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domingo, 26 de agosto de 2012

Mimo surpresa

No primeiro dia que fui trabalhar, sexta feira dia 10 passei a não ter tempo para nada nem ninguém, mesmo tendo o G. ainda aqui por perto. Ele percebeu que eu precisava de ir trabalhar porque o dinheiro faz-me falta e era mais algum, importante para mim. Mas não deixou de ficar triste, tal como eu. Porque não podia estar com ele e eram já os últimos dias que cá estava. 


Depois de um dia esgotante, cheguei a casa e ele ainda cá estava, com o meu pai e irmã, na conversa. Mas só esperou eu chegar, depois despediu-se e fomos todos dormir. Eu já estava exausta e só queria deitar-me e não demorei a ir ao quarto. 

Na minha mesinha de cabeceira encontrei um embrulho, uma moldura com uma foto (linda) nossa e duas cartas. Eu suspeitei que ele estivesse a tramar alguma porque me pareceu estranho durante a tarde, por sms, mas nunca aquilo me passou pela cabeça.

Demorei imenso a ler o que me tinha escrito e dizer-lhe alguma coisa porque a minha irmã esteve lá, não se calava e confessou-me que era cúmplice (só podia)! Abri o embrulho e tirei da caixa o frasco do meu perfume de sempre, preferido e delicioso, que já desde Itália tinha acabado (mas não o podia comprar) - quem o tinha ido buscar tinha sido a minha irmã, prima e avó. A moldura era linda e a foto também e o melhor foram as suas palavras que me comoveram e deixaram triste. Era eminente a sua partida e mais um mês de distância depois de tanto tempo (em ERASMUS) longe e tanto tempo juntos (desde que ele foi ter comigo a Itália, duas semanas antes de eu me vir embora, que não nos separámos mais).


Ele ia-se embora e eu não podia fazer nada para o impedir, tinha de ser e não podia estar mais com ele porque não havia tempo no meu dia, com o trabalho... Aquela surpresa foi deliciosa e aqueceu-me o coração. Não estava à espera e soube tão mas tão bem. Oh céus como gosto dele e sinto a sua falta!

1 comentário:

Muito obrigada pelas tuas palavras!