Mostrar mensagens com a etiqueta Estrelinhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estrelinhas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Mais um regresso e o Verão a chegar

Cá estou eu de volta passado quase um mês desde a última publicação. É o reflexo do que têm sido as minhas últimas semanas! Tive das semanas de trabalho mais exigentes de sempre, com muito mais coisas para fazer do que as necessárias horas disponíveis para as conseguir concretizar. Quase todos os dias sai (bem) depois da minha hora, na tentativa de responder ao que me era exigido... Finalmente acalmou e entretanto também marquei alguns dias de férias (embora poucos e intercalados) porque terei a visita da minha irmã e avó! 
Foi uma viagem marcada assim um pouco em cima da hora, já estava a ser pensada há algum tempo mas nada estava decidido até há duas semanas. Fico tão contente e mal posso esperar por as ter perto de mim por uns dias. Já não vejo a minha irmã há mais de seis meses!!! Infelizmente não consigo ausentar-me do trabalho os dias todos que elas estarão cá, uma vez que foi um pouco em cima da hora que a viagem se confirmou mas já estou em pulgas por uns dias de semi-férias na melhor companhia.


Como vai o planeamento das férias por esses lados? Já foram à praia? Por aqui ainda não tive oportunidade, afinal o calor está só agora em força a fazer-se mostrar. Já estou morta de vontade de ir ao mar!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Maio, Fim-de-semana e (não) Férias

Maio tem sido moroso e trabalhoso e talvez por isso tem custado a passar... uns dias escapam-se mas no fim de contas o fim do mês parece que nunca mais chega. 
É um mês muito especial para nós porque fazemos anos que nos conhecemos e demos o nosso primeiro beijo. A nível profissional é uma época exigente para ambos e ultimamente, além disso têm surgido outras questões que nos ocupam os dias e o espírito.

E se os dias de semana parecem nunca mais terminar, o fim-de-semana escapa-nos sempre com uma lata do caraças que mal nos deixa sentir-lhe o gosto! Mas este fim-de-semana parece que foi mais longo. 

Passámos o sábado inteiro a ajudar alguém muito próximo a esvaziar a casa onde viveu décadas com o amor da sua vida e que a morte levou para longe de si. É de partir o coração. Ver as paredes despidas, as divisões esvaziadas quando sabemos que tanto amor ali morou, tantas recordações e memórias foram ali construídas. E o que custa sermos chamados à cruel realidade de que o dinheiro fala sempre mais alto e as pessoas conseguem ser desumanas quando se lhes põe em causa o lucro, o património fácil!
Esvaziámos uma casa e enchemos outra no mesmo dia, com vários quilómetros, estados de espírito, anos e expectativas de distância. Tantas vidas diferentes num espaço tão curto. Talvez tenha sido isso que fez parecer que aquele dia equivalia a tantos outros.

E depois de uma carga física e emocional daquelas, domingo imperativamente era dia em câmara lenta. Sem pressas nem obrigações. Lá nos pusemos em cima de duas rodas e fomos visitar A FEIRA DO LIVRO, como não podia deixar de ser. Voltar a casa, afazeres domésticos e terminar a noite com uma nova actividade: pinturas amadoras.


O marido está quase, quase a fazer anos e eu ainda não tenho bem decidido o que lhe vou preparar mas tenho várias ideias. Inicialmente ponderámos ir passar fora o fim-de-semana - que bem nos apetece!!!! - mas depois concordámos que este ano não deveríamos ir. Estamos em contenção de custos, a tentar poupar o máximo que nos seja possível e no ano passado fomos de fim-de-semana (e foi tão bom que só me dá vontade de ir outra vez!!!) por isso decidimos não sair neste para não gastarmos. 

Este ano provavelmente não conseguiremos - contra toda a nossa vontade e com muita pena nossa - ir à minha terra em Agosto (como sempre vamos há já 7 anos) porque as viagens estão, como de há algum tempo para cá estão sempre, muito caras e nós não achamos justo o preço absurdo que as companhias aéreas pedem e estamos em fase de poupança máxima. No ano passado gastámos uma pequena fortuna para lá irmos três vezes, este ano não pode ser.

E é este o estado das coisas por aqui. Sem perspectiva de férias porque não queremos gastar dinheiro e com o corpo a exigir-nos descanso porque estamos estourados dos últimos meses mas com um objectivo maior na mira - e para esses o esforço tem de ser máximo.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Armados em Sandy & Júnior

Um primo nosso está prestes a fazer anos e, morando ele do outro lado do Atlântico, a nossa maneira de participar do seu dia especial, foi fazermos um vídeo para lhe enviarmos de surpresa. A filha pediu a colaboração de cada um dos primos para organizar uma brincadeira que o surpreendesse e cada um ficou de enviar um vídeo em que lhe desejasse os parabéns. 


