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quarta-feira, 11 de abril de 2018

PAZ(coa)

Este ano, como já é costume nas épocas festivas, na Páscoa, a minha sogra pretendia que nós nos adaptássemos ao que eles decidiram sozinhos, sem se importarem com a nossa vontade nem com o facto de também eu ter família. Já no dia do Pai, determinou como, quando e com quem era e nós "só tivemos de" concordar. Eu imagino se o meu pai também morasse cá: tinha de separar-me do meu marido para ele estar com o pai dele e eu com o meu! Faz todo o sentido! (NOT!)


Nós decidimos que faríamos o convite para irem a nossa casa - quer a família dele, quer a minha (que mora cá) e quem quisesse ia, quem não quisesse estava à vontade para não ir também. Já o tínhamos feito num Natal para evitar situações desagradáveis - a minha sogra convida-nos para ir a casa dela nas festas mas não quer saber que eu também tenha cá a minha mãe e não seja justo ser ela a determinar que estamos em casa dela em determinado momento. Se quer impor e sabe que tenho a minha mãe também e sendo que se conhecessem, parece-me natural que incluísse a minha mãe também no convite para ela não ter de passar só a época festiva em causa*. Se não quer, porque tem todo o direito a isso, receber a minha mãe na casa dela, pode aceitar o nosso convite e solução e vir a nossa casa passar a dita festa. Mas não, que a filha quer ir a casa dela, que talvez seja o último Natal lá, que vejamos bem e consideremos... Enfim!

Apesar de termos proposto que fossem a nossa casa, ela disse que não iria, para irmos à dela, "nem que fosse só lanchar" se quiséssemos. Eu já estava por tudo e como a minha mãe me tinha falado de talvez passar o fim-de-semana da Páscoa fora, eu até já tinha dito ao homem que faríamos a vontade à mãe dele e, olha, íamos.
Mas a minha mãe e o namorado insistiram tanto para que fôssemos com eles conhecer um lugar novo (que eu já há algum tempo estava para visitar), já tinham casa e assim podíamos partilhar gastos e ser mais em conta as "férias" que nós acabámos por ceder e na quinta-feira decidimos que na sexta viajávamos com eles. Assim muito francamente confesso que não soube bem a Páscoa, por ter sido mais "turístico", e não foi a situação ideal porque afinal fomos com a minha mãe e o namorado mas  sabem que mais? Foi um sossego!


Por mim, dadas as quezílias do costume associadas a estas datas, desaparecia sempre, só com o meu marido, para fazermos o que bem nos apetecesse, e não queria mais saber de nada nem mais ninguém. Não é que não valorize o tempo passado em família e/ou amigos mais próximos mas quando estas situações tornam épocas que deveriam ser de alegria, união e tranquilidade em disputas egoístas, não me peçam para participar. Até me dá a volta ao estômago. E assim foi a nossa Páscoa, passá-mo-la juntos, na nossa (muito própria) comunhão e até levámos connosco os gatos (pela primeira vez). Foi diferente. Mas foi bom. As pessoas esquecem-se que as suas atitudes trazem consequências e a família dele é sempre tão intransigente e tem assumido posições tão diferentes daquilo com que nos identificamos que só tem como consequência estarmos cada vez mais afastados deles... Estar em família não deveria ter nada a ver com disputas ou bolhas egocêntricas sem sentido. E muito menos deveríamos ter de nos "proteger" deste tipo de coisas.


*como aliás já quase aconteceu no primeiro Natal em que fiquei cá: a minha mãe estava sozinha e a minha sogra queria que lá fossemos (eu e o meu marido) passar esse dia mas não queria que a minha mãe nos acompanhasse. A solução? Eu fiquei sozinha com a minha mãe e o meu marido foi ter com eles sem mim.


Apesar de já vir tarde, desejo sinceramente que tenham tido uma:

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Fim-de-semana num cantinho do céu


