valorizar, e muito mais do que vários quartos de dormir, afinal quem quiser vir tem lugar na mesma.

Esta foi uma das muitas coisas que aprendemos com a mudança de um T4 para um T2 e somos muito agradecidos por toda a aprendizagem que esta nos trouxe. Nem tudo corre de acordo com a nossa vontade ou os nossos planos e a escolha de uma casa onde morar não foge a essa realidade (muito pelo contrário, é do que é mais difícil encontrar tal como imaginámos) mas é muito interessante dar-mo-nos conta que tudo isso, mesmo o que menos desejamos ou o que é contra a nossa vontade, nos traz tanta aprendizagem e crescimento.

domingo, 22 de abril de 2018

Fé nos nossos sonhos


Colocando todos os nossos desejos mais queridos nas mãos de Deus e confiando que Ele é o melhor para os guardar até que se tornem realidade. Bom domingo!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Mudar

Nem tudo é como nós queremos ou desejaríamos. Quanto à oferta de trabalho de que falei no último post, não fui seleccionada. Mas não deixa de ser curioso o exercício de reflexão que nos impomos quando somos confrontados com a remota possibilidade (como era o caso) de alguma coisa mudar totalmente a nossa realidade.


Quando sai da entrevista, depois de mais de uma hora de conversa muito interessante sobre o trabalho que a empresa desenvolve, o que pretendiam do candidato que tinham de admitir, do meu percurso e o perfil, entre outras coisas (uma conversa muito agradável), invadiu-me um sem número de questões que poderiam pôr muita coisa em causa e trazer grandes mudanças na minha vida.

Estava verdadeiramente tentada a aceitar o grande desafio que seria aquele trabalho. Afinal, apesar de ser mais longe e ganhar menos, seria na minha área de paixão e formação e seria um desafio incrível para mim. Era pôr-me à prova em vários níveis, sair completamente da minha área de conforto, assumir grandes responsabilidades e evoluir forçosamente. Ia ter de me esforçar muito para dar conta do recado e aprender a mexer-me em meios nos quais não tenho experiência e/ou à vontade.

Dormi sobre o assunto e no dia seguinte já não estava tão convencida de que seria boa ideia sair do conforto e segurança (ainda que relativos) que conquistei onde estou hoje. Ainda assim, hesitante e como forma de tentar esclarecer as minhas dúvidas (ou na esperança que isso pudesse acontecer), enchi-me de coragem e fui esclarecer uma questão do meu aumento com o meu chefe. Pensei para mim "se ele não me der o que eu percebi que me tinha oferecido mas que depois percebi, com a redução do acordo a escrito, que afinal era menos, posso encontrar aí a minha motivação para me ir embora". Questionei e ficou claro que seria o valor que inicialmente ele me tinha proposto e não menos que isso. Já não me podia ancorar neste motivo. 

Outra coisa que me atormentava quanto a aceitar o outro trabalho era o facto de ter de entrar imediatamente e eu ter de cumprir para com o meu patrão, em caso de saída, um pré-aviso de 30 dias mas que não era o que verdadeiramente me preocupava mas sim o facto de saber a quantidade de coisas que tenho em mãos e que não existe ninguém a quem pudesse, dentro da empresa, passar. Sei que precisariam de contratar alguém para me substituir e que isso implicaria nova formação extensa e demorada e que esta fase em que estamos cheios de trabalho não seria o momento mais simpático para tal. Sei que os deixaria ficar mal se saísse. Mas isso não chegava para impedir-me de mudar se assim decidisse...embora me custasse muito saber que deixaria a empresa numa situação muito desconfortável.

Começar um novo trabalho nesta fase não era também o que mais me agradava pois teria de rever todas aquelas coisas que uma mudança destas implica (deslocações, caminho, ordenados, férias, outros planos em andamento que teriam de ficar suspensos ou ser adiados ou projectos pessoais que ficariam comprometidos).

