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domingo, 24 de julho de 2016

Doce sábado

Acordar cedo para ir para a mais recente descoberta praia (pequeno cantinho do céu) com direito a um belo dia, muito calor, água bem fresca e pouco concorrida. Viemos cedo, pouco depois da hora de almoço porque o caminho de regresso ainda era longo e tínhamos outros compromissos.
Para o lanche meia melancia deliciosa, um banho fresco e sair de novo. Ele deixou-me numa festa do pôr do sol, num dos mil terraços de Lisboa, em óptima companhia e foi ter com o grupo para uma actuação. Várias horas de conversa, pessoas novas, partilha de experiências, música e uma noite fantástica. Jantar tardio, numa esplanada simpática e em bom ambiente. Ele voltou para me buscar já era madrugada, depois de tocar noite dentro entre amigos e colegas também. Ainda deu tempo para um passeio a pé entre amigos, junto ao rio e voltámos a casa estafados. Mas de coração cheio, por termos estado separados e por voltarmos a estar juntos. Obrigada Universo!


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Quando a nossa história é contada por outra pessoa


Eu já ouvi da boca de alguém muito especial e próximo a nossa história. Não foi bem a nossa história (minha e do meu homem) mas na verdade era a dela, com o homem dela mas tinha tanta semelhança e o que ela descrevia era tão parecido ao que eu senti também que me abanou por dentro, me chegou à espinha e relembrou sentimentos esquecidos, sensações já vividas. Foi tão intenso que não consegui evitar emocionar-me. Achei tão bonito e tão bom mais alguém poder sentir o que eu senti, alguém tão especial para mim estar a passar uma coisa que foi tão boa para mim que não me segurei e desatei a chorar. E num abraço apertado trocámos as maiores confidências entre nós duas. E assim se tem a prova do quão próximas somos, porque as nossas almas estão ligadas.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Isto é que têm sido dias!

  • Sexta foi dia de ir ao ginecologista. Mulher sofre, há lá coisa mais constrangedora?! Mas estava tudo bem e sai de lá depressa. Fui para o escritório à tarde, com uma peça pronta para ser enviada. O meu patrono reviu-a, indicou-me alterações a fazer e só não seguiu naquele dia porque faltava-nos um documento do cliente. Deu-me outra coisa para fazer, também para segunda e vim com trabalho de casa para o fim-de-semana. Terminámos o dia a lanchar bifanas num sítio ali perto, a seu convite, para um final de tarde feliz. Regressei a casa para uma noite sozinha.
  • No sábado fui ver o meu vestido novamente. É tão bonito que a minha vontade era ficar com ele vestido ou, sei lá, já ser dia de me casar. Ainda está enorme, só será apertado um mês antes do casamento e por isso nem dá para ver como fica verdadeiramente mas fui vesti-lo para o mostrar a uma amiga e confirmei o meu amor por ele. A minha amiga também saiu de lá com um vestido lindíssimo para levar ao meu casamento. Fomos para casa dela e estivemos a conversar durante horas, arrumando coisas para ela se mudar de vez para casa do namorado e deixar aquela casa. Fui para casa trabalhar. O homem chegou-me só pelas 19h a casa e fomos até casa de uns amigos nossos fazer serão até tarde, depois de jantar. Sabe sempre tão bem estarmos com pessoas que nos são queridas e por isso foi um belo serão de cartas e conversa.
  • No domingo estivemos por casa, fomos ao café com outro casal de amigos nossos à tarde e passámos a noite em festa, no aniversário de uns primos meus. Foi dois em um, um deles fazia anos no domingo e o outro na segunda, então esperámos pela meia noite e cantámos os parabéns ao segundo, depois de termos celebrado os dois em conjunto. Estávamos em família, fomos muito bem recebidos e aproveitámos para entregar alguns convites. Também sabe muito bem estar em família, sem pretensões, sem segundas intenções, é sempre tão bom podermos partilhar com aqueles que são família momentos de celebração.
  • Segunda fui para o escritório e foram enviadas duas peças feitas por mim. Claro que foram corrigidas e orientadas pelo meu patrono mas soube muito bem ter sido eu a responsável por aquele trabalho, ter-me sentido útil e ainda mais tendo um feedback positivo da parte dele. Foram as minhas segunda e terceiras peças, já falta pouco para Julho e por isso, tenho de me despachar com as que me faltam. 
  • Terça fui a uma nova agência de figuração tirar fotos para que ficassem comigo na base de dados deles e para ver se tenho mais trabalho. Fui a tribunal depois de almoço e acabei a tarde numa oficina! O meu carro precisava de trocar pneus, alinhar direção e calibrar as rodas. Foi um desgosto deixar lá tanto dinheiro (150€) mas se tinha de ser o que podia eu fazer? Fomos jantar a casa de uma amiga que fazia anos e foi mais um serão bem passado - mas desta vez era bem clara a diferença de condições a que estamos daquele grupo.
  • Hoje espero um dia mais calmo, a tratar de assuntos pendentes e relacionados com a gestão doméstica. Temos mais um aniversário esta noite, em casa dos nossos amigos, surpresa para o aniversariante.

Amanhã vou ao escritório e sexta tenho uma formação. Com uma semana preenchida (graças a Deus que assim é!!!) sabe bem ter um dia mais calmo a meio da semana para uma pessoa se conseguir organizar. Mas por mim podem ser todas as semanas assim cheias, que é o que eu preciso. De preferência com mais idas a tribunal e ao escritório que tão bem me sabem.
Este tempo é que já dava tréguas e se decidia o que quer para si. Ora dá calor e dias húmidos, ora dias cinzentos de chuva, ora dias ventosos e abafados! No mesmo dia é capaz de fazer todas as estações do ano e os diferentes climas. Não há paciência! Eu tenho estado desde a semana passada em que fiquei doente, ora sem voz, ora com tosse, sempre com pingo no nariz. E não há maneira disto passar senão com o tempo, pelo que só me resta esperar.

Boa quarta-feira e continuação de uma boa semana!

sábado, 7 de maio de 2016

Irmãs de alma

Há ligações que não conseguimos explicar e coisas que só nos podemos permitir sentir. Não se conhecem palavras para descrever certas certezas que temos dentro de nós, algumas sensações, instintos ou sentimentos. É muito, muito raro encontrarmos quem nos compreenda para além daquilo que somos fisicamente, para além do que conseguimos mostrar, que consiga ver-nos a alma. E eu tenho uma bênção na minha vida porque tenho alguém assim com quem posso contar, que está ao meu lado naquilo que preciso, sempre que preciso e que me faz muito bem porque é um ser tão especial!
Tenho o privilégio de ter uma irmã de alma, um laço que não se consegue explicar nem reproduzir, que não se pode senão sentir, em pequenas demonstrações, em algumas atitudes, olhares e gestos. Tenho a sorte de ter uma pessoa tão única e próxima na minha vida que posso mesmo afirmar ser alguém a quem estou ligada muito além do que nesta vida que conhecemos, é muito mais profundo do que somos capazes de entender e isso enche-me a alma de tranquilidade e faz-me tão bem.
Hoje ela disse-me, como aliás acontece sempre, aquilo que eu nem sabia que precisava de ouvir (mas precisava!) e sossegou-me o espírito mesmo sem saber. Também eu lhe disse coisas que não previa nem imaginava ser capaz de saber ou achar certo dizer. Quando estamos juntas é sempre assim, não consigo explicar, nada se prevê, tudo acaba por acontecer e sair, ser partilhado e ajudado, natural e mutuamente, muito para além do que conseguimos a olho nu perceber.


