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sábado, 3 de janeiro de 2015

O fim do ano

Este ano começou, tal como 2014 com uma discussão. Chateamo-nos com questões que nem connosco se relacionavam directamente mas como estávamos/estivemos com um grupo de pessoas (essencialmente amigos dele) e estar com mais gente implica não fazermos só e exactamente aquilo que queremos (principalmente com aquele grupo em particular, já devíamos saber). É muito triste que, mesmo depois de termos dito que não o deixaríamos acontecer, tenhamos cedido à pressão, à tolice e ao que o descontentamento com aquilo que nos rodeia provoca. Está mais do que visto que, naquele contexto, não podemos voltar a "tentar" passar o ano. 
Este ano tínhamos decidido não ir com o grupo de amigos porque queríamos ir dançar, sair e fazer disso algo diferente na passagem de ano, já que não o costumamos fazer e há 3 anos, na primeira passagem de ano juntos o fizemos, mesmo só os dois e nos divertimos bastante, ainda que ao improviso. Mas passou-se o tempo e continuávamos sem saber onde ir ou o que fazer, só tínhamos esse convite, para ir para casa de férias de uma das pessoas do grupo, fora mas não muito longe de Lisboa. Isso não invalidava irmos sair depois da meia noite e, depois de falarmos com um casal que nos é mais próximo, que iria e que nos disse que também saia connosco, achámos que podíamos ir este ano novamente (até porque iam pessoas diferentes, mais próximas de nós e/ou que não vemos regularmente), jantarmos, estarmos um pouco com eles, ver o fogo de artifício que lá perto organizam e até é giro e depois sair, mesmo que só nós dois.
Assim ficou decidido, mesmo em cima da hora, no mesmo dia 31.
Acontece que o dia não estica e nós tivemos muita coisa com que nos ocupar, a coisa deu para tarde, atrasá-mo-nos e não conseguimos sair de casa antes das 20h. Ainda passei a deixar alguma comida a uma das senhoras que tenho tentado ajudar (não consegui deixar de pensar no assunto depois de me ter mandado sms a perguntar se tinha alguma coisa para ela e tive mesmo de lá ir) e só depois seguimos, como ainda é distante só lá chegámos pelas 21h.
Comemos, estivemos lá pouco tempo e os rapazes juntaram-se e foram todos para a rua jogar à bola (incluindo ele, que mal tinha estado comigo nesse dia... eu compreendo que não está com eles sempre e que são seus amigos e eu não tenho de o ter sempre ao lado mas caramba, eu nem sou próxima daquelas raparigas!) e fiquei com elas dentro de casa, a olhar para a tv, que só dava a Casa dos Segredos e a pensar no quão deprimente aquilo era, sem ter sequer assunto para falar com elas... Ele esteve a maior parte do tempo lá fora embora o tenha negado e afirmado que tinham sido apenas alguns minutos. 
Chegada quase a meia noite, mais ninguém queria ir ver o fogo de artifício e todos ficavam em casa, como nós não tínhamos GPS e não sabíamos lá ir sós, não havia muito a fazer além do que "seríamos os cortes que foram lá para estar com eles e nem a meia noite passámos lá". Isto contando nós de antemão que assim seria, que veríamos o fogo, como no ano anterior, no centro da vila mais próxima, junto ao mar. Mas como já há bebés e estava um frio de rachar (que gelo!), chegada a hora, ninguém quis sair. Lá ficámos.
Quando, depois da meia noite, nos preparámos para vir embora pediram-nos dinheiro pelas despesas com comida e bebida para aquela noite que seriam divididas pelas 12 pessoas que lá estavam e resultava na quantia de 11€/pax, só de uma das pessoas (a que nos confrontou com isso). Eu, sincera e francamente comi uns bocados de frango, algumas batatas fritas de pacote, uns camarões, dois croquetes que alguém tinha feito e me disse para provar e uma mousse que também tinha sido alguém a levar, bebi um copo de sumo. É preciso ter coragem para pedir 11€ por isto a "amigos", que lá estiveram cerca de 3 (TRÊS) horas - é que nem sabia que era suposto dividirmos despesas, quando fomos perguntámos o que precisavam que levássemos e responderam-nos que nada..! Mas esta é a minha opinião. Pagámos e saímos de lá a roer-nos por dentro. 
Claro que a coisa descambou e acabámos por descarregar um no outro, forte e feio. Discutimos como dois possuídos pelo demónio, Meu Deus! Gritámos, dissemos coisas estúpidas, sem sentido e acabei em lágrimas porque não podia acreditar que aquilo estava a acontecer. Ainda assim, depois de muita conversa seguimos com o nosso "plano" e fomos até à discoteca do cunhado do meu primo (nessa tarde, antes de sairmos de casa é que me lembrei do sítio recente que tinha aberto e que era a meio caminho entre a casa do nosso amigo e a nossa, por isso podia ser uma boa hipótese, liguei ao meu primo que nos pôs na guest e só pagámos o que consumimos). Não estava muita gente e o nosso entusiasmo, depois de tudo, não era o maior mas lá deu para darmos um pezinho (só pezinho que o meu vestido comprido não colaborou, também não me apanham em mais nenhuma dessas!) de dança e nos rirmos de novo.


Sabem qual foi a melhor parte da passagem de ano, francamente? Dormir na mesma cama que ele, no seu abraço - que ele, mesmo depois de tudo e eu ainda estando "amuada" (como sei que fico nestes casos, porque fico a remoer e martirizar-me mentalmente pelo que não deu certo), puxou-me para ele e apertou-me nos seus braços para eu acalmar e assim foi. O meu coração só acalmou naquele seu abraço.

2 comentários:

  1. Ohh pelo menos acabou tudo em bem :) E este ano, se não surgirem outros planos, podem sempre fazer a passagem de ano só os dois!

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    1. Pois, era o que devíamos logo ter feito! Enfim, andando e aprendendo. Obrigada :)

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Muito obrigada pelas tuas palavras!