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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Desafios e Sonhos

É curioso aperceber-mo-nos que a nossa disponibilidade financeira tem muita influência na forma como encaramos as coisas - se formos pessoas minimamente responsáveis. Agora que temos ambos salário, já não nos privamos de tanta coisa como há dois anos atrás mas, ao mesmo tempo, tentamos sempre fazer um exercício de contrabalanço ponderando "se antes conseguíamos viver gastando X, por que é que agora não havemos de conseguir viver gasto Y"? Ou seja, não quer dizer que se gaste apenas o "X" que antes se gastava, porque isso é sempre difícil, afinal somos seres em constante evolução e desenvolvimento e só o facto de termos de trabalhar acarreta determinadas despesas que antes disso não tínhamos - assim de repente consigo lembrar-me das deslocações por exemplo. Mas também não temos, só porque já temos possibilidade de o fazer, de gastar "Z" (que equivaleria a todo o montante que temos disponível), podemos perfeitamente encontrar um meio-termo, um equilíbrio que vá ao encontro das nossas ambições, metas e objectivos. Daí ter referido que em vez de gastar X que era o mínimo dos mínimos indispensável à sobrevivência e gastar Z que seria tudo o que temos possibilidade de gastar (ex.: todo o nosso ordenado), podemos decidir gastar Y que seria um pouco mais do que o mínimo - porque precisaremos dada a evolução de vida e porque merecemos - mas menos do que o máximo - se houver essa possibilidade.


Eu sei bem - muito bem - o que custa poupar. Não temos pais que possam ajudar-me, nem padrinhos, nem nada. Não temos ordenados por aí além, temos de pagar nós todas as nossas despesas, não temos casa própria, não temos nada "grátis" e tudo custa dinheiro. A vida está cara mas com muito foco e dedicação, tudo é possível. Nós casámos (igreja, registo e festa), pagando nós o nosso casamento, dentro das nossas possibilidades, quando eu não tinha ordenado e só o homem trabalhava. E foi possível sabem como? Com adequação do que se deseja ao que se pode, com muita contenção, com redução máxima de despesas e com recurso às poupanças de anos. Casar, para nós não foi só um dia único, a celebração do nosso amor e uma festa bonita, casar, para nós foi um grande desafio, uma conquista conjunta, um processo e uma construção partilhados que no final valeram cada esforço. Foi uma aprendizagem e uma lição que acreditamos termos capacidade de aplicar para o resto da nossa vida. No nosso caso o casamento foi o maior desafio até agora, antes tinha sido irmos morar juntos (apesar de tudo) e se Deus quiser um dia será ter a nossa própria casa e aumentar a nossa família mas só cada um pode determinar o que pode servir de exercício ou treino para realizar um sonho, por mais que possa parecer impossível.

Para mim é muito importante lembrar-mo-nos de onde vimos, do que já passámos e do que conseguimos até agora. Olhar para trás pode ser uma grande escola quando o objectivo é nos motivarmos e respondermos à questão que não deixa de nos martelar a cabeça: "será que sou capaz?". Não é fácil, não é nada fácil e há dias/momentos em que só apetece desistir mas o esforço um dia vai compensar, só posso acreditar nisso. Para mim, essa é parte da magia do meu dia de casamento: perceber que toda a nossa luta, os nossos esforços e a nossa motivação tinham resultado em algo muito além do melhor que tínhamos sido capazes de imaginar. E tinha-mo-lo conseguido juntos. Não há maior riqueza que isso, partilhado com aqueles que nos são mais queridos.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A espera e a paciência

Saber esperar é das virtudes que mais admiro. A mim custa-me muito esperar sem desesperar, sem perder a calma ou a paciência e sei que nos últimos tempos (talvez anos) a vida tem-me dado lições para que eu aprenda a lidar com a espera necessária. Eu sou aquele tipo de pessoa que quer tudo para ontem, que sofre por antecipação e antevê o pior quando não há previsão, que fica seriamente tentada a desistir de algo só para não ter de esperar e que por vezes tem de se conter arduamente para não comprometer um objectivo pela pressa e ansiedade de o atingir. Construo castelos no ar com aquilo que sonho, desejo e objectivo. A incerteza tira-me o sossego e custa-me horrores viver com sem um prazo, sem uma meta concreta. 
Mas tenho aprendido que quando o nosso sonho é maior, não há volta a dar, há muita coisa incerta, muita coisa que nem nos passa pela cabeça irá acontecer quando menos esperamos mas se mantivermos o foco naquele propósito, naquele fim e desejo que tanto queremos, só podemos conformar-nos e esperar que chegue o momento. Tendo feito o que está ao nosso alcance para o concretizar, só podemos esperar e confiar que, ainda que se tenha de esperar, o nosso sonho realizar-se-á. A espera é longa e há momentos em que chega a ser dolorosa porque nos atormentam as dúvidas e as inseguranças. Mas hoje vejo a espera como necessária, sei que o é em determinados casos. E confio que essa é resultado de um bem maior. Por isso aprendi que a espera, encarada como necessária para atingir o nosso objectivo, é boa. Porque depois dela virá algo muito maior e melhor.
Não me considero uma pessoa que saiba ou goste (haverá alguém que goste?!) de esperar mas o tempo e a vida ensinaram-me que a espera faz parte e muitas vezes, sendo um "meio" necessário para atingir "um fim" é uma coisa boa.


