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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O regresso, desde 2017

Com as minhas dificuldades organizacionais para conseguir vir aqui com a frequência que gostava, pensei várias vezes em deixar este meu cantinho. Afinal, uma pessoa já tem tanta coisa para fazer durante o dia e parece que nunca há tempo para nada e se o blog é um extra e está ao abandono, qual é a lógica de o manter? 

Já me tenho lembrado disto em vários momentos, principalmente nos últimos tempos, em que não consigo vir cá durante semanas a fio… Hoje lembrei-me por que é que (ainda) faz, para mim, sentido manter o blog: pelo mesmo motivo que o criei! Há coisas, pensamentos, desabafos que não contamos a ninguém…que não são nada que não se possa partilhar mas que só fazem sentido serem "discutidos" para nós. Para mim isso é muito mais fácil de fazer escrevendo-os. Para mim, escrever é terapêutico! Verdadeiramente terapêutico. Porque há coisas que ficam melhores quando são transformadas em letras, palavras e frases. Porque é uma forma de vermos “de fora” certas situações, porque é um desabafo que, ao ser escrito sai do nosso pensamento mas que também assume outra dimensão porque o poderemos voltar a reavivar por isso mesmo, um dia mais tarde.


Peço desculpa pela ausência mas não tenho sido capaz de cá vir partilhar o que tenho vivido nos últimos tempos. Há muita coisa que se passou, que senti, que vi e vivi que não poderei descrever porque já passou mas posso dizer-vos que isso só é sinal de que verdadeiramente aproveitei ao máximo o tempo que pude despender nas coisas, nesses momentos e nessas vivências.

Conheci uma prima minha que tem menos dez anos que eu e nunca nos tínhamos visto (e apaixonei-me por ela, é uma miúda incrível, uma doçura, fiquei deliciada). Recebi primos e tios do outro lado do Atlântico na capital portuguesa e passei com eles o máximo tempo que pude, mostrando, passeando e matando saudades. É incrível como, apesar da distância podemos ser tão próximos de algumas pessoas.

Passei as festas na minha terra. Pude viver a consoada com a minha avó e família materna e o dia de Natal com a família paterna, com direito a almoço em casa do meu pai (pela primeira vez que me recordo foi lá em casa) rodeados de família e amigos queridos.

O fim de ano lá na terra também foi, como sempre, incrível. Embora a minha irmã tenha demonstrado uma atitude que eu não consigo compreender…tudo está bem quando acaba bem. O primeiro dia do ano ainda foi por lá e tivemos a bênção de desfrutar de todas aquelas tradições e costumes tão únicos e especiais junto dos que nos são mais queridos e que estão longe de nós a maior parte do tempo.


Viemos com energias renovadas e com o coração cheio de coisas boas. Mas também foi ótimo regressar ao nosso espaço, à nossa rotina e um ao outro, enfim sós. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Como é que se tem saudade de alguém com quem se vive?


Depois do casamento fomos de lua-de-mel, quando regressámos ele foi trabalhar, logo a seguir vieram as festas (natal e fim de ano) e muita correria para um lado e para o outro. Nas primeiras semanas de 2017 um problema de saúde da minha sogra fez com que tudo girasse à volta disso mesmo. Vimos todas as nossas rotinas, horários e tudo adaptado à nova circunstância de termos um familiar muito próximo hospitalizado. Além disso, tivemos em nossa casa o meu sogro, a morar connosco. Isto tudo a somar à já natural restrição de tempo do qual dispomos para nós. E esta semana o homem teve de passar a noite fora em trabalho. 
Querendo ou não, tudo isto contribuiu para que tenhamos saudades um do outro, com que o tempo para namorar ou simplesmente estar um com o outro ganhe toda uma nova importância e sim, tenho saudades do meu marido (com quem vivo). Pode parecer estranho mas na correria destas últimas semanas de fim/início de ano atribulados, não temos tido oportunidade de parar e só "estar". Se calhar estou mal habituada pois por minha vontade passaria todos os minutos com ele (embora seja obrigada a reconhecer que o afastamento deste género causa saudades e as saudades quando sejam controláveis, também fazem bem). E é disso que sinto falta - tempo com ele. Porque afinal ele é a minha parte preferida.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