Esgotados como temos estado e com tanto para tratar dada a mudança de casa (as coisas que temos a mais e as que temos a menos, os pequenos detalhes, aquilo que falta comprar...), o nosso maior desejo era poder abstrair-nos um pouco do que nos preocupa e arejarmos as ideias, longe de tudo e todos.
Pelo aniversário do moço que quase coincidiu com os nossos primeiros seis meses como marido e mulher, quis fazer aquilo que já há muito queríamos e sonhávamos - passear, para longe de casa, sem horas, sem obrigações, só nós dois.
Estávamos mesmo, mesmo, mesmo a precisar. Estes primeiros meses têm sido muito exigentes para nós por uma série de coisas que têm acontecido, por isso precisávamos mesmo deste tempo para nós.
Foi tudo preparado algo em cima do joelho porque, lá está, tempo não me tem sobrado. Mas tinha de o fazer e assim foi. Talvez na quarta-feira reservei uma noite no alojamento local de uma Vila bem simpática que não conhecíamos, sem ser muito longe de casa mas não sendo, também, perto. E disse-lhe que no sábado tinha planos para nós. Era tudo surpresa para nós.
Pedi-lhe que não marcasse nada para o fim-de-semana "para descansarmos" e que confiasse em mim sem fazer demasiadas perguntas porque queria que fosse surpresa. Na sexta-feira antes de sair de casa preparei a "mala" e pus tudo o que precisávamos no carro, para que ele não o visse. E pedi ajuda à minha mãe para ir ver-nos os gatos enquanto estivéssemos fora (que também têm sentido muito as mudanças da família e estão carentes).
No sábado saímos de manhã e fomos andar a cavalo. Ele acha-os animais fascinantes e eu descobri um clube/ uma quinta, que tem muitos, que recebe provas e que permite aos "leigos" ter contacto com eles.
Passámos lá a manhã e almoçámos. O sítio é óptimo e o ambiente muito simpático, ficámos com vontade de voltar. Até têm piscina.
Depois de almoçar, fizemo-nos à estrada. Eu tinha um rumo, ele é que não sabia qual era. Fomos descendo, pela nacional, passando terras e terrinhas por onde nunca tinha passado e deixando para trás várias placas com palpites (achava que íamos a um sítio quando via a placa, perguntava e eu nada dizia, quando deixávamos a respectiva placa para trás, tirava dali a ideia). Até que, quando chegámos lhe disse que era ali que íamos. 
Fomos até à praia, demos uma volta no centro, mas eu tinha de dar entrada no hotel e por isso andava à procura do mesmo. Quando o encontrámos e ele percebeu que "tinha quartos" perguntou logo o que lá íamos fazer e se passávamos ali a noite estupefacto. A resposta era afirmativa e assim passámos umas horas longe de casa, num sítio que nos pareceu um cantinho do paraíso, só a passear e a tentar descansar. Andámos a pé, encontrámos um sítio onde se comia bem sem pagar muito por isso e delicia-mo-nos com a calmia daquele momento para nós. Foi tão mas tão simplesmente bom!
Apesar de não ter sido muito tempo, apesar de ainda nos sentirmos cansados e nos preocuparmos, sinto que o fim-de-semana foi o balão de ar de que precisávamos para não darmos em malucos. E foi mesmo no limite.
Sou muito feliz e grata por ter conseguido fazê-lo e oferecer-lho. Sou muito abençoada por ter, hoje, esta possibilidade e por poder ter na minha vida uma pessoa tão mas tão especial e feita para mim como ele é. Soube-nos pela vida!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Preparativos de Natal

 

Este Natal será passado inteiramente em nossa casa. Não foi uma decisão fácil de implementar entre as famílias mas será feita a nossa vontade dentro dos possíveis. A árvore foi montada na primeira semana do mês e tem sido brutalmente atacada pelo gato cá de casa. Tem sido uma luta impedi-lo de a destruir completamente. O presépio ainda está por construir - acho que o vamos fazer só amanhã. Já fiz ensaios de doces para o Natal. Pus-me segunda à tarde a fazer brownie e cookies de chocolate. Ficaram uma verdadeira delícia e já não resta muito, por isso tenho de repetir as receitas. E o melhor é que eu juro que as receitas são super simples (se eu as consegui seguir, acreditem que são)! Amanhã e depois terei o meu ajudante preferido em casa e vamos pôr mãos à obra para fazer comida e dar um aconchego especial ao nosso lar. Afinal Natal é juntar pessoas queridas à volta de uma mesa recheada de coisas boas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Obrigada.


Por tudo e por nada em especial. Por cada dia, por cada acordar, por cada dentada de comida, por cada passo, por cada paragem, por cada desafio, por cada lágrima, por cada sorriso. Obrigada por cada abraço, por cada carinho, por cada alegria, por cada dor. Obrigada pelo tecto e pelo chão que piso, pelo entendimento, pela incompreensão, pela curiosidade, pela descoberta, pela novidade e pela rotina. Obrigada!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

De volta ao trabalho


Regressámos a casa no domingo mas já estivemos em casa dos pais do meu noivo dois dias, resolvemos coisas pendentes, voltámos a casa, limpámos, arrumámos, matámos saudades dos nossos gatos e fomos à praia. Ele hoje voltou ao trabalho. O que vale é que é sexta-feira e amanhã já o tenho de novo só para mim. Fiquei mal habituada a tê-lo sempre comigo no último mês e custa sempre afastar-mo-nos. Regressar ao trabalho à sexta não é nada mau!