Esperar, acreditar, confiar e (continuar a) sonhar.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Dia da Mãe dividido


Para nós, infelizmente, nem sempre é fácil estarmos com ambas as famílias em dias festivos. Além de termos as famílias distantes, a família do homem é reticente e muito pouco flexível na questão da celebração de dias especiais - tem de ser tudo à sua maneira e não há margem para grandes alterações ao que "sempre foi assim". 

Este ano (o sexto que passamos juntos) foi finalmente diferente! A minha mãe agora que tem namorado disse-nos que ele iria almoçar com a mãe dele e irmã e que se quiséssemos podíamos juntar-nos a eles. Se não nos sentíssemos confortáveis (não conhecíamos nenhuma das pessoas, além do namorado dela), poderíamos ir só os dois com ela, almoçar a algum lado ou passear, o que fosse. Nós não tínhamos plano concreto e a minha mãe é sempre tão indecisa, ou melhor, nunca decide nada, e chegámos à conclusão que não fazia sentido não irmos com o namorado dela sem ter uma alternativa concreta. Assim sendo, juntá-mo-nos a eles.
Isto porque a minha sogra convidou-nos para irmos a casa dela lanchar. Eu achei até estranho mas como costumamos lá lanchar ultimamente e não almoçar ou jantar, pareceu-me natural e até facilitou a organização do dia. 

Ontem assim foi: fomos almoçar com a minha mãe e a família do namorado e lanchar com a família da mãe do marido. 
Foi a primeira vez que me recordo de ter passado o dia com o meu homem e com as nossas duas famílias, sem termos de nos separar para isso, por capricho deste ou daquele. Quando estávamos em casa da minha sogra ela por fim confessou que tinha decidido que este ano o almoço deveria ser com a minha mãe e não com ela porque no ano passado a minha mãe "deixou" que estivéssemos os dois em casa dela e o dia fosse como ela determinou. Por esse motivo, por ter achado que tinha sido um gesto louvável da minha mãe, quis que este ano fosse a vez dela. Eu não sabia de nada disto até ela nos ter dito ali, naquele momento e penso que ele também não tinha sido esclarecido nestes detalhes quando a mãe lhe disse para irmos lanchar.
Se por um lado ainda me custa que ela se sinta no direito de determinar ser assim ou assado por este ou aquele motivo, tenho de dar a mão à palmatória e, - apesar de ter feito questão de o dizer para que todos soubessem que foi por ela permitir e por ela achar que devia ser assim - agradecer que pelo menos uma vez ela tenha consciência do que a rodeia, que somos dois, que ambos temos família e não só um e que não demos de nos separar mas sim dividir estando com todos sempre que possível. Finalmente um dia de festa sem drama e sem nos termos de separar. Um passo de cada vez! Para mim isto já foi uma vitória.

domingo, 6 de maio de 2018

Obrigada Mana ♥

Não há mal nenhum que um beijinho de irmã não cure, não há vazo nenhum que um abraço de irmã não preencha, não há silêncio nenhum que um coração de irmã não entenda e não há dor nenhuma que um colo de uma mana não ajude a doer menos.


À minha mana, que sempre cuidou de mim como uma verdadeira mãe: que me ensinaste, me orientaste, me proteges e me abraças sem tempo nem datas marcadas, que és âncora e escudo, raiz e asas, que és pai e mãe quando a vida assim o obriga... Obrigada e feliz dia da mãe. Não mãe de ventre mas de coração, que é o mais importante.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Vamos tornar cada sonho real?

Sabem aquelas coisas que desejamos tanto, tanto que se tornem realidade que chegamos a imaginá-las a acontecer? Sabem aqueles sonhos que são tão queridos que nos confundem com a realidade? Sabem quando queremos tanto que algo aconteça que já fazemos planos para quando isso for efectivamente verdade? 


