Desde que estou em TERAMO que não parei nenhum fim de semana.
O primeiro a minha mãe estava cá ainda; no segundo fui para VERONA/PÁDUA/VENEZA; no terceiro tive o G. aqui comigo; este que acabou de passar recebi o Paul.
Confesso que ao segundo dia já desejava que o tempo passasse rapidamente pois achava demasiado tempo. Não é por mal...mas é o que sentia. Precisava do meu espaço, de estar comigo mesma...sei lá. Chegou na sexta a hora de almoço e era suposto ficar cá até quarta feira. Mas decidiu ir para Roma alguns dias antes para "conhecer" - disse ele. Penso que ele achou que alguma coisa aconteceria aqui e isso não se verificou, então decidiu fazer malas e tentar a sua sorte noutro sítio - esta é uma cidade pequena, não muito evoluída e onde não há muito para fazer ou ver, que fecha o comércio e animação cedo, não é uma grande cidade cosmopolita... Eu mostrei-lhe TERAMO, fomos as compras (ele foi, eu só acompanhei) e passeámos. No Sábado à noite houve uma festa de ERASMUS numa cidade a uma hora daqui (PESCARA) e ele foi comigo e com os meus amigos italianos... Ora eu sou muito sua amiga mas aqui, em minha casa, não era alguém com quem fosse fácil, para mim, a certo ponto, conviver - tinha de estar sempre a concertar ou arrumar coisas que ele deixava fora do sítio (torneiras abertas, coisas sujas,...). Reclamava e desdenhava tanta coisa - os canais de televisão, as pessoas, os sítios. Além de que é um bêbado chato, mas chato...!
Não fiquei muito contente com ele quando regressámos da festa. Na minha casa aqui, ainda estava um quarto livre, a rapariga chegou hoje, ontem veio por as coisas à tarde. Ora, ele, quando chegámos, depois da festa em Pescara, abriu a porta do quarto livre e perguntou-me se podia dormir lá. Eu achei indecente e disse-lhe que claro que não, que a casa não era minha e que eu não achava bem o que ele estava a perguntar porque eu lhe tinha oferecido (tudo) aquilo que tinha (o meu quarto) e a mais não era obrigada, como é obvio. Ele no domingo de manhã disse que precisava de ir à net ver um hostel em Roma porque ia embora para não me dar mais trabalho pois eu tinha ficado chateada com ele pela noite anterior. Eu disse-lhe que não estava chateada, que só lhe tinha dito o que achava e senti no momento (o que é verdade). Esta manhã foi para Roma. Acho que, no fundo, se revelou e no final de contas até foi bom porque passei a saber com o que contar e quem/como ele é de verdade. Não fiquei chateada e estou de consciência tranquila pois ofereci tudo o que podia e o melhor que consegui.
Hoje estou mais feliz porque voltei a ter o meu quarto só para mim, não é por mal mas eu tenho necessidade do meu espaço, só para mim e ainda por cima agora que estou a passar uma fase particularmente sensível, difícil...ainda mais. Por outro lado, o G. vem visitar-me, não no próximo fim de semana - que terei só para mim, finalmente, um fim de semana sossegado em casa pois ja tenho falta disso - mas no seguinte. Estou muito, muito contente pois preciso mesmo da sua companhia, faz-me imensa falta, tenho imensas saudades. Mal vejo a hora de voltar a estar com ele.
A situação dos meus pais não está bem, mas não quero ainda falar-vos sobre isso, logo que sinta que é o momento saberão tudo o que se passa com a minha família. Por enquanto tenho tentado aguentar-me com a situação e manter-me o mais afastada possível embora teimem em arrastar-me para o que não é da minha conta...