domingo, 31 de julho de 2016

Fim-de-semana

Ontem começámos o dia em conversa com os nossos queridos futuros padrinhos emigrantes, que nos ligaram para matarmos saudades. Que bela maneira de começar o fim-de-semana!
Esteve um dia tão bom que aproveitámos para ir passear na baixa de Lisboa. Claro que estivemos a tratar de coisas que estavam pendentes e tínhamos de resolver antes de ir de férias mas não deixou de ser um passeio muito bom, com direito a ver os saldos e almoçar fora. Ainda comprámos mais uns adereços para a decoração do casamento e resolvemos uma questão que nos preocupa sempre quanto aos gatos quando vamos de férias (que alívio!).
O tempo ontem e hoje tem estado óptimo. Está sol e calor mas sem exagero que se torne desconfortável e os dias têm estado lindos, com sol a brilhar e céu limpo, que até dá gosto. Se pudesse escolher, todo o Verão seria assim!
Hoje temos mais coisas para resolver - já fomos ao cartório da igreja buscar o documento que nos faltava, cortei o cabelo ao homem e vamos dar um jeito à casa - mas também vamos tentar aproveitar para passear e estar com amigos, já que este fim-de-semana não há praia para ninguém.


E já começámos a contagem decrescente para as férias!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Sexta-feira

(Para terem ideia do estado em que estou, em vez de "sexta-feira", escrevi "quinta-feira" no título! Sinto que fui atropelada por um camião TIR)


Nos últimos dias sinto que tenho andado em piloto automático, a tentar recuperar das últimas semanas, cheias de gente e de coisas boas mas num verdadeiro frenesim que nos impede de ter tempo para o que quer que seja, nem mesmo pensar. Só desempenho tarefas que sei que têm de ser feitas, umas atrás das outras, umas melhor que outras, umas são deixadas para trás e continuam pendentes... Não tem sido fácil agarrar as rédeas e retomar o controlo dos meus dias. Quando a nossa rotina (por muito pouca que ela seja) é alterada, acho que é normal isto acontecer. Eu tenho-me tentado aguentar à bronca. Recebemos imensas visitas no último mês e meio, mais do que no ano passado inteiro e receber amigos implica recebê-los bem, ter a casa apresentável, ter atenção a algumas coisas que normalmente não temos de ter e adaptar-mo-nos a uma situação diferente. Nós adoramos mas tantas em tão pouco tempo, é exigente! Afinal o homem ajuda-me como pode mas ele trabalha mais do que a conta e eu sozinha tenho de dar conta de um T4 com dois gatos peludos.

Não tarda também estaremos finalmente de férias, longe de tudo e todos. Mas até lá há muito que sprintar porque há muito a fazer e tratar entretanto. Tenho de ganhar força para pôr tudo em ordem, o mais depressa possível e poder respirar de alívio com a sensação de dever cumprido. Ânimo, já não falta tudo. Quanto mais depressa terminar, mais cedo estarei livre!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Quatro anos de nós


Hoje fazemos quatro anos de namoro. Ainda no sábado, a falar do assunto, fiquei quase convencida que faríamos cinco anos. Mas não são quatro. Apesar de nos conhecermos há mais de 5 anos, começámos a namorar somente há 4. 

Dia 28 de Junho será sempre uma data especial para nós. Ainda me lembro de tê-lo deixado ir, a medo, sozinho ao centro da cidade onde eu estava de Erasmus porque ele mo pediu. Sabe-se lá como, ele apareceu-me a meio da avenida principal daquela cidadezinha italiana que ficou no meu (nosso) coração, com uma rosa em punho, um coração de pano e a derradeira pergunta (pela qual eu, naquela altura, já ansiava): "aceitas namorar comigo?". Até hoje não sei como ele se conseguiu explicar à florista já que ele não falava italiano e essa é a única língua que aquela gente falava e entendia. Deve ter sido tudo à base de linguagem gestual, adorava ter visto.

A verdade é que hoje somos já muito diferentes daqueles dois que éramos há quatro anos atrás. Muita coisa aconteceu, muita coisa mudou, já aprendemos muito, já vivemos muito, já fizemos muitos planos e sofremos muitas desilusões mas, o mais incrível, é que ainda temos muito mais para viver, para gozar, para sofrer, aprender, rir, chorar e ganhar. A vida é uma caminhada, já me convenci disso, o que conta é o percurso que fazemos e o que aprendemos, perdemos e ganhamos com ele. Por isso é que acho tão importante, embora não seja fácil, nos lembrarmos do nosso caminho, termos sempre presente aquilo por que já passámos, por isso permite-nos relativizar o que não tem tanta importância e valorizar o que deve ser valorizado.