Hoje fui ver o meu vestido com uma amiga muito especial e ela acabou por se apaixonar por um lá, para ela, que lhe assentou de uma maneira incrível, parecia feito para ela! Eu fiquei tão mas tão contente por ela escolher algo tão especial e ir tão bonita que quase me emocionei. Passámos algum tempo juntas, o que me traz sempre imensa paz e felicidade. Estivemos a tratar de umas coisas juntas, almoçámos e despedi-mo-nos de coração cheio.

Às vezes paro para pensar em como nos conhecemos, como nos tornámos próximas e como evoluiu a nossa amizade. Já passámos por muito juntas, apesar de não sermos as amigas mais comuns, que se vêem todos os dias, que estão sempre juntas e que contam tudo uma à outra, temos uma relação fora do normal, em que pouco precisamos de dizer ou estar juntas para nos compreendermos, para sabermos quando uma está bem ou mal. Na maioria das vezes, intuitivamente estamos presentes, sem nos darmos conta, nas alturas chave da vida uma da outra e isso não tem preço. É engraçado constatar como estava destinado sermos tão próximas e é algo superior a nós, tão especial e que nos faz tanto bem, por mais que eu não me tenha logo dado conta disso.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Fim de semana

Sábado foi preenchido com algumas limpezas em casa, umas compras necessárias, quase ter comprado a lingerie para o casamento, a preparação do jantar a dois. Terminou em beleza com amigos para jantar em nossa casa e noite dentro, com um chá e uma shisha num marroquino de que muito gostamos.
Domingo também serviu para tratar de alguns pormenores de casa. Como o sol convidava, saímos para passear, fomos à feira e comemos o primeiro gelado do ano, junto ao rio, com muito sol e um calor agradável. Estava tanta gente na rua e não admira, com o tempo bom que fazia. O dia ainda permitiu estarmos com os pais do homem e entregarmos-lhes o convite de casamento, procurar o fato do noivo e ver um filme no quentinho do lar.


Foi bem bom mas já acabou. Tudo o que é bom acaba depressa, o que me consola é que o próximo fim de semana será prolongado e teremos mais um dia para nós.

sábado, 16 de abril de 2016

Amigos para um sábado especial


Sábado com direito a receber amigos cá em casa para jantar só pode ser um dia especial.
Agora que temos os convites prontos a entregar não imaginam a vontade que temos de desatar a bater à porta das pessoas ou a receber amigos em casa para lhos podermos entregar! Hoje será entregue o segundo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Férias de Natal!

Ontem foi um dia em cheio. Duas celebrações típicas, almoço com a avó e festa noite fora.


Hoje precisámos de dormir mais umas horas para recuperar já que a noite anterior (dada a viajem que atrasou e ter de levanar cedo no dia a seguir) não permitiu mais do que 3h de sono. 
Tivemos oportunidade de estar com amigos muito queridos e de lhes anunciarmos o nosso noivado. A notícia foi recebida com tanto carinho que nos encheu de alegria podermos ter pessoas tão especiais nas nossas vidas. Que assim seja sempre!

Reencontrámos família e amigos, relembrei e ele conheceu tradições e aguentámo-nos até ao máximo das nossas forças porque a alegria é contagiante e porque não há nada como a partilhar e celebrar conquistas com aqueles de quem mais gostamos.

Esta noite o jantar será em casa da namorada do meu pai e esperamos poder contar finalmente a novidade. A missa do galo esta noite é tradição e a troca de presentes depois disso também. Amanhã espera-nos um dia sossegado, por casa, em família.

Quais são os vossos planos?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O meu aniversário

Em primeiro lugar: Muito obrigada pelos votos de parabéns!
Em segundo lugar, vim contar que o meu dia de aniversário não foi muito diferente de um dia comum, com excepção da surpresa do jantar. 



A tarde foi passada em casa, a tratar de assuntos pendentes (que ainda são muitos), com direito a umas compras (muito rápidas) e terminou de forma muito especial com a companhia da minha querida amiga D. Ela foi ter comigo a casa com uma prenda cheia de simbolismo, muito delicada e elegante, mesmo a cara dela (e a minha também!) e ficou comigo enquanto eu me preparava para sair para jantar.

Deixei-a no metro, apanhei o G. no partime (que se alongou até perto das 20h), passei na casa da senhora a quem, quando posso, levo comida (a deixar, embora pouco, alguma coisa) e seguimos para o nosso destino.


O G. levou-me a jantar fora a um sítio diferente, surpresa, que não conhecíamos e que gostámos. É um restaurante onde há sempre música ao vivo, uns dias fado, outros jazz, com um ambiente muito acolhedor e intimista, decoração fora do comum e comida original. Não ficámos particularmente impressionados com a comida - embora estivesse boa, não era nada de muito saboroso embora, sem dúvida, tivesse acompanhamentos e apresentações fora do vulgar - e o atendimento, apesar de não ter nada a apontar em particular, poderia ter sido outro. Foi uma noite diferente e especial, no coração da capital. 


Regressámos a casa pelas 23h para partirmos o mini bolo que tinha comprado para assinalarmos a data. Ainda tentámos fazer ligação via Skype com a  minha irmã mas não conseguíamos aceder, (vá-se lá perceber porquê) desisti da ideia e, como o tempo estava a passar, resolvemos partir o bolo. 

Eram 23:45h do dia do meu aniversário e eu não me lembro de ter sentido um vazio tão grande ao deparar-me com aquela situação. Erámos só nós dois: eu e o G., com um bolo à nossa frente que tinha duas velas e uma óstia de "Feliz aniversário" e naquela momento não era capaz de imaginar nada tão triste. As saudades apertam, a solidão dói e apesar dele ser o mais importante, custa estar sozinha e ter terminado assim. Não contive as lágrimas perante o seu cantar de parabéns e senti-me pequenina, minúscula, do alto dos meus 24 anos.

Não foi um dia triste e eu passei a maior parte do dia sozinha por opção, senti-me acarinhada por muita gente muito especial e importante para mim (com votos de parabéns e felicidades), mas é duro terminar um dia importante daquela maneira.