Eu acredito que desta forma, querendo mesmo muito e pedindo ao Universo, com todo o nosso empenho e devoção, somos capazes de atrair para os nossos sonhos, planos e desejos as condições necessárias para que aconteçam e se tornem reais. E não há outra fórmula mágica.
O poder de acreditar nos nossos sonhos e do pensamento positivo pode ser testado por qualquer um que tenha a audácia de sonhar além de si mesmo, das suas capacidades e possibilidades e das suas forças. Se as dedicarmos inteiramente ao nosso propósito tudo pode ser possível, não há outra forma!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Festas de crianças

No fim-de-semana fomos à festa de aniversário de uma das filhas de um amigo nosso. Resultado? Eram só crianças por todo o lado, a sua grande maioria com menos de 5 anos - uns mais amorosos que outros - e pais esmerados por todo o recinto. Sendo nós o único casal sem filhos a apresentar-se ao convite, é claro que não deixámos de ser inquiridos sobre os nossos planos mais íntimos e pessoais relativos à procriação "agora que já se casaram"!


Desconfortos à parte, não posso deixar de admitir que sai de lá com vontade de ter uma daquelas criaturinhas irresistíveis só para mim/nós ♥

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Fórmulas mágicas para concretizar sonhos


Não é fácil arriscar. O nosso conforto é muito apreciado e nem sempre conseguimos pô-lo em causa para tentar algo melhor ou maior. Não temos todas as respostas e por vezes resta-nos apenas decidir se estamos dispostos a arriscar ou não. Muitas vezes só isso determina o desfecho das coisas.
Quando se quer muito uma coisa, quando temos um sonho que acalentamos há muito, a possibilidade de o tornar realidade pode ser assustadora. Porque geralmente com essa possibilidade vem também um grande risco. Mas será que as grandes coisas acontecem sem qualquer risco? Sem um verdadeiro investimento será que conseguimos fazer acontecer qualquer coisa realmente especial para nós?
Tenho a sorte de partilhar com o homem da minha vida um - se não o maior - sonho de uma vida. E, porque o procurámos, construímos a possibilidade de ele se realizar. Implica apostarmos numa coisa que não é certa, para a qual concorrem demasiadas coisas que podem condicioná-la...mas sem isso, nada seria possível. Então pergunta-mo-nos: arriscamos a realizar o nosso sonho? Ou deixa-mo-nos ficar sossegados porque é seguro e mais confortável. Embora tenhamos receios, dúvidas e incertezas, o nosso desejo de realizar um sonho que quase parece impossível fala mais alto e vamos avançar. Vamos dar o primeiro passo para que se possa concretizar.


Vamos apostar todas as nossas fichas, vamos dedicar todos os nossos esforços para que se torne real o que temos sonhado, vamos arriscar e confiar que tudo irá correr bem, que será pelo melhor. Porque não há outra forma. Não existem fórmulas secretas e a fé a única coisa à qual nos podemos agarrar quando assim é. Acreditar faz a diferença e nós vamos conseguir!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

PAZ(coa)

Este ano, como já é costume nas épocas festivas, na Páscoa, a minha sogra pretendia que nós nos adaptássemos ao que eles decidiram sozinhos, sem se importarem com a nossa vontade nem com o facto de também eu ter família. Já no dia do Pai, determinou como, quando e com quem era e nós "só tivemos de" concordar. Eu imagino se o meu pai também morasse cá: tinha de separar-me do meu marido para ele estar com o pai dele e eu com o meu! Faz todo o sentido! (NOT!)


Nós decidimos que faríamos o convite para irem a nossa casa - quer a família dele, quer a minha (que mora cá) e quem quisesse ia, quem não quisesse estava à vontade para não ir também. Já o tínhamos feito num Natal para evitar situações desagradáveis - a minha sogra convida-nos para ir a casa dela nas festas mas não quer saber que eu também tenha cá a minha mãe e não seja justo ser ela a determinar que estamos em casa dela em determinado momento. Se quer impor e sabe que tenho a minha mãe também e sendo que se conhecessem, parece-me natural que incluísse a minha mãe também no convite para ela não ter de passar só a época festiva em causa*. Se não quer, porque tem todo o direito a isso, receber a minha mãe na casa dela, pode aceitar o nosso convite e solução e vir a nossa casa passar a dita festa. Mas não, que a filha quer ir a casa dela, que talvez seja o último Natal lá, que vejamos bem e consideremos... Enfim!