2016

Comecei o ano na minha terra, com o meu homem, pela primeira vez.
Fomos à Exponoivos.
Reservámos as nossas alianças de casamento.
Fiz uma viagem de carro improvável, até à Irlanda, com uma amiga.
Conduzi à esquerda.
Viajei numa companhia low cost para regressar a casa.
O meu pai veio visitar-me de surpresa pelo meu aniversário.
Fomos a Fátima (com o meu pai, com os pais do homem, com os meus padrinhos, e primos).
A minha mãe, mais uma vez não esteve no meu aniversário, desta vez porque o meu pai estava cá (e fez um drama por isso).
Recebi um smartphone digno desse nome pelos meus anos.
Comprámos as viagens para o nosso casamento.
Comprámos as viagens à terrinha com muita antecedência.
Fomos à Covilhã e a Manteigas com amigos e apanhámos neve na Serra (embora não tenhamos conseguido subir à Torre).
Contratámos a animação do nosso casamento.
Escolhi e reservei o meu vestido de noiva.
Decidimos o fotógrafo do nosso casamento.
Mudámos de mecânico, esperemos para melhor.
Fizemos e entregámos os nossos convites de casamento.
Renovei o cartão de cidadão.
Comprámos as viagens para as férias de Agosto.
Fomos a castings enquanto casal.
Fizemos trabalhos de figuração.
Conhecemos o Monte Junto.
Fomos a uma aula de valsa vienense e ensaiámos uma coreografia.
Fomos a um festival de tunas.
Maquilhei-me muitas vezes.
Conhecemos melhor um novo vizinho.
Perdi a peça de teatro do G. porque, apesar de estar perto, não sabia onde era ao certo.
Ofereci ao G. um relógio.
A minha irmã veio ver-me!
Celebrámos o aniversário do G. com um piquenique.
Não dei nada ao homem pelo seu aniversário - fiz um jantar especial e três bolos.
Dei roupa, desfiz-me do que não usava.
Deixei de lavar o cabelo dia sim dia não.
Vendi coisas para arrecadar algum dinheiro.
Esforcei-me para tratar mais de mim (pele e cabelo).
Fui à Bica nos Santos, e a Alfama.
Choveu granizo em Lisboa.
Fui ao Castelo de São Jorge.
Recebi a minha prima na capital.
Fui aos Santos com a minha irmã!
Tirei uma foto com o Quim Barreiros.
Li o Quem mexeu no meu queijo.
Enchi a casa de gente.
Comprei uma placa de bruxismo.
Dancei muito no bailarico das festas populares.
Assisti à defesa da tese da S.
Passei a usar óleo de coco no cabelo.
Fui à praia pela primeira vez em Junho.
Revi a minha amiga italiana SS.
Fomos ver um jogo de Portugal num parque público.
Não cortei o cabelo.
Fomos ao Marquês celebrar a vitória da Selecção portuguesa no Euro.
A minha irmã voltou a estudar.
Fomos de férias para a terrinha em Agosto.
Parti a minha contenção inferior e tive de a refazer.
Acompanhei o trabalho de um notário.
Fomos ao casamento de um casal de amigos.
Fizemos novos amigos, que vieram aumentar a família.
Fiquei fã de Youtubers e fartei-me de ver vídeos.
Fartámo-nos de organizar e trabalhar para o casamento.
Fiz gelinho nas unhas (com a minha irmã).
Fiz exames escritos.
Fui a entrevistas de trabalho.
Recebi o meu querido T. em nossa casa.
Fui ao Oceanário.
A minha irmã foi a responsável pela minha "beleza de noiva".
Ficámos amigos do padre que nos casou.
Fiz uma sessão de fotos com as minhas amigas mais queridas.
Tive duas despedidas de solteira.
Recebemos os nossos padrinhos emigrados.
Comprei um batom escuro (e passei a usar batom).
Recebemos amigos na terrinha, para o nosso casamento. E eles ajudaram muito nos últimos preparativos da boda.
Passámos os últimos dias antes do nosso casamento em stress e pressão total.
Passei uma tarde no spa.
O homem ficou efectivo no trabalho.
O nosso gato filmou um anúncio.
Casámos.
Revi a minha querida MJ depois de tanto tempo.
No dia seguinte ao nosso casamento tínhamos tudo pago.
Fizemos um workshop de culinária.
Apesar de terem mostrado interesse em que eu fique no escritório, não me souberam dizer nada ou fazer nenhuma proposta em concreto sobre lá continuar.
Mudei a minha morada fiscal.
Vimos centenas de filmes em casa.
Fomos a Paris e à Disney!
Recebemos uma TV de presente.
Dei coisas que tínhamos a mais em casa.
Algumas pessoas, por altura do nosso casamento, surpreenderam-nos, reforçaram o que sentíamos em relação a elas e outras desiludiram-nos.
Fui ao jantar de Natal do escritório.
Um dos meus dentes da frente começou a mexer-se e tive de fazer ajustes na contenção superior.
Não dei presente de Natal ao meu marido, nem recebi dele nenhum.
Passámos o Natal em nossa casa e quem quis estar connosco foi lá.
Lavei o meu vestido de noiva.
Constituímos uma poupança conjunta.
Não passei nos exames que fiz.
Recebi a minha primeira agenda forense.
A casa do meu pai sofreu um acidente com um carro, que destruiu o quintal.
Fomos passar o ano à Serra, com amigos e a família deles.