Valeu-me aquele homem que está sempre ao meu lado. O meu porto seguro, o meu amparo, o meu ombro amigo e o que me vale sempre. Mas o meu coração ficou pequenino e apertado da saudade, da falta e da dificuldade que estas coisas representam para mim.


(grande) P.s. a minha mãe, estando de folga, não me disse nada. Tive eu de lhe mandar sms a perguntar se estava tudo bem, se tinha ido ao médico (como tinha ficado de ir) e se queria que eu fosse com ela, ao que ela me respondeu que não. Quando lhe perguntei se estava tudo bem a resposta foi "tudo óptimo" e depois mandou outra mensagem a dizer-me que esperava que o meu domingo tivesse sido bom e que o dia de anos também (nem parabéns!). Eu respondi que no domingo tínhamos ficado em casa durante o dia e só saímos para lanchar com amigos e que aquele dia (segunda) estava a ser normal, ao que ela respondeu "Eu também!!!". Assim ficou. Ontem à noite mandou-me uma sms: "Lamento se te desiludi mas sinto-me a mais e não quero estar a impingir-me a vocês, sabias muito bem que estava de folga e sozinha e não quis incomodar, se não disseste nada era porque não querias a minha companhia. Além do mais tinha dito que fazia almoço no domingo" (só se tinha falado dessa hipótese, nada tinha ficado "combinado" e eu tinha passado a tarde toda de sábado com ela, só nós duas de loja em loja!). Perante isto nem sabia o que lhe dizer e saiu algo como "Não tinha ficado nada combinado, caso contrário tínhamos falado das coisas, o que não aconteceu. Não tem de se sentir a mais, acho que nunca demos razões para achar que não queremos estar consigo" (ao que não tive resposta) embora na realidade a minha vontade fosse dizer-lhe que aquela atitude era de uma imaturidade inclassificável, que nada justificava tal comportamento da sua parte no MEU dia de anos e que quando se quer estar com alguém pergunta-se ou faz-se por isso, não se fica à espera que o outro tenha a iniciativa para, se ele não tiver, lhe podermos apontar o dedo. Além do mais, quantos dias ela passa sem me dizer nada? A mãe é ela mas não parece nada. Tem a sua vida e eu tenho a minha mas de vez em quando lembra-se de achar que é vítima dos males do mundo e, adivinhem, os males do mundo dela hão-de sempre ser eu. Por mais que faça, por mais que esteja com ela, por mais que tudo esteja bem, ela muda de um momento para o outro, como se fosse outra pessoa e inesperadamente, sem qualquer aviso prévio ou motivo real está tudo mal e tem este tipo de (não) atitudes. Reforço: é triste. Não há muito mais que isto para classificar esta porcaria: triste.
Só hoje vi no FB que me deu os parabéns por lá, às 23:45h. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dar e receber

Tivemos a sorte de há umas semanas alguém se ter oferecido para nos DAR uma tábua de engomar. Fazia-nos falta nesta casa, temos mais espaço e a tábua mini que o G. tinha das outras casas acabou por raramente ter sido usada porque aquilo não dá absolutamente jeito nenhum. Perguntei se alguém tinha para dar num grupo do qual faço parte de doações e alguém se ofereceu.

No dia e à hora marcada lá fomos nós num fim-de-semana. Por momentos pensei que pudesse ser uma brincadeira de mau gosto: entrámos num prédio muito, muito antigo, sem luz e em muito mau estado. Julguei que a qualquer momento o chão debaixo dos nossos pés se desfizesse em pó. Subimos até ao quarto andar muito a medo, confesso, mas encontrámos dois grandes sorrisos, simpatia e muita generosidade. Entrámos e era um apartamento antigo, que estava a ser esvaziado por duas senhoras. Ao mesmo tempo que me apresentou a tábua de engomar disse que tudo o que lá estava era para dar e perguntou se queríamos alguma coisa. Eu fiquei sem reacção e cheia de vergonha de pedir alguma coisa. O G., mais prático, disse que os candeeiros nos faziam falta (e fazem, não temos nenhum candeeiro de tecto em toda a casa) e mostraram-nos todos os que tinham dizendo logo que no-los davam. Nesse dia não os trouxemos porque a casa ficaria sem luz mas ficou combinado que no final de terem dado as coisas os podíamos ir buscar, que nos diriam, mais tarde. Ainda assim, naquele sábado, viemos com dois candeeiros de mesa de cabeceira (lindos!) antigos, super originais e com um pormenor digno de museu. A DD que tinha ido connosco trouxe uma cadeira antiga, linda, super diferente que, pintada, ficará um espanto. Além dos candeeiros de tecto prometeram que ficaria para nós também um bengaleiro que lá tinham e talvez um móvel para a entrada, pequeno, com espelho (mas que esse talvez alguém ficasse, porque já tinham falado primeiro).


Pouco tempo depois (acho até que no mesmo dia ainda), uma das senhoras publicou no dito grupo de doações que davam um roupeiro, que eu tinha visto (aliás, vi o quarto completo quando lá fomos buscar os candeeiros) e achei giríssimo, mas que tinha percebido que já estava dado e, por isso, nem falei do assunto quando lá estivemos. Pedi-lho e prontamente recebi "Dou com todo o gosto"! Ficámos de lá ir buscá-lo quando os candeeiros já pudessem ser tirados. Seria o roupeiro para o quarto de hóspedes. Temos um antigo mas em bom estado só que não tinha nada a ver com o quarto e este que estavam a dar era precisamente como a restante mobília, aquela que recuperámos e pintámos, seria perfeito para lá. Fiquei mesmo contente quando soube que podíamos ficar com ele.

Passou-se algum tempo e a senhora contactou-me há mais de uma semana. Combinou-se que lá iria no Domingo passado mas no sábado à noite o carro teve aquele incidente e não tínhamos como ir buscar as coisas. Pensei que poderia ser pretexto para, querendo as pessoas resolver logo as coisas, não podermos ficar com ele, sendo dado a outra pessoa que o fosse logo buscar. Falei com a dona das coisas e expliquei o que se passara e porque não poderia ir no dia combinado. Sem mais, disse-me que ficaria para o Domingo seguinte. Eu mal podia acreditar. Ontem lá fomos nós depois do almoço.

Tínhamos de ser rápidos porque, não havendo luz na escada, teríamos de aproveitar a luz do dia. Chegámos pelas 15.30h, não conseguimos antes. Começámos logo a desmontar o roupeiro e até correu bem, embora um parafuso mais teimoso nos tenha levado mais tempo e paciência. Para levar tudo para baixo, o G. foi o herói e levou tudo num instante, quase sozinho, apenas com uma pequena ajuda de um vizinho das senhoras que nos davam as coisas. Os candeeiros foram tirados pelo mesmo vizinho, enquanto se levava o roupeiro para a porta do prédio, o que nos facilitou imenso o trabalho. Entretanto ofereceram-nos também uma pequena mesinha, pé de galo ("diz que dá sorte" disse a dona) e um quadro lindíssimo, com bailarinas, que eu tinha namorado enquanto desmontávamos o roupeiro - não o pedi mas pouco depois de o terem ido buscar ao quarto perguntaram-me se o queria! Ajudaram-nos imenso na arrumação das coisas no carro - juro que pensei que aquilo não ia caber tudo. 