Apesar de termos proposto que fossem a nossa casa, ela disse que não iria, para irmos à dela, "nem que fosse só lanchar" se quiséssemos. Eu já estava por tudo e como a minha mãe me tinha falado de talvez passar o fim-de-semana da Páscoa fora, eu até já tinha dito ao homem que faríamos a vontade à mãe dele e, olha, íamos.
Mas a minha mãe e o namorado insistiram tanto para que fôssemos com eles conhecer um lugar novo (que eu já há algum tempo estava para visitar), já tinham casa e assim podíamos partilhar gastos e ser mais em conta as "férias" que nós acabámos por ceder e na quinta-feira decidimos que na sexta viajávamos com eles. Assim muito francamente confesso que não soube bem a Páscoa, por ter sido mais "turístico", e não foi a situação ideal porque afinal fomos com a minha mãe e o namorado mas  sabem que mais? Foi um sossego!


Por mim, dadas as quezílias do costume associadas a estas datas, desaparecia sempre, só com o meu marido, para fazermos o que bem nos apetecesse, e não queria mais saber de nada nem mais ninguém. Não é que não valorize o tempo passado em família e/ou amigos mais próximos mas quando estas situações tornam épocas que deveriam ser de alegria, união e tranquilidade em disputas egoístas, não me peçam para participar. Até me dá a volta ao estômago. E assim foi a nossa Páscoa, passá-mo-la juntos, na nossa (muito própria) comunhão e até levámos connosco os gatos (pela primeira vez). Foi diferente. Mas foi bom. As pessoas esquecem-se que as suas atitudes trazem consequências e a família dele é sempre tão intransigente e tem assumido posições tão diferentes daquilo com que nos identificamos que só tem como consequência estarmos cada vez mais afastados deles... Estar em família não deveria ter nada a ver com disputas ou bolhas egocêntricas sem sentido. E muito menos deveríamos ter de nos "proteger" deste tipo de coisas.


*como aliás já quase aconteceu no primeiro Natal em que fiquei cá: a minha mãe estava sozinha e a minha sogra queria que lá fossemos (eu e o meu marido) passar esse dia mas não queria que a minha mãe nos acompanhasse. A solução? Eu fiquei sozinha com a minha mãe e o meu marido foi ter com eles sem mim.


Apesar de já vir tarde, desejo sinceramente que tenham tido uma:

sábado, 17 de março de 2018

Mantra dos desejos

Vamos atrair boas energias, vamos captar pensamentos positivos. Vamos acreditar e tentar absorver aquilo que nos faz felizes, o que nos motiva e queremos ver acontecer. Vamos concentrar energias no que mais desejamos e acreditar que o mundo conspirará a nosso favor para aquilo que tanto querermos vir até nós ou acontecer realmente. Vamos conseguir entender os sinais que o Universo e tudo o que nos rodeia nos manda para que entendamos se estamos no caminho certo.

Cada vez acredito mais que, apesar de termos de ter os nossos objectivos e desejos e devermos sempre lutar para que se concretizem, aprendi com a experiência, que muitas vezes, quando as coisas não acontecem como gostaríamos e no momento em que queríamos que acontecessem, é porque " não tinham de ser". Ou porque dessa forma permitiram outras muito boas que não estavam nos nossos planos ou que de outra maneira não aconteceriam ou porque nós aprendemos com aquilo uma lição preciosa... Ou porque nós mais tarde percebemos que se não fosse aquele "imprevisto" que aconteceu e aquele aborrecimento que tanto nos transtornou os planos e desejos mais acalorados, não teríamos chegado ao lugar onde estamos agora e que é tão mais "rico" que não trocariam por nada aquele percurso improvisado.


Que tudo se alinhe e o que tiver de ser aconteça. 
Que consigamos perceber se e quando é o momento e a oportunidade. 
Que Deus nos guie e ilumine sempre o caminho que temos de percorrer. Que Ele nos acompanhe sempre.

quarta-feira, 14 de março de 2018

O pai dos meus filhos


Imaginar-te, com um bebé rechonchudinho e de olhos curiosos ao colo, ou melhor, imaginar-te com um nosso bebé no colo, enche-me desmesuradamente o coração de vontade de ter filhos contigo.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Divisão de tarefas

Para mim, dividir tarefas não quer necessariamente dizer que temos ambos de fazer tudo. Há coisas que, por minha natureza, gosto mais de fazer ou tenho mais facilidade ou aptidão e por isso gosto/ quero e não me importo de fazer (quase) sempre eu, e o inverso também!
É o que me faz mais sentido. Se eu não me importo, faço mais facilmente e com maior vontade alguma coisa, por que é que temos de fazê-la ambos? Lá em casa, há coisas que dividimos e vamos alternando mas há outras que estão a cargo de cada um. Não por que se convencionou mas porque é o que faz sentido e estamos de acordo nisso. Por exemplo, nunca tenho de me preocupar em ir pôr o lixo à rua mas ele nunca põe a roupa a lavar ou secar. Não quer isto dizer que não possamos fazer a "tarefa do outro" se necessário for! Quer dizer apenas que distribuímos assim as nossas obrigações.