2016 ficará para sempre na minha memória porque nele vivi momentos únicos e o dia mais feliz da minha vida. Mas não foi um mar de rosas. Eu sei que nunca é mas este ano foi particularmente duro para mim, pessoalmente, a nível emocional. Senti-me muito pouco valorizada ou útil no âmbito profissional e isso começa a reflectir-se na minha maneira de estar, na minha atitude e no meu espírito. Não sei como posso mudar isso mas sei que tenho de o mudar, caso contrário darei em maluca - já não falta muito. Foi um ano de espera, de incerteza e insegurança generalizada para mim. Em perfeita oposição a isso, foi o ano em que alicerçámos o que nos une no matrimónio e reforçámos os laços que existem entre nós. Só esse aspecto da minha vida pessoal amorosa salva o ano acabado, se quiser ser muito franca e simplista. 2016, tu foste muito duro de roer. Trouxeste momentos únicos e inesquecíveis mas foste maioritariamente marcado por dificuldades, provações e lágrimas. E o que eu tenho a dizer-te sobre isso, é que farei de tudo para que esse tipo de coisas façam parte disso mesmo: do passado.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Feliz ano 2017!!!


Eu sei, eu sei, que já venho tarde. Que é já dia 3 mas perdoem-me porque estive fora. E não consegui vir cá antes. Ultimamente sei que tenho andado mais distante aqui do meu cantinho mas isso acaba por representar muito menos tempo livre, o que não é nada mau, tendo em conta o facto de eu não estar empregada. Significa que tenho tido mais coisas para fazer e tempo livre a mais é sempre coisa capaz de nos pôr doentes, pelo que me deixa feliz ter entretém. 
Desejo, de todo o meu coração, que este seja um ano muito importante e especial nas vidas de todos quantos possam ler esta mensagem. Que sirva para crescermos, para realizarmos sonhos, para concretizarmos projectos, para nos valorizarem e nos valorizarmos. Que 2017 traga muita saúde, paz, amor e alegria aos nossos dias, a cada um deles, sem excepção. E que nós sejamos capazes. Que tenhamos a força e a coragem de fazer mais, por nós e pelos outros, que possamos arriscar, desfrutar e alimentar o que mais desejarmos. Obrigada por estarem desse lado, já lá vai algum tempo. E que este novo ano seja um ano incrível!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Fim de ano


Este fim de ano vamos rumar ao frio. Aceitámos o convite de um casal amigo nosso para terminarmos o ano e começarmos o novo com eles e com a família no centro do país e partiremos de fim-de-semana. 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Primeiros avanços


No segundo dia de 2016 conseguimos falar com o padre que nos irá casar e iniciar o processo para casamento católico. Os últimos dias de férias foram de muita agitação, com almoços e jantares todos os dias, alguns lanches até para tentarmos estar com os nossos familiares e amigos mais queridos. Conseguimos contar, pessoalmente, a quase toda a família e amigos mais próximos que nos vamos casar e a notícia foi recebida com muito carinho, oferecendo-se para nos ajudarem no que pudessem.

