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sexta-feira, 4 de março de 2016

Ingenuidade

Não serve de desculpa para estupidez. Posso não estar a ver bem as coisas mas quando é demais e nos prejudica gravemente, a boa vontade e o não se aperceber do que se está a passar diante dos nossos olhos, ultrapassa qualquer qualidade de ingenuidade, é estupidez. É estupidez deixarmos que nos prejudiquem deliberadamente, com o nosso consentimento! É estupidez não pensarmos em nós porque não vivemos sozinhos e o que nos implica também envolve outra(s) pessoa(s). Não me estou a referir a um adolescente inconsequente ou que nada sabe da vida para poder estar preparado para uma situação de abuso evidente. Estou a falar de alguém que já tem idade e vivência suficiente para estar minimamente atento ao que o rodeia, implica ou envolve, ao que se passa diante dos seus olhos, com a sua permissão.


O meu noivo bateu com o carro no da frente, porque se distraiu-o. Ok, acontece a qualquer um que ande na estrada. Sai do carro e vê que no seu não tem nada, que foi só um toque e nem estrago causou. Sendo o seu carro de uma gama bem inferior àquele no qual bateu. Há danos evidentes no carro da frente. O condutor do veículo em que bateu diz que o estrago que tem o seu carro foi causado por ele, ali e agora mesmo e ameaça chamar a polícia. O que é que o G. faz? Assina uma declaração amigável, declarando-se culpado e assumindo, portanto, os estragos que não causou. 
O carro não está no nome dele. O seguro também não. Declarando aquele incidente ao seguro e assumindo a seguradora as despesas a ele referentes, o prémio encarecerá. Além disso, também o histórico daquele tomador do seguro será afectado sem culpa nenhuma (nem do tomador do seguro, nem do G., somente pela estupidez de se ter dado por culpado sem culpa). Mais importante que tudo isto, o condutor do outro carro era uma autêntica besta sem escrúpulos. Como é que um mero toque no carro dele, que não fez nada no nosso, pode ter causado tanto estrago no dele? Por magia?
Por que raio é que se assume a culpa de algo que não se fez, não se chama antes a polícia e se explica a situação, não se procura ajuda ou outra solução??? Por que raio se acha que as nossas acções só têm consequências para nós e, conformados com elas, todos os outros (afinal) implicados deverão também concordar com a nossa decisão/atitude?

Desculpem, é só um desabafo mas tinha de o deitar cá para fora.

3 comentários:

  1. Num caso desses, há que chamar a polícia. Acabou por ser o otário que paga pela m€rda que outro fez...
    Por isso é que segui sempre a velha regra:
    A mulher e o carro, não se emprestam a ninguém. xD

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  2. Infelizmente há pessoas que se aproveitam dos outros. E o teu noivo deixou-se ir. Mas infelizmente não há como fazer o tempo voltar atrás.

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  3. Tive uma situação semelhante, não me dei como culpada, chamei a policia, pk o homem da frente travou de propósito, mesmo de má fé... e quando a policia la chegou, e viu que eu tinha batido por trás, apenas disse: "bateu por trás menina, onde esta a duvida?"...
    A duvida estava que meti ao seguro e como tive testemunhas podia não ter sido culpada, mas o caso ficou 50/50 porque quer a minha seguradora, quer a do outro fulano, pertenciam a mesma entidade, então para minimizar colocaram 50/50.

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Muito obrigada pelas tuas palavras!