Como é que é desse lado?

Cinzento, vai-te embora!


O tempo tem estado terrível e o meu estado de espírito assemelha-se. Não têm sido dias e emoções, pensamentos, desafios fáceis de gerir ultimamente. É colocar nas mãos de Deus e acreditar que o que tiver de ser será. Que o caminho nos seja iluminado e possamos ser conduzidos no sentido certo. Só nos braços do marido tenho encontrado o aconchego que me acalma no meio deste vendaval de sentimentos... O que vale é que é sexta-feira!


Que a imagem atraia a melhoria das coisas (o tempo e o resto). Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 1 de março de 2018

A Maria do Tiago

Que bonita é Pilar
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero

Que bonita é Leonor
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero

Inês sabe quanto vale
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero

Carolina quer-me bem
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero

Júlia diz que quer também
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero

Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria

Ana dança para mim
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero

Margarida faz que sim
Mas eu não a quero
Mas eu não a quero

Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria

Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria
Quero é Maria

Maria sabe quem sou, por trás das luzes
Sabe quem sou, por trás da luz
Sabe quem sou, por trás das luzes
Sabe quem sou, por trás da luz
E só eu sei, quem, Maria, é
Só eu sei, quem, Maria, é


Gosto tanto desta música!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Um aniversário memorável #2

Apesar de já terem sido surpresas suficientes as que partilhei aqui, o meu marido este ano não deixou por menos e esmerou-se. Foi um fim-de-semana de mimos e surpresas muito boas, umas atrás das outras.

O marido reservou para o deitar a entrega das prendas materiais: um relógio e uma mala. O que mais pode uma mulher desejar? Eram duas coisas que me estavam a fazer falta e que estavam na calha para serem compradas. O relógio ele já sabia qual era o que eu queria e a mala também tinha de cumprir alguns requisitos mas ele teve bom gosto e eu adorei as prendas. 

Passámos o dia seguinte ao do meu aniversário (que coincidentemente era um sábado) no Porto, a passear e a tentar aproveitar ao máximo o tempo que nos restava. "Restava" porque o homem disse que era melhor regressarmos a casa a seguir ao almoço. Eu não percebi muito bem porquê mas não fiz muitas perguntas e limitei-me a obedecer. Quer dizer, não fomos logo a seguir ao almoço. Ainda estivemos a passear por ali e só saímos da Invicta quando o sol se pôs (+/- 18h).

Os meus padrinhos não foram connosco. Quando chegámos a casa eu confesso que estava meio desconfiada e quando abri a porta espreitei lá para dentro e dei um pulo com o "surpresa/parabéns" que recebi dos amigos que ali se tinham juntado secretamente. Bem que eu suspeitava. Abracei cada um, vi a minha sala com uma mesa farta e cheia de balões e recebi outros amigos que só se conseguiram juntar a nós mais tarde. 


Então o homem tinha deixado a comida preparada desde o dia seguinte escondida e os nossos amigos só puseram no forno e fizeram os petiscos, decoraram tudo e esperaram que nós chegássemos. Bem que eu sentia o moço inquieto! Eu tenho um faro daqueles mas nem que me esforçasse podia imaginar tanta coisa incrível. Aquilo é que foi uma maratona de surpresas que ele engendrou! E embora possa ter desconfiado, a maioria passou-me completamente ao lado. Foram três dias esgotantes por tanta coisa que fizemos e tanto que quisemos aproveitar (afinal o meu pai só ficou até segunda de madrugada) mas o meu coração transbordava de felicidade e gratidão. Nunca tinha tido tanta surpresa maravilhosa junta!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Um aniversário memorável #1

Tenho tido a sorte de, nos últimos anos, ter tido dias de aniversário especiais porque tenho recebido visitas surpresa muito especiais (dos que me são mais queridos e estão longe, o meu pai e a minha irmã) mas como isso aconteceu nos dois últimos anos, já me tinha convencido que desta vez teria de ser diferente. Então, não sei por que carga d'água meti na cabeça que este ano o marido me ia preparar um jantar de aniversário surpresa, com os meus amigos. Não estive assim tão enganada mas estive longe de imaginar o que ele me reservara para aquele dia.