Fizemos uma só viagem, conseguiu meter-se tudo dentro do carro (um roupeiro de três portas, uma mesinha, um bengaleiro e três candeeiros) e fizemos o caminho até casa com os bancos puxados o máximo para a frente (nem sei como o G. coube) e com as peças quase nas nossas cabeças (no caso do G., ainda deu umas quantas cabeçadas). Quando chegamos a casa, esvaziamos o carro, pusemos tudo dentro do prédio e levou-se tudo para cima (quase quatro andares, sem elevador), limpou-se e montou-se tudo outra vez. 

O roupeiro está em óptimo estado, é lindo e fica super bem no quarto de hóspedes, além de que tem espelho na porta do meio (é o único espelho de corpo inteiro da casa, nunca tivemos um, aliás, eu desde que estou em Lisboa acho que nunca tive um!). O quadro das bailarinas também ficou no quarto de hóspedes e muito bem na parede que estava ainda despida, dá logo outra vida à divisão. Só não se conseguiu pôr o candeeiro de tecto, conjunto dos das mesinhas (porque não encontrámos a caixa de transmissão no tecto para o podermos ligar), mas com calma o faremos. A mesinha pé de galo foi direitinha para a sala, é ideal para dar apoio aos dois sofás, estava um cantinho lá há tanto tempo, quase parece que à sua espera mesmo! O bengaleiro em princípio será a prenda de Natal da mãe do G. Talvez o pintemos e lhe demos um ar diferente... por agora está no hall a segurar malas e lançar o seu charme.

Ficámos tão contentes de ter trazido estas coisas, de nos terem dado peças tão bonitas e únicas, cheias de história... (estou mesmo apaixonada por elas)! Tive de mandar uma mensagem ontem à noite, depois da estafa de fazermos aquilo tudo, a agradecer a generosidade daquela senhora, anexei as fotos dos candeeiros de mesa no quarto (fazem um efeito tão giro) e só pude dizer "obrigada" por tudo. Hoje tinha resposta da "ex dona" a agradecer as fotos, a dizer que dar e ajudar a fazia feliz, ainda mais a pessoas "especiais" como nós, desejando-nos muita felicidade. Eu nem sabia o que dizer a isto, só posso, mais uma vez, agradecer esta bênção e dádiva. Aquelas pessoas sim, são especiais.


E este posso considerar o nosso Natal mais cedo! Não apenas pelos bens materiais que pudemos trazer para a nossa casa mas principalmente porque conhecemos pessoas tão generosas que eu julgava não existirem sequer, bondosas e que nos ajudaram só porque isso as deixa felizes, mesmo não nos conhecendo de lado algum. Esta é a dádiva mais pura e genuína que se pode receber. Obrigada Senhor, por teres por nós umas quantas estrelinhas, por nos iluminares o caminho e nos conduzires os passos. Obrigada!

sábado, 8 de novembro de 2014

Grandes filmes

A VIDA É BELA
É realmente uma história lindíssima, de um amor maior que tudo neste mundo, de força, coragem e grandeza de espírito. O filme é realmente muito alegre e engraçado ao início, é uma bonita história, no entanto, não consegui evitar, a partir do momento em que percebi o que se passaria com aquela família, estar à espera de um final triste. Apesar de tudo acabou também de uma forma muito bonita e quase inesperada, que mostra a força do amor verdadeiro. É um filme romântico e, embora dramático, tem luz (por ser tão bonito, estou-me sempre a repetir). É triste pensar nas atrocidades que somos (humanidade) capazes de cometer. Ontem hoje e sempre será assim, infelizmente é a realidade.

O PADRINHO (trilogia)
Uma história envolvente, misteriosa, cheia de pormenores e recheada de truques, surpresas e afins. Achei fascinante, embora o final tenha deixado um pouco a desejar (mas isto sou eu que acho que não há melhor do que finais felizes)... Talvez por terem sido três, fiquei com a sensação de que não devia acabar assim. Quase parecia uma série já mas acabou e, francamente, desapontou por isso, mas talvez seja propositado e não se queira por fim à coisa. A verdade é que nos mostra que há coisas das quais não nos podemos desprender, porque não há forma, porque está-nos no sangue, porque certas coisas são mesmo assim, apesar de tudo. Isto apesar de eu acreditar que a mudança é possível e que é muito difícil aceitar que há coisas que não mudam, por mais tortas que sejam.


Nunca tinha visto nenhum dos dois grande títulos, estava em falta. Foi na última semana, em sessões de cinema caseiras. 
Bem diferentes e igualmente interessantes. 

Gostei muito e passaram a ser, sem dúvida, dos meus filmes preferidos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Dia de médico

O pretexto foram idas ao médico mas foi da maneira que passámos o dia juntos. Ele não foi trabalhar ontem. 
De manhã tivemos de ir tratar de reclamar um trabalho mal feito aqui para casa (comprámos uns espelhos para as portas de um dos armários de wc e quando as colocámos os espelhos não estavam bem colados e começaram a descair) e seguimos para a consulta de medicina geral. Por lá ficámos até depois da hora de almoço. 


Como estávamos perto fomos visitar finalmente os nossos antigos vizinhos, tão queridos! Ficámos na conversa (a ouvi-los, que bem precisam) por mais de uma hora sem dar pelo tempo passar...mas tivemos de nos despedir porque tínhamos outra consulta, desta feita no dentista, dali a pouco. Soube mesmo bem estar de novo com aquele casal simpático e engraçado. Que Deus lhes dê muita saúde e força para enfrentar as dificuldades de uma idade mais avançada! São tão queridos. O vizinho até nos confessou que chorou a nossa mudança de casa - não nos conseguimos despedir deles por ter sido tudo a correr e porque eles não estavam lá quando nos fomos embora (estavam na casa da filha por uns tempos) - porque gostava muito de nós e lá nos tínhamos ido embora. Mas, como prometêramos à outra vizinha (com a qual falámos na altura), lá voltámos para lhes dar notícias e saber deles. E foi bom saber que lhes levámos um sorriso ao dia.


Fomos a correr para o dentista, comemos pelo caminho. Despachados dali, fomos à CASH CONVERTERS em busca de mais DVD's (a 25cent) e ainda viemos de lá com um conjunto de brocas que o G. precisava e um tinteiro original para a impressora cá de casa por 5€ cada coisa. 