Ontem fomos almoçar a um dos sítios que visitámos e gostámos mais para fazer a nossa festa. Não conhecíamos a comida nem o serviço apesar de nos terem falado muito bem dele mas quisemos comprovar. Ficámos satisfeitos. Ainda visitámos mais um potencial local para a festa e contactámos outros. É muita coisa a ponderar e em que pensar para podermos decidir onde faremos a nossa festa. São algumas as opções que nos interessaram, os locais são diferentes, temos de ponderar o preço, as condições que nos oferecem, o serviço, a qualidade da comida, se tem estadia para quem queira ficar e a que preço, a decoração e o ambiente que apresentam, a localização, a hora de término, ...enfim, é muita coisa em que pensar e, sendo um aspecto muito importante para nós, terá de ser bem pensado, discutido e trabalhado antes de tomarmos uma decisão definitiva.

De volta à normalidade

Já estamos de regresso à normalidade. As férias foram boas, muito boas mas terminaram. Apesar de me ter custado vir embora (não me lembro nunca de me ter custado tanto como desta vez) sabe bem voltar a um ritmo mais calmo e tentar encarrilhar tudo o que temos pela frente.
Acho que me custou vir embora por terem sido uns dias tão felizes, tão sossegados de alma, sempre com ele ao meu lado, em que não tínhamos de nos separar, e ainda para mais numa época tão especial como o Natal e Fim de ano. Além disso tudo pude mostrar-lhe como são diferentes estas festas na minha terra, fartámo-nos de comer (muito) bem e de estar com pessoas de quem gostamos muito e nos fazem felizes. 
Foram dias muito emotivos para mim e plenos de felicidades, apesar de todas as ginásticas que temos de fazer para conseguir, em tão pouco tempo e sendo só dois estar com todos e fazer tudo o que precisávamos e queríamos. Vir embora significa voltar a estar só, sem saber muito bem o que me reserva o futuro e sem poder estar perto daqueles que mais amo e estão longe de mim, sem poder fazer nada para os ajudar quando precisam, sem poder dar-lhes um abraço apertado ou um ralhete quando é preciso.



Hoje o dia será dedicado a desfazer as malas, dar um jeito à casa, organizar algumas coisas que isto de termos estado longe das nossas coisas durante duas semanas faz com que esteja tudo virado do avesso, fora do sítio e por limpar. Vamos lá!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Muito boas festas

No dia de Natal almoçámos com o meu pai e fomos jantar com a minha avó. Neste primeiro dia de 2016 almoçámos com a minha avó e passámos o resto do dia com o meu pai.
A última noite do ano contou com um espectáculo de fogo de artifício muito especial, porque afinal foi a primeira vez que estávamos cá, juntos. E depois disso pudemos estar pelas ruas animadas e cheias de gente e encontrar amigos e familiares. Só os chuviscos ora sim ora não é que não colaboraram muito para uma noite melhor.
Depois de dois fins de ano sem a minha irmã ou o meu pai, depois de dois fins de ano em que acabávamos descontentes e aborrecidos com o que acontecia e um com o outro, finalmente este foi bem mais tranquilo, estávamos serenos e mais satisfeitos com o que escolheramos fazer. Que seja um bom presságio para 2016.


Não é fácil dividirmo-nos e chegarmos a todos. É necessária alguma ginástica para gerir toda a agenda que queremos ter quando vimos cá de visita. São muitas pessoas queridas e muito pouco tempo, pelo que fica sempre alguma coisa por fazer, alguém por ver. Ainda para mais, desta vez temos de nos dedicar à procura de locais para o casamento, o que acaba por roubar-nos algum tempo, além das habituais festividades natalícias tão exigentes. 
Natal e fim de ano em casa são sempre diferentes e na companhia do meu noivo (!) não podia saber melhor. Apesar de tudo o que implica estar cá, tem sabido tão bem estar longe da correria típica do dia-a-dia, dos afazeres rotineiros e das preocupações constantes. Passar mais tempo juntos, poder descansar e fugir do que nos sobrecarrega é tão bom. São as primeiras férias que tenho em 6 anos e sabe tão bem!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O primeiro dia de 2016


Que seja sereno, junto dos que mais gostamos e com muita coisa boa, para que o novo ano comece da melhor forma. Quais são os planos para este dia 1?