No segundo dia já tinha mudado de atitude e achava que não valia a pena tecer considerações sobre o que quer que fosse sem sequer saber se seria seleccionada. Afinal, o que me garantia que o fosse? Sabia que me dariam resposta nesse dia e portanto conformei-me que tinha de esperar e suspender a minha ansiedade e a construção de castelos no ar... A verdade é que estava muito mais inclinada para não aceitar, se fosse escolhida. Para aceitar, precisava que me garantissem algumas condições, ou seja, pretendia fazer "exigências" mínimas por isso dificilmente seria aceite.

No final do dia (indicado para a comunicação da decisão deles) não tinha sido contactada e portanto considerei que teriam escolhido outra pessoa. Embora fiquemos sempre naquela secreta esperança que tivesse havido algum atraso e que ainda nos fosse dada resposta (positiva ou negativa!). No dia seguinte recebi um email explicando que efectivamente se tinham demorado mais no processo de selecção mas que tinham escolhido outra pessoa com "considerável experiência". Agradeceram o tempo despendido, disseram que tinha sido um gosto conhecer-me e desejaram-me felicidades e sucesso profissional. Fiquei muito bem impressionada com a resposta e, confesso, algo aliviada. Portanto, nada de novo por aqui. Mantenho-me onde estou mas em constante movimento, que parar é morrer e eu não me dou por satisfeita só com o que tenho hoje, quero sempre mais e melhor. 

E vocês, já pensaram o que fariam se surgisse uma oportunidade de mudar? 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Oferta de trabalho


E agora? Troco o certo pelo incerto?
Vou ganhar praticamente o mesmo (talvez até menos), irei para mais longe do que estou (o que implica mais dinheiro e tempo gasto em deslocações) mas vou fazer aquilo para que estudei. O trabalho é mais interessante porque será na minha área de formação. É um grande desafio porque serei eu a responsável pela área em toda a organização (que é extensa e diversificada). Terei com certeza muito trabalho e espera-me imenso estudo, será um verdadeiro desafio estar à altura. Mas ao mesmo tempo é a minha oportunidade de agarrar naquilo que é a minha formação e pô-lo em prática.

E agora? O que faço?
(são tudo suposições só da minha cabeça, porque nem sei se me escolhem...)

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Fórmulas mágicas para concretizar sonhos


Não é fácil arriscar. O nosso conforto é muito apreciado e nem sempre conseguimos pô-lo em causa para tentar algo melhor ou maior. Não temos todas as respostas e por vezes resta-nos apenas decidir se estamos dispostos a arriscar ou não. Muitas vezes só isso determina o desfecho das coisas.
Quando se quer muito uma coisa, quando temos um sonho que acalentamos há muito, a possibilidade de o tornar realidade pode ser assustadora. Porque geralmente com essa possibilidade vem também um grande risco. Mas será que as grandes coisas acontecem sem qualquer risco? Sem um verdadeiro investimento será que conseguimos fazer acontecer qualquer coisa realmente especial para nós?
Tenho a sorte de partilhar com o homem da minha vida um - se não o maior - sonho de uma vida. E, porque o procurámos, construímos a possibilidade de ele se realizar. Implica apostarmos numa coisa que não é certa, para a qual concorrem demasiadas coisas que podem condicioná-la...mas sem isso, nada seria possível. Então pergunta-mo-nos: arriscamos a realizar o nosso sonho? Ou deixa-mo-nos ficar sossegados porque é seguro e mais confortável. Embora tenhamos receios, dúvidas e incertezas, o nosso desejo de realizar um sonho que quase parece impossível fala mais alto e vamos avançar. Vamos dar o primeiro passo para que se possa concretizar.


Vamos apostar todas as nossas fichas, vamos dedicar todos os nossos esforços para que se torne real o que temos sonhado, vamos arriscar e confiar que tudo irá correr bem, que será pelo melhor. Porque não há outra forma. Não existem fórmulas secretas e a fé a única coisa à qual nos podemos agarrar quando assim é. Acreditar faz a diferença e nós vamos conseguir!