Depois, em cima da hora (mas ainda com tempo), decidimos ir à palestra que já eu tinha ido sozinha com a DD, porque era o único dia em que o G. podia, por não ter ido trabalhar. Durante uma hora lá estivemos...e qual não foi o nosso espanto quando o tema era "Casamento e família"! Foi bom, eu sinto-me lá bem embora não saiba explicá-lo. As coisas que nos dizem, o que lá sinto, dão-me alguma serenidade e fazem-me realmente sentido. 


Foi um dia cheio. Ainda voltámos para casa para cozinhar mas deu para acabar de ver o filme da noite anterior. I AM SAM. E que história linda! É uma comovente história de amor, carregadinha de preconceito (que está por todo o lado, à nossa volta, ao qual ninguém é imune, pelas mais variadas razões).

Sabe tão bem tê-lo ao meu lado, poder contar com ele para me ajudar no que tem de ser feito, saber que ele me ampara, mesmo nas coisas mais banais. Eu sou autónoma e muito independente, mas passo muito tempo sozinha agora e sinto a sua falta, confesso. Por isso, quando ele pode estar comigo e acompanhar-me, mesmo no mais simples e banal quotidiano, faço uma festa. Fico mesmo contente. Apesar de o dia ter passado a voar e ele hoje já ter voltado ao trabalho e eu ficado sozinha outra vez...mas é por pouco tempo!

Boa sexta-feira! 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Lá foi ela.

Durante os últimos 15 dias estive rodeada de pessoas que são muito especiais para mim. Pude tê-las bem perto, depois de algum (em certos casos mesmo muito) tempo sem as ver. Primeiro a minha irmã, depois a minha prima (e a amiga) e finalmente a minha amiga italiana, com dormidas, de outra amiga minha, cá em casa e as férias na capital da madrinha da mai nova pelo meio. 


Aquela que mais tempo ficou (precisamente 15 dias) foi a minha mai nova, que tanta falta me faz (tenho de confessar) e que tão bem me faz. Foi muito bom ter-lhe a companhia durante estes dias, partilhar consigo vários dias de passeio, compras e diversão. Foi muito especial tê-la cá, na nova casa, acordar e adormecer com ela no quarto ao lado, fez-me serenar a alma. Além do mais, fez-me muita companhia, em tudo, desde as tarefas mais básicas e banais aos dias mais atípicos que vivo. Não esteve comigo todos os 15 dias (foi uns dias para junto das amigas que fez na cidade onde esteve, inicialmente na universidade), ainda fizemos muitas coisas (boas!!!) mas claro que ficaram muitas outras por fazer. É sempre assim, mais vale mentalizar-mo-nos que o tempo não estica. Ontem ao final do dia fomos deixá-la ao aeroporto e depois de lhe terem adiado o regresso (as maravilhas da TAP!), de ter passado uma noite no hotel, esta manhã lá foi ela, de regresso a casa. Começa agora um novo ciclo e sei que será vencedora: volta ao trabalho, regressa à companhia do nosso pai (que bem precisa também), começa a ir às aulas (já em atraso) e provavelmente terá à sua espera um carro (presente do pai), pelo que será toda uma nova etapa cheia de desafios e superações. Eu só posso ficar feliz e torcer por ela, que afinal de contas, é a minha menina! Mas não deixa de ser estranho ter acordado hoje sem ninguém em casa... inconscientemente tinha a esperança de que alguém aparecesse, ainda sonolenta e com ar preguiçoso e grunhisse uma espécie de "Olá" como só ela faz, para depois tomarmos um pequeno almoço reforçado, nos vestirmos e sairmos para aproveitar o dia.

Apesar de, depois de duas semanas intensas, já estar cansada e de sentir falta do meu espaço, algum sossego e "solidão", só posso sentir-me grata pela bênção da amizade e do carinho de que pude receber nos últimos dias.

domingo, 2 de novembro de 2014

Dia das bruxas


Vesti-mo-nos (mais ou menos - dois tigres e um esqueleto) a rigor e saímos com a DD. Depois de mais de uma hora às voltas à procura de lugar, parámos no Cais do Sodré e mal saímos fomos apanhados por uma equipa de reportagem sei lá do quê que se meteu connosco. Lá ficámos eu e o G. a dizer umas piadas (ou tentar) para um rapaz que não faço ideia de onde saiu mas que falava de um programa e só dizia tolices. Fomos até ao Bairro Alto, bebemos um copo, demos umas voltas, encontrámos um amigo do G. e ainda parámos no Irish de há dois anos. Regressámos a casa pelas 3/4h e eu confesso que já estava morta de sono, com uma dor de cabeça terrível (que me acompanhou o dia seguinte até) e com pouca vontade de sair (não estava para aí virada, já saímos de casa muito tarde, ficámos imenso tempo a tentar estacionar, enfim...uma série de coisas para as quais estava sem paciência) mas ainda bem que fomos.

domingo, 19 de outubro de 2014

Receber energia - Reiki

A minha primeira experiência como vos contei foi há muito pouco tempo e ontem pude estar com uma medium que me falou ao interior e me passou energia da 5ª dimensão para uma reorganização e reequilíbrio internos. Tudo isto é novo para mim e, confesso, muito estranho, muito "sobrenatural" mas não consigo ficar indiferente.


Falou comigo e com o G. e disse-nos coisas do nosso passado, da nossa personalidade, dos que nos são mais próximos, das nossas vidas passadas e do nosso futuro até. Mas nada de grandes discursos nem de muito aprofundado, apenas algumas indicações/menções - sabendo apenas o nosso nome e data de nascimento.

Perguntou-nos ao que íamos e nós respondemos que procurávamos alguma paz, tranquilidade. Ela disse-nos "Não é engraçado que vocês, tão jovens, ainda tão novos, que supostamente não teriam grandes preocupações ou problemas venham em busca de um reequilíbrio, de serenidade, paz?!" e então explicou que isso acontecia porque o nosso mundo, desde 1985, tem uma energia muito pesada, muito escura e quem nasceu depois de 1980 (mais desde 1985) são seres com muita luz, que vêm de outro mundo e que são, por isso, afectados pelas energias mais pesadas que o planeta carrega.

A primeira coisa que nos disse foi "Vocês querem ficar um ao pé do outro? (sentados lado a lado)" ao que nos respondemos que sim, se possível. Ela disse que não havia problema e disse "vocês são... namorados!?" e então perguntou-nos quem éramos e o que fazíamos e ficou a saber muito genérica e resumidamente mais sobre nós. Virou-se para mim e disse-me logo "Tu estás perdida" eu expliquei que agora já não tanto mas que tinha passado um mau bocado muito indecisa, falei da minha tese e da Ordem, das dúvidas porque passei e pelo desconhecer se teria ou não patrono...