Quantas vezes ao olhar para trás não vejo a diferença abismal entre o meu eu de agora e o meu eu de há quatro anos? Quantas vezes não penso que não conseguirei superar alguma coisa do meu dia-a-dia e vou buscar forças para isso quando me lembro daquilo por que já passámos. Juntos é mais fácil no sentido em que temos alguém a quem recorrer, com quem partilhar, quer os nossos medos, quer as nossas angústias, quer as nossas conquistas, quer as nossas alegrias. Juntos é mais fácil chegarmos onde queremos porque são dois a trabalhar para o mesmo. Juntos torna-se mais fácil suportar as dificuldades porque há sempre outra pessoa que percebe o que sentimos, que nos conhece e faz um esforço por compensar o que naquele momento nós não conseguimos dar.

Construir uma relação não é, contudo, coisa fácil. Se já é um desafio aturar-mo-nos a nós mesmos, como é que não será um desafio muito maior vivermos com outra pessoa? Tem de ser mais do que um desafio, é uma prova de constante superação! São dois feitios, duas cabeças, duas mentalidades, duas vontades e dois seres que se têm de alinhar para conviverem todos os dias. Não pode ser assim tão simples. Exige dedicação, empenho, alguma cedência de parte a parte, compreensão, respeito e muito amor. Não é por acaso que ponho o amor no fim da frase. Para estar com alguém, para construir um futuro ou uma vida com outra pessoa, não basta amá-la. É muito mais complexo do que isso. 
E se já é suficientemente difícil e raro encontrarmos alguém que nos ame como nós a amamos, então ainda mais é que ela queira o mesmo que nós, que tenha os mesmos princípios, valores e desejos. Só podemos sentir-nos muito abençoados por ter-mo-nos um ao outro nas nossas vidas, por podermos construir a nossa. E é disso que nos temos de lembrar, em cada dia difícil, em cada obstáculo, em cada problema e dificuldade. É por isso que temos de agradecer, cada dia, por nos termos um ao outro.
E assim o "tanto" e o "tão pouco" andam sempre de mãos dadas, como dois namorados. Daí se retira também a lição do relativizar e valorizar. Por vezes o tempo a que estamos juntos parece-me tanto e ao mesmo tempo tão pouco quantitativamente. Porque, apesar de serem apenas quatro anos, sinto que já vivemos e partilhámos, superámos e conquistámos tanto! E ao mesmo tempo, apesar de parecer tanto, se Deus quiser, ainda nos falta tanto por alcançar e viver lado a lado. E o que são quatro anos diante de uma vida inteira partilhada com quem amamos?

terça-feira, 21 de junho de 2016

Lides domésticas


Limpar a casa deve ser das tarefas mais chatas mas que mais compensa pelo resultado final. Num apartamento com cinco assoalhadas e dois gatos que muito pelo largam, tenho muito com que me entreter. Entre cozinhar, lavar, estender e passar a roupa, arrumar, limpar e organizar, não faltam coisas para fazer, haja vontade. 
Apesar de não me considerar muito rigorosa nem demasiado preocupada com limpezas e organização, gosto muito de ter as coisas apresentáveis e esforço-me por fazê-lo todos os dias (embora uns mais do que outros). E, por mais simples que sejam as tarefas diárias, levam-nos muito tempo e exigem paciência. Eu sei que é sol de pouca dura (afinal tenho dois gatos, já disse?) mas sabe tão bem quando acabo de arrumar, limpar e há no ar um perfume suave e fresco a detergente. 
Quando tenho mais tempo livre, vou tentando manter as coisas limpas/ organizadas/ arrumadas e fazendo uma coisa cada dia, para que se torne mais fácil fazer a gestão doméstica necessária. Que truques têm por esses lados? Eu tento passar a casa a pente fino uma vez por semana, sendo que vou fazendo todos os dias algumas coisas para a manter (arrumar, lavar loiça, tratar da roupa, organizar alguma coisa que não está do meu agrado), não gosto de ter todos os dias ocupados com "limpeza", por isso, diariamente faço só o essencial para a manter apresentável.

sábado, 7 de maio de 2016

Sábado bom para estar em casa!


Está um belo dia, para ficar em casa, no quentinho do lar. Mas por outro lado é sábado, a quem é que apetece passar um dia cinzento enfiado em casa? Dilemas...qual foi a vossa escolha?
Eu desde ontem que estou sem o homem, foi em retiro com a equipa de trabalho e tenho a casa só para mim (e para os gatos). Ainda assim, ontem estava tão cansada que, como cheguei tarde, a única coisa que consegui fazer foi jantar e ver vídeos. Trouxe trabalho para casa este fim-de-semana e na segunda tenho de ter tudo pronto...entretanto espero que o homem me volte a casa que já tenho saudades e assim nem parece fim-de-semana.

sábado, 26 de março de 2016

Ela está a chegar...