Dias incríveis nos esperam


Damos hoje início a todo um novo mundo de oportunidades para sermos felizes.
Vamos a isso? Bom ano novo!!!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Vamos celebrar!


Boa noite de fim de ano a todos!
Vamos lá divertir-nos, deixar para trás das costas tudo o que não nos faz bem e procurar ser feliz!

A noite mais longa do ano


Que seja feliz! Que possamos estar felizes e tranquilos. Que o tempo ajude, que as pessoas à nossa volta estejam felizes e dispostas.
Que o ano velho se despeça e o novo traga tudo o que mais desejamos. Porque, olhando para trás, com certeza somos capazes de identificar momentos mais difíceis deste ano que agora termina e, em compensação, muitas épocas plenas de alegria, por motivos grandes ou pequenos, que nos encheram o coração, que nos deram alento e que nos fizeram saborear a conquista de sonhos e objectivos. Por isso mesmo, temos de nos lembrar que tudo irá passar, por mais duro que nos possa parecer, não irá durar para sempre. Se pudermos continuar a lutar, independentemente do que aconteça, e a acreditar que é possível superarmos as dificuldades e tornarmos reais os nossos maiores sonhos, por mais impossível que possam parecer.

Votos para 2016


Que o novo ano nos traga muita saúde e paz. Que nunca nos falte o amor, a esperança, a fé e a força para continuar. Que possamos ser desafiados para melhorarmos e que consigamos ver recompensados os nossos esforços e dedicação. 
Cada passo que demos em 2015, tenha ele sido para a frente ou para trás, tenha-nos feito chorar de alegria ou de tristeza, fez com que estejamos hoje aqui. No momento e no estado em que estamos, com o percurso que é só nosso e só nós compreendemos e podemos valorizar. Que o novo ano nos traga capacidade para sermos melhores a cada dia e que, aconteça o que acontecer, não deixemos de querer fazer a diferença e façamos, efectivamente, por isso.
Para mim 2015 foi um dos anos mais desafiantes a vários níveis. Foi um ano muito duro a nível pessoal e que me fez crescer, pondo-me sempre à prova, levando-me a limites próprios que eu mesma desconhecia. Não deixou de ser, por mais incrível que pareça, um ano cheio de coisas boas também. Em retrospectiva, parece-me um ano muito equilibrado pois passei por momentos muito tristes e difíceis mas ao mesmo tempo alcancei coisas que queria muito, mesmo muito e das quais duvidei ser capaz. Sem dúvida que estes últimos 365 foram muito bem recheados, com um pouco de tudo o que se possa imaginar.


Que 2016 seja um ano memorável e nos traga estabilidade, tranquilidade, paz, força, saúde e amor.
Bom ano novo!