Durante o tempo todo eu fiquei muito sensibilizada, para ser franca. Disse-me que eu era muito desconfiada e que custava muito deixar que chegassem a mim, que isso se devia a experiências que eu tinha tido em outras vidas, que me fazem ser assim, mas que também quando dou confiança a alguém essa pessoa terá em mim uma amiga para a vida. Depois disse-me que eu era muito sensível ("não te podem dizer nada que ficas logo assim (em lágrimas)..."), insegura mas sem razão nenhuma porque era um ser maravilhoso, muito bonito por dentro e por fora e que apesar de tudo isso era muito, muito forte.
Falou-me do meu tio que partiu e que ainda está entre nós por não conseguir subir - que as filhas e a minha tia ainda o choram e que ele não aceitou a partida, por isso ainda cá está e que não lhes faz bem nem a ele nem a elas, por isso têm de o deixar ir (e que ia ajudá-lo). 
"Tu tiveste um episódio muito forte na tua infância, entre os 5 e os 8 anos. O que foi?" E eu não lhe soube dizer, não me lembro... "Deve ter sido de tal forma traumático que inconscientemente arrumaste a um canto e varreste-o da memória". Disse-me que eu não me dava muito bem com a minha mãe mas que se tratavam de conflitos kármicos, que se prendiam com outras vidas passadas das quais já nos conhecíamos e que, por isso, fazemos faísca, porque as nossas almas sabem disso mas nós não compreendemos - falou do seu feitio difícil e esclareceu que para os outros ela pode ser maravilhosa mas para mim não por estes conflitos anteriores, superiores a nós duas (confesso que isto me sossegou um pouco, porque sempre achei isto e não compreendia por que é que ela era como era para mim mas todos a adoravam, até os meus amigos!). Mas disse que apesar de tudo gostávamos muito uma da outra, que isso não estava em causa, apesar das dificuldades de relacionamento que temos e que eu era a menina dela. Em relação ao meu pai disse logo que era diferente, que eu era a menina do papá e eu não tenho como negar. Depois perguntou se eu tinha irmãos e eu respondi que sim, "uma irmã" e ela disse "Mais nova (ao que eu assenti)...muito reguilona!" e eu tive de interceder por ela a dizer que já foi pior (e já, muito pior mesmo!), agora já está melhor. "Vocês são muito próximas!" 

A uma dada altura eu só soluçava e não consegui controlar as lágrimas. Então ela disse-me: "mas também tenho uma boa notícia para ti! Quando acabares a tua formação vais encontrar um trabalho bom! Quando começares a tua formação na Ordem, vais encontrar um advogado mais velho que te vai ajudar e orientar no teu caminho." E disse-me finalmente que eu tinha uma estrelinha lá em cima 

Ao G., ao contrário de mim, perguntou-lhe o apelido também. Disse que era um homem com muita fé, que acreditava muito em Deus e sentia necessidade de ter essa ligação. Na vida anterior tinha sido um padre. Disse-lhe que ele era muito organizado em relação aos valores, que tinha os princípios todos muito bem definidos dentro de si, não só pela educação que os pais lhe deram mas muito por já ter este passado com ele (tinha sido, numa vida anterior, um nobre) e por isso dava muito valor aos princípios, o que hoje em dia é raro nos jovens. "Para as coisas são feitas direitinhas, tiveste uma namorada, vais casar com ela e ficar junto..." Disse-lhe logo que ele tinha muita luz, que era muito calmo e tranquilo e que tinha vindo com uma missão muito importante (também relacionada com o seu trabalho que é vocação). Falou-lhe de uma época muito marcante e complicada para ele entre os 13/14 anos e mais...então ele lembrou-se da mudança que fez de casa, quando tinha uma namorada, entrou na universidade mas não gostou do curso, mudou, enfim, uma série de acontecimentos que o marcaram para sempre, muito. Disse que com ele era o contrário, dava-se muito bem com a mãe (perguntou o nome da mãe dele e se tinha irmãos, ele respondeu), que ela era muito apegada aos filhos, que vivia para eles (como isto é verdade!) mas que não era feliz...só os filhos eram a sua alegria e razão de viver. Disse-lhe que ele não tinha nada a ver com o pai, que eram muito diferentes e a sua relação não era muito boa por isso, não se identificava com ele...

Virou-se para nós e disse muito convicta "Vocês dão-se muito bem, mesmo muito, muito bem!" 
Depois olhando para os dois, alternadamente: "Mas ele é muito calmo e tu às vezes implicas com isso. A calma dele chateia-te e depois ficas ali a ...nhê nhê nhê, a irritar-te com ele...que ele é calmo demais..." (eu tive de concordar... e ele também). Disse que íamos ficar juntos e ser muito felizes.

Depois de conversamos eu deitei-me, fechei os olhos e ela esteve a fazer-me uma "cura" energética, transmitindo-me vibrações. Tive de me esforçar por me concentrar em algo mais distante, superior. Pouco depois de começar disse-me "Tu conheceste uma senhora, velhinha, que já partiu. Ela está a sorrir para ti. Eu estou a vê-la...sentada, com um totó na cabeça..." e eu interrompi "É a minha avó". Ela continuou "vejo-a com sentada, com uma manta ou um xaile ou qualquer coisa nas pernas" e eu disse "a minha avó não andava". "Ela acompanha-te muitas vezes, está a olhar por ti" - apesar de nunca ninguém me ter dito isto eu sempre soube, não sei explicar como nem porquê. A minha avó paterna esteve muitos anos acamada, sem andar e nós visitá-mo-la anos a fio, todo o santo domingo. Quando ela faleceu, o meu pai ficou muito abalado e foi uma grande perda na família...eu nem fui capaz de ir ao seu funeral mas desde aquela altura soube que ela me acompanha e olha por mim.

Durante todo o dia senti-me muito em baixo mesmo fisicamente. O corpo dorido.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Espiritualidade

Hoje foi a minha primeira vez num centro espírita. Nunca pensei, para ser franca, dizer isto. Fui com uma grande amiga e gostei. Foi uma mera palestra, onde se falou de muita coisa interessante, que faz sentido a qualquer pessoa porque é coerente (pelo menos fez-me a mim e isso é que importa). Pude receber energia de mediums embora durante um curto espaço de tempo e ouvir falar do que se entende por alma, energia, espírito. A verdade é que gostei, foi reconfortante e sai de lá mais leve. 


É tudo uma questão de treino no fundo mas exige muita auto-disciplina e não é fácil nos obrigarmos a trabalhar em nós mesmos, nós próprios, aquelas coisas que gostamos menos da nossa personalidade, que não nos fazem bem porque trazem consequências negativas. O ser humano tem, pela sua própria natureza, um trabalho longo pela frente mas é aos poucos que se faz o caminho. É um exercício, no fundo, interior, uma batalha interior, feita de pequenos passos e pequenas mudanças para que coisas melhores aconteçam nas nossas vidas. 