Entretanto, como estes dias o meu noivo não trabalha, temos andado ocupados a tratar daquilo que está pendente e precisa ser resolvido. 
  • Na quarta ainda foi dia de trabalho para ambos e acabou por ser preenchido. Ainda assim, fui procurar materiais para decoração e convites e no final do dia decidimos quem seria o nosso fotógrafo de casamento. 
  • Na quinta fui fazer exames e ele foi com a gata ao veterinário - está com bronquite alérgica e agora finalmente diagnosticada e devidamente medicada, é só esperar que melhore rápida e eficazmente. Comprámos mais umas coisas para a decoração do casamento e andámos em estudos de mercado quanto aos convites (já os temos preparados desde o início da semana, só precisamos de encontrar um lugar onde imprimam no papel que queremos, que é uma cartolina A2 a um preço aceitável). Fomos buscar um relatório médico ao hospital e comprámos prendas para bebés e DVD's.
  • Na sexta fomos saber onde e por quanto nos poderiam tratar de um assunto do carro e passámos a tarde na festa de aniversário da filha de uns amigos nossos (2 anos, como o tempo voa!) e simultaneamente chá de fraldas da segunda que já está a caminho (daí termos ido comprar prendas no dia anterior). Foi bom rever alguns amigos mas a sensação com que de lá saímos é a de que tínhamos passado a tarde num infantário. Ou eram imensas crianças ou grávidas ou os dois, tudo à mistura, em tão pouco espaço...não estava preparada para tamanho arraial. Ainda houve tempo para ir até os mercados mais "in" do momento - Campo d'Ourique e Ribeira.
  • Sábado...espera-se produtivo. Quem sabe consigamos tratar do carro e dos convites, pelo menos de um modelo. A tarde será passada com a minha mãe. 
  • Domingo lá iremos nós para casa dos pais do meu homem...

E assim será a nossa Páscoa, por casa, por cá. Juntos! E, embora não tenhamos ido viajar, contamos passear, aproveitar para tratar do que pudermos, namorar e descansar o possível. 
Tenham uns bons dias/ umas boas férias!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Ao meu noivo


Obrigada por seres suficientemente louco para quereres casar comigo mesmo sem que tenhamos as condições económicas mais favoráveis, que eu ainda não saiba como será o meu futuro profissional e que ainda não tenha um emprego remunerado. Quando digo isto em voz alta (ou o escrevo) quase parece mesmo uma decisão inconsequente da nossa parte mas logo me lembro que neste momento a nossa vida não é muito diferente da de casados. Já moramos juntos há um ano e meio, conhecemo-nos há quase cinco anos e contamos com mais de três anos e meio de namoro. Não posso achar que é inconsequente ou não faz sentido querermos casar. Antes pelo contrário! A nossa relação está numa fase em que não precisa de mais nada, só mesmo o amor, respeito e confiança que temos depositado um no outro até agora. O casamento é um passo importante para nós mas sobretudo simbólico porque é como se já estivéssemos casados. Então, o que nos impede de o fazermos ainda que não tenhamos condições de vida diferentes? Se "nada irá mudar" porquê alimentar esta ideia de termos de ter imenso dinheiro, um emprego de sonho e uma vida perfeita para "podermos" casar? Afinal, se esperarmos pelo "momento ideal" podemos passar a vida inteira sem a viver de verdade. O momento e as condições ideais podem nunca chegar... E o que deve servir para decidirmos o que é melhor, certo ou ideal para nós é o que nos diz o coração, aquilo que nos fizer mais sentido. E só a nós dois - a mim e a ele - isso diz respeito.

E com isto me lembro dos casamentos mais antigos que conheço e penso que, apesar de serem outros tempos, ninguém casava tendo tudo à sua medida e a seu gosto. As pessoas casavam-se e criavam juntas a "sua medida" e o "seu gosto". Lutando, aprendendo e crescendo juntas. Acho que é isso que eu mais desejo que nos aconteça.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Dia mundial do Gato!!!