2015


Começámos o ano a discutir imenso e decidimos nunca mais passar o ano como vínhamos passando.
O primeiro dia do ano foi passado a passear e almoçámos fora.
Tive formação.
Perdi a mais antiga da família, a tia bisavó muito querida.
Fui levada a jantar fora nos meus 24 anos, por ele.
Festejei o meu aniversário entre amigos, em casa.
Fiquei ainda mais próxima do meu homem.
A minha mãe viajou para fora do país para trabalhar e desistiu.
Superei a pior semana de exames de toda a minha vida.
Vimos muitos filmes em casa.
Tive muito frio.
Encontrei o meu ex-patrão em tribunal, quando acompanhei pela primeira vez o meu patrono.
Enfrentei uma pressão que até então desconhecia e achei que podia falhar.
Esperei mais de três meses pelo resultado dos exames.
Passei nos exames da OA.
Aproximei-me de bons amigos.
Passei um ano muito difícil em termos monetários.
A minha irmã foi visitar-me.
Passei a Páscoa na minha terra.
Assisti a um acidente de carro (que por pouco não nos envolveu).
Tive de prorrogar o prazo de entrega da tese.
A minha mãe piorou e eu não pude fazer nada (e como isso dói!).
Desvitalizei um dente.
Pintámos as mobílias do nosso quarto como queríamos.
Escrevi a tese.
Vendemos móveis que não precisávamos em casa.
Apesar de não termos viajado como gostaríamos, passeámos imenso e conhecemos novos lugares.
Cortei o meu cabelo (quase pela cintura) pelos ombros.
A minha irmã atravessa uma fase muito delicada e isso preocupa-me imenso.
Superei os três anos de namoro.
Consegui aumentar a minha poupança e pô-la a render.
Desesperei com a tese.
Doamos o que não precisávamos.
Ofereci um telemóvel ao homem e preparei-lhe um dia de aniversário cheio de surpresas.
Os gatos fizeram dieta.
Recebemos pessoas em nossa casa.
Fomos ao castelo de São Jorge.
Apanhámos coisas da rua e levámos para casa.
Dediquei-me às lides domésticas.
Fomos à missa mais vezes.
Recebemos doações.
Dormi mal muitas noites.
Fui a uma festa na praia.
Fomos algumas vezes à praia.
O meu pai ajudou-me bastante, sempre que precisei.
Fui convidada para colaborar num projecto diferente mas não avancei.
Quisemos fazer uma formação mas acabou por não se realizar.
Praticamente não tive Verão.
Assistimos a concertos ao ar livre.
Passei quase todo o ano sem aulas nem trabalho fixo ou constante.
Não ter uma ocupação efectiva custou-me tanto, mas tanto.
O meu computador deixou de funcionar.
Terminei a tese e entreguei-a.
Fui a tribunal sozinha.
Cozinhei muito.
Andei à caça de promoções, sempre.
Fui a formações e conferências.
Participei mais nos trabalhos do escritório.
Fiz exercícios em casa (2 semanas).
Fomos a dois casamentos.
Apanhei o ramo de noiva e ele a liga.
Ele foi comigo a um casamento da minha família.
O meu pai fez 50 anos.
Fizemos jantares com amigos em nossa casa.
Fomos a Fátima, a Alcobaça e a Rio Maior.
Acabei por viajar três vezes para a minha terra e o homem veio comigo.
Tivemos os contadores de casa estragados.
Fiquei noiva.
Fomos a um restaurante abandonado em Monsanto com uma vista incrível.
Arranjámos padrinhos de casamento.
Ganhei peso.
Comprei mais maquilhagem e maquilhei-me mais e melhor.
Defendi a tese.
Vi muitos vídeos.
Ajudei como pude, quem pude.
Fiz prendas de Natal simbólicas.
Recebi a primeira remuneração pelo trabalho que fiz para o escritório do meu patrono.
Passei o Natal na minha terra e pela primeira vez com o meu homem.
Refiz a desvitalização do dente.
Pesquisámos muito para o casamento.
Visitámos locais para fazer a nossa festa.
Não oferecemos prendas de Natal um ao outro.
Recebemos uma máquina de café pelo Natal.
Contámos à nossa família e amigos próximos que nos vamos casar.
Experimentei vestidos de noiva.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Neste 28



Passamos pela primeira vez o Natal juntos e espera-nos um fim de ano diferente. Além disso, serão as últimas festas solteiros já que, se tudo correr como esperamos, daqui a um ano estaremos casados. 
Este 28 traz mudança e muita felicidade por podermos estar juntos desta maneira e por vislumbrarmos a realização de um grande sonho juntos - casar. Apesar de todos os desafios que 2015 nos trouxe, de todos os altos e baixos característicos da nossa caminhada, será sem dúvida um ano memorável também pela positiva. Que Deus nos abençoe e que venham muitos 28, sempre juntos, até ao fim dos nossos dias.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Jantar de família

Hoje iremos reunir parte da minha família paterna, num jantar inédito, com primos e tios. Faltam alguns mas ainda seremos muitos, o que me deixa mesmo contente. Acho que nunca nos reunimos todos, além das festas de casamento. Somos muitos e apesar de não vivermos longe é complicado juntar-nos, talvez precisamente por sermos muitos e alguns já estarem muito longe, espalhados pelo mundo, na verdade. Felizmente este ano faremos história e, quem sabe, consigamos torná-lo uma tradição. Para já, vamos lá jantar!