Nós decidimos ousar e além do vídeo, inventámos uma canção!!! Mal escrevo isto só me dá vontade de rir da nossa figura. É que não estão bem a ver. Andámos a protelar a coisa porque não tínhamos nada definido além da ideia de gravarmos uma música mas só na véspera do prazo estipulado para entrega é que nos sentámos e debruçámos naquilo. Num par de horas decidimos a música, inventámos a letra que lhe dedicaríamos, ensaiámos (não se pode bem chamar àquilo um ensaio mas pronto) e gravámos. Está um tanto ou quanto ridículo mas foi o que conseguimos e a intenção é a melhor. Só espero que divirta quem vir aquilo!

domingo, 6 de maio de 2018

Obrigada Mana ♥

Não há mal nenhum que um beijinho de irmã não cure, não há vazo nenhum que um abraço de irmã não preencha, não há silêncio nenhum que um coração de irmã não entenda e não há dor nenhuma que um colo de uma mana não ajude a doer menos.


À minha mana, que sempre cuidou de mim como uma verdadeira mãe: que me ensinaste, me orientaste, me proteges e me abraças sem tempo nem datas marcadas, que és âncora e escudo, raiz e asas, que és pai e mãe quando a vida assim o obriga... Obrigada e feliz dia da mãe. Não mãe de ventre mas de coração, que é o mais importante.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

"Temos que combinar"

Serei só eu a conseguir a proeza de passar demasiado tempo sem ver pessoas que me são queridas?
Não moramos muito distantes - chega a ser ridículo morarmos a 10 minutos e passarmos mais de um ano sem nos encontrarmos - e ainda não temos crianças mas ainda assim, é assustador perceber como o dia-a-dia nos consome. Não há volta a dar, temos de nos conformar que se trata de uma opção. Optamos estar ou não estar com determinada pessoa porque isso é mais ou menos fácil, é mais ou menos desejado, etc. Não há forma, o tempo não dá para tudo e nós acabamos por fazer escolhas, por isto ou por aquilo, por este ou aquele, por assim ou assado. Tem de ser!
O famoso "temos que combinar" que se vai arrastando indefinida e injustificadamente mas que tarda em ser consumado porque não "temos tempo" para nos dar ao trabalho de conjugar vontades e vermos aqueles que nos são queridos. Só há uma solução: conformar-mo-nos com não nos ser possível fazer mais do que fazemos, não conseguirmos estar com aqueles de quem mais gostamos tanto quanto gostaríamos e sempre que haja oportunidade encontrar-mo-nos.


Esta semana estive com a T. que mora a 10 minutos de mim mas que eu não via desde o meu casamento (não tarda já se passou um ano e meio!!!!). É uma amiga querida, que tem uma vida profissional ocupada e muitas vezes está até fora do país mas...nada justifica tal ausência não é? Combinámos um jantar na casa da S. que apesar de morar mais longe, não mora a uma distância assim tão grande que justifique não estarmos juntas. Enquanto conduzia para conhecer pela primeira vez a casa que comprou com o noivo (!!! Sim, casa-se este ano!) há quase meio ano dei comigo a pensar "não é assim tão distante, bem que nos podemos dar ao trabalho de nos juntar mais vezes".
Por outro lado, existe uma série de outras pessoas que me são queridas e que nem estão assim tão longe mas que eu não vejo há demasiado tempo pelas mesmas razões - porque o tempo não estica, não dá para tudo e por isso temos que optar.
A vida é mesmo assim, os dias desaparecem, as nossas obrigações quotidianas já são tão exigentes que nos absorvem a maioria do tempo e da energia. Se estamos sozinhos ainda fazemos um esforço para estarmos com os outros mas se estivermos numa relação então dá-nos muito mais trabalho conjugarmos tudo para ainda estarmos com uma terceira pessoa (afinal passamos a ser dois em jogo, são as obrigações de cada um e do casal, as famílias, os casais de amigos em comum...enfim, um sem número de desculpas e razões). É um equilíbrio desafiante esta coisa de estarmos ou não estarmos, de nos juntarmos, de nos empenharmos e nos darmos aos outros (ao mesmo tempo que nos damos a nós mesmos).