O pensamento é onde tudo nasce! E é, por isso, pela mente que deve começar o nosso treino...porque eu acredito que fará a diferença. É uma luta diária e contínua mas transformadora. Eu vou tentar! Nós temos a capacidade de influenciar, com a nossa atitude, com a nossa energia e com as nossas ideias, nós mesmos, os que nos rodeiam, a nossa própria vida, o mundo à nossa volta! E o nosso cérebro é quem comanda porque dele parte o nosso pensamento e a nossa energia. Nós temos o poder de alterar o que somos e nos rodeia, embora nem sempre saibamos como fazê-lo, porque é necessário estarmos preparados (treinar-mo-nos, uma vez mais) para isso. Mas nós podemos tomar as rédeas, assumir o comando das nossas vidas, das nossas presenças, influências e atitudes...que afectam, em consequência, aqueles que estão à nossa volta. E a nossa alma precisa de ter condições, precisa que nós lhe criemos condições para que se desenvolva e atinja um estado superior.

Nós temos o poder e a capacidade de atrair a nós boas energias com bons pensamentos nas nossas mentes e, por isso, está na hora de começar a pôr isso em prática e ...treinar.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Balanço - quadro de inspiração


Apesar da tese estar parada (que é como quem diz bem atrasada), coisas boas têm acontecido. Uma de vez em quando, pequenas conquistas, vitórias só minhas ou nossas, que fazem toda a diferença. E isso só pode ser razão para eu ficar feliz (apesar de nem sempre me lembrar disto)! Obrigada Senhor!





Amigas. Partilha. Filmes em casa. Mudanças em casa (a decoração começa a ganhar forma e aos poucos vai ficando com tudo o que precisa). Móveis vendidos, outros (melhores) comprados. Recuperações (móveis em casa) acabadas. Pechichas boas, pequenos grandes achados. Novas experiências.

Obrigada Senhor!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dor de alma


Uma das minhas maiores amigas, com quem não costumo estar ou falar diariamente mas também com quem tenho uma ligação inexplicável (uma irmã para mim), perdeu o namorado. E eu não soube senão ontem, quando finalmente tivemos tempo de estar juntas e ela contou-me. Já há meses que não estávamos juntas. Tinha-a encontrado nas férias mas não tivemos tempo para falar com calma, só percebi que alguma coisa não estava bem. Mais tarde ela contou-me por sms que alguém que amava muito tinha falecido. Eu lamentei a sua dor profunda mas não podia imaginar que se tratasse do namorado. Faleceu em Junho, no seguimento de uma operação que não representava grande risco. Ainda estou em choque, é como se uma bomba tivesse rebentado. Não posso imaginar a dor que ela sentiu e o vazio enorme que teve de enfrentar. E afinal, que tipo de amiga sou eu que não estive lá quando ela mais precisou? Eu não tinha como fazê-lo mas não posso deixar de ficar muito triste por isso. Dói muito perceber como a vida é fugaz. Eu não sei o que faria se perdesse o G., acho que endoidecia. Acho não, eu só podia enlouquecer! A perda daqueles que nos são mais próximos, com quem estamos a construir um projeto de vida, um futuro dia-a-dia...é verdadeiramente assustadora. Ela é uma heroína, enfrentou a dor com uma calma e serenidade incríveis e com muita força, eu não sei como é que ela consegue. É preciso coragem.
E assim se põe tudo o que consideramos problemas em perspetiva...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Dias de passeio e inverneio


Sexta passei o dia quase todo a passear pela baixa lisboeta. Depois de ter aula de manhã fui ter com o meu pai, fomos fazer compras de supermercado e depois estacionámos o carro e fomos de metro até à baixa. Fomos almoçar com dois amigos dele e depois fizemos uma espécie de rally tascas (eu só acompanhei, não participei) com um deles. Depois do Pirata e da Ginja no Eduardinho, fomos à igreja. Sim, é verdade, não é para rir, nem se tratou de uma tentativa de redenção, fomos à procura de um dos padres que esteve muitos anos na nossa paróquia (na terrinha) e eu, por acaso, encontrei no restaurante onde estive a trabalhar. Nessa altura fiquei a saber que estava numa igreja ali próximo e na sexta decidimos procurá-lo para que o meu pai o voltasse a ver. Lá fomos nós à rua da Prata e lá conseguimos falar com ele uns minutos, o suficiente para relembrá-lo quem éramos, de onde vínhamos, explicar o que estávamos ali a fazer e como o encontráramos e convidá-lo a juntar-se a nós mais tarde, num jantar já marcado para aquela noite, no restaurante madeirense.



Depois da igreja fomos ter com o outro amigo com quem tínhamos almoçado (que entretanto se tinha ido embora) e pelo caminho apaixonei-me por um carro que o meu pai desencantou e para o qual me chamou a atenção - está à venda, é uma boa oportunidade, mas é a última das minhas possibilidades e prioridades. Até agora ando a suspirar tentando evitar pensar muito nisso. Tomámos um copo e fomos ao encontro do G., que entretanto tinha saído do trabalho, no metro. Daí fomos os três para a baixa, passear e fazer tempo até a hora de jantar.


Tinha marcado aquele jantar para repetirmos o anterior, mais ou menos com o mesmo grupo, aproveitando para nos despedirmos da DD que partia esta semana em ERASMUS. O plano acabou por sair furado e acabaram quase todos por desistir do jantar, porque ela não pôde ir. Mesmo assim, eu, o meu pai, o G., a minha mais nova afilhada e o JP fomos. Juntaram-se a nós o padre e o amigo do meu pai, meu antigo chefe. Foi uma noite divertida, rica em partilha de conhecimentos, experiências, histórias e memórias. Bem regada com bebidas especiais e grátis, com direito a rosas oferecidas pelo responsável a todas as senhoras/meninas na casa, num ambiente familiar, bem descontraído e genuinamente divertido.

Voltámos a casa de metro, eu fiquei na minha e o G. foi com o meu pai para a dele. E só me lembro de acordar no dia seguinte: levantei-me bem cedo para ir por a minha avó e tia ao aeroporto com a minha mãe - uma vez que elas tinham ido para o norte e não tinha estado com elas desde quarta.



Feitas as despedidas, a minha mãe deixou-me na casa do G. Tive de o acordar para que me abrisse a porta e enfiei-me, por mais umas 2horas, no quentinho da sua cama, a dormir.
Quando nos levantámos rumámos a Fátima. O meu pai queria ir e eu e o G., apesar de termos lá estado há pouco tempo, sentíamos que tínhamos de lá voltar para agradecer a bênção que foi o seu novo trabalho (foi no santuário que ele recebeu a chamada para a entrevista deste emprego). Foi muito especial aquela visita ...e emocional. Muito nossa. 
"Não tenhais medo"

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Resumo dos últimos tempos

Pois é, tive muita agitação nos últimos tempos da minha vida.
Primeiro o retiro com o coro, depois a ida a Sevilha com as raparigas e o regresso, finalmente a ida a casa para passar a Páscoa e o regresso à capital. 