Hoje e a cada dia


quarta-feira, 11 de abril de 2018

PAZ(coa)

Este ano, como já é costume nas épocas festivas, na Páscoa, a minha sogra pretendia que nós nos adaptássemos ao que eles decidiram sozinhos, sem se importarem com a nossa vontade nem com o facto de também eu ter família. Já no dia do Pai, determinou como, quando e com quem era e nós "só tivemos de" concordar. Eu imagino se o meu pai também morasse cá: tinha de separar-me do meu marido para ele estar com o pai dele e eu com o meu! Faz todo o sentido! (NOT!)


Nós decidimos que faríamos o convite para irem a nossa casa - quer a família dele, quer a minha (que mora cá) e quem quisesse ia, quem não quisesse estava à vontade para não ir também. Já o tínhamos feito num Natal para evitar situações desagradáveis - a minha sogra convida-nos para ir a casa dela nas festas mas não quer saber que eu também tenha cá a minha mãe e não seja justo ser ela a determinar que estamos em casa dela em determinado momento. Se quer impor e sabe que tenho a minha mãe também e sendo que se conhecessem, parece-me natural que incluísse a minha mãe também no convite para ela não ter de passar só a época festiva em causa*. Se não quer, porque tem todo o direito a isso, receber a minha mãe na casa dela, pode aceitar o nosso convite e solução e vir a nossa casa passar a dita festa. Mas não, que a filha quer ir a casa dela, que talvez seja o último Natal lá, que vejamos bem e consideremos... Enfim!

Apesar de termos proposto que fossem a nossa casa, ela disse que não iria, para irmos à dela, "nem que fosse só lanchar" se quiséssemos. Eu já estava por tudo e como a minha mãe me tinha falado de talvez passar o fim-de-semana da Páscoa fora, eu até já tinha dito ao homem que faríamos a vontade à mãe dele e, olha, íamos.
Mas a minha mãe e o namorado insistiram tanto para que fôssemos com eles conhecer um lugar novo (que eu já há algum tempo estava para visitar), já tinham casa e assim podíamos partilhar gastos e ser mais em conta as "férias" que nós acabámos por ceder e na quinta-feira decidimos que na sexta viajávamos com eles. Assim muito francamente confesso que não soube bem a Páscoa, por ter sido mais "turístico", e não foi a situação ideal porque afinal fomos com a minha mãe e o namorado mas  sabem que mais? Foi um sossego!


Por mim, dadas as quezílias do costume associadas a estas datas, desaparecia sempre, só com o meu marido, para fazermos o que bem nos apetecesse, e não queria mais saber de nada nem mais ninguém. Não é que não valorize o tempo passado em família e/ou amigos mais próximos mas quando estas situações tornam épocas que deveriam ser de alegria, união e tranquilidade em disputas egoístas, não me peçam para participar. Até me dá a volta ao estômago. E assim foi a nossa Páscoa, passá-mo-la juntos, na nossa (muito própria) comunhão e até levámos connosco os gatos (pela primeira vez). Foi diferente. Mas foi bom. As pessoas esquecem-se que as suas atitudes trazem consequências e a família dele é sempre tão intransigente e tem assumido posições tão diferentes daquilo com que nos identificamos que só tem como consequência estarmos cada vez mais afastados deles... Estar em família não deveria ter nada a ver com disputas ou bolhas egocêntricas sem sentido. E muito menos deveríamos ter de nos "proteger" deste tipo de coisas.


*como aliás já quase aconteceu no primeiro Natal em que fiquei cá: a minha mãe estava sozinha e a minha sogra queria que lá fossemos (eu e o meu marido) passar esse dia mas não queria que a minha mãe nos acompanhasse. A solução? Eu fiquei sozinha com a minha mãe e o meu marido foi ter com eles sem mim.