E aqui há dois. Chatos, difíceis de aturar às vezes mas uma companhia, sem dúvida e que nos arrancam alguns sorrisos com as suas "ideiazinhas". Umas pestes mas umas bolas de pêlo irresistíveis também.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Um fim-de-semana campestre

Fizemo-nos à estrada na sexta à noite com um casal amigo nosso. Chegámos já de madrugada e fomos descansar. Ficámos na casa dos pais desse nosso amigo. No dia seguinte, pequeno almoço cedo, banho e vestir. Passeio pela vila, muitas ruas, alguns jardins, fotos e um mercado. Fomos para casa preparar o almoço chinês: crepes e massa chinesa, que delícia. Ainda mais caseiro.
Depois do belo repasto ficámos por casa um pouco e acabámos por sair tarde para ir à Serra, já deviam ser umas 17h. A partir de uma certa altura, à medida que íamos subindo, o nevoeiro ia-se adensando e a chuva ganhava mais força. A determinado momento tivemos de voltar para trás, fomos parados pela guarda e não tendo correntes de neve não podíamos avançar. Estava a nevar mais adiante. Fomos a um café muito acolhedor, bebemos um chocolate quente e trocamos dois dedos de conversa. Regressámos à vila, fomos ao supermercado e voltámos a casa. Fomos jantar a casa da irmã desse nosso amigo. Bacalhau à brás, karaoke doméstico e um serão bem passado. Ainda não tinha parado de chover e a noite foi de tempestade mas o dia seguinte era um domingo de sol.
Outra vez: pequeno almoço, banho, sair. Já sai com a mala arrumada e deixei a cama feita. Subimos à Serra aquilo que nos foi possível, apesar do bom tempo, fomos parados no mesmo local do dia anterior pelo mesmo motivo. Apesar de já não nevar havia gelo e por isso não pudemos avançar. Ainda assim brincámos na neve que era alguma, por todo o caminho que percorremos. Fomos até uma aldeia próxima, passeámos a pé, comprámos queijo e regueifa e voltámos à casa do nosso amigo. Já chegámos tarde e o almoço estava à nossa espera. Comemos e conversámos. Entretanto chegaram uns familiares e a reunião aumentou. Estávamos ali infiltrados no meio daquela família muito simpática e sociável.
Antes do lanche despediram-se e nós fomos até à quinta. Conhecemos os animais mais novos (onze porquinhos, dois gatinhos) e colhemos fruta (laranjas, limões, tangerinas). Voltámos a casa e lanchámos crepes acabadinhos de fazer. Arrumámos a trouxa, enchemos o carro e despedimo-nos.
Fomos muito bem recebidos, trataram-nos tão bem, ainda que não nos conhecendo de parte nenhuma. Ficou a promessa de lá voltarmos, o coração cheio de boa vontade e bem receber. Voltámos à capital, chegámos cerca de duas horas e meia depois, fomos deixar os nossos amigos a casa e chegámos finalmente à nossa quase uma hora mais tarde. Enfim sós.
Apesar de ter sido cansativo para nós, soube muito bem porque nos fez recarregar baterias, longe de tudo o que vivemos todos os dias, conhecendo pessoas novas de bom coração, com ar puro para respirar e uma vida diferente por momentos. Espairecer soube tão bem!


E que bem que soube ter terminado o fim-de-semana mas não irmos trabalhar por mais dois dias!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015