As festas de Natal e Fim de ano são sempre um óptimo pretexto para reunirmos aqueles que, infelizmente, não vemos frequentemente embora nos sejam queridos. Por aí também vos acontece?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O meu Natal mais rico

Não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que nunca liguei a presentes. Quem não gosta de os receber? Eu mais do que receber adoro poder dar, a verdade é essa, mas é claro que gosto de presentes. O Natal é a época do ano em que nos reunimos e estamos com aqueles de que mais gostamos e fazemos aquilo que mais gostamos também. A juntar a isso, termos uma (ou várias) mesa cheia de coisas deliciosas e recebermos miminhos, é tudo um bónus. 


Desde que tive de passar o Natal fora de casa, longe dos meus familiares mais próximos e longe de tudo o que sempre conheci que passei a encarar esta época com outra mentalidade. Aliás, mesmo antes, quando já namorava e me tinha de despedir do G. para ir a casa passar o Natal que sentia um grande vazio no peito e esta época tinha perdido o seu encanto. 
Certo é que, de há uns anos para cá, aprendi a verdadeira essência do Natal. União, paz, família, serenidade, amor e alegria. Estarmos com aqueles que gostamos numa altura do ano em que tudo parece transformar-se como que por magia. Mas não é por magia, é porque nós nos dedicamos a estar com quem é mais importante, damos mais valor a pequenos gestos e aceitamos o que nos oferecem de todo o coração aberto. É essa a magia do Natal, para mim.

Este ano tudo o que eu desejei foi poder ir a casa no Natal. Não podia pedir mais e graças a Deus consegui programar tudo para que isso aconteça. As viagens acessíveis apareceram, as datas das férias conjugaram-se e eu poderei ir e não vou só, ele vai comigo. Além do Natal, estaremos por lá também na passagem de ano, o que também é uma grande alegria pois estarei junto da minha irmã, do meu pai, da minha avó e poderei mostrar ao G. como se vive aquela época na minha terra. Este ano tem tudo para terminar da melhor forma e eu não podia pedir mais. Ir a casa é a melhor prenda de Natal que eu poderia desejar.

Mas os astros conspiraram para que a parada subisse e a fasquia fosse elevada: ele pediu-me em casamento e isso significa que um dos nossos sonhos de vida irá realizar-se (esperemos) num futuro próximo. Se ir a casa passar o Natal e o Fim de ano com ele já era o que eu mais desejava, fazê-lo noiva é mais do que eu poderia sequer imaginar. Além disso, por aquela altura, terei mais um motivo de celebração: a tese estará finalmente terminada e defendida


Este ano sim, posso dizer com franqueza que as melhores prendas de Natal não são materiais: são as pequenas grandes conquistas dos nossos dias nesta terra. O meu coração está apertado de tanta emoção, difícil será gerir todos estes sentimentos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Mês desafiante

2015 pelos vistos não podia terminar de outra forma. O último mês do ano terá uma mão cheia de desafios e trará consigo de certo muitas emoções.
  • Defesa da tese (antecipada ontem, já para a semana);
  • Anúncio do noivado;
  • Determinar local e data do casamento*;
  • Natal em casa;
  • Fim de ano.
Dezembro tem tudo para ser memorável. Acontecerão coisas das quais tenho algum receio por serem verdadeiramente desafiantes mas também o mês do Natal reserva-nos várias oportunidades para estarmos com aqueles de quem mais gostamos e não vemos tantas vezes quantas gostaríamos. Esperam-nos duas semanas junto de quem já não vemos há algum tempo, uma experiência única nesta altura do ano na terrinha, juntos pela primeira vez e com certeza muitas alegrias, o coração cheio e a alma mais do que radiante por nos aguardar um conjunto de coisas tão especiais.
Que este último mês do ano seja muito, muito bom para todos nós. Porque o mundo precisa de amor, união, paz e alegria. E que melhor altura do que esta em que podemos perspectivar mudanças e concretizar sonhos?! Que este final de ano e mês sejam muito especiais para todos (especialmente para os que estão desse lado a ler-me), é o que desejo do fundo do meu coração.


*Ainda mal acredito que não estou a falar/escrever de mim/nós.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

De hoje a um mês


...será Natal. Boa quarta-feira!
Até lá ainda tenho muita coisa para fazer e resolver, objectivos por alcançar e provações por superar. Até lá já falta tão pouco tempo! Tenho a sensação de que ainda ontem era fim-de-ano 2014... mundo, abranda aí um bocadinho.

Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...