Se no ano passado tinha acabado de entrar no trabalho onde estou e não tinha como não trabalhar no dia do meu aniversário, este ano era diferente e até ponderei pôr o dia de férias para poder ficar sossegada mas depois pensei que seria melhor aproveitar o dia de férias para quando o homem também pudesse estar comigo porque ele não escolhe as férias dele, são fixas, de acordo com calendário anual de actividade do seu trabalho. Assim sendo, fui trabalhar no dia do meu aniversário.

O homem disse-me para reservar a noite para ele. E foi assim que eu me convenci que ele me prepararia um jantar de aniversário surpresa, com os meus amigos. Mais, eu tinha tentado organizar um jantar de aniversário mas curiosa e misteriosamente ninguém podia ir. Não é estranho de todo porque já várias vezes me aconteceu, dada a época do ano, muita gente do meu círculo de amizades próximas, não estar disponível para comparecer à comemoração do meu aniversário. Por um lado desconfiei mas por outro também achei que podia somente estar a acontecer novamente o que já em outros anos aconteceu de ninguém poder mesmo. Lá me deixei ficar com os meus pensamentos e teorias, tentando não dar muita importância à coisa.

Na noite antes, vi, sem querer uma conversa de whatsapp do telemóvel do G. que tinha o título de "Jantar de anos da V". Bem, nem sabia bem o que fazer mas disse-lho, convencida que tinha arruinado a surpresa mas, simultaneamente, que não podia fingir não ter visto. Ele disse-me que realmente tinha tentado organizar um jantar e reverter a questão de a maioria não poder ir mas que não tinha conseguido. Ainda assim, admirei o seu esforço na tentativa de me iludir mas continuei a achar que era só uma manobra e que me esperava um jantar surpresa no dia seguinte.

Passei o dia a trabalhar mas fui mimada pelos meus colegas de trabalho que, sendo eu a benjamim da empresa me trataram muito bem. Fomos almoçar fora todos, ali perto e depois partimos o bolo que eu levei. Até tive direito a prenda de uma das colegas.

O G. pediu-me para sair mais cedo e eu até estava para o fazer mas acabou por surgir algo urgente para resolver e só sai pouco antes da hora normal, já ele estava em casa à minha espera. Por isso, passei a apanhá-lo e nem subi, seguimos logo. Eu ia a guiar mas ele era quem indicava para onde ir.
Conforme nos fomos afastando cada vez mais da capital, fui-me apercebendo de que me tinha enganado quanto aos planos surpresa do marido. E aí pensei "pronto, vamos passar o fim-de-semana fora" e isso deixou-me mais que satisfeita.

Foram quase três horas de viagem até que avistámos o Douro e a Ponte Dom Luís I e aí soube que o nosso destino era a Invicta. Fiquei muito contente porque apesar de já conhecer a cidade, ainda não conseguimos lá passar algum tempo, para conhecê-la melhor e a aproveitarmos tranquilamente. Ali estava a nossa oportunidade, pensei!


Estacionámos num parque e subimos para um hotel onde jantaríamos, disse-me ele. Eu, como lhe tinha feito algo do género no aniversário dele, não me atrevi a questionar ou indagar, então nem fazia perguntas, só magicava internamente. Entrámos no restaurante quase vazio e quem é que lá estava para jantar connosco? O meu pai e a namorada!!!

Ela tinha-me confidenciado no Natal que lá iriam passar uns dias mas tinha-me dito que seria em Março. Tanto que quando chegámos ao Porto eu comentei isso com o G. e o dissimulado ainda me disse algo como "pois, eu lembrei-me disso, é chato virmos duas vezes com tão pouca distância uma da outra mas olha, achei que devíamos vir na mesma".
Sentá-mo-nos e pedimos uma bebida para brindar o aniversário e, de repente, aparecem sabe-se lá de onde, os meus padrinhos de baptismo! Eu nem queria acreditar!

(Continua...)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Primeiro aniversário de casamento

(Já passou imenso tempo mas venho agora partilhar o nosso primeiro aniversário de casamento...)