Começámos o ano a discutir imenso e decidimos nunca mais passar o ano como vínhamos passando.
O primeiro dia do ano foi passado a passear e almoçámos fora.
Tive formação.
Perdi a mais antiga da família, a tia bisavó muito querida.
Fui levada a jantar fora nos meus 24 anos, por ele.
Festejei o meu aniversário entre amigos, em casa.
Fiquei ainda mais próxima do meu homem.
A minha mãe viajou para fora do país para trabalhar e desistiu.
Superei a pior semana de exames de toda a minha vida.
Vimos muitos filmes em casa.
Tive muito frio.
Encontrei o meu ex-patrão em tribunal, quando acompanhei pela primeira vez o meu patrono.
Enfrentei uma pressão que até então desconhecia e achei que podia falhar.
Esperei mais de três meses pelo resultado dos exames.
Passei nos exames da OA.
Aproximei-me de bons amigos.
Passei um ano muito difícil em termos monetários.
A minha irmã foi visitar-me.
Passei a Páscoa na minha terra.
Assisti a um acidente de carro (que por pouco não nos envolveu).
Tive de prorrogar o prazo de entrega da tese.
A minha mãe piorou e eu não pude fazer nada (e como isso dói!).
Desvitalizei um dente.
Pintámos as mobílias do nosso quarto como queríamos.
Escrevi a tese.
Vendemos móveis que não precisávamos em casa.
Apesar de não termos viajado como gostaríamos, passeámos imenso e conhecemos novos lugares.
Cortei o meu cabelo (quase pela cintura) pelos ombros.
A minha irmã atravessa uma fase muito delicada e isso preocupa-me imenso.
Superei os três anos de namoro.
Consegui aumentar a minha poupança e pô-la a render.
Desesperei com a tese.
Doamos o que não precisávamos.
Ofereci um telemóvel ao homem e preparei-lhe um dia de aniversário cheio de surpresas.
Os gatos fizeram dieta.
Recebemos pessoas em nossa casa.
Fomos ao castelo de São Jorge.
Apanhámos coisas da rua e levámos para casa.
Dediquei-me às lides domésticas.
Fomos à missa mais vezes.
Recebemos doações.
Dormi mal muitas noites.
Fui a uma festa na praia.
Fomos algumas vezes à praia.
O meu pai ajudou-me bastante, sempre que precisei.
Fui convidada para colaborar num projecto diferente mas não avancei.
Quisemos fazer uma formação mas acabou por não se realizar.
Praticamente não tive Verão.
Assistimos a concertos ao ar livre.
Passei quase todo o ano sem aulas nem trabalho fixo ou constante.
Não ter uma ocupação efectiva custou-me tanto, mas tanto.
O meu computador deixou de funcionar.
Terminei a tese e entreguei-a.
Fui a tribunal sozinha.
Cozinhei muito.
Andei à caça de promoções, sempre.
Fui a formações e conferências.
Participei mais nos trabalhos do escritório.
Fiz exercícios em casa (2 semanas).
Fomos a dois casamentos.
Apanhei o ramo de noiva e ele a liga.
Ele foi comigo a um casamento da minha família.
O meu pai fez 50 anos.
Fizemos jantares com amigos em nossa casa.
Fomos a Fátima, a Alcobaça e a Rio Maior.
Acabei por viajar três vezes para a minha terra e o homem veio comigo.
Tivemos os contadores de casa estragados.
Fiquei noiva.
Fomos a um restaurante abandonado em Monsanto com uma vista incrível.
Arranjámos padrinhos de casamento.
Ganhei peso.
Comprei mais maquilhagem e maquilhei-me mais e melhor.
Defendi a tese.
Vi muitos vídeos.
Ajudei como pude, quem pude.
Fiz prendas de Natal simbólicas.
Recebi a primeira remuneração pelo trabalho que fiz para o escritório do meu patrono.
Passei o Natal na minha terra e pela primeira vez com o meu homem.
Refiz a desvitalização do dente.
Pesquisámos muito para o casamento.
Visitámos locais para fazer a nossa festa.
Não oferecemos prendas de Natal um ao outro.
Recebemos uma máquina de café pelo Natal.
Contámos à nossa família e amigos próximos que nos vamos casar.
Experimentei vestidos de noiva.

sábado, 28 de novembro de 2015

Nosso 28


Além de ser mais um dos nossos dias, temos de pesar os gatos pois passa-se um mês desde que começaram a sua tão sofrida dieta. Eu imagino que não estejam contentes com isso mas nós só o fazemos para bem deles... Ainda nos falta saber como vamos fazer com eles enquanto estivermos fora! Não temos quem fique com eles nem quem possa vir cá a casa todos os dias. Têm alguma dica?

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A dieta dos gatos


Há sensivelmente uma semana que os gatos estão em regime. A gata está obesa e o gato, se não tem cuidado, vai pelo mesmo caminho e quando fomos ao veterinário da última vez ele fez-nos um plano alimentar mais restrito. 
Tem sido uma verdadeira prova de fogo fazê-los "aceitar" a restrição. Só podem comer uma determinada dose por dia mas, fartam-se de pedir comida e parecem estar sem comida há semanas sempre que lhes pomos alguma coisa.

A ajudar a isso, têm estado uns chatos do pior. Sempre a pedir festas e a miar constantemente, os dois. Ora um, ora outro. Tem sido um festival cá em casa. E quando não miam fazem asneiras, mandam coisas ao chão, saltam para lugares inimagináveis.
É claro que são animais e têm muita personalidade mas não estavam assim, já são crescidos e apesar de brincarem já se vinham portando bem há algum tempo, estavam mais calmos e educados mas agora, não sei se é reivindicação da comida ou o que raio seja, andam impossíveis.
Às vezes confesso que só me apetece atirá-los pela janela de tão frustrante e aflitivo que se torna estar a ouvi-los (e andar atrás deles para não destruírem a casa) o dia todo. Isso ou dar-lhes comida sem parar até que, como deve ser sua vontade, explodam. Bolas! Isto tem atormentado os meus dias há semanas (antes da dieta já lhes tínhamos começado a reduzir a quantidade de comida)!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Considerações aleatórias