A maior riqueza? Conseguirmos estar com alguém especial passado demasiado tempo e parecer que não passou tempo nenhum, que nada mudou entre nós, apesar de tudo estar mudado. Essa é a verdadeira bênção!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Vamos tornar cada sonho real?

Sabem aquelas coisas que desejamos tanto, tanto que se tornem realidade que chegamos a imaginá-las a acontecer? Sabem aqueles sonhos que são tão queridos que nos confundem com a realidade? Sabem quando queremos tanto que algo aconteça que já fazemos planos para quando isso for efectivamente verdade? 


Eu acredito que desta forma, querendo mesmo muito e pedindo ao Universo, com todo o nosso empenho e devoção, somos capazes de atrair para os nossos sonhos, planos e desejos as condições necessárias para que aconteçam e se tornem reais. E não há outra fórmula mágica.
O poder de acreditar nos nossos sonhos e do pensamento positivo pode ser testado por qualquer um que tenha a audácia de sonhar além de si mesmo, das suas capacidades e possibilidades e das suas forças. Se as dedicarmos inteiramente ao nosso propósito tudo pode ser possível, não há outra forma!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Um aniversário memorável #2

Apesar de já terem sido surpresas suficientes as que partilhei aqui, o meu marido este ano não deixou por menos e esmerou-se. Foi um fim-de-semana de mimos e surpresas muito boas, umas atrás das outras.

O marido reservou para o deitar a entrega das prendas materiais: um relógio e uma mala. O que mais pode uma mulher desejar? Eram duas coisas que me estavam a fazer falta e que estavam na calha para serem compradas. O relógio ele já sabia qual era o que eu queria e a mala também tinha de cumprir alguns requisitos mas ele teve bom gosto e eu adorei as prendas. 

Passámos o dia seguinte ao do meu aniversário (que coincidentemente era um sábado) no Porto, a passear e a tentar aproveitar ao máximo o tempo que nos restava. "Restava" porque o homem disse que era melhor regressarmos a casa a seguir ao almoço. Eu não percebi muito bem porquê mas não fiz muitas perguntas e limitei-me a obedecer. Quer dizer, não fomos logo a seguir ao almoço. Ainda estivemos a passear por ali e só saímos da Invicta quando o sol se pôs (+/- 18h).

Os meus padrinhos não foram connosco. Quando chegámos a casa eu confesso que estava meio desconfiada e quando abri a porta espreitei lá para dentro e dei um pulo com o "surpresa/parabéns" que recebi dos amigos que ali se tinham juntado secretamente. Bem que eu suspeitava. Abracei cada um, vi a minha sala com uma mesa farta e cheia de balões e recebi outros amigos que só se conseguiram juntar a nós mais tarde. 


Então o homem tinha deixado a comida preparada desde o dia seguinte escondida e os nossos amigos só puseram no forno e fizeram os petiscos, decoraram tudo e esperaram que nós chegássemos. Bem que eu sentia o moço inquieto! Eu tenho um faro daqueles mas nem que me esforçasse podia imaginar tanta coisa incrível. Aquilo é que foi uma maratona de surpresas que ele engendrou! E embora possa ter desconfiado, a maioria passou-me completamente ao lado. Foram três dias esgotantes por tanta coisa que fizemos e tanto que quisemos aproveitar (afinal o meu pai só ficou até segunda de madrugada) mas o meu coração transbordava de felicidade e gratidão. Nunca tinha tido tanta surpresa maravilhosa junta!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Um aniversário memorável #1

Tenho tido a sorte de, nos últimos anos, ter tido dias de aniversário especiais porque tenho recebido visitas surpresa muito especiais (dos que me são mais queridos e estão longe, o meu pai e a minha irmã) mas como isso aconteceu nos dois últimos anos, já me tinha convencido que desta vez teria de ser diferente. Então, não sei por que carga d'água meti na cabeça que este ano o marido me ia preparar um jantar de aniversário surpresa, com os meus amigos. Não estive assim tão enganada mas estive longe de imaginar o que ele me reservara para aquele dia.


Se no ano passado tinha acabado de entrar no trabalho onde estou e não tinha como não trabalhar no dia do meu aniversário, este ano era diferente e até ponderei pôr o dia de férias para poder ficar sossegada mas depois pensei que seria melhor aproveitar o dia de férias para quando o homem também pudesse estar comigo porque ele não escolhe as férias dele, são fixas, de acordo com calendário anual de actividade do seu trabalho. Assim sendo, fui trabalhar no dia do meu aniversário.