Apesar de já vir tarde, desejo sinceramente que tenham tido uma:

terça-feira, 10 de abril de 2018

Um dos maiores desejos para 2018


Tinha intenção, no final do ano passado, de falar com o meu patrão e perguntar-lhe se, aquando da renovação do meu contrato, decorrido um ano desde que entrei, podia ser revisto o meu ordenado.
Não que estivesse totalmente descontente com o que tinha acordado com ele em Janeiro de 2017 mas tendo em conta as funções que fui assumindo ao longo dos meses e do volume de trabalho que passámos a ter, achei que seria mais do que justo que a minha remuneração fosse ajustada.
Tinha pensado que falaria com ele para saber se seria possível fazê-lo quando fizesse um ano que cá estou, o que aconteceu no início do ano. Assim também saberia se me queriam ou não (uma vez que a renovação é automática, o meu contrato é a termo certo por um ano)... embora já desconfiasse que sim.

Acontece que na altura em que pretendia fazê-lo, ainda havia muita incerteza quanto ao ano 2018 e ao trabalho que teríamos. A acrescer a isso, houve uma situação com um dos funcionários mais antigos e com algum "estatuto" que me fez perceber que não seria a altura ideal para falar do assunto com o meu patrão, tendo em conta a sua reacção àquele outro caso. Resumindo, decidi que tinha de estar calada para manter o que tinha (que não era mau), continuando a procurar outra coisa melhor paralelamente. Afinal, já tinha feito um ano que tinha entrado na empresa e o meu contrato tinha sido automaticamente renovado, achei que tinha deixado passar a minha oportunidade e conformei-me com o trabalho e ordenado que tinha. Não estava satisfeita mas já me tinha convencido que tinha de me aguentar à bronca.

Fez um ano em Fevereiro que comecei a trabalhar onde estou. A meio do mês passado recebi uma mensagem do meu patrão, no Antes da Páscoa recebi, num sábado, uma mensagem do chefe a dizer que durante a semana seguinte deveríamos conversar sobre a minha remuneração e o ano que se tinha passado. Dias antes do final do mês fui chamada a conversar com ele sobre isso e propôs-se pagar-me um valor mais alto, com inserção da "isenção de horário de trabalho" para tal. Eu só perguntei se isso implicava alguma alteração das minhas funções (desde que me tinha enviado a mensagem que já estava mesmo a ver que seria carregada com mais trabalho ainda, que seriam discutidas as minhas funções, etc.) ao que me respondeu que não - "a empresa não está a passar um dos seus melhores momentos mas as pessoas têm de ser pagas". Eu tenho as minhas razões para desconfiar que não seja só porque valoriza o trabalho que tenho feito que decidiu aumentar-me - tenho para mim que a empresa tem custos demasiado baixos para aquilo que factura devido ao pessoal reduzido ao mínimo dos mínimos e, pela minha intuição, o meu ordenado era bem mais baixo do que o de qualquer um dos meus colegas - mas isso não me interessa. O trabalho a mais virá, se tiver de vir, com ou sem aumento. O reconhecimento do trabalho realizado vale o que vale. Sermos recompensados monetariamente é o melhor que um funcionário nestas condições pode desejar. Para mim, era o que eu precisava e mais queria. 

Não foi nenhum aumento por aí além mas foi um aumento e isso deixa-me muito feliz. Não é o meu emprego ideal, nem nunca imaginei estar a fazer aquilo que estou mas há outras coisas que para mim são muito importantes e que valorizo muito no local onde estou e, por isso, sou muito grata pelo que recebi - este trabalho, esta experiência, toda a aprendizagem, os colegas, as condições que me são proporcionadas, o ordenado certo ao fim do mês, com cumprimento de todas as formalidades e este aumento.

Embora não tenha espelho na minha realidade foi mais ou menos esta imagem que
apareceu na minha cabeça quando soube que ia ser aumentada.

Concretizou-se. Fui aumentadaOBRIGADA.

Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...