Os dias em Sevilha correram bem, é uma cidade gira, apanhámos as celebrações e festividades da Páscoa que lá é vivida intensamente e fartá-mo-nos de passear e fazer coisas de turista. O que não foi assim tão bom foi eu ter ficado praticamente afónica à custa da noite de Sábado, no retiro do coro, na qual apanhei com frio e ar condicionado (quente) excessivo. Custava-me imenso falar e sentia-me cansada, o que não ajudou a aproveitar da melhor maneira os dias de férias. Divertimo-nos e conhecemos uma nova cidade, foi muito bom!

A Páscoa foi passada em casa, longe dele, com o pai, a avó e os tios. Não foi nem teve nada a ver com o que estava habituada tenho de me mentalizar que as coisas em família nunca mais serão as mesmas. Nem celebrámos o Domingo de Páscoa com um almoço porque os meus tios trabalhavam e a minha prima tinha de vir embora à hora de almoço por isso houve jantar no sábado à noite na casa da minha avó.
Por lá os dias foram-se passando com a companhia do meu pai apenas (e do gato). Consegui estar com a CC e por a conversa em dia, ainda que por pouco tempo. E pude estar com a minha avó algumas vezes. Tive de tratar de coisas pendentes como ir ao dentista e procurar uma solução para a falta de internet em casa (por isso não pude vir cá ao estaminé) e nos entretantos li umas coisas para as cadeiras que tenho agora (quase nada comparado com o que tenho ainda por estudar!!!).


Na quarta à noite voltei à capital e a junto dele.

Depois de tanta agitação ainda ponderámos ir ter com uns amigos no fim de semana passado, aproveitando as férias (da loja) dele mas acabámos por decidir-nos a ficar por casa e tentar relaxar depois de tanta coisa e uma vez que estamos em (constante) contenção de despesas. E foi o melhor que fizemos.

O fim de semana passado voou, como já é costume mas fomos só nós dois, em casa, com o Patanico. A perspectiva era trabalhar muito e passear alguma coisa mas no final de contas não foi bem o que aconteceu. O trabalho foi adiado, procrastinado, e a base foi muito namoro, muita ronha e descanso.  No Sábado à tarde fomos andar (pela primeira vez) de bicicleta e à noite fomos até um bar no Estoril que eu não conhecia (e que é bem giro, com um cheesecake de frutos vermelhos delicioso). No Domingo só saímos para as compras de supermercado e voltámos a casa.Basicamente foi tudo o que fizemos nos dois dias.

Ah! Desde que voltei de Férias da Páscoa que já há televisão em casa dele. Ou melhor, já havia televisão há algum tempo (que lhe tinham dado) mas não apanhava nada, portanto, a novidade é que agora já apanha (depois de comprar TDT e Antena lá se conseguiu por a coisa a funcionar).


Em compensação, na Sexta feira tínhamos passado o dia de um lado para o outro a fazer mil e uma coisas com tempo até para uma ida até ao Bairro com a DD e a minha irmã e o namorado.
Na quinta devia ter ido às aulas mas não consegui levantar-me cedo, sendo que na quarta voei até à capital à noite, chegando por volta da 1h. Foi tão bom voltar a adormecer nos braços dele que só vim dormir a (minha) casa a noite passada.

sábado, 16 de março de 2013

Há uma semana foi assim [Dia da Mulher 13]


Depois de um dia inteiro com humor de cão lá no final acabou por ser um dia muito bom. Poucas horas dormidas, aulas cedo, dose reforçada de matéria nova. Depois das aulas: cópias e impressões que estudante tem de ler e sublinhar e perceber e assimilar. Ele foi dar uma aula e eu esperei e pesquisei, fui ao supermercado. A minha irmã veio cá passar o fim-de-semana, a minha mãe foi busca-la e foram ter connosco. Íamos comer todos juntos mas acabámos por ir cada um para seu lado: eu com ele, elas juntas para casa. Ainda tentámos a FunMacia para termos uma prenda a propósito do dia mas já não haviam. Cozinhámos antes dele ir trabalhar, o seu jantar. Fui pô-lo e ao Boticário: tive o meu creme de mãos como prenda! Depois disso a hora marcada era às 20h no centro comercial. A DD e uma amiga, eu, a minha mãe e irmã. A ideia era irmos ao cinema, à sessão das 21h mas já era tarde para conseguirmos fazê-lo e jantar antes disso, além de que o filme que queríamos era dali a pouco. Adiámos a ida ao cinema: ficou para a última sessão. 


Comemos e conversámos nas calmas, com tempo. Depois fomos ter com ele para lhe dar a chave já que, afinal, não podia ir busca-lo estando no cinema à hora de saída. Fomos ter com ele, dei-lhe a chave, elas também foram buscar os seus cremes de mãos e ainda passaram algum tempo numa loja. Eu, a minha mãe e irmã esperámos, sentadas cá fora, que se decidissem e fizessem as compras. Enquanto isso encontrámos um saco de uma ourivesaria, abandonado – tinha uma caixa de relógio dentro, sem relógio mas com uma bracelete e algumas peças, ficou para o G. Voltámos ao primeiro centro comercial para o filme já atrasadas. Despedimo-nos da minha mãe e irmã e fomos só as três para a fila dos bilhetes. Entrámos na sala quando tinha acabado de começar. Rimo-nos, foi divertido, cómico, gostei, gostámos. No intervalo falei com ele que já estava em casa: a minha mãe e irmã tinham ido busca-lo. Fui ao wc enquanto isso e encontrei uma nota de 5€: ganhei a noite! Vi o resto do filme, rimo-nos, foi bom! Despedi-me delas, deixei-as em casa – um serão muito bem passado – e segui para a dele. 

A menos de 2minutos da chegada fui mandada parar pela PSP: pela primeira vez, sozinha. Nervos: dou o CC em vez da Carta de Condução e pergunto se precisa do CC também. Passo todos os documentos que encontrei no porta luvas para as mãos do senhor e ele viu, pacientemente, um por um até que chegou ao fim e disse que não era nenhum daqueles (os ditos eram todos passados) e eu lá desencantei uma última folha (verde) do fundo do porta luvas, ainda dentro do envelope, que era o tal. Quando pensei que já estava safa ele pede o colete e o triângulo: o primeiro era fácil, até tinha lá dois, para o segundo foi preciso esvaziar o porta-bagagens (atolado por sinal) para tentar procura-lo mas o sr cooperou e correu tudo bem. Acho que até me sai bem e que tive muita sorte.


Desejou-me uma boa noite e uma boa viagem. Parei mesmo à porta de casa (àquelas horas é obra!) num lugar apertadinho e subi. Ele já dormia, despi e enfiei-me debaixo dos lençóis no seu quentinho. Não podia acabar melhor a noite: nos braços dele.

Dois anos volvidos

 A última publicação aqui foi em 2020...será que ainda sei como isto se faz? Será que ainda está por aí alguém? Não foi isso que me incentiv...