O homem disse-me para reservar a noite para ele. E foi assim que eu me convenci que ele me prepararia um jantar de aniversário surpresa, com os meus amigos. Mais, eu tinha tentado organizar um jantar de aniversário mas curiosa e misteriosamente ninguém podia ir. Não é estranho de todo porque já várias vezes me aconteceu, dada a época do ano, muita gente do meu círculo de amizades próximas, não estar disponível para comparecer à comemoração do meu aniversário. Por um lado desconfiei mas por outro também achei que podia somente estar a acontecer novamente o que já em outros anos aconteceu de ninguém poder mesmo. Lá me deixei ficar com os meus pensamentos e teorias, tentando não dar muita importância à coisa.

Na noite antes, vi, sem querer uma conversa de whatsapp do telemóvel do G. que tinha o título de "Jantar de anos da V". Bem, nem sabia bem o que fazer mas disse-lho, convencida que tinha arruinado a surpresa mas, simultaneamente, que não podia fingir não ter visto. Ele disse-me que realmente tinha tentado organizar um jantar e reverter a questão de a maioria não poder ir mas que não tinha conseguido. Ainda assim, admirei o seu esforço na tentativa de me iludir mas continuei a achar que era só uma manobra e que me esperava um jantar surpresa no dia seguinte.

Passei o dia a trabalhar mas fui mimada pelos meus colegas de trabalho que, sendo eu a benjamim da empresa me trataram muito bem. Fomos almoçar fora todos, ali perto e depois partimos o bolo que eu levei. Até tive direito a prenda de uma das colegas.

O G. pediu-me para sair mais cedo e eu até estava para o fazer mas acabou por surgir algo urgente para resolver e só sai pouco antes da hora normal, já ele estava em casa à minha espera. Por isso, passei a apanhá-lo e nem subi, seguimos logo. Eu ia a guiar mas ele era quem indicava para onde ir.
Conforme nos fomos afastando cada vez mais da capital, fui-me apercebendo de que me tinha enganado quanto aos planos surpresa do marido. E aí pensei "pronto, vamos passar o fim-de-semana fora" e isso deixou-me mais que satisfeita.

Foram quase três horas de viagem até que avistámos o Douro e a Ponte Dom Luís I e aí soube que o nosso destino era a Invicta. Fiquei muito contente porque apesar de já conhecer a cidade, ainda não conseguimos lá passar algum tempo, para conhecê-la melhor e a aproveitarmos tranquilamente. Ali estava a nossa oportunidade, pensei!


Estacionámos num parque e subimos para um hotel onde jantaríamos, disse-me ele. Eu, como lhe tinha feito algo do género no aniversário dele, não me atrevi a questionar ou indagar, então nem fazia perguntas, só magicava internamente. Entrámos no restaurante quase vazio e quem é que lá estava para jantar connosco? O meu pai e a namorada!!!

Ela tinha-me confidenciado no Natal que lá iriam passar uns dias mas tinha-me dito que seria em Março. Tanto que quando chegámos ao Porto eu comentei isso com o G. e o dissimulado ainda me disse algo como "pois, eu lembrei-me disso, é chato virmos duas vezes com tão pouca distância uma da outra mas olha, achei que devíamos vir na mesma".
Sentá-mo-nos e pedimos uma bebida para brindar o aniversário e, de repente, aparecem sabe-se lá de onde, os meus padrinhos de baptismo! Eu nem queria acreditar!

(Continua...)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O regresso, desde 2017

Com as minhas dificuldades organizacionais para conseguir vir aqui com a frequência que gostava, pensei várias vezes em deixar este meu cantinho. Afinal, uma pessoa já tem tanta coisa para fazer durante o dia e parece que nunca há tempo para nada e se o blog é um extra e está ao abandono, qual é a lógica de o manter? 

Já me tenho lembrado disto em vários momentos, principalmente nos últimos tempos, em que não consigo vir cá durante semanas a fio… Hoje lembrei-me por que é que (ainda) faz, para mim, sentido manter o blog: pelo mesmo motivo que o criei! Há coisas, pensamentos, desabafos que não contamos a ninguém…que não são nada que não se possa partilhar mas que só fazem sentido serem "discutidos" para nós. Para mim isso é muito mais fácil de fazer escrevendo-os. Para mim, escrever é terapêutico! Verdadeiramente terapêutico. Porque há coisas que ficam melhores quando são transformadas em letras, palavras e frases. Porque é uma forma de vermos “de fora” certas situações, porque é um desabafo que, ao ser escrito sai do nosso pensamento mas que também assume outra dimensão porque o poderemos voltar a reavivar por isso mesmo, um dia mais tarde.