No nosso primeiro aniversário de casamento quisemos fugir. Tivemos a sorte de ter um feriado a prolongar-nos esse fim-de-semana e por isso pudemos ir passá-lo fora. Não queríamos que fosse um sítio que já conhecêssemos, nem que fosse muito longe para não perdermos imenso tempo na viagem, queríamos algo especial e com SPA mas não muito caro. Depois de alguma pesquisa decidimos conhecer a terra mais massacrada deste verão com a tragédia dos incêndios.
Saímos de manhã cedo de casa, deixámos os gatos ao cuidado da minha mãe e fizemo-nos à estrada. De caminho, saímos no Carregado e parámos no CAMPERA para as primeiras compras de Natal e conseguimos tratar de algumas prendas muito especiais a preços bem simpáticos. Já começava bem! Almoçámos por ali e chegámos ao nosso destino quando o sol estava prestes a pôr-se. Instalámo-nos e fomos ao SPA. O jantar foi num dos poucos restaurantes dali, a TABERNA DO FERRADOR, típico, acolhedor e uma agradável surpresa.
No dia seguinte saímos para passear pelos arredores depois do pequeno-almoço. Fomos visitar a Ponte Filipina e ficámos maravilhados. Tivemos sorte com o tempo, esteve sol e seco, apesar do frio. Almoçámos com vista privilegiada para o Mondego e passámos a tarde a passear pela zona sem horas nem obrigações, paciente e pacificamente - Praia do Mosteiro vale a pena visitar. 
Fizemos a sesta, acordámos só para comer, fomos para a água até ficarmos com a pele murcha e só mudaria o facto de não haver ninguém do hotel a controlar (embora isto devesse era partir da consciência e educação de cada um) a utilização do SPA porque eram só gritos e gargalhadas altas e atirar-se para a piscina e não respeitar regras nenhumas de utilização ou mínimo bom senso.
No último dia fomos ao mercado pela manhã e, depois, enchemo-nos de coragem e voltámos a vestir as roupas do casamento para tirarmos umas fotografias junto à piscina, com vista para o Rio (valeu-nos o calor do sol da hora de almoço porque estava um gelo!). E voltámos para casa com tempo para fazer a viagem com calma e regressar calmamente à rotina. 


Aqueles dias foram uma lufada de ar fresco, um balão de oxigénio de que precisávamos imenso. Fomos para longe de tudo e todos e conseguimos encontrar paz e sossego. Voltámos a casa verdadeiramente revigorados.
Assim foram as nossas bodas de papel!

P.s. Perdi a cabeça e consegui oferecer um relógio ao homem. Já tinha oferecido relógios antes mas este foi "o" relógio. Andei que tempos à procura do "tal", fiz pesquisa de mercado, encomendei com semanas de antecedência e andei a escondê-lo até chegar o dia de lho entregar. A cara dele valeu tudo, ficou maravilhado com o que lhe passei para as mãos e parecia um rapazito que nem conseguia acreditar no que os olhos viam. Felizmente ele adorou! E nada me podia ter deixado mais feliz que isso. Além dessa, a outra prenda que consegui preparar foi uma série de testemunhos de amigos que estiveram presentes no nosso dia sobre o mesmo e acabou por resultar numa recordação especial, que guardaremos com todo o carinho.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Filhos


Sempre disse que não queria ter filhos. Mais que isso, sempre achei que não tinha capacidade para ser mãe, nem condições, por isso não queria ter filhos. Não sei são coisas da minha cabeça... Tive conversas infindáveis com o meu marido quando ainda éramos namorados sobre isso. Sempre fomos muito honestos em relação a tudo e muito francos um com o outro, sem reservas, sem segredos ou omissões em relação a nada. Mais que isso, partilhamos opiniões e estamos de acordo, caso contrário nada faria sentido estarmos juntos. 


Mas eu sinto que de há uns meses para cá me sinto diferente em relação a não querer ter filhos. Não sei se é o boom de grávidas e bebés por todo o lado que está a mexer comigo, se é por sempre ter tido como calcanhar de Aquiles nesta questão o facto de imaginar o homem da minha vida com um bebé e saber que ele se deliciaria porque tem uma ternura incrível por bebés ou se é por estar a ver os anos passar e saber que, sendo o meu marido mais velho que eu, não faz sentido para nós, a ter filhos, tê-los muito tarde (ser pais "velhos") ou se é saber que, a ter filhos, queremos ter mais que um e isso obriga a que tenhamos de começar a fazer por isso cedo...

Não sei, muito francamente, se será algo só passageiro, se é sugestão ou não. Mas ultimamente tenho pensado em ter filhos. E não sei a que conclusão chegar quanto a isso. Confio que se for para sermos pais e termos filhos como desejamos, eles virão. Mas já estou a escrever "termos filhos como desejamos" quando sempre disse que não teria filhos!!! 
Sendo franca comigo mesma, sempre disse que não sabia se queria ser mãe/ter filhos mas ao mesmo tempo sempre disse que não gostaria de ter só um (se tivesse) e outras coisas que tais, o que já dá a entender que ponderava isso. Nunca fui verdadeiramente radical quanto a isso...