  • Ontem vieram substituir o contador do gás e demos conta que o da água também está danificado embora esse conte normalmente, ao que parece - já reportámos a situação de qualquer maneira, não venha trazer-nos problemas.
  • Passei o dia em limpezas e arrumações cá em casa. O dia tão bonito lá fora e eu enfiada dentro de quatro paredes mas...o que tem de ser, tem de ser. Prefiro isso a passar o fim-de-semana a limpar, ainda que contando com a ajuda do homem. Afinal são os dois únicos dias da semana que temos para "nós" e passo o tempo à espera deles.
  • Sai de casa só depois do homem chegar e para ir buscar uma cabeceira para o nosso quarto, que ainda precisa de "obras" mas que há-de ficar lá muito bem quando estiver pronta. 
  • O dia terminou com uma verdadeira odisseia doméstica para enfiar no bucho de dois gatos uns bocados de comprimido desparazitante. Raios' partam os pequenos demónios!
  • Fiz brigadeiros para tentar vender e ganhar alguma coisa...vamos ver se tenho sorte. (Se alguém aí quiser faço para fora!!!)
  • Na quarta-feira fomos buscar uma secretária para o G. que tem agora, finalmente, espaço também para as suas coisas. 
  • Com a chegada da mesma ficou difícil arrumar o escritório e decidimos desfazer-nos de alguns móveis que temos cá em casa e que não se encaixam muito bem no que queremos para podermos ter a casa mais a nosso gosto. Já começámos a selecção e agora é torcer para que dêem certo as mudanças.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Os gatos cá de casa


Não podíamos ter dois gatos mais diferentes e, por isso, que melhor se complementassem. 
Ele é o mais individualista, sempre muito na dele, com um feitio muito peculiar, gosta muito de fazer o que não deve e está sempre a inovar nas suas falcatruas (a última mais grave foi roubar um bife de atum!!!) que não gosta de colo e até há bem pouco tempo nunca pedia festas. É o que se pode chamar um "mete nojo".

Ela é uma mimaça do pior. Muito assustadiça e trapalhona mas tão, tão doce que mal dá para acreditar que veio da rua. É uma mimada que só nos pede festas, fica doida. Também faz das suas de vez em quando, é safadinha mas é tão, tão engraçada que não dá para lhe ralhar a sério - o que também acontece, na verdade, com ele porque faz aquele seu ar de inocente e é tão giro (é a sorte dele)!!!

Agora ele tem alturas em que nos pede festas, é só durante alturas muito específicas e por pouco tempo na verdade mas ele é só mel, transforma-se totalmente e esfrega-se, mia, ronrona, pede festas. Eu, que me identifico com o feitio mais "distante" dele não tenho paciência e dá-me vontade de o esfrangalhar porque se torna mesmo muito chato e quando se lhe quer oferecer festas, noutros momentos que não os que ele estabelece, ele não aceita e foge a sete pés.

domingo, 28 de junho de 2015

Amor há 1095 dias


Quando penso que já se passaram três anos dá-me um friozinho na barriga. Não é tempo nenhum tendo nós a vida toda pela frente mas para nós era uma barreira psicológica, quase inconsciente. Não vamos lançar foguetes nem preparar uma festa de arromba, na verdade só queremos estar juntos porque isso basta-nos. Sempre nos bastou. Ao longo dos últimos anos muita coisa se passou. Desde que nos conhecemos até namorarmos percorremos um longo caminho e desde o dia em que sou tua namorada também já muita coisa mudou nas nossas vidas. O caminho nunca mais foi feito sozinhos.
Já não existe um só, de cada um dos lados, existe a cada dia mais um "nós" que se vai construindo aos poucos, com calma, com algumas dificuldades, com muito amor, carinho, companheirismo, respeito, entreajuda e dedicação. Existe um caminho traçado a dois, um grande desejo de sermos a família que construirmos, um para o outro, os dois, uma só.
Não tem sido tudo um mar de rosas, os desafios, a rotina, as dificuldades, a exigência do dia-a-dia nem sempre colaboram para uma relação ser perfeita mas tudo tem o seu lado bom - isso eu aprendi contigo! E é mesmo assim, faz parte e será também isso que nos moldará e ajudará a chegar onde queremos.


 




Os nossos três anos, são muito mais do que alguma vez poderia imaginar caber em 1095 dias de partilha e, por isso, não podemos considerar que são três anos, são muito, mas mesmo muito, mais que isso. Ao mesmo tempo, não são um prazo de validade e desejo que sejam somente o começo do resto das nossas vidas lado a lado. 
Agradeço a Deus ter-te colocado no meu caminho e a ti teres permanecido na minha vida, és a minha maior bênção. Amo-te, de todo o meu coração. Parabéns, é o nosso aniversário!


Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...