Peço desculpa pela ausência mas não tenho sido capaz de cá vir partilhar o que tenho vivido nos últimos tempos. Há muita coisa que se passou, que senti, que vi e vivi que não poderei descrever porque já passou mas posso dizer-vos que isso só é sinal de que verdadeiramente aproveitei ao máximo o tempo que pude despender nas coisas, nesses momentos e nessas vivências.

Conheci uma prima minha que tem menos dez anos que eu e nunca nos tínhamos visto (e apaixonei-me por ela, é uma miúda incrível, uma doçura, fiquei deliciada). Recebi primos e tios do outro lado do Atlântico na capital portuguesa e passei com eles o máximo tempo que pude, mostrando, passeando e matando saudades. É incrível como, apesar da distância podemos ser tão próximos de algumas pessoas.

Passei as festas na minha terra. Pude viver a consoada com a minha avó e família materna e o dia de Natal com a família paterna, com direito a almoço em casa do meu pai (pela primeira vez que me recordo foi lá em casa) rodeados de família e amigos queridos.

O fim de ano lá na terra também foi, como sempre, incrível. Embora a minha irmã tenha demonstrado uma atitude que eu não consigo compreender…tudo está bem quando acaba bem. O primeiro dia do ano ainda foi por lá e tivemos a bênção de desfrutar de todas aquelas tradições e costumes tão únicos e especiais junto dos que nos são mais queridos e que estão longe de nós a maior parte do tempo.


Viemos com energias renovadas e com o coração cheio de coisas boas. Mas também foi ótimo regressar ao nosso espaço, à nossa rotina e um ao outro, enfim sós. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Quando "não dá mais"

Os nossos padrinhos de casamento separam-se.
A notícia chegou inesperadamente mas não posso ser verdadeiramente franca se disser que nunca pensei que pudesse acontecer. Somos de alguma forma próximos e sabemos como se relacionam. Além disso, sabemos que as relações, os "casamentos" não são eternos e muito menos fáceis...estas coisas podem sempre acontecer, a qualquer um. Não acabou o amor mas a relação estava tão desgastada e sem brilho, que já não fazia sentido.
Acho que a maior parte das vezes em que se "acaba a relação" não é porque se acaba o "amor" mas porque se deixou de investir, de dedicar e de alimentar a relação. Dá um trabalho do caraças! mas é isso que se tem de fazer se queremos ver uma relação tão íntima e próxima durar...
Nem sempre somos capazes. Ou porque os feitios são diferentes, ou porque se está cansado de insistir em certas coisas que são importantes para nós mas que não chegam à outra parte, ou porque simplesmente baixamos os braços e nos dedicamos a outra área que entendemos mais importante naquele momento na nossa vida, ou nos viramos para nós mesmos primeiro. Por vezes, depois de algum tempo numa relação absorvente, precisamos de nos virar para nós mesmos, para nos voltarmos a encontrar e equilibrar, porque já nem nos reconhecemos. Já me aconteceu e é do mais duro que se pode experimentar. Não se deixou de gostar do outro mas já não estamos bem naquela relação, naquela situação, já não nos sentimos capazes de continuar. É preciso. Por vezes é preciso. E o tempo é o nosso maior aliado. Foi o meu.


Não me custa que os nossos padrinhos se tenham separado. Custa-me sim que estejam a sofrer. E só espero que o quanto antes a vida se-lhes componha porque o tempo vai passar...e vão aprender a lidar da melhor forma com o que lhes aconteceu.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

23 a 22


Hoje é um dia muito especial e  importante para mim. ♥ A minha menina, hoje mulher, celebra o seu aniversário. Por muito que eu já conhecesse o seu valor e nunca tivesse duvidado das suas capacidades, confesso que não esperava que a menina minha companheira de sempre se tornasse na Mulher que hoje conheço. A vida nem sempre é como nós gostávamos e os percalços fazem parte da nossa história, cabe-nos a nós decidirmos como os encarar e o que fazer com as experiências que o universo nos dá - sejam elas boas ou más. Embora não seja fácil, fazermos o nosso caminho faz de nós mais fortes e descobrirmo-nos faz de nós melhores pessoas. E é isso que tens feito. Eu sou tremendamente orgulhosa de ti e acredito que ainda estás só no início daquilo que de grandioso te reserva o futuro. Obrigada por seres mais que uma melhor amiga, obrigada por teres estado tão presente na minha vida, sempre lá quando eu precisei /preciso. Tenho muita sorte em ter-te na minha vida! ♥
E quem diria que em 2017 já me terias casado!? Que os teus 23 sejam maravilhosos! 
♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Feliz aniversário!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Férias!