Só não quero que "ter filhos" seja o "passo seguinte" e que venham porque sem eles não faria sentido para nós porque essa nunca foi a nossa linha de pensamento. A mim basta-me o meu marido, o homem que é o melhor presente que Deus me deu. Não nos casámos para ter filhos. Quando decidimos casar falámos tanto sobre isto! Porque eu nunca quis casar para que isso depois acontecesse, quisemos casar para viver a vida toda juntos, um com o outro, eu e ele. E isso basta-nos. Foi só por isso que casámos. Às vezes acho que esta ideia do "casar para ter filhos" não fazer sentido é só uma mania que eu própria criei dentro da minha cabeça e que por teimosia ou casmurrice quero defender quando não há necessidade nenhuma disso... Mas sempre me provocou alguma estranheza as pessoas que casavam e logo a seguir eram pais, depois de imenso tempo juntos (antes de casar), por exemplo. Acho que se deve também desfrutar do "casamento" se ele tiver acontecido, porque isso significa que tem significado para os dois.
Isto tudo para dizer que não quero que esta "vontade" de ter filhos seja consequência de ser "o passo seguinte" a conhecer-se, namorar e casar.

De cada vez que o imagino com um bebé, de cada vez que penso em mim grávida de um filho nosso, não sei...há algo que está diferente.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ainda falta...


...mas já não falta muito, para celebrarmos o primeiro ano de casados. Parece mentira!

Ainda não temos nada planeado nem programado mas o homem já está farto de me dizer que temos de fazer alguma coisa (e tem razão)... Ideias?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Música de sexta-feira

The Lumineers - Sleep On The Floor


Pack yourself a toothbrush dear
Pack yourself a favorite blouse
Take a withdrawal slip
Take all of your savings out
'Cause if we don't leave this town
We might never make it out
I was not born to drown
Baby come on
Forget what Father Brennan said
We were not born in sin
Leave a note on your bed
Let your mother know you're safe
And by the time she wakes
We'll have driven through the state
We'll have driven through the night
Baby come on
If the sun don't shine on me today
And if the subways flood and bridges break
Will you lay yourself down and dig your grave
Or will you rail against your dying day
And when we looked outside
Couldn't even see the sky
How do you pay the rent
Is it your parents
Or is hard work dear
Holding the atmosphere
I don't wanna live like that, yeah
If the sun don't shine on me today
If the subways flood and bridges break
Jesus Christ can't save me tonight
Put on your dress, yes wear something nice
Decide on me, yea decide on us
Oh, oh, oh, Illinois, Illinois
Pack yourself a toothbrush dear
Pack yourself a favorite blouse
Take a withdrawal slip
Take all of your savings out
'Cause if we don't leave this town
We might never make it out

Encontros felizes

Sabem aquelas coisas que nos acontecem inesperadamente mas que parece que as estamos a adivinhar mesmo antes de acontecerem?!
Uns dias antes da nossa última viagem, como tinha encontrado o meu anel "perdido" lembrei-me que, já tendo procurado o fio do conjunto nos mesmos moldes do anel (que vim a achar) mas não tendo encontrado, a única hipótese que teria, sendo um artigo exclusivo de uma colecção antiga, era encontra-lo num aeroporto porque é onde por vezes têm peças antigas, já extintas das lojas há anos. 
Quando recebi o anel, no longínquo ano de 2014, lembro-me de instintivamente ter pensado "podia bem ter sido o fio igual, em vez do anel. Eu nem sequer uso normalmente anéis" porque havia um fio da mesma linha, muito giro, do qual vi imagens mas que não existia nas lojas naquela altura. Ainda quando escrevi a publicação sobre o anel encontrei imagens do fio e por isso voltou-me à memória. A verdade é que na altura tinha um fio de prata, a primeira prenda do meu homem, que adorava...então pus de lado a ideia, já que nem o encontrava. Mas agora, que tinha recuperado o anel (e que tenho o fio de prata estragado há algum tempo) não pude deixar de pensar naquele fio especial.
No dia em que viajámos encontrei-o. À ida, dei com um expositor da marca e pus-me a procurar, não fosse dar-se o equilíbrio dos astros e estar ali precisamente o que eu queria. E não é que estava mesmo?! Não era único, havia mais do que um até.
Ainda hesitei, afinal era um pequeno luxo desnecessário, que nos faria gastar dinheiro. Cinco minutos de indecisão diluídos com o facto de ser uma peça especial, que fazia sentido ter, sendo única e tendo-a encontrado naquele momento (depois de recuperado o irmão anel) e o marido ofereceu-mo. 



Há coisas que não se explicam. Qual era a probabilidade? O mundo por vezes alinha-se para nos mostrar um pouco de magia e nos fazer sonhar com tudo ser possível.

Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...