Hoje entro de férias. São as minhas primeiras férias do trabalho! Estou em pulgas por fugir daqui e sair da rotina, evitar as obrigações e os horários... e claro, finalmente trabalhar para o bronze que ainda só fui UMA vez à praia este ano. Que seja sereno e que seja feliz, especial tem de ser, porque vamos matar saudades daqueles que nos são mais queridos e estão longe. 

Casei # entrada da noiva na igreja


Foi mais ou menos com este fundo que eu entrei na igreja e caminhei até ao altar para me casar.
Infelizmente não tenho a gravação do que foi tocado na nossa missa mas foi semelhante ao vídeo acima. E se alguma vez pudesse ter tido dúvidas, sempre que ouço o início tenho a certeza que foi a música perfeita para acompanhar os meus passos em direcção ao meu marido, naquele dia tão especial. 
Entrei na igreja de braço dado com o meu pai, com a minha irmã atrás, seguida dos nossos padrinhos. Percorrer aquele espaço entre a porta da igreja e o altar pareceu-me uma verdadeira jornada porque vivi tanta coisa tão bonita que as palavras não poderão nunca explicar.
Cheguei à porta feliz e serena mas entrei sorridente porque vi todas as pessoas que nos eram mais queridas e especiais naqueles bancos, a olhar para mim e para o meu pai, de um lado e de outro. Sorriam-me e diziam-me que estava linda, desejando-me felicidades e os seus olhos falavam mais do que era dito pelos seus lábios também eles sorridentes. O meu pai ia tão radiante que quase não se lhe viam os olhos de tanto sorriso e orgulho - não é presunção, sei-o bem.
O G. estava um pouco antes do altar à minha espera, de costas até eu ter chegado a meio da igreja. Quando aí cheguei o nosso fotógrafo deu sinal ao padrinho, que avisou o G. para se virar e olhar para a sua noiva pela primeira vez. Ele fitou-me e no mesmo instante baixou a cabeça levando a mão aos olhos. Quando me viu chorou. Eu aí tive de fazer um esforço para me conter. Vê-lo chorar não estava nos planos. Depois de ter segurado o choro durante o percurso até ele, porque vi muita gente querida emocionada por me ver prestes a casar, tão contentes e cheios de amor, foi a maior riqueza que experimentei naquele dia. Foi mágica aquela sensação, aquela felicidade tão plena por ser partilhada por tantos corações, foi mágico e ficará para sempre na minha memória. Quando vi que tinha emocionado o G., continuei a sorrir na sua direcção mas não contive uma lágrima que se me escapou do canto do olho. 
Ali me despedi do meu pai, pedindo-lhe um beijo que ele de tão nervoso e contente cumprimentou o G. mas não me soltava nem sabia muito bem se ia embora e fiz o restante caminho, depois de um beijo na bochecha, com o meu homem. "Estás linda!" sussurrou-me.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Bênçãos humanas


As pessoas especiais são grandes bênçãos nas nossas vidas. Não posso dizer que tenha muitos amigos. Acho que as verdadeiras amizades se contam pelos dedos de uma mão e isso é bom. Já somos muito abençoados por poder ter uma pessoa com quem possamos verdadeiramente contar, quando temos mais do que uma somos uns verdadeiros sortudos. Além disso, acho difícil ter-se muitos bons amigos. De há algum tempo a esta parte temos tido oportunidade de criar momentos em que podemos estar juntos e é sempre tão mas tão bom! Um jantar ou um lanche em amigos, um encontro fugaz ou uma boa parte do dia com alguém especial, é terapêutico. Ainda mais especial se torna quando sabemos que é mútuo e que o nosso parceiro também se sente tão bem com aquelas pessoas que nos são queridas.

Sabemos que somos abençoados quando podemos contar com, ainda que poucas, pessoas muito queridas e especiais nas nossas vidas, que estão lá para o que der e vier, ao nosso lado para quando for preciso, seja para chorar no seu ombro ou festejar mais uma conquista.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Primeiro jantar na casa nova

 

Estava em pulgas para poder receber novamente os meus amigos lá em casa. O último jantar na nossa casa foi talvez em Abril e desde então, apesar de nos termos encontrado já várias vezes, tem sido sempre na casa deles porque nós com a mudança não tínhamos disposição e muito menos condições. Este estado de espírito - falta de vontade de receber alguém querido em minha casa - é-me muito estranha e por isso agora que a casa começa a parecer-se com isso (apesar de ainda ter muito trabalho por fazer), não consegui esperar mais e, também para assinalar o início das férias do homem, hoje faremos o primeiro jantar lá em casa, com os do costume. E apesar de amanhã trabalhar é tão bom! 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Celebrar o amor

Por ocasião do nosso aniversário de namoro estar a aproximar-se e por termos uma escapadinha para aproveitar (que nos ofereceram no casamento), fomos até uma das cidades do centro que mais atractiva se tem tornado nos últimos tempos. Mora lá um casal nosso amigo, por quem sentimos algo muito especial, apesar da distância que 300km e vidas muito atarefadas impõem. 
Apesar de termos ido para aproveitar o alojamento onde ficámos e aquilo que oferecia tentando descansar ao máximo, estivemos todo o restante tempo com eles. As saudades eram já muitas e muita coisa havia para partilhar entre os quatro. Pudemos reviver momentos já longínquos das nossas vidas e demo-nos conta de que muito foi simultâneo (afinal começámos a namorar no mesmo ano que eles) e por isso também acabou por ser partilhado. Lembro-me perfeitamente dela, minha companheira amiga, me contar que se tinham aproximado, das primeiras visitas que ele lhe fez, ainda na nossa casa partilhada e de momentos que passámos os quatro logo no início dos "nossos" (nossos e deles) tempos. 


Foi tão mas tão bom estarmos com eles e podermos aproveitar aquela companhia tão especial! Viemos de coração cheio. E foram de uma atenção e gentileza tais que só nos deixaram o desejo de voltar lá todo o fim-de-semana. Que bom é ter amigos assim. São raros, mas existem e nós temo-los, por isso só podemos ser muito abençoados. E assim voltámos a casa com um novo fôlego para enfrentar uma nova semana.
Foi a nossa forma de celebrar o nosso amor, a amizade (que é só uma outra forma de amor, afinal), e deixou-nos lembranças tão especiais. 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Arrendar casa #7

Eu sei, eu sei, sou uma desnaturada. Deixei este meu cantinho tão especial ao abandono por tempo demais. Mas não consegui fazer de outra forma. Os dias, semanas, meses têm-se atropelado uns aos outros, há tanto tempo que já perdi a conta, mas ultimamente, ainda mais.
Encontrámos casa. À terceira (que gostámos/nos candidatámos), foi a nossa vez, fomos nós os escolhidos para a arrendar. Isso tem implicado, desde então, um sem número de coisas para tratar, fazer e preparar. Não temos tido mãos a medir, na verdade.


Somos dois, estamos a trabalhar e há tanta mas tanta coisa para fazer que as horas que temos disponíveis são mínimas diante da exigência da situação. Então temos andado em contra-relógio.

Foi avisar o mais depressa possível que íamos sair no final deste mês da casa onde estamos, assinar contrato na nova, começar a empacotar uma casa inteira, pôr coisas à venda (porque não temos espaço para tudo), informar-se sobre os contratos de água, luz e gás, nos dois sítios, agendar fecho numa e abertura na outra, levar coisas para lá, limpar, organizar, desmontar transportar e voltar a montar, pesquisar,...tem sido uma animação.

Ainda falta muita coisa mas já temos um bom caminho feito. Confesso que a primeira vez que fui ver a nova casa, depois de assinarmos contrato, só me apetecia chorar. É uma casa boa mas bem mais pequena e mais cara. Pensar que teríamos de embarcar nesta empreitada já me deixava desanimada. De vez em quando ainda deixa, para ser franca. Há dias em que parece que tudo está errado, que não estamos no sítio certo e que tudo corre mal. São obstáculos atrás de obstáculos e parece que não terminam mais.
Mas depois há dias em que só me apetece mudar já para aquela casinha acolhedora, em que sei como sou abençoada por tê-lo a meu lado e como é especial termos pessoas à nossa volta que nos ajudam e se preocupam connosco.

Um dia de cada vez, não é assim?!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Alimentar relações


Para contrariar a minha enorme tendência e vontade de não fazer absolutamente nada, de não ver nem estar com mais ninguém além de mim e ele, tenho sido obrigada, nos últimos meses, ainda que contra a minha real vontade, a estar com pessoas, a conviver e a recebê-las no meu seio mais pessoal. 
Não é que eu não goste de estar com pessoas, pelo contrário, eu adoro estar rodeada de pessoas especiais e sim, muitas daquelas com quem tenho estado são as minhas pessoas, pelo que seria natural eu achar esta condição maravilhosa. Mas não sinto isso. Pelo menos não sinto sempre. Isto dá que pensar. Afinal, se eu tenho a bênção de estar com as pessoas que são importantes e especiais para mim, como posso ousar queixar-me? Como posso querer ficar/estar sozinha?! Acho que este sentimento está relacionado com estado de esgotamento tal que não me permite equilibrar.
Apesar de tudo sei como sou abençoada por ter pessoas tão especiais na minha vida e gosto sempre de recebê-las da melhor forma que me é possível - talvez por ter vindo a acontecer frequentemente me sinta cansada, pela quantidade e regularidade com que temos recebido alguém em nossa casa, ou feito /ido a jantares de grupo.
É sempre tão bom estar com os amigos ou familiares queridos que a verdade é que estou sempre em conflito interior porque quero estar com eles mas também sinto imensa necessidade de não estar com ninguém. Talvez isso esteja relacionado com o facto de eu ter passado algum tempo em casa, sem trabalhar ou estudar, não estando com outras pessoas todos os dias e, como consequência, me ter habituado a estar só comigo mesma. Agora há alturas em que só tenho vontade de me estender na cama ao comprido, sem nada nem ninguém a interferir com aquele momento. Eu sei, que isto só parece uma autêntica esquizofrenia sentimental/emocional...mas é o reflexo do que tenho sido.
A verdade é que as relações têm de ser cultivadas e não há incentivo melhor do que o bem que as pessoas nos fazem, só pela forma como nos tratam, só pela sua presença, atenção e carinho. Por isso, esta noite temos jantarada de amigos, em nossa casa, para comemorar o mais importante da vida: o amor.

Motivação de segunda-feira

Amanhã é feriado! 


Hoje estou a trabalhar a custo, confesso. Mas tem de ser e o que me consola é que amanhã é feriado. E nos últimos dias veio alguém muito especial a visitar-nos, a tia. E por isso, temos andado em óptima companhia, com muito passeio e uma sensação muito boa de conforto por estarmos perto de pessoas especiais. 
Ainda assim, não tem sido fácil abstrair-me daquilo que teima em preocupar-me e ocupar-me o pensamento, levando-o para longe de quando em vez. E é ver-me com ar pesado, cara fechada e olhar distante porque há coisas com as quais não me conformo mas nada posso fazer, neste momento para as combater porque isso não está ao meu alcance.
Tem acontecido tudo ao mesmo tempo, uma coisa a seguir à outra, uma maior que a outra e parece que não conseguimos sequer dar-nos conta do que nos rodeia porque é demais para conseguirmos acompanhar o ritmo alucinante. A vida não para e muito menos o tempo.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A sonhar com as férias

Este ano, como comecei recentemente a trabalhar, terei férias somente em Agosto, altura em que terei completado os primeiros seis meses de trabalho. Já é costume irmos para a terrinha neste mês. O homem está de férias o mês inteiro e a nós sabe-nos pela vida ir lá passar umas semanas naquele cantinho do céu. Quase que é sagrado, então foi a altura em que pedi mais férias, logo que marquei. Entretanto já conseguimos comprar as viagens e por isso já está tudo tratado.

Além destas não tenho muito mais férias para tirar - é uma semana no Natal e mais um dia ou outro mas até Agosto não há nada para ninguém, só mesmo os feriados, nem Carnaval, nem Páscoa, nada. Parecendo que não, já custa estar na rotina (apesar de ainda só estar a trabalhar há três meses!) que exige tanto de nós diária e constantemente, principalmente quando surgem sempre coisas extra com que temos obrigatoriamente de lidar ou que têm de ser resolvidas (como nos tem acontecido desde que sou capaz de recordar).

Este ano já planeámos uma viagem extra à terra porque se vai casar um primo e por isso no final deste mês vamos lá dar um pulinho. Apesar de já estar a contar os dias sei que passará num abrir e fechar de olhos, afinal é só um fim-de-semana e irá saber a pouco. 


De maneira que, já sonho com o nosso verão, à beira mar plantados, junto daquelas nossas pessoas tão especiais e, se Deus quiser, com a cabeça sossegada, cheia de nada e longe de tudo isto que nos aflige. Não custa sonhar.

Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...